Social Icons

Mostrando postagens com marcador PAPA FRANCISCO. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador PAPA FRANCISCO. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 25 de março de 2019

O dia em que Papa ligou pessoalmente para uma mulher que ia abortar…

POPE FRANCIS,BABY

...e se ofereceu para ser o padrinho do bebê!
A italiana Anna Romano, então com 35 anos de idade, escreveu uma carta dolorosa ao Papa Francisco em 2013, o primeiro ano dele como pontífice.
Anna contou que estava grávida. O pai do bebê era um homem casado, mas de quem ela não era a esposa. Era sua amante. Diante da notícia da gravidez, o homem rompeu a relação extraconjugal e a pressionou para que abortasse o filho indesejado. Anna quis então desabafar com o Papa antes de eliminar o bebê.
Foi então que um telefonema mudou tudo.
Era uma terça-feira, 3 de setembro de 2013: o próprio Papa ligou pessoalmente para Anna.
“Fiquei de boca aberta. Eu ouvi o Papa falar. Ele tinha lido a minha carta. Ele afirmou para mim que o bebê é um presente de Deus, um sinal da Providência, e me disse que eu nunca estaria sozinha”.

Alguns minutos de conversa com Francisco foram suficientes para que Anna mudasse de ideia e desistisse de abortar o seu filhinho.
Entrevistada por vários jornais italianos, ela relatou, ainda, que o Papa tinha se oferecido para batizar a criança e que ele próprio gostaria de ser o padrinho.
“Ele encheu o meu coração de alegria quando me disse que eu era corajosa e forte pelo meu filho”.
A história de Anna repercutiu mundialmente nas páginas de jornais como os italianos Il Messagero e Corriere della Sera, o espanhol ABC e o britânico Telegraph, entre dezenas de outros.
E o bebê nasceu mesmo?
Nasceu, sim. E foi batizado pelo Papa, sim!
Aconteceu no domingo dedicado à celebração do Batismo do Senhor, dia 12 de janeiro de 2014. Na ocasião, o Papa batizou 32 crianças na Capela Sistina e, entre os bebês, estava aquele que o próprio Francisco tinha salvado do aborto: o filho de Anna Romano.
Quantos milhões de bebês exterminados pelo aborto poderiam ter sido salvos no mundo com um pouco de empatia, compreensão e incentivo à esperança e ao amor?
Sobre a foto desta matéria

As celebrações da Semana Santa 2019

O Departamento das Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice notificou as cerimônias da Semana Santa 2019

A Semana Santa 2019 terá início dia 14 de abril, Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor e XXXIV Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Neste ano a JMJ terá uma celebração diocesana com o tema: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra (Lc 1, 38)”. Na ocasião, o Papa Francisco presidirá a Santa Missa às 10 horas, ( 5 horas da manhã, hora de Brasília) na Praça São Pedro depois da Bênção dos Ramos.

Na Quinta-feira Santa, 18 de abril o Pontífice preside na Basílica Vaticana, às 9h30 (4h30, Brasília), a concelebração da Santa Missa Crismal, junto com os patriarcas, os cardeais, os arcebispos, os bispos e os presbíteros presentes em Roma.
Sexta-feira Santa, 19 de abril, celebração da Paixão do Senhor na Basílica de São Pedro. Neste dia, o Papa presidirá às 17 horas (12h, Brasília) a Liturgia da Palavra, a adoração da Cruz e o rito da comunhão. Às 21h15 (16h15, Brasília), o Papa irá ao Coliseu para a Via-Sacra, no final da qual dirigirá algumas palavras aos fiéis presentes e dará a bênção apostólica.

No Sábado Santo, 20 de abril, às 20h30 (15h30, Brasília), celebração da grande Vigília Pascal. No átrio da Basílica haverá a celebração da Luz, a bênção do fogo e a preparação do Círio Pascal. Segue a procissão até o altar da Cátedra com o Círio Pascal acompanhado pelo canto Exsultet. Em seguida, o Pontífice preside a Liturgia da Palavra, a Liturgia Batismal e a Liturgia Eucarística.

A Semana Santa terá a sua conclusão com a Santa Missa de Páscoa que está programada para o domingo, 21 de abril, às 10h (5h, Brasília) na Praça São Pedro. No final da celebração, do balcão da basílica, o Papa fará a bênção “Urbi et Orbi”.

Todas as celebrações presididas pelo Santo Padre serão transmitidas pela Rádio Vaticano – Vatican News, com comentários em português.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Retrospectiva 2018: O ano do Papa Francisco

Viagens, audiências, encontros… Inúmeros eventos realizados dentro e fora do Vaticano imortalizaram a emoção do Papa Francisco no seu contato com os fiéis.

31 dezembro 2018
Um ano para a Santa Sé e o Papa Francisco rico de viagens, eventos, encontros e acordos. Destes, um dos mais significativos foi com a República Popular Chinesa assinado em 22 de setembro. Trata-se de uma reaproximação entre os dois Estados, com o foco na nomeação de bispos, criando as condições para uma colaboração mais ampla em nível bilateral.

Perdão, justiça e verdade

Outro tema que dominou a agenda vaticana foi a reparação para os crimes de abusos, a ponto de o Papa convocar todos os presidentes das Conferências Episcopais para fevereiro próximo.

Em todas as viagens de 2018, Francisco se reuniu com as vítimas, fez um pedido de perdão público na Irlanda, por ocasião do Encontro Mundial das Famílias, e reiterou a linha “tolerância zero” que deve ser adotada por toda a Igreja no discurso de final de ano aos membros da Cúria Romana.

O Papa foi enfático ao pedir a conversão dos culpados e que os mesmos se entreguem à justiça terrena e se preparem para a justiça celeste. Crime, monstruosidade, ato abominável, vergonha: foram algumas das palavras usadas pelo Pontífice para tratar do assunto.

Abismo

No ano de 2018, Francisco não deixou de colocar no centro de suas preocupações os últimos: os descartados da sociedade, as vítimas das guerras, da violência e da fome, os cristãos perseguidos e os migrantes.

Foram inúmeros os pronunciamentos e, sobretudo, as homilias na Casa Santa Marta para denunciar a opulência de poucos em contraste com a miséria de muitos.

Uma doença séria, a do consumismo, de hoje! O consumismo, o gastar mais do que precisamos, uma falta de austeridade de vida: este é um inimigo da generosidade. A generosidade alarga o coração e o leva à magnanimidade.

Os jovens

A juventude foi protagonista este ano na Igreja com a realização do Sínodo dos Bispos em outubro, ápice de um caminho que teve fundamento um evento inédito: a reunião pré-sinodal em março com jovens de todo o mundo em Roma.

