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sábado, 14 de maio de 2016

Há 35 anos, o atentado contra João Paulo II. Intercessão de Maria o salvou!

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João Paulo II socorrido por colaboradores após ser atingido na Praça São Pedro – ANSA
Há 35 anos, na tarde de 13 de maio de 1981, Festa de Nossa Senhora de Fátima, João Paulo II era atingido na Praça São Pedro por dois tiros disparados por Ali Ağca. Para Wojtyla, foi a mão de Maria que o protegeu. A bala que perfurou seu tórax e que deveria matá-lo está agora na coroa da Virgem de Fátima.
Como de costume, por ocasião das Audiência Gerais, João Paulo II estava em pé no papamóvel, saudando e abençoando os peregrinos. Logo a seguir, deveria anunciar a criação do Pontifício Conselho para a Família. Às 17h17 dois estampidos ensurdecedores ecoaram na Praça São Pedro. O Santo Padre cai, sendo amparado pelo seu Secretário, Padre Stanislao Dziwisz. Os fiéis ficam aterrorizados, choram, se ajoelham, rezam o terço. Uma comoção que o locutor da Rádio Vaticano, Benedetto Nardacci, que transmitia a Audiência, não conseguiu esconder: “A multidão está toda em pé….A multidão está toda em pé; não comenta a cena trágica que assistiram. Estão quase todos em silêncio, aguardam notícias (…) O Santo Padre foi evidentemente, certamente atingido. Foi certamente atingido, o vimos deitado no carro descoberto que entrou em alta velocidade dentro do Vaticano. Pela primeira vez se fala de terrorismo também no Vaticano. Se fala de terrorismo em uma cidade da qual sempre partiram mensagens de amor, mensagens de concórdia, mensagens de pacificação”.São momento agitados, confusos. Na Praça silenciosa se propagam notícias contrastantes sobre a identidade do atentador, sobre o número de disparos e sobretudo sobre a gravidade dos ferimentos. Ouve-se o barulho de uma sirene, uma ambulância. Poucos minutos depois o então Diretor da Rádio Vaticano, Padre Roberto Tucci, se junta a Nardacci na Praça São Pedro:
“Padre Tucci, dos microfones da Rádio Vaticano, na Praça São Pedro. Não se sabe ainda a gravidade da ferida. Às 17h29 vi uma ambulância sair da entrada da Porta Sant’Anna em alta velocidade. Me foi informado – mas não posso assegurar que a notícia corresponda à verdade – que a ambulância que levava o Santo Padre, se dirigiu ao Hospital Gemelli”.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

A correspondência secreta entre São João Paulo II e uma mulher casada: escândalo para um mundo doente.

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Fez alarde na mídia, entre ontem e hoje, a notícia de que São João Paulo II manteve uma “relação de grande proximidade“, ao longo de mais de 30 anos, com a filósofa polonesa naturalizada norte-americana Anna-Teresa Tymieniecka.
A correspondência intercambiada entre o papa e a filósofa, segundo a mídia, teria sido “mantida em segredo” pela Biblioteca Nacional da Polônia durante anos.
A história
Eles se conheceram em 1973. Karol Wojtyla era arcebispo de Cracóvia. Anna-Teresa viajou dos Estados Unidos até a Polônia para conversar com o então cardeal sobre um livro de filosofia que ele tinha escrito.
Pouco tempo depois, começou a correspondência entre o cardeal e a filósofa, que decidiram trabalhar em uma versão ampliada do livro. Os dois se encontraram a partir de então muitas vezes e intensificaram a correspondência, que, naturalmente, com o tempo, se tornava menos formal.
Em 1976, o cardeal Wojtyla participou de um encontro católico nos EUA e foi convidado por Anna-Teresa para ficar na casa de campo da família, em Vermont. Grande apaixonado pela natureza, Wojtyla aparece em fotos daquele verão bastante alegre e descontraído junto à família de Anna-Teresa.

