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domingo, 13 de outubro de 2019

Canonizada Irmã Dulce, a primeira santa brasileira

Já podemos pedir oficialmente a intercessão de Santa Dulce dos Pobres!

Clique aqui para abrir a galeria de fotos

Irmã Dulce é santa! A celebração litúrgica com o rito da canonização reuniu cerca de 50 mil pessoas na Praça São Pedro, no Vaticano. Com o “Anjo Bom da Bahia”, foram canonizados também João Henrique Newman, Josefina Vannini, Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, e Margarida Bays.
A cerimônia teve início com o rito da canonização: o prefeito da Congregação das Causas dos Santos, Cardeal Angelo Becciu, acompanhado dos postuladores, vai até o Santo Padre e pede que se proceda a canonização dos beatos.
O Cardeal apresenta brevemente a biografia de cada um deles, que são então declarados santos. Segue a ladainha dos santos e o Pontífice lê a fórmula de canonização.
O prefeito da Congregação, sempre acompanhado dos postulares, agradece ao Santo Padre e o coral entoa o canto do Glória.
Irmã Dulce, que agora passa a ser chamada de Santa Dulce dos Pobres, é a primeira santa nascida no Brasil.
Clique em “Abrir a Galeria de Fotos” e veja como foi a cerimônia de canonização.

Bispos da Polônia: pais do Papa São João Paulo II poderão ser beatificados em breve

RODZICE KAROLA WOJTYŁY

"Com certeza, a atitude espiritual do futuro Papa e santo se formou na família graças à fé dos pais"

Em comunicado publicado nesta quarta-feira, 9 de outubro, a Conferência Episcopal da Polônia confirmou para dentro em breve o início do processo de beatificação dos pais de São João Paulo II.
Karol Wojtyla (pai) e Emilia Kaczorowska exerceram decisivo exemplo na vida do futuro Papa polonês, conforme ressaltou o ex-secretário particular de São João Paulo II, o cardeal Stanislaw Dziwisz:
“Com certeza, a atitude espiritual do futuro Papa e santo se formou na família graças à fé dos pais. Eles poderiam se tornar um exemplo para as famílias modernas e os padroeiros das nossas famílias”.

domingo, 14 de julho de 2019

Vaticano publica documento sobre “gênero” onde reforça posição, aberta ao diálogo, ‘sem ideologia’.

Vatican News

Foi publicado o novo documento da Congregação para a Educação Católica intitulado “Homem e Mulher os criou”. Para uma via de diálogo sobre a questão de “gender” (gênero) na educação.

Segundo o Prof. Roberto Zappalà, diretor do Instituto Gonzaga de Milão esse documento se apresentada como uma valiosa contribuição adicional de reflexão (que vai se acrescentar a outros elaborados em precedência) útil para “orientar e apoiar os envolvidos na educação das novas gerações” (n. 5).

O foco do documento é certamente sobre uma das “questões mais debatidas sobre a sexualidade humana hoje”, a questão do “gender” na educação, como já mencionado no título. No entanto, a reflexão articulada no documento assume um âmbito mais amplo: a “emergência educativa”, que enfrentamos e que nasce de uma sociedade e de uma cultura cada vez mais pobres em evidência e valores compartilhados, parece agora unir tantos jovens em formação como os adultos que devem educá-los na mesma percepção de viver como “abalados pelas ondas e levados aqui e ali por qualquer vento de doutrina” (Ef/4, 14).

Esta emergência denota – nas palavras do Papa Bento XVI – uma verdadeira “carência antropológica”, que tende a nos fazer esquecer que a pessoa humana “é um ser integral e não uma soma de elementos que podem ser isolados e manipulados segundo à própria vontade”.