“Trabalhamos em comunhão e com ousadia, com o desejo de servir a Deus e ao seu povo. Que o Senhor abençoe os nossos passos, para podermos escutar os jovens, fazer-nos próximo e testemunhar-lhes a alegria da nossa vida: Jesus”.

Viagens

Em 2018, Francisco “reduziu” suas viagens internacionais para retomar a agenda das visitas ad Limina apostolorum em Roma. Mesmo assim, foram quatro etapas internacionais: Chile e Peru em janeiro, Genebra em junho, Irlanda em agosto e Lituânia, Letônia e Estônia em setembro. Dentro da Itália, foram cinco dioceses visitadas: Palermo, Bari, Florença, Lecce e San Giovanni Rotondo.

Crianças

As audiências no Vaticano e as visitas pastorais pela Diocese de Roma ofereceram inúmeras ocasiões para um contato próximo do Papa com os fiéis. As crianças foram as protagonistas em dois momentos especiais: a visita do Papa à paróquia São Paulo da Cruz, no dia 15 de abril, na periferia de Roma. Um garoto se comoveu ao perguntar ao Pontífice se o seu pai falecido, ateu, está no céu. Uma pergunta sussurrada no ouvido do Papa, que prontamente o consolou com um longo abraço.

Já na audiência geral de 28 de novembro, uma criança “indisciplinadamente livre” atraiu as atenções dos peregrinos, ao subir no palco da Sala Paulo VI e se entreter com o Guarda Suíço. O menino argentino levou o Pontífice à seguinte reflexão:

“Esta criança não consegue falar, é muda. Porém, sabe “comunicar”, sabe se expressar. E tem uma coisa que me fez pensar: é livre, indisciplinadamente livre. Porém livre. E me leva a pensar: também eu sou livre diante de Deus? Quando Jesus diz que devemos nos fazer como crianças, nos diz que devemos ter a liberdade que tem uma criança diante de seu Pai… Esta criança… Peçamos a graça de que possa falar”.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Mensagem de Natal do Papa Francisco

PAPIEÅ» FRANCISZEK, PASTERKA
“Que todos nós possamos receber a paz e o conforto do Nascimento do Salvador"

O Papa Francisco pronunciou sua Mensagem natalina ao meio-dia desta terça-feira, Dia de Natal, na sacada central da Basílica de São Pedro, dirigindo-se aos fiéis do mundo inteiro.

“Queridos irmãos e irmãs, Feliz Natal! Aos fiéis de Roma, aos peregrinos e a todos os que, das diversas partes do mundo, estão sintonizados conosco, renovo o jubiloso anúncio de Belém: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade”.

Como os pastores, os primeiros que acorreram à gruta, disse o Papa, ficamos maravilhados com o sinal que Deus nos deu: “Um Menino envolto em panos e deitado numa manjedoura”. Em silêncio, ajoelhemos e O adoremos! E perguntou: “O que aquele Menino, que nasceu para nós da Virgem Maria quer nos dizer neste dia­­? Qual a sua mensagem universal? E Francisco respondeu:

“Ele nos diz que Deus é um bom Pai e nós somos todos irmãos. Esta verdade está na base da visão cristã da humanidade. Sem a fraternidade que Jesus Cristo nos concedeu, os nossos esforços por um mundo mais justo não têm sentido e até os nossos melhores projetos correm o risco de se tornar sem alma. Por isso, as minhas felicitações natalinas são os votos de fraternidade”.

Seus votos de Fraternidade vão às pessoas de todas as nações e culturas; às de ideias diferentes, mas capazes de se respeitar e ouvir umas às outras; e às pessoas das diferentes religiões. E acrescentou:

“Jesus veio revelar o rosto de Deus a todos os que procuram. O rosto de Deus manifestou-se em um rosto humano, concreto; não sob a forma de um anjo, mas de homem, nascido em um tempo e lugar concretos. Assim, com a sua encarnação, o Filho de Deus nos indica que a salvação passa através do amor, da hospitalidade, do respeito pela nossa pobre humanidade, com a sua variedade de etnias, línguas, culturas. Mas, todos somos irmãos em humanidade!”

Logo, disse Francisco, as nossas diferenças não constituem um dano nem um perigo, pelo contrário, são uma riqueza, como nos ensina a nossa experiência de família, onde há um laço indissolúvel de amor. E expressou seus sinceros votos de que este Natal nos faça redescobrir os laços de fraternidade que nos unem como seres humanos e interligam todos os povos:

“Que este Natal permita a Israelenses e Palestinos retomar o diálogo e embocar um caminho de paz; que possam colocar um ponto final em um conflito que, há mais de setenta anos, dilacera a Terra que o Senhor escolheu para mostrar seu rosto de amor”.

O Santo Padre fez seus votos de Natal, acompanhados de seus apelos. também a outros povos:

“Que o Menino Jesus permita, à amada e atormentada Síria, reencontrar a fraternidade depois destes longos anos de guerra. Que a Comunidade Internacional trabalhe com decisão para uma solução política que acabe com as divisões e os interesses de parte, de modo que o povo sírio, especialmente os que foram obrigados a deixar as suas terras e buscar refúgio em outros lugares, possa voltar a viver em paz na sua pátria”.

Francisco continuou elevando seu pensamento a outros países, aos quais faz seus apelos de paz, por ocasião do Natal do Senhor:

“Penso no Iêmen, com a esperança de que a trégua mediada pela Comunidade Internacional possa, finalmente, levar alívio a tantas crianças e às populações exaustas pela guerra e a carestia”.

“Penso na África, onde milhões de pessoas refugiadas ou deslocadas precisam de assistência humanitária e segurança alimentar. O Deus Menino, Rei da Paz, faça calar as armas e surgir uma nova aurora de fraternidade em todo o Continente, abençoando os esforços de quantos trabalham para favorecer percursos de reconciliação a nível político e social”.

“Que o Natal fortaleça os vínculos fraternos, que unem a península da Coreia, e permita prosseguir no caminho de aproximação empreendido para se chegar a soluções compartilhadas e a todos assegurar progresso e bem-estar”.

“Que este tempo de bênção permita à Venezuela reencontrar a concórdia e, a todos os componentes da sociedade, trabalhar fraternalmente para o desenvolvimento do país e prestar assistência aos setores mais vulneráveis da população”.

“O Recém-nascido leve alívio à amada Ucrânia, ansiosa de ter uma paz duradoura, que tarda a chegar. Só com a paz, respeitadora dos direitos de cada nação, é que o país poderá se recuperar das tribulações sofridas e restabelecer condições de vida dignas para os seus cidadãos. Solidário com as comunidades cristãs daquela Região, rezo para que possam tecer relações de fraternidade e amizade”.