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

* 13 fatos fascinantes da vida de Karol Wojtyla, hoje São João Paulo II

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1. Aos 15 anos quase morreu por um disparo acidental
Um amigo lhe mostrou uma arma, a qual acreditava estar descarregada. Foi quando durante uma brincadeira este amigo apertou o gatilho e disparou bem perto de Karol. Felizmente (ou milagrosamente), a bala não o tocou.
2. Teve uma “namorada” judia durante sua juventude
Seu nome era Ginka Beer, era “uma bela judia, com lindos olhos e cabelos, magra, uma excelente atriz”. Embora não possamos descrever com precisão o vínculo entre Karol Wojtyla e Ginka, ela foi primeira e possivelmente a única com quem ele teve um relacionamento.
3. Foi ator e dramaturgo
Era membro de um grupo de teatro e pretendia trabalhar como ator, antes de descobrir sua  vocação ao sacerdócio.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

O dia em que o Papa João Paulo II salvou um sacerdote

juan pablo iiQuero contar um fato da vida de São João Paulo II, e que muito me impressionou. Este fato real foi contado por Scott Hahn em Nova York, num dos programas da Madre Angélica – EWTN.

Um sacerdote norte-americano da arquidiocese de Nova York foi rezar em uma das paróquias de Roma quando, ao entrar, se encontrou com um mendigo. Depois de observá-lo por um momento, o sacerdote se deu conta que conhecia aquele homem. Era um companheiro de Seminário, ordenado sacerdote no mesmo dia que ele. Agora mendigava pelas ruas.

O padre, depois de identificar-se e saudá-lo, escutou dos lábios do mendigo como havia perdido sua fé e sua vocação. Ficou profundamente estremecido.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Um cientista ateu pode acreditar em milagres?

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“No microscópio, vi uma célula letal de leucemia e tive a certeza de que a paciente a quem tal célula pertencia deveria estar morta”: assim começa o depoimento de Jackie Duffin, a médica canadense que participou como “testemunha cega” no processo de canonização de Santa Margarida d’Youville, publicado este mês pela BBC News.
 
“O fato de esta paciente estar viva 30 anos depois do seu encontro com a leucemia mieloide aguda (LMA) é algo que eu não consigo explicar. Mas ela sim”, afirma a hematóloga.
 
Em 1986, Duffin examinou algumas amostras de medula óssea sem conhecer sua procedência nem o motivo da pesquisa, que era a comprovação, por parte do Vaticano, de um milagre atribuído à fundadora das Irmãs da Caridade de Montreal.
 
Por meio dessa revisão, Duffin viu que a paciente havia se submetido à quimioterapia, entrou em remissão, depois teve uma recaída, passou por mais tratamentos e um segundo período de remissão.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Por que se casar na Igreja, segundo São João Paulo II

“Para a maioria das pessoas, as núpcias celebradas na Igreja são ainda um atrativo: desejam celebrar o matrimônio religioso. Por que é assim? Karol Wojtyla se perguntava já tempos antes de se tornar papa, como demonstra um artigo até agora inédito que apareceu recentemente em uma seleção de textos escritos por ele entre 1952 e 1962, intitulada: “Educar e amar. Escritos sobre o matrimônio e a família” (Cantagalli, Itália).

No texto, de extraordinária atualidade, Wojtyla ressalta que o casamento celebrado na Igreja é mais atraente que o realizado em um Cartório Civil para “a grande maioria das pessoas”, também aqueles “não muito crentes”.

Em primeiro lugar, escrevia Wojtyla, é preciso esclarecer o que significa celebrar o casamento na Igreja. Assim como no casamento civil – explica –, no religioso existem dois momentos, o contrato e a declaração, mas enquanto no primeiro caso a declaração está nos acordos da sociedade, do poder civil, o matrimônio religioso “olha muito mais alto e assume o caráter tipicamente religioso, até mesmo solene. É o juramento a definir o caráter religioso da declaração. O ato não tem sentido se não se aceita a existência de Deus. O juramento chama o Senhor como testemunha”. 

sábado, 27 de setembro de 2014

Os conselhos de João Paulo II para ser um bom clérigo

O ano de 1964 foi um ano importante para Karol Wojtyla. Foi o ano em que se tornou, de fato, arcebispo metropolitano de Cracóvia, segunda cidade da Polônia. No livro “Estou todo nas mãos de Deus”, escritos pessoais de João Paulo II, editado pela Livraria Vaticana. O ponto decisivo na vida do futuro papa polonês aconteceu nos exercícios espirituais em Jasna Góra (santuário que possui o ícone milagroso de Nossa Senhora de Częstochowa), guiados por Dom Kazimierz Józef Kowal­ski (31 agosto - 3 setembro de 1964).