Diante dessa carência antropológica que determina a “desorientação antropológica que caracteriza difusamente o clima cultural de nosso tempo” (n. 1), a Igreja, com este novo documento, assume e convida a assumir uma atitude de escuta, de reflexão e de proposta para “empreender a via do diálogo sobre a questão do “gender” na educação” (n. 6). E é precisamente por esta razão que o documento está dividido em três seções: Ouvir nºs 8-23; Refletir, nºs 24-29; Propor, nºs 30-51:

– Ouvir “do perfil histórico, dos pontos de encontro e das críticas na questão do “gender” (n. 24), bem como da “partilha e apreciável exigência de lutar contra qualquer expressão de injusta discriminação”(n. 15);

– Reflexão crítica sobre os aspectos da “liquidez e fluidez pós-moderna” (n. 19) subordinados à ideologia do “gender” que levam a propor, em nível antropológico, “uma identidade pessoal e uma intimidade afetiva radicalmente desvinculada da diferença biológica entre masculino e feminino. A identidade humana é entregue a uma opção individualista, mutável com o tempo, expressão do modo de pensar e agir, hoje difundido, que confunde “a liberdade genuína com a ideia de que cada um julga como lhe parece, como se, para além dos indivíduos, não houvesse verdades, valores, princípios que nos guiam, como se tudo fosse igual e tudo se devesse permitir” (n. 22);

– Proposta de um cuidadoso discernimento sobre a verdade da pessoa e sobre o significado da sexualidade humana, através de uma clarificação antropológica que tem o seu núcleo naquela “ecologia humana que procura o reconhecimento da dignidade peculiar do ser humano”. Dignidade que o homem mesmo “deve respeitar e não pode manipular como lhe apetece”. (n. 30). E é à luz desta ecologia humana que a mulher e o homem podem “aprender […] qual é o significado do corpo em toda a verdade original da masculinidade e da feminilidade; para se poder reconhecer a si mesmo no encontro com o outro que é diferente […], e enriquecer-se mutuamente “(n. 35).

Nesta antropologia relacional emergem traços fundamentais da antropologia cristã da pessoa, que reconhece “o significado da sexualidade de discriminação e de violência, precisamente porque aprenderam a reconhecer as igualdades das pessoas, não negando, mas sim respeitando e valorizando as suas diferenças .

Da leitura global deste novo documento da Congregação para a Educação Católica emerge claramente que a Igreja olha para a “questão do ‘gender’ na educação” na perspectiva mais ampla do comum compromisso de construir uma convivência social que, como já auspiciara o Concílio, sempre mais “respeite a dignidade, a liberdade e os direitos das pessoas”. E é precisamente na perspectiva deste compromisso comum que a Igreja deseja não só abrir “uma via de diálogo”, mas também tornar-se um “espaço de diálogo” com as instituições culturais, sociais, políticas e com todos os homens, mesmo com aqueles que não partilham a fé cristã, mas “têm o culto de altos valores humanos.

Neste diálogo, a Igreja participa com a convicção de que cada interlocutor “tem algo de bom a dizer” e que, portanto, é necessário “dar espaço ao seu ponto de vista, à sua opinião, às suas propostas, sem cair, obviamente, no relativismo”. E precisamente por isso, como “perita em humanidade”, a Igreja quer oferecer a todos “o que possui por si mesma: uma visão global do homem e da humanidade”, convencida de que só um diálogo aberto e respeitoso, enfrentado sem medo nem radicalismo ideológico, pode contribuir verdadeiramente para uma compreensão mais profunda da sexualidade humana.

Prefeito da Congregação para a Educação Católica apresenta o novo documento “Homem e mulher os criou”
“Devemos encontrar caminhos de diálogo sobre o gender, sem cair nos slogans e nos extremismos. Mas devemos fazê-lo partindo da nossa identidade e também sabendo traduzir à luz que vem da fé em argumentos racionais, porque há muita confusão e nas escolas se corre o risco de impor-se um pensamento único como científico. Respeitamos todos, mas pedimos para ser respeitados.”São palavras do prefeito da Congregação para a Educação Católica, cardeal Giuseppe Versaldi, que – junto com o secretário do Dicastério, o arcebispo Vincenzo Zani – assinou o documento “Homem e mulher os criou”.

Eminência, qual é a finalidade do documento?