“Que, diante do Menino Jesus, os habitantes da querida Nicarágua redescubram ser irmãos, que não prevaleçam as divisões e as discórdias, mas todos trabalhem para favorecer a reconciliação e, juntos, construir o futuro do país”.

O Santo Padre recordou também os povos que sofrem colonizações ideológicas, culturais e econômicas, que veem dilaceradas a sua liberdade e identidade e sofrem por causa da fome e da carência de serviços educativos e sanitários.

Por fim, Francisco dirigiu seu pensamento às inúmeras pessoas que não têm voz e sofrem por causa do nome do Senhor Jesus:

“Meu pensamento vai, de modo particular, aos nossos irmãos e irmãs que celebram a Natividade do Senhor em contextos difíceis, para não dizer hostis, especialmente onde a comunidade cristã é uma minoria, por vezes frágil ou desconsiderada. Que o Senhor conceda a eles e a todas as minorias, a graça de viver em paz e ver reconhecidos os seus direitos, sobretudo a liberdade religiosa”.

Francisco concluiu sua Mensagem de Natal pedindo ao Menino Jesus, que hoje contemplamos na manjedoura, que proteja todas as crianças da terra e todas as pessoas frágeis, indefesas e descartadas.

“Que todos nós possamos receber a paz e o conforto do Nascimento do Salvador, para que, sentindo-nos amados pelo único Pai celeste, possamos nos reencontrar e viver como irmãos!

Após a sua Mensagem de Natal, – um verdadeiro apelo de Paz para muitas Nações, – o Santo Padre concedeu a sua Bênção apostólica “Urbi et Orbi” à Cidade de Roma, aos peregrinos presentes na Praça São Pedro e a todos os fiéis espalhados pelo mundo.

(Vatican News)

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Veja lista completa de todos os membros do Sínodo: “Jovens, Fé e o Discernimento Vocacional”.

O Papa Francisco acrescentou à lista dos membros do Sínodo, cardeais vindos de 14 países diferentes, bispos de outros 10 países bem como 10 padres que serão membros votantes do encontro.

Os nomeados de Francisco foram anunciados em 15 de setembro e incluem o cardeal canadense Gerald LaCroix, de Quebec, e os cardeais norte-americanos Joseph Tobin, de Newark, Nova Jersey, e Blase Cupich, de Chicago.

O sínodo acontecerá de 3 a 28 de outubro no Vaticano, com o tema “Jovens, Fé e o Discernimento Vocacional”.

O Papa também nomeou como membros votantes do sínodo o padre Robert Stark, diretor do Escritório do Ministério Social da Diocese de Honolulu, e o jesuíta canadense Michael Czerny, subsecretário do Vaticano para Migrantes e Refugiados.

O cardeal canadense Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos e o cardeal norte-americano Kevin Farrell, prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, serão membros do sínodo em virtude de seus cargos no Vaticano.

A Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos elegeu como seus delegados ao sínodo o cardeal Daniel DiNardo de Galveston-Houston, presidente da conferência, o arcebispo José Gomez, de Los Angeles, vice-presidente da conferência, O bispo Frank Caggiano de Bridgeport, Connecticut e o Bispo Auxiliar Robert Barron, de Los Angeles.

Eles também elegeram o arcebispo Charles Chaput, da Filadélfia, mas este é listado pelo Vaticano como um membro automaticamente, já que faz parte do conselho permanente do Sínodo.

Os bispos da Igreja Católica Maronita elegeram o bispo Abdallah Elias Zaidan, da paróquia Nossa Senhora do Líbano de Los Angeles, como membro sinodal. Os bispos da Igreja Católica Ucraniana elegeram o Bispo Bryan Bayda de Saskatoon, Saskatchewan.

A Conferência dos Bispos Católicos do Canadá elegeu o arcebispo Luc Cyr de Sherbrooke, Quebec, bispo auxiliar de Montreal, Thomas Dowd, bispo Lionel Gendron de Saint-Jean-Longueuil, Quebec, e o bispo Stephen Jensen, de Prince George, na Colúmbia Britânica.

A União dos Superiores Gerais elegeu 10 membros do sínodo – oito sacerdotes e dois irmãos religiosos – incluindo o Irmão Robert Schieler, superior geral dos Irmãos De La Salle, e o Pe. Michael Brehl, superior geral dos Redentoristas.

Francisco também nomeou dezenas de “colaboradores” e “observadores” para o sínodo, incluindo 30 mulheres e vários jovens. Eles participam das discussões do Sínodo, mas não votam nas propostas finais dadas ao Papa.

Os participantes dos EUA incluem: Jonathan Lewis, secretário assistente para Ministério pastoral e preocupações sociais na arquidiocese de Washington, Pe. Robert Panke, reitor do Seminário São João Paulo II em Washington, Irmã Briana Santiago, membro dos Apóstolos da Vida Interior, que participou do fórum de jovens pré-sínodo em março, Yadira Vieyra, pesquisadora e assistente de imigração em Chicago e a Irmã Sally Hodgdon, superiora geral das Irmãs de São José de Chambéry.

Dois jovens filiados à televisão Salt and Light do Canadá também foram nomeados observadores. Eles são Emilie Callan, que foi delegado para a reunião pré-sinodal e Julian Paparella, estudante de teologia.

Para ver o elenco completo dos participantes do Sínodo, clique aqui

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Papa se encontrará com jovens no fim de semana

Espera-se a participação de mais de 100 mil jovens italianos no Circo Máximo (centro histórico de Roma) e na Praça São Pedro.

9 agosto 2018
Setenta mil jovens italianos de 16 a 19 anos participarão neste fim de semana (11 e 12/08) em Roma de dois eventos com a presença do Papa Francisco em vista do Sínodo da Juventude de outubro próximo.

Evento vai movimentar a cidade

O primeiro encontro será no Circo Máximo (centro histórico da cidade) e o segundo, na Praça São Pedro. No total, espera-se a participação de mais de 100 mil jovens de todo o país. 195 dioceses estão envolvidas na programação.

“Falamos de algo que está movimentando toda a Península, invadida por um exército unido e pacífico”, disse o Presidente da CEI (Conferência Episcopal Italiana) e arcebispo de Perugia, Cardeal Gualtiero Bassetti, apresentando o evento à imprensa, terça-feira (07/08).

120 bispos participarão da peregrinação

A escolha da Igreja, explicou, quer ser “uma grande pedagogia”. Em relação às peregrinações que os jovens estão fazendo nestes dias do norte ao sul da Itália, disse que “caminhar juntos é formativo para os jovens: lado a lado com o outro, em silêncio, entram em si mesmos longe da frenesia da vida cotidiana”.