O até então Dom Wojtyla escrevia em suas notas pessoais que “o homem e, ainda mais, o sacerdote/bispo é ‘doulos’, o escravo de Deus”. Porque o fato de obter a Graça depende totalmente e unicamente da bondade e da misericórdia divina.

O poder de Cristo

No episcopado, segundo o arcebispo de Cracóvia “se deveriam unir a paternidade e a maternidade: a participação do Coração Divino de Jesus e do Coração de Maria. Isto se expressa no cuidado dos mais necessitados, seja na alma ou no corpo”. O bispo participa do “poder de Cristo”. O estilo certo para exercitar este poder é o pastoral, “como ressaltou João XXIII”. 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Os cadernos secretos de João Paulo II

Em seu testamento, João Paulo II tinha pedido a Stanislaw Dziwisz para queimá-los, mas o seu colaborador decidiu apresentar os escritos à Congregação para as Causas dos Santos, que examinou com muita atenção, em vista do então processo de beatificação. Aqueles escritos, que revelam a profunda relação entre João Paulo II e Deus, desde quando era bispo auxiliar, depois arcebispo de Cracóvia, até se tornar Papa. Agora os escritos foram publicados no volume "Estou nas mãos de Deus - Notas Pessoais 1962-2003”, editado pela livraria Vaticana.

Os dois cadernos

As notas, explica o padre Jan Machniak na introdução do volume, fazem parte de dois cadernos chamados “Agenda 1962” e “Agenda 1985”. O primeiro era um caderno pessoal de Wojtyla e data principalmente do período em que era arcebispo. O outro inicialmente pertencia ao secretário pessoal do Papa, padre Emery Kabongo.

O método de Santo Inácio

As notas essencialmente relativas aos exercícios espirituais do Pontífice foram escritas em polonês, mas algumas vezes João Paulo II colocava frases em latim e em italiano, especialmente durante exercícios no Vaticano. O método com o qual efetuava os exercícios era o de Santo Inácio de Loyola: ou seja, uma ordem do dia que verifica com clareza o tema das reflexões e da leitura espiritual.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Poloneses pedem que São João Paulo II se torne o Padroeiro do país



Poloneses pedem que São João Paulo II se torne o Padroeiro do paísO semanário católico mais popular na Polônia, Niedzela, que tem sua sede na cidade de Czestochowa, divulgou em seu site o resultado de uma pesquisa de opinião na qual perguntou aos seus leitores se eles achavam que São João Paulo II deveria ser elevado a Padroeiro da Polônia.


Segundo os resultados divulgados, 83% dos que responderam a pesquisa são à favor que João Paulo II se torne o novo Santo padroeiro do país. Apenas 12% se mostraram contrários e 5% se manifestaram indiferentes.


O semanário católico Niedzela permaneceu 28 anos sem circular, por ordem do regime comunista. Somente durante o pontificado do Papa João Paulo II é que ele voltou a ser impresso. Nesse período desempenhou uma grande serviço à sociedade local. Exemplo disso são as muitas entrevistas privadas que o Papa João Paulo II concedeu aos jornalistas de Niedzela.

quinta-feira, 1 de maio de 2014

Oração a São João Paulo II



Para compartilhar e rezar com fervor

Ó São João Paulo,
da janela do céu,
dá-nos a tua bênção!

Abençoa a Igreja,
que tu amaste, serviste e guiaste,
incentivando-a a caminhar corajosamente
pelos caminhos do mundo,
para levar Jesus a todos
e todos a Jesus!

Abençoa os jovens,
que também foram tua grande paixão.
Ajuda-os a voltar a sonhar,
voltar a dirigir o olhar ao alto
para encontrar a luz que
ilumina os caminhos da vida na terra.