“É importante deter-se sobre o subtítulo: ‘Por um caminho de diálogo sobre a questão do gender na educação’. Nosso documento não é doutrinal, é mais metodológico: como educar as jovens gerações a enfrentar esses temas num tempo em que há muita confusão sobre isso. Assistimos ao risco que se imponha nas escolas como sendo científico um pensamento único que não podemos aceitar. Ao mesmo tempo, devemos ser capazes de dialogar, de renovar-nos, e de valorizar aquilo que surgiu de bom das pesquisas sobre o gender.”

Como nasce esse novo texto?

“A ocasião e o estímulo a prepará-lo vieram das visitas ad Limina dos bispos do mundo inteiro e também das viagens que fizemos, sobretudo das escolas e das universidades. Efetivamente, se está difundindo uma ideologia do gender e o ensino da Igreja é taxado como retrógrado. Por isso era necessário buscar formular um diálogo educativo sobre esse tema.”

Quais foram as bases sobre as quais se trabalhou?

“Procuramos fazê-lo num nível de razão, com argumentos racionais, e não com slogans nem de modo fideísta. Para nós a razão é iluminada pela fé e não é contrária à razão. Em todo caso, sobre o tema gender é possível formular o diálogo baseado em argumentos que não requerem a adesão à fé católica, mediante três argumentos: ouvir, raciocinar e propor. Há argumentos racionais que esclarecem a centralidade do corpo como subjetividade que comunica a identidade do ser. Nessa luz se compreende o dado biológico da diferença sexual entre homem e mulher. A formação da identidade se baseia na alteridade e na família a relação perante a mãe e o pai facilita para a criança a elaboração da própria identidade-diferença sexual. O gênero ‘neutro’ ou ‘terceiro gênero’, ao invés, se mostra como uma construção fictícia.”

Documento do Vaticano sobre “gender”: sim ao diálogo sobre estudos, não à ideologia

“Em primeiro lugar, devemos distinguir entre a ideologia gender que é apresentada como científica e que se difunde também nas escolas, das pesquisas sobre o gender. Ao tempo em que não aceitamos a ideologia, reconhecemos pontos de encontro nas pesquisas sobre o gender para crescer na compreensão recíproca. Cito dois exemplos: a igual dignidade entre homem e mulher, após as formas de injusta subordinação que marcaram séculos da nossa história. Há também a educação das crianças e dos jovens a respeitar toda pessoa na sua peculiar e diferente condição – necessidade de cuidados especiais, raça, religião, tendências afetivas – combatendo toda forma de bullying e de injusta discriminação. Outro ponto importante diz respeito aos valores da feminilidade evidenciados na reflexão sobre o gender: muito se tem detido sobre o aspecto físico da sexualidade colocando em segundo plano aspectos culturais que aprofundam a natureza sem, porém, opor-se a ela. Esse aprofundamento do valor da feminilidade é, aliás, bem fundado nos documentos dos últimos Pontífices.”

Em relação aos aspectos mais críticos. Quais são eles?

“As teorias do gender, particularmente as mais radicais, se distanciam do dado natural chegando a uma opção total pela decisão do sujeito emotivo. Desse modo, a identidade sexual e, consequentemente, também a família se tornam ‘líquidas’ e ‘fluidas’, fundadas no desejo do momento, em vez de no dado natural e na verdade do ser. Pretende-se eliminar a diferença sexual, tornando-a irrelevante para o desenvolvimento da pessoa.”

Quais resultados se espera alcançar com este novo texto?

“Propondo o caminho do diálogo fundado em argumentos racionais, respeitamos as posições distantes das nossas e pedimos respeito pelas nossas. Não somos nós que escolhemos os alunos das escolas e das universidades católicas, são as famílias e os estudantes que escolhem essas escolas e esses ateneus, sabendo que são católicos. Não podemos faltar à nossa identidade aderindo a um pensamento único que gostaria de eliminar a diferença sexual reduzindo a um mero dado ligado às circunstâncias culturais e sociais. Devemos evitar os dois extremismos: o do pensamento único e da ideologia que se conduz por slogans, e aquele segundo o qual somente quem partilha a fé católica e pensa como nós deveria vir a nossas escolas. Devemos buscar caminhos de diálogo e responder à emergência educacional sobre esses temas. O documento é uma contribuição nesse sentido.”

domingo, 9 de junho de 2019

Vaticano realiza conferência mundial sobre o ateísmo.