“Pedagógica é também a modalidade das peregrinações, que não são apenas uma visita aos lugares, mas também às pessoas, aos santos do território, aos lugares do sofrimento”, observou o cardeal. Caminhando com os jovens, estarão também 120 bispos.

Primavera da humanidade

“É a melhor maneira de se preparar para o Sínodo; os jovens não são um objeto no qual a Igreja está interessada, mas um sujeito vivo. Estamos esperando muito destes encontros”, acrescentou o Presidente da CEI, “porque queremos ouvir uma nova mensagem do Papa. Os jovens que marcham em direção a uma primavera de história e humanidade. E nós vamos junto com eles”.

“Nos dias 11 e 12 de agosto, serão envolvidos também os jovens migrantes, que poderão participar graças à ajuda nas despesas para viagem e a um par de sapatos novos, presenteados para a caminhada”

Papa: envio e benção dos dons italianos

Ainda sobre o programa, Pe. Michele Falabretti, responsável da pastoral juvenil na CEI, adiantou que haverá eventos de espiritualidade (vigílias de oração), cultura e arte (um percurso em meio a obras de Caravaggio, na igreja de São Luis dos Franceses). Ao final da missa de domingo, na Praça São Pedro, o Papa vai confiar aos jovens o mandato missionário, abençoar uma imagem de Nossa Senhora de Loreto e uma cópia do crucifixo de São Damião que desde a JMJ de 1987 em Buenos Aires, são os dons oferecidos pela Igreja italiana às Jornadas. Abençoadas domingo, acompanharão a delegação jovem italiana ao Panamá, em janeiro de 2019.

Congregação para a Doutrina da Fé enviada aos Bispos sobre nova redação da “pena de morte”

Carta aos Bispos
a respeito da nova redação do n. 2267
do Catecismo da Igreja Católica
sobre a pena de morte

1. O Santo Padre Francisco, no Discurso por ocasião do vigésimo quinto aniversário da publicação da Constituição Apostólica Fidei depositum, com a qual João Paulo II promulgou o Catecismo da Igreja Católica, pediu que fosse reformulado o ensinamento sobre a pena de morte, a fim de reunir melhor o desenvolvimento da doutrina sobre este ponto nos últimos tempos.[1] Este desenvolvimento apoia-se na consciência cada vez mais clara na Igreja do respeito devido a toda vida humana. Nesta linha, João Paulo II afirmou: «Nem sequer o homicida perde a sua dignidade pessoal e o próprio Deus Se constitui seu garante».[2]

2. É nesta perspectiva que se deve compreender a postura em relação a pena de morte, afirmada largamente no ensinamento dos pastores e na sensibilidade do povo de Deus. Se, de fato, a situação política e social do passado tornava a pena de morte um instrumento aceitável para a proteção do bem comum, hoje a consciência cada vez maior de que a dignidade de uma pessoa não se perde nem mesmo depois de ter cometido crimes gravíssimos, a compreensão aprofundada do sentido das sanções penais aplicadas pelo Estado e o desenvolvimento dos sistemas de detenção mais eficazes que garantem a indispensável defesa dos cidadãos, contribuíram para uma nova compreensão que reconhece a sua inadmissibilidade e, portanto, apela à sua abolição.

3. Neste desenvolvimento, o ensinamento da Carta encíclica Evangelium vitae de João Paulo II é de grande importância. O Santo Padre incluiu entre os sinais de esperança de uma nova civilização da vida «a aversão cada vez mais difusa na opinião pública à pena de morte, mesmo vista só como instrumento de “legítima defesa” social, tendo em consideração as possibilidades que uma sociedade moderna dispõe para reprimir eficazmente o crime, de forma que, enquanto torna inofensivo aquele que o cometeu, não lhe tira definitivamente a possibilidade de se redimir».[3] O ensinamento da Evangelium vitae foi proposto na editio typica do Catecismo da Igreja Católica. No mesmo, a pena de morte não se apresenta como uma pena proporcional à gravidade do delito, mas justifica-se somente se fosse «a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor», mesmo se de fato «os casos em que se torna absolutamente necessário suprimir o réu são já muito raros, se não mesmo praticamente inexistentes» (n. 2267).

4. João Paulo II interveio também em outras ocasiões contra a pena de morte, apelando seja em relação ao respeito à dignidade da pessoa quanto aos meios que a sociedade possui hoje para se defender do criminoso. Assim, na Mensagem natalícia de 1998, ele esperava «no mundo o consenso quanto a medidas urgentes e adequadas … para acabar com a pena de morte».[4] No mês sucessivo, nos Estados Unidos, ele repetiu: “Um sinal de esperança é constituído pelo crescente reconhecimento de que a dignidade da vida humana nunca deve ser negada, nem sequer a quem praticou o mal. A sociedade moderna possui os instrumentos para se proteger, sem negar de modo definitivo aos criminosos a possibilidade de se redimirem. Renovo o apelo lançado no Natal, a fim de que se decida abolir a pena de morte, que é cruel e inútil”.[5]

5. O esforço em comprometer-se com a abolição da pena de morte continuou com os sucessivos Pontífices. Bento XVI chamou «a atenção dos responsáveis da sociedade para a necessidade de fazer todo o possível a fim de se chegar à eliminação da pena capital».[6] E sucessivamente desejou a um grupo de fiéis que «suas deliberações possam encorajar as iniciativas políticas e legislativas, promovidas em um número crescente de países, a eliminar a pena de morte e continuar os progressos substanciais realizados para adequar a lei penal tanto às exigências da dignidade humana dos prisioneiros quanto à efetiva manutenção da ordem pública».[7]

6. Nesta mesma perspectiva, o Papa Francisco reiterou que «hoje a pena de morte é inadmissível, por mais grave que seja o delito do condenado».[8] A pena de morte, quaisquer que sejam as modalidades de execução, «implica um tratamento cruel, desumano e degradante».[9] Deve também ser recusada «por causa da seletividade defeituosa do sistema penal e da possibilidade de erro judicial».[10] É neste horizonte que o Papa Francisco pediu uma revisão da formulação do Catecismo da Igreja Católica sobre a pena de morte, de modo que se afirme que «por muito grave que possa ter sido o delito cometido, a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa».[11]

7. A nova redação do n. 2267 do Catecismo da Igreja Católica, aprovada pelo Papa Francisco, situa-se em continuidade com o Magistério anterior, levando adiante um desenvolvimento coerente da doutrina católica.[12] O novo texto, seguindo os passos do ensinamento de João Paulo II na Evangelium vitae, afirma que a supressão da vida de um criminoso como punição por um delito é inadmissível, pois atenta contra a dignidade da pessoa. Tal dignidade não se perde nem mesmo depois de ter cometido delitos gravíssimos. Chega-se também a essa conclusão levando em conta a nova compreensão das sanções penais aplicadas pelo Estado moderno, que deve antes de tudo, orientar-se para a reabilitação e reinserção social do criminoso. Enfim, dado que a sociedade de hoje possui sistemas de detenção mais eficazes, a pena de morte é desnecessária como proteção da vida de pessoas inocentes. Certamente, permanece o dever do poder público de defender a vida dos cidadãos, como sempre foi ensinado pelo Magistério e confirmado pelo Catecismo da Igreja Católica nos números 2265 e 2266.