Abençoa as famílias,
abençoa cada família!
Tu percebeste a ação de Satanás
contra esta preciosa e indispensável
faísca do céu que Deus
acendeu sobre a terra.

São João Paulo,
com a tua intercessão,
protege as famílias
e cada vida que nasce
dentro da família.

Roga pelo mundo inteiro,
ainda marcado por tensões,
guerras e injustiças.
Tu te opuseste à guerra,
invocando o diálogo e semeando o amor;
roga por nós,
para que sejamos incansáveis
semeadores de paz.

Ó São João Paulo,
da janela do céu,
onde te vemos junto a Maria,
faz descer sobre todos nós
a bênção de Deus!

Amém.

(Cardeal Angelo Comastri)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Mais de 80 mil pessoas presentes, nesta manhã, na celebração de ação de graças pela canonização


 
Após a canonização do último domingo, 27, cerca de 80 mil peregrinos que ainda se encontram em Roma, voltaram para a Praça de São Pedro na manhã desta segunda-feira, 28, para a missa de ação de graças.

A gratidão pelo dom da santidade que se renova na vida da Igreja, foi o cerne da homilia na missa presidida pelo Cardeal Angelo Comastri, vigário do Papa para a Cidade do Vaticano.

O Cardial Stanislaw Dziwisz, atual arcebispo da diocese de Cracóvia, agradeceu a todos que trabalharam para a canonização dos dois papas, a partir de Francisco e Bento XVI. E também relembrou o amor do Papa Wojtyla pela Itália.

domingo, 27 de abril de 2014

Veja a homilia do Papa Francisco na canonização de São João Paulo II e São João XXIII


Em uma cerimônia sem precedentes na história da Igreja, o Papa Francisco declarou santos a São João Paulo II e São João XXIII durante uma missa concelebrada por mais de mil pastores entre cardeais, bispos e sacerdotes, incluindo o Pontífice Emérito Bento XVI.

Esta é a íntegra da homilia que pronunciou o Papa Francisco:

No centro deste domingo, que encerra a Oitava de Páscoa e que João Paulo II quis dedicar à Divina Misericórdia, encontramos as chagas gloriosas de Jesus ressuscitado.

Já as mostrara quando apareceu pela primeira vez aos Apóstolos, ao anoitecer do dia depois do sábado, o dia da Ressurreição. Mas, naquela noite, Tomé não estava; e quando os outros lhe disseram que tinham visto o Senhor, respondeu que, se não visse e tocasse aquelas feridas, não acreditaria. Oito dias depois, Jesus apareceu de novo no meio dos discípulos, no Cenáculo, encontrando-se presente também Tomé; dirigindo-Se a ele, convidou-o a tocar as suas chagas. E então aquele homem sincero, aquele homem habituado a verificar tudo pessoalmente, ajoelhou-se diante de Jesus e disse: «Meu Senhor e meu Deus!» (Jo 20, 28).

Se as chagas de Jesus podem ser de escândalo para a fé, são também a verificação da fé. Por isso, no corpo de Cristo ressuscitado, as chagas não desaparecem, continuam, porque aquelas chagas são o sinal permanente do amor de Deus por nós, sendo indispensáveis para crer em Deus: não para crer que Deus existe, mas sim que Deus é amor, misericórdia, fidelidade. Citando Isaías, São Pedro escreve aos cristãos: ‘pelas suas chagas, fostes curados’ (1 Ped 2, 24; cf. Is 53, 5).

São João XXIII e São João Paulo II tiveram a coragem de contemplar as feridas de Jesus, tocar as suas mãos chagadas e o seu lado transpassado. Não tiveram vergonha da carne de Cristo, não se escandalizaram d’Ele, da sua cruz; não tiveram vergonha da carne do irmão (cf. Is 58, 7), porque em cada pessoa atribulada viam Jesus. Foram dois homens corajosos, cheios da parresia do Espírito Santo, e deram testemunho da bondade de Deus, da sua misericórdia, à Igreja e ao mundo.

Foram sacerdotes, bispos e papas do século XX. Conheceram as suas tragédias, mas não foram vencidos por elas. Mais forte, neles, era Deus; mais forte era a fé em Jesus Cristo, Redentor do homem e Senhor da história; mais forte, neles, era a misericórdia de Deus que se manifesta nestas cinco chagas; mais forte era a proximidade materna de Maria.