De terça (28) até quinta-feira (30)do mes de maio de 2019, o Vaticano, centro espiritual e político da Igreja Católica, sediou um evento inusitado, se considerarmos seus princípios. Trata-se da Understanding Unbelief, apresentada como a maior conferência mundial sobre ateísmo. O programa, financiado pela Fundação John Templeton, é organizado por quatro instituições acadêmicas, todas do Reino Unido. Na coordenação está a Universidade de Kent. E colaboram as universidades Conventry, Queen’s e de Saint Mary. 

Este evento não se realizaria no Vaticano se não fosse por uma efeméride: trata-se do 50º aniversário de uma conferência semelhante realizada no Vaticano”, afirmou à BBC News Brasil o antropólogo Jonathan Lanman, diretor do Instituto de Cognição e Cultura e professor da Universidade Queen’s Belfast, um dos organizadores do evento, Ele contou que um dos pesquisadores entrou em contato com o Vaticano e então “eles concordaram em revisitar os temas da ‘incredulidade'”.

A conferência de 1969, a primeira do gênero sobre o tema, ocorreu como consequência da abertura provocada pelo Concílio Vaticano II, ocorrido de 1962 a 1965.  O papa Paulo 6º (1897-1978) era um entusiasta do diálogo com outros cristãos, judeus e adeptos de outras religiões. E também criou um secretariado próprio para ouvir a quem chamava de “descrentes” – segundo suas palavras, o ateísmo era “um dos assuntos mais sérios de nosso tempo”

segunda-feira, 25 de março de 2019

Íntegra da encíclica papal que deixou Adolf Hitler “louco”, lida secretamente e simultaneamente em todas as Igrejas da Alemanha em 1933.

Mit brennender Sorge (“Com preocupação ardente”) Sobre a Igreja e o Reich alemão é uma encíclica do Papa Pio XI , emitida durante a era nazista de 10 de março de 1937 (mas com data do Domingo de Paixão , 14 de março).  Escrita em alemão, não no latim comum, foi contrabandeado para a Alemanha por medo de censura e lido nos púlpitos de todas as igrejas católicas alemãs em um dos domingos mais movimentados da Igreja, o Domingo de Ramos. (21 de março daquele ano).
A encíclica condenou as violações do acordo Reichskonkordat de 1933 , assinado entre o Reich alemão e a Santa Sé . 

Condenou a ” confusão panteísta “, o ” neopaganismo”, o “mito da raça e do sangue” e a idolatria do Estado. Continha uma vigorosa defesa do Antigo Testamento com a crença de que ele preparava o caminho para o Novo .

 A encíclica afirma que a raça é um valor fundamental da comunidade humana, que é necessária e honrosa, mas condena a exaltação da raça, ou o povo, ou o estado, acima de seu valor padrão a um nível idólatra. 

A encíclica declara “que o homem, como pessoa, possui direitos que ele detém de Deus e que qualquer coletividade deve proteger contra a negação, a supressão ou a negligência”. O nacional-socialismo, Adolf Hitler e o partido nazista não são mencionados no documento. O termo “Governo do Reich” é usado.

O esforço para produzir e distribuir mais de 300.000 cópias da carta era inteiramente secreto, permitindo que padres em toda a Alemanha lessem a carta sem interferência.  A Gestapo invadiu as igrejas no dia seguinte para confiscar todas as cópias que pudessem encontrar, e as impressoras que haviam impresso a carta foram fechadas. 

Segundo o historiador Ian Kershaw , uma intensificação da luta geral contra a igreja começou por volta de abril em resposta à encíclica. Scholder escreveu: “as autoridades estaduais e o Partido reagiram com raiva e desaprovação. Não obstante, a grande represália que se temia não veio.

A concordata permaneceu em vigor e, apesar de tudo, a intensificação da batalha contra as duas igrejas que então começaram permaneceu dentro dos limites comuns. “. O regime restringiu ainda mais as ações da Igreja e assediou os monges com processos judiciais encenados.