8. Tudo isso mostra que a nova formulação do n. 2267 do Catecismo expressa um autêntico desenvolvimento da doutrina, que não está em contradição com os ensinamentos anteriores do Magistério. De fato, tais ensinamentos podem ser explicados à luz da responsabilidade primária do poder público em tutelar o bem comum, num contexto social em que as sanções penais eram compreendidas diversamente e se davam num ambiente em que era mais difícil garantir que o criminoso não pudesse repetir o seu crime.

9. Na nova redação, se acrescenta que a conscientização sobre a inadmissibilidade da pena de morte cresceu «à luz do Evangelho».[13] De fato, o Evangelho ajuda a compreender melhor a ordem da criação que o Filho de Deus assumiu, purificou e levou à plenitude. O Evangelho também nos convida à misericórdia e à paciência do Senhor, que oferece a todos, tempo para se converterem.

10. A nova formulação do n. 2267 do Catecismo da Igreja Católica quer impulsionar um firme compromisso, também através de um diálogo respeitoso com as autoridades políticas, a fim que seja fomentada uma mentalidade que reconheça a dignidade de toda vida humana e sejam criadas as condições que permitam eliminar hoje o instituto jurídico da pena de morte, onde ainda está em vigor.

O Sumo Pontífice Francisco, na Audiência concedida ao subscrito Secretário no dia 28 de junho de 2018, aprovou a presente Carta, decidida na Sessão Ordinária desta Congregação no dia 13 de junho de 2018, e ordenou a sua publicação.

Dado em Roma, na Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, no dia 1º de agosto de 2018, Memória de Santo Afonso Maria de Ligório.

Luis F. Card. Ladaria, S.I.
Prefeito

+ Giacomo Morandi
Arcebispo Titular de Cerveteri
Secretário

Notas
[1] Cf. Francisco, Discurso aos participantes no encontro promovido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização (11 de outubro de 2017): L’Osservatore Romano (13 de outubro de 2017), 4.

[2] João Paulo II, Carta enc. Evangelium vitae (25 de março de 1995), n. 9: AAS 87 (1995), 411.

[3] Ibid., n. 27: AAS 87 (1995), 432.

[4] João Paulo II, Messagem Urbi et Orbi por ocasião do Santo Natal (25 de dezembro de 1998), n. 5: Ensinamentos XXI,2 (1998), 1348.

[5] Id., Homilia no Trans World Dome de St. Louis (27 de janeiro de 1999): Ensinamentos XXII,1 (1999), 269; cf. Homilia da Missa na Basílica de Nuestra Señora de Guadalupe na Cidade do México (23 de janeiro de 1999): «Deve haver um fim para o recurso desnecessário à pena de morte»: Ensinamentos XXII,1 (1999), 123.

[6] Bento XVI, Exort. Apost. Pós-Sinodal Africae munus (19 de novembro de 2011), n. 83: AAS 104 (2012), 276.

[7] Id., Audiência geral (30 de novembro de 2011): Ensinamentos VII,2 (2011), 813.

[8] Francisco, Carta ao Presidente da Comissão internacional contra a pena de morte (20 de março de 2015): L’Osservatore Romano (20-21 de março de 2015), 7.

[9] Ibid.

[10] Ibid.

[11] Francisco, Discurso aos participantes no encontro promovido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização (11 de outubro de 2017): L’Osservatore Romano (13 de outubro de 2017), 5.

[12] Cf. Vincenzo di Lérins, Commonitorium, cap. 23: PL 50, 667-669. Em referência a pena de morte, tratando sobre as especificações dos mandamentos do Decálogo, a Pontifícia Comissão Bíblica falou em “refinar” as posições morais da Igreja: «No curso da história e com o desenvolvimento das civilizações, a Igreja também refinou as próprias posições morais referentes à pena de morte e à guerra, em nome de uma reverência pela vida humana que ela acalenta sem cessar meditando a Escritura, reverência que toma sempre mais a cor de um absoluto. O que subentende essas posições aparentemente radicais é sempre a mesma noção antropológica de base: a dignidade fundamental do ser humano criado à imagem de Deus» (Bíblia e moral. Raízes bíblicas do agir cristão, 2008, n. 98).

[13] Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, n. 4.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Papa Francisco nomeia bispos auxiliares para Arquidiocese de Fortaleza


O Papa Francisco nomeou hoje, 11 de julho, dois bispos auxiliares para a Arquidiocese de Fortaleza.


O Santo Padre no dia de hoje, 11 de julho, nomeou para a Arquidiocese de Fortaleza dois novos bispos auxiliares. Padre Júlio Cesar Souza de Jesus, incardinado na Arquidiocese de Teresina no Piauí, e Padre Valdemir Vicente Andrade Santos, incardinado na Arquidiocese de Aracaju em Sergipe.

Dom Júlio Cesar Souza de Jesus

O Rev. Júlio César Souza de Jesus nasceu em 27 de julho de 1971 em Goiânia no Estado de Goiás. Concluiu seus estudos em Filosofia na Universidade Estadual do Ceará (1991-1993) e os de Teologia no Seminário Maior de Teresina (1994-1997). Obteve então uma Licenciatura em Teologia Dogmática na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (2005-2007).

terça-feira, 1 de maio de 2018

Papa Francisco pede a oração do Terço pela paz durante mês de maio

Convido todos a se unirem espiritualmente e a prolongar por todo o mês de maio a oração do Terço pela paz”, disse o Papa

O Papa Francisco convidou os fiéis a se unirem espiritualmente na terça-feira, 1º de maio, à oração do Terço pela paz na Síria e em todo o mundo que presidirá durante a sua peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora do Divino Amor; e encorajou a prolongar a oração mariana durante todo o mês de maio por esta intenção.

“Queridos irmãos e irmãs, no dia 1º de maio na parte da tarde, iniciarei o mês mariano com uma peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora do Divino Amor. Rezaremos o Terço, rezando especialmente pela paz na Síria e no mundo inteiro. Convido todos a se unirem espiritualmente e a prolongar por todo o mês de maio a oração do Terço pela paz”, disse o Papa aos 30 mil fiéis reunidos na Praça de São Pedro para a Oração do Regina Coeli, no domingo.