Nestes dois homens contemplativos das chagas de Cristo e testemunhas da sua misericórdia, habitava «uma esperança viva», juntamente com «uma alegria indescritível e irradiante» (1 Ped 1, 3.8). A esperança e a alegria que Cristo ressuscitado dá aos seus discípulos, e de que nada e ninguém os pode privar. A esperança e a alegria pascais, passadas pelo crisol do despojamento, do aniquilamento, da proximidade aos pecadores levada até ao extremo, até à náusea pela amargura daquele cálice. Estas são a esperança e a alegria que os dois santos Papas receberam como dom do Senhor ressuscitado, tendo-as, por sua vez, doado em abundância ao Povo de Deus, recebendo sua eterna gratidão.

Esta esperança e esta alegria respiravam-se na primeira comunidade dos crentes, em Jerusalém, de que nos falam os Atos dos Apóstolos (cf. 2, 42-47). É uma comunidade onde se vive o essencial do Evangelho, isto é, o amor, a misericórdia, com simplicidade e fraternidade.

E esta é a imagem de Igreja que o Concílio Vaticano II teve diante de si. João XXIII e João Paulo II colaboraram com o Espírito Santo para restabelecer e atualizar a Igreja segundo a sua fisionomia originária, a fisionomia que lhe deram os santos ao longo dos séculos. Não esqueçamos que são precisamente os santos que levam avante e fazem crescer a Igreja. Na convocação do Concílio, João XXIII demonstrou uma delicada docilidade ao Espírito Santo, deixou-se conduzir e foi para a Igreja um pastor, um guia-guiado. Este foi o seu grande serviço à Igreja; foi o Papa da docilidade ao Espírito.

Neste serviço ao Povo de Deus, João Paulo II foi o Papa da família. Ele mesmo disse uma vez que assim gostaria de ser lembrado: como o Papa da família. Apraz-me sublinhá-lo no momento em que estamos a viver um caminho sinodal sobre a família e com as famílias, um caminho que ele seguramente acompanha e sustenta do Céu.

Que estes dois novos santos Pastores do Povo de Deus intercedam pela Igreja para que, durante estes dois anos de caminho sinodal, seja dócil ao Espírito Santo no serviço pastoral à família. Que ambos nos ensinem a não nos escandalizarmos das chagas de Cristo, a penetrarmos no mistério da misericórdia divina que sempre espera, sempre perdoa, porque sempre ama”.


por ACI digital

O Papa Francisco canoniza São João Paulo II e São João XXIII

Com a leitura da fórmula própria do rito de canonização, nesta manhã o Papa Francisco declarou como santos São João Paulo II e São João XXIII, em uma cerimônia histórica e sem precedentes na qual estiveram reunidos quatro Pontífices, com a participação do Sumo Pontífice Emérito Bento XVI.

Em uma Praça de São Pedro totalmente lotada desde as primeiras horas da manhã, o Santo Padre presidiu a missa na qual já se rezaram as ladainhas dos santos e na qual o coro e a multidão entoaram os hinos dedicados a ambos.

Logo o Papa Francisco escutou o pedido do Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, quem, de acordo com o rito da canonização, solicitou três vezes que sejam declarados santos João Paulo II e João XXIII.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Conheça os milagres de João XXIII e João Paulo II

Conheça os milagres de João XXIII e João Paulo IINo próximo domingo, dia 27 de abril, João XXIII e João Paulo II, dois dos Papas do século XX, chegarão aos altares graças às intercessões reconhecidas pela Santa Sé como milagrosas; porém, enquanto para Karol Wojtyla o Vaticano aprovou dois milagres, no caso de Angelo Roncalli um milagre o levou à beatificação e agora será canonizado graças à faculdade do Papa Francisco.

O caso de João XXIII

João XXIII foi Papa entre o dia 28 de outubro de 1958 e 3 de junho de 1963 e foi beatificado no ano 2000 por João Paulo II graças à cura milagrosa da religiosa italiana Caterina Capitani em 1966, que esteve a ponto de morrer por uma perfuração gástrica hemorrágica com fístula externa e peritonite aguda.