Embora Hitler não seja mencionado na encíclica, ele se refere a um “profeta louco” que algumas alegações se referem ao próprio Hitler.( Fonte Wikipédia)

 Carta Encíclica
“Mit Brennender Sorge”


Í N D I C E
Introdução. (1-2)
A concordata. (3-10)

Genuína fé em Deus. (11-19)
Genuína fé em Jesus Cristo. (20-23)
Genuína fé na Igreja. (24-29)
Genuína fé no primado. (30)

Não adulterar noções e termos sagrados. (31-38)
[Revelação (32), Fé (33), Imortalidade (34), Pecado original (35),
A Cruz de Cristo (36), Humildade (37), Graça (38).]
Doutrina e ordem moral. (39)
Reconhecimento do direito natural. (40-43)

À juventude. (44-49)
Aos sacerdotes e religiosos. (50-51)
Aos fiéis leigos. (52-54)

Conclusão. (55-59)

Ore com a Igreja do Brasil na Campanha da Fraternidade 2019

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A partir do tema “Fraternidade e Políticas Públicas” e do lema “Serás libertado pelo direito e pela Justiça”, a Campanha da Fraternidade 2019 busca contribuir para a conscientização de todos os cristãos a respeito do tema e, aproveitando um dos objetivos deste tempo litúrgico, gerar reflexão e mudança de vida.  

O texto base da Campanha da Fraternidade deste ano explica que políticas públicas são ações e programas que são desenvolvidos pelo Estado para garantir e colocar em prática direitos que são previstos na Constituição Federal e em outras leis. As Políticas Públicas representam soluções específicas para necessidades e problemas da sociedade.

Todas as pessoas são convidadas a orarem com a Igreja para que todos os cristãos cresçam no resgate da dignidade humana de todos os filhos de Deus. Para isso, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulga a oração e hino que você pode aprender e compartilhar para viver bem este tempo de oração e conversão.

ORAÇÃO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2019

“Pai misericordioso e compassivo, que governais o mundo com justiça e amor,

dai-nos um coração sábio para reconhecer a presença do vosso Reino entre nós.

Em sua grande misericórdia, Jesus, o Filho amado, habitando entre nós

testemunhou o vosso infinito amor e anunciou o Evangelho da fraternidade e da paz.

Seu exemplo nos ensine a acolher os pobres e marginalizados, nossos irmãos e irmãs

com políticas públicas justas, e sejamos construtores de uma sociedade humana e solidária.

O divino Espírito acenda em nossa Igreja a caridade sincera e o amor fraterno;

a honestidade e o direito resplandeçam em nossa sociedade

e sejamos verdadeiros cidadãos do “novo céu e da nova terra”.

Amém!

Ore com a Igreja do Brasil na Campanha da Fraternidade 2019
Sex, 15 de Março de 2019 14:32 | PDF  | | Imprimir |


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A partir do tema “Fraternidade e Políticas Públicas” e do lema “Serás libertado pelo direito e pela Justiça”, a Campanha da Fraternidade 2019 busca contribuir para a conscientização de todos os cristãos a respeito do tema e, aproveitando um dos objetivos deste tempo litúrgico, gerar reflexão e mudança de vida.  

O texto base da Campanha da Fraternidade deste ano explica que políticas públicas são ações e programas que são desenvolvidos pelo Estado para garantir e colocar em prática direitos que são previstos na Constituição Federal e em outras leis. As Políticas Públicas representam soluções específicas para necessidades e problemas da sociedade.

Todas as pessoas são convidadas a orarem com a Igreja para que todos os cristãos cresçam no resgate da dignidade humana de todos os filhos de Deus. Para isso, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil divulga a oração e hino que você pode aprender e compartilhar para viver bem este tempo de oração e conversão.

ORAÇÃOCAMPANHA DA FRATERNIDADE 2019

“Pai misericordioso e compassivo, que governais o mundo com justiça e amor,

dai-nos um coração sábio para reconhecer a presença do vosso Reino entre nós.

Em sua grande misericórdia, Jesus, o Filho amado, habitando entre nós

testemunhou o vosso infinito amor e anunciou o Evangelho da fraternidade e da paz.