Segundo Vatican News, o Santo Padre visitará às 17h este santuário está localizado em Castel di Leva, uma cidade na zona rural de Roma.

Na sua chegada, o coro polifônico Mater Divini Amoris cantará “Tu es Petrus” (Tu es Pedro). “O Santo Padre rezará o Terço no Santuário antigo, diante da imagem de Nossa Senhora dos Milagres, inaugurando o mês mariano”, indicou Vatican News.

Depois da oração, o Pontífice encontrará as comunidades dos Oblatos Filhos e Filhas de Nossa Senhora do Divino Amor que trabalham no santuário.

Em seguida, abençoará o túmulo do Servo de Deus Pe. Umberto Terenzi (1900-1974), primeiro reitor e pároco do santuário e fundador das duas congregações religiosas. Está programado também um encontro com os hóspedes das duas estruturas de acolhimento do santuário: Lar do Divino Amor e a Casa Família Mater Divini Amoris.

A primeira acolhe idosos de ambos os sexos maiores de 65 anos de idade. A segunda acolhe seis crianças.

FONTE: ACI

domingo, 15 de abril de 2018

Exortação Apostólica sobre o chamado à santidade.


BAIXE O PDF "Gaudete et Exsultate" AQUI


“Gaudete et Exsultate, sobre o chamado à santidade no mundo atual” é a terceira Exortação Apostólica do Papa Francisco – depois da Evangelii Gaudium e da Amoris laetitia – durante o seu Pontificado, que acaba de completar 5 anos.

Na introdução, o Papa explica: “O Senhor pede tudo e, em troca, oferece a vida verdadeira, a felicidade para a qual fomos criados”. “Quer-nos santos e espera que não nos resignemos com uma vida medíocre, superficial e indecisa. Com efeito, a chamada à santidade está patente, de várias maneiras, desde as primeiras páginas da Bíblia; a Abraão, o Senhor propô-la nestes termos: ‘anda na minha presença e sê perfeito’”.

Francisco explica que “não se deve esperar aqui um tratado sobre a santidade, com muitas definições e distinções que poderiam enriquecer este tema importante ou com análises que se poderiam fazer acerca dos meios de santificação”.

“O meu objetivo é humilde: fazer ressoar mais uma vez a chamada à santidade, procurando encarná-la no contexto atual, com os seus riscos, desafios e oportunidades, porque o Senhor escolheu cada um de nós ‘para ser santo e irrepreensível na sua presença, no amor’”, acrescentou.

A Exortação se dividida em 5 capítulos: O chamado à santidade; Dois inimigos sutis da santidade; À luz do Mestre; Algumas características da santidade no mundo atual; Luta, vigilância e discernimento, distribuídos em 177 parágrafos.

Além disso, trata-se do primeiro documento deste tipo que está dirigido em primeira pessoa ao leitor. O Papa inclusive pergunta: “És uma consagrada ou um consagrado? Sê santo, vivendo com alegria a tua doação. Estás casado? Sê santo, amando e cuidando do teu marido ou da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja. És um trabalhador? Sê santo, cumprindo com honestidade e competência o teu trabalho ao serviço dos irmãos. És progenitor, avó ou avô? Sê santo, ensinando com paciência as crianças a seguirem Jesus. Estás investido em autoridade? Sê santo, lutando pelo bem comum e renunciando aos teus interesses pessoais”.

Os santos “ao pé da porta”

“Na Igreja, santa e formada por pecadores, encontrarás tudo o que precisas para crescer rumo à santidade”, acrescenta depois destas perguntas.

Francisco pede para pensar nos “santos ao pé da porta”, ou seja, não só nos que “já foram beatificados ou canonizados”. “Gosto de ver a santidade no povo paciente de Deus: nesta constância de continuar a caminhar dia após dia, vejo a santidade da Igreja militante. A santidade ‘ao pé da porta’, ‘a classe média da santidade’”.

O Pontífice destaca que “cada santo é uma missão; é um projeto do Pai que visa refletir e encarnar, num momento determinado da história, um aspeto do Evangelho”.

Neste exercício da santidade, “não é saudável amar o silêncio e esquivar o encontro com o outro, desejar o repouso e rejeitar a atividade, buscar a oração e menosprezar o serviço”, pois a relação com os outros é fundamental.

ACI

terça-feira, 10 de abril de 2018

Papa: com a misericórdia, ser instrumento de unidade no mundo

“Tanto a Igreja quanto o mundo de hoje têm particularmente uma necessidade da Misericórdia, para que a unidade desejada por Deus em Cristo, prevaleça sobre a ação negativa do maligno, que se aproveita de muitos meios atuais, em si bons, mas que mal utilizados, ao invés de unir, dividem”.


“Tudo parte da Ressurreição de Jesus: dela vem o testemunho dos apóstolos e, através dela, a fé e a nova vida dos membros da comunidade são geradas, com seu franco estilo evangélico”, disse o Papa Francisco na Missa celebrada na manhã desta terça-feira na Basílica de São Pedro, com os Missionários da Misericórdia.

As leituras da Missa de hoje – disse o Papa no início de sua homilia – destacam bem estes dois aspectos inseparáveis: “o renascimento pessoal e a vida comunitária”.

Neste sentido, penso no ministério que vocês desenvolvem a partir do Jubileu da Misericórdia, um ministério que se move nestas duas direções: “a serviço das pessoas, para que “renasçam do alto” e a serviço das comunidades, para que possam viver com alegria e coerência o mandamento do amor”.

E inspirado na Palavra de Deus do dia, o Santo Padre oferece duas indicações aos missionários: nascer do alto para testemunhar a ressurreição e ser padres capazes de elevar no deserto do mundo o sinal da salvação.

Nascer do alto

Quem não nasce do alto, corre o risco de se tornar como Nicodemos, “que mesmo sendo mestre em Israel, não entendia as palavras de Jesus”:

“Nicodemos não entendia a lógica de Deus, que é a lógica da graça, da misericórdia, segundo a qual quem se faz pequeno torna-se grande, quem é o último torna-se o primeiro, quem se reconhece doente é curado. Isto significa deixar realmente o primado ao Pai, a Jesus e ao Espírito Santo em nossa vida”.

Mas isto – alertou o Papa – não significa que os padres devam se tornar “envasados”, “quase como se fossem depositários de algum carisma extraordinário”:

“Não, padres normais, simples, humildes, equilibrados, mas capazes de deixarem-se constantemente regenerar pelo Espírito, dóceis à sua força, interiormente livres – antes de tudo de si mesmos – porque movidos pelo “vento” do Espírito que sopra onde quer”.