O relatório da Congregação para as Causas dos Santos indica que em 22 de maio de 1966 as irmãs da religiosa colocaram sobre o seu estômago uma imagem do falecido pontífice. Aos poucos minutos a religiosa se recuperou e pediu para comer.

Durante seu testemunho, a irmã Capitani relatou que João XXIII sentou-se ao pé de sua cama e lhe assegurou que o seu pedido tinha sido escutado no céu.

Por sua parte, os médicos que a atendiam em Nápoles (Itália), fizeram-lhe uma radiografia no estômago e comprovaram o desaparecimento completo da doença, sem sinais de cicatrizes causadas pela fístula.

Anos depois, em julho de 2013, o Papa Francisco aprovava os decretos que canonizam João XXIII junto com João Paulo II, sem requerer o reconhecimento de uma intercessão milagrosa por parte do Papa Bom.

Em declarações ao Grupo ACI no dia 5 de julho, o Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Pe. Federico Lombardi, explicou que sobre a canonização do Papa João XXIII, na qual se prescindirá da aprovação do milagre depois de sua beatificação, “isto é algo que está no poder do Papa, não é uma coisa particularmente especial”.

“Um milagre é uma visão teológica da Igreja, a prova, a demonstração do poder de intercessão, e a confirmação por parte de Deus da santidade de uma pessoa, mas não é um dogma de fé que seja necessário de alguma maneira”, indicou.

Recordou que “por exemplo, os mártires são beatificados sem nenhum milagre, o que quer dizer que os milagres por tradição e teologia  acontecem normalmente quando são pedidos, mas não são uma necessidade absoluta”.

As intercessões de João Paulo II

O Papa polonês guiou a barca de Pedro entre 16 de outubro de 1978 e 2 de abril de 2005 e em seu caminho aos altares a Santa Sé lhe reconhece duas intercessões milagrosas.

A primeira corresponde ao processo de beatificação e a beneficiada foi a religiosa francesa Marie Simon-Pierre, que sofria de Mal de Parkinson e trabalha em uma clínica de maternidade em Paris (França).

Em 14 de janeiro de 2011 a religiosa contou à rede francesa KTOtv e à rede italiana RAI Vaticano que a sua cura aconteceu em 2 de junho de 2005. “Esse dia pela manhã eu estava completamente impedida e já não podia mais”, indicou, por isso solicitou sua demissão à superiora de sua comunidade para “deixar de oferecer o meu serviço na maternidade onde trabalhava (…). Eu não consigo fazer com que isto deixe de avançar, não é possível”.

Entretanto, seu pedido foi rejeitado com amabilidade e em troca a superiora lhe propôs pedir a graça de sua cura a João Paulo II, quem ao final de sua vida também sofreu com o Mal de Parkinson.

Quando isto aconteceu, “sentimos por um bom momento uma grande mudança no seu escritório, diria que uma grande paz, uma paz muito grande e uma grande serenidade, me sentia muito tranquila e ela também”.

Nesse momento, pediu-lhe escrever o nome de João Paulo II em um papel. O avanço da doença tinha afetado seu braço esquerdo e sofria de intensos tremores. Sua superiora lhe propôs escrever com a mão direita. “Disse-lhe que não podia porque minha mão direita também ficava tremendo, mas ela insistiu: ‘sim pode, sim pode’”.

Escreveu algo ilegível, mas pensou que de repente “ocorre um milagre se é que acredito”. “Essa noite continuei os meus afazeres como de costume com a janta comunitária, logo um pouco mais de serviço e depois a oração noturna na capela”.

No seu quarto, a religiosa se obrigou a escrever e viu com surpresa que podia fazê-lo.

Às 4h30 da madrugada de 3 de junho acordou sentindo que “já não era a mesma. Havia uma alegria interior e uma grande paz; e logo me surpreendi muito pelos gestos do meu corpo”.