Seu exemplo nos ensine a acolher os pobres e marginalizados, nossos irmãos e irmãs

com políticas públicas justas, e sejamos construtores de uma sociedade humana e solidária.

O divino Espírito acenda em nossa Igreja a caridade sincera e o amor fraterno;

a honestidade e o direito resplandeçam em nossa sociedade

e sejamos verdadeiros cidadãos do “novo céu e da nova terra”.

Amém!


HINO 


-“Eis que o Senhor fez conhecer a salvação e revelou sua justiça às nações”.Que, neste tempo quaresmal, nossa oração transforme a vida, nossos atos e ações.

REF: Pelo direito e a Justiça libertados, povos, nações de tantas raças e culturas.

Por tua graça, ó Senhor, ressuscitados, somos em Cristo, hoje, novas criaturas.

-Foi no deserto que Jesus nos ensinou a superar toda ganância e tentação.

Arrependei-vos, eis que o tempo já chegou. Tempo de Paz, Justiça e reconciliação.

- Em Jesus Cristo uma nova aliança quis o Senhor com o seu povo instaurar.

Um novo reino de justiça e esperança, fraternidade, onde todos têm lugar.

-Ser um profeta na atual sociedade, da ação política, com fé, participar

É o dom de Deus que faz, do amor, fraternidade, e bem comum faz bem de todos se tornar!

Fonte: www.cnbb.org.br

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Conheça dados atualizados dos Bispos do Brasil.

A Igreja no Brasil conta, atualmente, com 480 bispos. Eles podem ser divididos a partir de suas diversas formas de vinculação às Igrejas Particulares ou condições definidas no Código de Direito Canônico. A partir desta classificação, chega-se ao número de membros da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB): 307.

O levantamento cruza os dados disponíveis na Secretaria Técnica da CNBB com a pesquisa contínua do chefe do Departamento de Ciência da Religião da Pontifícia Universidade de São Paulo (PUC-SP), professor Fernando Altemeyer Junior.

Bispos do Brasil

São 78 arcebispos metropolitanos no Brasil, que podem ser divididos em quatro grupos: os cardeais arcebispos na ativa (3), os cardeais arcebispos eméritos (6), os arcebispos metropolitanos (42) e os arcebispos eméritos (27).

Os bispos diocesanos são 399 (261 na ativa e 138 bispos eméritos). Estão assim divididos de acordo com suas funções: 203 bispos diocesanos de rito latino, 2 bispos das eparquias orientais (ritos maronita e ucraniano), 1 exarca apostólico de toda América Latina do rito armênio presente em Buenos Aires e São Paulo, 45 bispos auxiliares, 1 coadjutor e 9 prelados, que são os bispos das prelazias.

Entra na contagem o bispo responsável pela administração apostólica pessoal São João Maria Vianney, dom Fernando Arêas Rifan, cuja circunscrição eclesiástica não tem caráter territorial, como as dioceses. Será ainda contabilizado o recém-nomeado para a diocese de União da Vitória (PR), monsenhor Walter Jorge Pinto, quando receber a ordenação episcopal.

Já são 139 bispos eméritos no Brasil, além dos arcebispos eméritos citados acima. Estão assim distribuídos: 119 bispos diocesanos eméritos, nove bispos auxiliares eméritos, um eparca e dez prelados eméritos.

CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil está estruturada de acordo com as normas do Código de Direito Canônico. Assim, fazem parte da CNBB todos os bispos diocesanos do território e os equiparados em direito, como coadjutores, os auxiliares e os outros bispos titulares “que no mesmo território exercem um múnus peculiar que lhes foi confiado pela Sé Apostólica ou pela Conferência episcopal”, lê-se no cânon 450 do CDC. De acordo com as normas da Igreja, podem ser convidados ainda para a Conferência Episcopal os Ordinários de outro rito, como é o caso dos eparcas, exarcas dos ritos armênio, maronita, ucraniano e oriental.

No caso dos bispos eméritos, são considerados “membros convidados ou honorários”, uma vez que participam de atividades da conferência, como a Assembleia Geral, com direito a voz, mas não a voto.