Serviço à comunidade

A segunda indicação diz respeito ao “serviço à comunidade”, isto é, “ser padres capazes de “elevar” no “deserto” do mundo o sinal da salvação, isto é, a Cruz de Cristo, como fonte de conversão e de renovação para toda a comunidade e para o próprio mundo”.

O Papa ressaltou, em particular, “que o Senhor morto e ressuscitado é a força que cria a comunhão na Igreja e, por meio da Igreja, em toda a humanidade”.

Um estilo “contagioso”

“Essa força de comunhão manifestou-se desde o início na comunidade de Jerusalém, onde – como atesta o Livro de Atos – “a multidão dos que se haviam convertido tinha um só coração e uma só alma”, “foi uma comunhão que fez partilha concreta de bens, de modo que “tudo era comum entre eles”, e “nenhum deles passava por necessidades”:

“Mas esse estilo de vida da comunidade era também “contagioso” para o exterior: a presença viva do Senhor ressuscitado produz uma força de atração que, por meio do testemunho da Igreja e por meio das diversas formas de proclamação da Boa Nova, tende a atingir a todos, ninguém excluído”.

Unidade

“Caros irmãos – foi a exortação de Francisco – ponham seu ministério específico de Missionários da Misericórdia a serviço desse dinamismo”:

“De fato, tanto a Igreja quanto o mundo de hoje têm particularmente uma necessidade da Misericórdia, para que a unidade desejada por Deus em Cristo, prevaleça sobre a ação negativa do maligno, que se aproveita de muitos meios atuais, em si bons, mas que mal utilizados, ao invés de unir, dividem”.

Sabemos que “a unidade é superior ao conflito – enfatizou o Papa – mas também sabemos que sem a misericórdia, esse princípio não tem força para ser implementado no concreto da vida e da história”:

“Queridos irmãos, deixem este encontro com a alegria de serem confirmados no ministério da Misericórdia. Em primeiro lugar confirmados na grata confiança de serem vocês por primeiro chamados a renascer sempre de novo “do alto”, do amor de Deus e ao mesmo tempo confirmados na missão de oferecer a todos o sinal de Jesus “elevado” da terra, para que a comunidade seja um sinal e instrumento de unidade no meio do mundo”, concluiu o Santo Padre.

sábado, 3 de março de 2018

Papa institui a Memória de Maria “Mãe da Igreja” no calendário litúrgico

Com um Decreto publicado este sábado, 03 de março, pela Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramentos, o Papa Francisco determinou a inscrição da Memória da “Bem-aventurada Virgem, Mãe da Igreja” no Calendário Romano Geral. Esta memória será celebrada todos os anos na Segunda-feira depois de Pentecostes.

O motivo da celebração está brevemente descrito no Decreto “Ecclesia Mater”: favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos Pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana.

“Esta celebração ajudará a lembrar que a vida cristã, para crescer, deve ser ancorada no mistério da Cruz, na oblação de Cristo no convite eucarístico e na Virgem oferente, Mãe do Redentor e dos redimidos”, lê-se ainda no Decreto, assinado pelo Prefeito do Dicastério, o Card. Robert Sarah.

Papa aos sacerdotes de Roma: “Dialoguem com seus próprios limites, sem se envergonhar. A confissão não é suficiente”.

Para os jovens sacerdotes o Papa Francisco recomendou “não se perder na armadilha das circunstâncias do ‘Ah, mas isso é dessa maneira, aquilo de outra, não se pode fazer nada…’ e afundar nas “queixas” e “precipitações da juventude”, mas encontrar “um estilo próprio” pessoal e sacerdotal e não ter vergonha dos próprios “limites”.

Para os sacerdotes adultos, aqueles que vivem a “crise da meia idade” pediu para ir em frente buscando uma “transformação necessária”, indispensável para amadurecer e superar as muitas e “novas tentações” que ocorrem nessa fase da vida, da mesma forma que na juventude.

Para os idosos encorajou-os a ouvir e os animou, por fim, a dialogar com o mundo “sem medo da realidade”, embora diferente do passado, porque sempre esconde “algo de bom que vem do Espírito.” E sobre isso precisa ser adaptada a pastoral, por exemplo, a matrimonial para os casais que vivem juntos.

O Papa Francisco falou a três gerações de sacerdotes durante o tradicional encontro com o clero da Diocese de Roma, em São João de Latrão. Um diálogo sincero, a portas fechadas e aberto a tudo, durante o qual o Pontífice – acompanhado pelo vigário Angelo De Donatis, com quem compartilhou um momento pessoal de oração antes da reunião e depois da liturgia penitencial – respondeu por mais uma hora de improviso, às perguntas que alguns sacerdotes lhe tinham enviado previamente.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Papa Francisco: ”Vivi anos obscuros, tinha medo de estar no fim”

No encontro privado há alguns dias com os párocos romanos, Francisco falou de sua década de “desorientação”, até 1992. Ele disse ter vivido “o tempo de uma grande desolação, um tempo obscuro”.

“Eu pensava – continuou – que já era o fim da minha vida”, porque, “sim, eu era confessor, mas com um espírito de derrota”. E ainda: “Eu rezei muito, nesse tempo, mas estava seco como uma madeira”, porque “eu acreditava que a plenitude da minha vocação estava em fazer coisas”. No entanto, “não abandonei a oração, e isso me ajudou”.

O Papa Francisco não tem medo de falar de si, entrando até nos momentos mais reservados e, ao mesmo tempo, obscuros da sua vida. As palavras que ele mesmo diz de improviso, ao se encontrar, na semana passada, com os párocos de Roma na Basílica de São João de Latrão, são a parte mais íntima de sua vida e vão desvendar, com simplicidade, o tempo de uma espécie de noite escura vivida pelo futuro papa na Argentina, entre o início dos anos 1980 e 1992, ano em que João Paulo II o nomeou bispo auxiliar de Buenos Aires.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2018



"Convido os membros da Igreja a empreender com ardor o caminho da Quaresma, apoiados na esmola, no jejum e na oração. Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus!"