Depois de rezar na madrugada, Irmã Marie foi ao oratório da capela, pois sua comunidade celebrava a Missa às 6am. No trajeto “percebi que meu braço esquerdo já não ficava imóvel ao caminhar, mas balançava normalmente. Na Eucaristia tive a certeza de que estava curada”.

A Congregação para as Causas dos Santos estudou a cura de Simon-Pierre e determinou que foi por intercessão de João Paulo II, a quem  beatificou em 1º de maio de 2011.

O segundo milagre atribuído à intercessão de Karol Wojtyla foi a cura de Floribeth Mora, uma mulher costa-riquenha que padecia de um aneurisma cerebral.

O fato ocorreu no dia 1º de maio de 2011, o mesmo dia da beatificação de João Paulo II.
Nesse dia, Floribeth foi com a sua família à Missa dominical. No centro do bairro estava passando uma procissão. “Nesse momento estava passando uma carroça com a imagem de Jesus Sacramentado e senti um frio no corpo. Desci do carro e fui até ali”. Então, o sacerdote que acompanhava a procissão declamava uma oração: “Oh, Senhor! Há uma cura”.

“Pedimos ao nosso Papa João Paulo que nos ajudasse a pedir a Deus que me ajudasse”. E nesse preciso instante, algo começou a mudar. “Saí desse parque com a fé de que eu tinha sido curada”, expressou Floribeth.

Dias depois foi ao Santuário da Virgem de Ujarrás para rezar, consciente de que o templo tinha recebido um relicário com mostras de sangue do novo Beato. “De novo, um milagre”. Quando chegou já tinha terminado a exposição, porém, o Pe. Dónald Solano fez uma exceção. “Mostrou-me a relíquia e eu a toquei. Seis meses depois me fizeram outro exame no cérebro e me indicaram que o aneurisma tinha desaparecido para a honra e a glória de meu Deus”, afirmou Floribeth.

Conforme publicou o jornal “La Nación” da Costa Rica, o neurocirurgião Alejandro Vargas Román, que atendeu Floribeth Mora durante a sua doença, confirmou que não encontrou explicação científica ao desaparecimento repentino do aneurisma que padecia quando analisaram exames posteriores àquele do dia 1º de maio de 2011.

Fonte: Aci Digital

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Bento XVI: "vos conto a santidade de João Paulo II, Papa e amigo"

 



Somente através da sua relação com Deus é possível compreender Karol Wojtyla

“Somente a partir do seu relacionamento com Deus” se pode entender Karol Wojtyla. Essa é uma das passagens da entrevista com Bento XVI realizada por Wlodzimierz Redzioch, presente no livro “Ao lado de João Paulo II”, edição Ares, publicado em ocasião da canonização de Papa Wojtyla, no próximo 27 de abril. Na primeira entrevista após sua renúncia, o Papa Emérito reflete sobre a personalidade e a espiritualidade de seu predecessor e conta sua relação extraordinária com o Papa polonês quando era prefeito da Congregação para Doutrina da Fé. 

domingo, 9 de março de 2014

Joseph Ratzinger fala sobre Karol Wojtyla

Entrevista com o Papa Emérito no livro “Ao lado de João Paulo II – Amigos e Colaboradores falam”, por Wlodzimierz Redzioch
ratzinger-wojtyla-papa“Que João Paulo II era um santo, durante os anos de colaboração com ele, se tornava cada vez mais e mais claro para mim. (…) Se doou com uma radicalidade que não pode ser explicado de outro modo. (…) Seu empenho era incansável, e não apenas nas grandes viagens, cujos programas eram cheios de eventos do início ao fim, mas também no dia a dia, desde a missa matutina até tarde da noite “.
Quem narra é Joseph Ratzinger, o Papa emérito Bento XVI. Ele falou em entrevista exclusiva a Wlodzimierz Redzioch para o seu livro “Ao lado de João Paulo – Amigos e Colaboradores falam” (Editora Ares).