Desta forma, são os 307 membros efetivos da CNBB: os 3 cardeais arcebispos (dom Odilo Pedro Scherer, dom Orani Tempesta e dom Sergio da Rocha), os 42 arcebispos metropolitanos, os 261 bispos diocesanos e o bispo da administração apostólica pessoal São João Maria Vianney.

Religiosos e diocesanos

Professor Altemeyer ainda contabiliza a origem dos bispos, se diocesanos ou religiosos: “os bispos oriundos do clero diocesano são 282 pessoas, ou seja, 59% do episcopado. E os que pertenceram a uma ordem ou congregação de vida consagrada são 197 pessoas, ou seja, 41% do episcopado brasileiro”.

Fonte: CNBB

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Esta imagem do Divino Jesus continua sendo fonte de milagres

DIVINO NINO
A imagem foi descoberta em Bogotá por "coincidência" e renova até hoje a devoção ao Divino Menino Jesus
Uma das imagens mais populares do Divino Menino Jesus se encontra em Bogotá, na Colômbia. Conhecida como “Divino Menino”, a estátua foi descoberta providencialmente após um sacerdote ter uma visão celestial do Divino Menino.

Em 1914, o padre salesiano John Rizzo quis construir uma igreja para os paroquianos de uma cidade próxima, Barranquilla.

No entanto, ele não tinha dinheiro e as pessoas para quem celebrava Missa eram extremamente pobres. Tentou arrecadar os fundos necessários, mas não conseguiu.

Depois de se ajoelhar diante da estátua da Santíssima Virgem Maria, olhou para o alto e viu o Divino Menino Jesus nos braços da sua Mãe. Jesus estava sorrindo com os braços estendidos, e Rizzo o viu dizendo: “Leve-me com você, quero acompanhá-lo”.

Após este acontecimento, ele conseguiu arrecadar todo o valor necessário para construir a igreja, o que reforçou seu profundo e permanente amor ao Menino Jesus.

Rizzo decidiu estender esta devoção: visitou um artista italiano local que tinha uma estátua antiga do Divino Menino Jesus com os braços abertos de forma acolhedora.

A estátua contava inicialmente com uma cruz nas cosas, mas Rizzo pediu que a cruz fosse tirada e que fossem escritas as palavras “Eu reinarei” na base.

Ele começou a pregar sobre o Divino Menino e construiu uma pequena capela para albergar a imagem. Rapidamente começaram os milagres e a devoção se expandiu de maneira veloz.

Como o tempo, foi construída uma igreja maior e milhares de pessoas começaram a visitar o santuário.

Os milagres continuam até hoje e a estátua nos recorda o terno amor de Deus pela humanidade, bem como seu acolhimento a cada um de nós.

Seus braços querem se aproximar de nós, como qualquer criança deseja ser pega no colo. Ele nos convida a abraçá-lo e tê-lo perto do coração.

Que graça especial você quer pedir hoje ao Divino Menino Jesus?


quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Cáritas Brasileira promove a Semana da Solidariedade

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A Cáritas Brasileira promove a Semana da Solidariedade, que se conclui com a celebração da Jornada Mundial dos Pobres convocada pelo Papa Francisco

Em comunhão com o Papa Francisco, a Cáritas Brasileira está promovendo a II Jornada Mundial dos Pobres (JMP) em todo o território nacional. O tema escolhido para este ano pelo Papa Francisco foi inspirado no Salmo 34: “Este pobre grita e o Senhor o escuta” (Sl 34,7).

Divulgada para a ocasião, lê-se na mensagem do Pontífice: “As palavras do salmista tornam-se também as nossas no momento em que somos chamados a encontrar-nos com as diversas condições de sofrimento e marginalização em que vivem tantos irmãos e irmãs nossos que estamos habituados a designar com o termo genérico de ‘pobres'”.

Com o Papa Francisco, a Cáritas convida todas as pessoas, grupos, comunidades, instituições e pessoas de boa vontade para que participem da Jornada Mundial dos Pobres – Semana da Solidariedade organizando momentos de encontros fraternos, celebrações ou mobilizações públicas entre os dias 11 e 18 de novembro de 2018.