Opus Dei - Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2018
“Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos” (Mt 24, 12)
Amados irmãos e irmãs!
Mais uma vez vamos encontrar-nos com a Páscoa do Senhor! Todos os anos, com a finalidade de nos preparar para ela, Deus na sua providência oferece-nos a Quaresma, “sinal sacramental da nossa conversão”[1], que anuncia e torna possível voltar ao Senhor de todo o coração e com toda a nossa vida.
Com a presente mensagem desejo, este ano também, ajudar toda a Igreja a viver, neste tempo de graça, com alegria e verdade; faço-o deixando-me inspirar pela seguinte afirmação de Jesus, que aparece no evangelho de Mateus: “Porque se multiplicará a iniquidade, vai resfriar o amor de muitos” (24, 12).
Esta frase situa-se no discurso que trata do fim dos tempos, pronunciado em Jerusalém, no Monte das Oliveiras, precisamente onde terá início a paixão do Senhor. Dando resposta a uma pergunta dos discípulos, Jesus anuncia uma grande tribulação e descreve a situação em que poderia encontrar-se a comunidade dos crentes: à vista de fenômenos pavorosos, alguns falsos profetas enganarão a muitos, a ponto de ameaçar apagar-se, nos corações, o amor que é o centro de todo o Evangelho.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Papa Francisco: “O fogo bom é o fogo de Jesus”

“O Evangelho se anuncia com mansidão e alegria”: “Deus na Bíblia é comparado ao fogo, mas é um fogo de amor, que conquista o coração das pessoas, não com a violência, mas respeitando a liberdade e os tempos de cada um”. Foi o que disse o Papa Francisco na manhã deste sábado (10), recebendo em audiência o Capítulo Geral da Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo (missionários Estigmatinos).

“O fogo bom é o fogo de Jesus”, explicou o Pontífice em seu discurso escrito entregue aos participantes na audiência: “É o fogo da caridade que purifica os corações e que irrompeu na cruz de Cristo”.

“É o fogo das provações e das dificuldades que nos tempera, que nos torna fortes e sábios, continuou. É também o fogo da caridade fraterna, já que “o testemunho do amor de uma comunidade fraterna de missionários é a confirmação do anúncio evangélico, é a “prova do fogo”.

“Se em uma comunidade falta o fogo bom, há frieza, escuridão, solidão. Se há o fogo da caridade fraterna, existe o calor, a luz e a força de ir avante. E novas vocações são atraídas pela doce missão de evangelizar”.

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Papa leva fiéis a se questionarem: Eu sou uma pessoa de primavera ou outono?

"Nós acreditamos e sabemos que a morte e o ódio não são as últimas palavras pronunciadas sobre a parábola da existência humana. Ser cristão implica uma nova perspectiva: um olhar cheio de esperança (…) sabemos que Deus nos quer herdeiros de uma promessa e incansáveis cultivadores de sonhos”.

Ao encontrar os milhares de fiéis na Sala Paulo VI para a Audiência Geral esta quarta-feira (23/08), o Papa Francisco inspirou sua catequese na passagem do Apocalipse “Eis que faço novas todas as coisas”, para falar sobre a “novidade da esperança cristã”, uma esperança “baseada na fé em Deus que sempre cria novidades na vida do homem, na história e no cosmos. Novidades e surpresas”.

domingo, 21 de maio de 2017

Veja o calendário das celebrações presididas pelo Papa em junho


Foi publicado esta quinta-feira, 18, o calendário das celebrações a serem presididas pelo Santo Padre no mês de junho.

No dia 4, domingo de Pentecostes, o Pontífice presidirá à santa missa às 10h30 locais na Praça São Pedro.

No domingo, dia 18, solenidade de Corpus Christi, o Papa presidirá à Eucaristia às 19h locais na Basílica de São João de Latrão – sede da Diocese de Roma –, seguida da Procissão com o Santíssimo até a Basílica de Santa Maria Maior e da Bênção Eucarística.

Na quinta-feira, dia 29, solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, Francisco presidira à santa missa às 9h30 locais na Basílica Vaticana, com a bênção dos pálios para os novos arcebispos metropolitanos.

Com relação à mudança de data da celebração de Corpus Christi, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke, fez a seguinte declaração:

“O Santo Padre Francisco decidiu transferir a celebração litúrgica de Corpus Christi – que se celebra na quinta-feira 15 de junho – para o domingo, dia 18 de junho, a fim de favorecer uma maior participação do Povo de Deus, dos sacerdotes e dos fiéis da Igreja em Roma. Há ainda um segundo motivo: quinta-feira em Roma é um dia normal de trabalho, e assim fazendo se criam menos problemas para a cidade.”

Fonte: Canção Nova

Papa: o amor a Deus e ao próximo é o maior mandamento do Evangelho

O Papa encontrou os fiéis e peregrinos presentes na Praça São Pedro neste domingo para a oração mariana do Regina Coeli.

O encontro foi marcado também pelo anúncio da criação de 5 novos cardeais.

Francisco recordou o Evangelho do dia, que nos “leva àquele momento comovente e dramático que é a última ceia de Jesus com os seus discípulos. O evangelista João recolhe da boca e do coração do Senhor os seus último ensinamentos, antes da paixão e da morte. Jesus promete aos seus amigos que, depois d’Ele, receberão um outro paráclito, ou seja, um outro “advogado”, defensor e consolador, “o Espírito da verdade”, e acrescenta: “Não vos deixarei órfãos, virei até vocês”.

Estas palavras – prosseguiu o Papa  – transmitem a alegria de uma nova vinda de Cristo: Ele, ressuscitado e glorificado, está no Pai e, ao mesmo tempo, vem a nós no Espírito Santo. E nesta sua nova vinda se revela a nossa união com Ele e com o Pai: “Vocês saberão que eu estou no meu Pai e vocês em mim e eu em vocês”.

sábado, 6 de maio de 2017

Papa em Fátima, “com Maria, peregrino na esperança e na paz”

A viagem do Papa a Fátima nos dias 12 e 13 de maio será uma “peregrinação”. Os detalhes desta que será a 19ª viagem internacional de seu Pontificado foram apresentados na manhã desta sexta-feira na Sala de Imprensa da Santa Sé, pelo seu Diretor, Greg Burke.

“Com Maria, peregrino na esperança e na paz”. Este é o lema da Viagem Apostólica do Santo Padre, que pela primeira vez estará em no Santuário de Fátima em Portugal, precisamente cem anos após as aparições de Nossa Senhora aos três pastorzinhos na Cova da Iria.

Francisco visitará o Santuário português 50 anos após a viagem do Papa Paulo VI – o primeiro Pontífice a peregrinar àquele Santuário mariano e no sulco das três viagens de São João Paulo II – 1982, 1991 e 2000 – e mais recentemente de Bento XVI, em 2010.

A peregrinação do Papa Francisco atende ao convite do Presidente da República e dos bispos portugueses, em pleno mês mariano. Na ocasião o Papa canonizará Francisco e Jacinta Marto, que junto com Lúcia dos Santos, presenciaram as aparições de Nossa Senhora entre maio e outubro de 1917.
Postagens mais antigas Página inicial