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Em diários pessoais revelados recentemente o papa João Paulo II se questionou se estava realmente servindo a Deus

Em diários pessoais revelados recentemente o papa João Paulo II se questionou se estava realmente servindo a Deus

Diários privados do papa João Paulo II publicados nessa quarta-feira revelaram detalhes surpreendentes sobre a vida do líder católico, que esteve à frente da Igreja Católica desde o ano de 1978 até sua morte, em 2005. Entre as informações reveladas está a de que João Paulo II passou décadas questionando se era digno do papel que desempenhava na igreja e se estava realmente servindo a Deus.
- A palavra do Senhor. Eu amo a palavra de Deus? Eu vivo por ela? Eu o sirvo de bom grado. Ajuda-me, Senhor, a viver de acordo com sua palavra – escreveu João Paulo II em uma das anotações recentemente divulgadas.
Segundo a Reuters, os diários publicados são notas feitas pelo papa, e que ele queria que fossem destruídos, mas que foram mantidos por seu assessor. Vistas por muitos não como um diário, mas como uma série de reflexões, as anotações foram publicadas em um livro por Stanislaw Dziwisz, que era seu assessor pessoal.
Nascido Karol Wojtyla, no sul da Polônia, em 1920, o homem que veio a se tornar líder da maior organização religiosa do muno desempenhou um papel público muito ativo na era comunista da Polônia e, principalmente, durante seu período como papa. Porém, os eventos públicos tem pouquíssimo espaço em suas anotações, onde ele agonizou sobre se estava fazendo o suficiente para servir a Deus.

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Encontrada parte da relíquia de João Paulo II que foi roubada

Encontrada parte da relíquia de João Paulo II que foi roubadaQuase uma semana depois do roubo de uma relíquia de sangue do Beato João Paulo II, os agentes encontraram uma parte do relicário que continha o pequeno pedaço de tecido da batina de João Paulo II que ficou manchada de sangue durante o atentado que sofreu na Praça de São Pedro em 13 de maio de 1981. Até o momento há dois presos e as investigações continuam.
Conforme assinala o jornal La Nación, dois jovens de 23 e 24 anos foram presos pelo roubo ocorrido na igreja de San Pietro della Ienca, em L’Aquila, na região italiana de Abruzos, eles confessaram ter roubado o relicário e a cruz do templo.


O presidente da associação San Pietro della Ienca, Pasquale Correriere, responsável pelo santuário do qual a relíquia desapareceu, explicou à imprensa italiana que falta ainda o pedaço de tecido que esperam ainda poder recuperar.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Ampola com sangue do papa João Paulo 2º é roubada na Itália.


Sister Marie Simon-Pierre Normand holds a glass reliquary containing the blood of the late Pope John Paul II during his beatification mass at the Vatican

A polícia da Itália informou nesta segunda-feira que uma ampola com o sangue do papa João Paulo 2º foi roubada na noite de domingo da igreja de San Pietro della Iencca, em Abruzzo, na região central do país. O local era muito visitado pelo pontífice, que morreu em 2005 e será canonizado em abril.
Segundo as autoridades, a ampola foi retirada de um relicário que também continha um crucifixo. Cerca de 50 agentes fazem buscas na região com cães farejadores, mas ainda não encontraram os criminosos. A polícia suspeita que o sangue seja usado para um ritual satânico.
A igreja fica perto da montanha do Gran Sasso, na cordilheira dos Apeninos, uma região muito querida por João Paulo 2º que a visitou várias vezes para meditar, passear e até esquiar nos primeiros anos de seu pontificado, iniciado em 1978.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Livro reúne anotações pessoais que João Paulo II pediu que queimassem

 



Os escritos contêm perguntas importantes, íntimas e profundas do Papa polonês, e constituem o principal documento do seu processo de canonização

Em seu testamento, escrito em diferentes etapas durante os exercícios espirituais no Vaticano, João Paulo II pediu aos que poderiam ser considerados herdeiros seus: “Que as anotações pessoais sejam queimadas”.
A petição foi feita ao seu secretário pessoal, Stanisław Dziwisz: “Peço que isso fique sob a responsabilidade de Dom Stanislaw, a quem agradeço pela colaboração e a ajuda tão prolongada e tão compreensiva nestes anos”.
Pouco depois do funeral do Papa polonês, perguntamos ao futuro arcebispo de Cracóvia por que ele não havia atendido ao pedido. E ele respondeu: “Porque esses papéis têm uma relevância histórica”.

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