A meta é a inclusão social

Em declaração ao Vaticano News-Rádio Vaticano, o presidente da Cáritas Brasileira, Dom João José Costa, arcebispo de Aracaju (SE), afirmou que, sem dúvida, é preciso escutar o grito de tantas pessoas que estão vivendo à margem da sociedade. “Que o Senhor nos dê um ouvido atento. Escutando este grito, que possamos responder conforme diz o salmista, que a nossa resposta concreta seja com gestos de solidariedade, de abraçar esta causa para a inclusão social”, afirmou o arcebispo.

Dom João exortou os brasileiros a serem os braços de Deus para abraçar os que estão à margem da sociedade, passando fome e necessidade e que cada um procure fazer alguma coisa, celebrando com intensidade esta Jornada. “A meta principal é ver uma sociedade justa, fraterna e solidária, onde não haja um só pedinte no nosso Brasil”, alertou.

Amex, com Vatican News

I Romaria do Laicato reunirá leigos do Ceará na Diocese de Tianguá

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Idealizado pelo Regional NE 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o evento será realizado pela primeira vez na Serra da Ibiapaba

A Diocese de Tianguá sediará, no próximo dia 18 de novembro, a I Romaria do Laicato, reunindo leigos e leigas cearenses. O evento, reunirá todas as dioceses do Estado do Ceará refletindo o tema “Cristãos leigos e leiga, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino”. A programação será realizada na cidade de São Benedito, aberta a todo público.

Idealizado pelo Regional NE 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o evento será realizado pela primeira vez na Serra da Ibiapaba com o objetivo de motivar e destacar o protagonismo leigo dentro da Igreja por ocasião do Ano Laicato. De acordo com o bispo diocesano, Dom Francisco Edimilson, a Diocese de Tianguá está de braços abertos para acolher todos que se deslocarão de suas cidades e dioceses em busca de uma nova experiência ao vivenciar momentos especiais de fé e de espiritualidade.

O encontro terá início no Pátio da Igreja de São Francisco, na cidade de São Francisco, às 8 horas da manhã, de onde sairá a caminhada em direção ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima da Serra Grande. Dando sequência à programação, a Celebração da Santa Missa acontecerá às 11 horas da manhã. Logo após a Missa, será realizado com grande destaque um Show de Evangelização.

Participe conosco, você e sua família neste grande encontro dos Cristãos Leigos e Leigas em compromisso com a Igreja!

informações Diocese de Tianguá 

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Congregação para a Doutrina da Fé enviada aos Bispos sobre nova redação da “pena de morte”

Carta aos Bispos
a respeito da nova redação do n. 2267
do Catecismo da Igreja Católica
sobre a pena de morte

1. O Santo Padre Francisco, no Discurso por ocasião do vigésimo quinto aniversário da publicação da Constituição Apostólica Fidei depositum, com a qual João Paulo II promulgou o Catecismo da Igreja Católica, pediu que fosse reformulado o ensinamento sobre a pena de morte, a fim de reunir melhor o desenvolvimento da doutrina sobre este ponto nos últimos tempos.[1] Este desenvolvimento apoia-se na consciência cada vez mais clara na Igreja do respeito devido a toda vida humana. Nesta linha, João Paulo II afirmou: «Nem sequer o homicida perde a sua dignidade pessoal e o próprio Deus Se constitui seu garante».[2]

2. É nesta perspectiva que se deve compreender a postura em relação a pena de morte, afirmada largamente no ensinamento dos pastores e na sensibilidade do povo de Deus. Se, de fato, a situação política e social do passado tornava a pena de morte um instrumento aceitável para a proteção do bem comum, hoje a consciência cada vez maior de que a dignidade de uma pessoa não se perde nem mesmo depois de ter cometido crimes gravíssimos, a compreensão aprofundada do sentido das sanções penais aplicadas pelo Estado e o desenvolvimento dos sistemas de detenção mais eficazes que garantem a indispensável defesa dos cidadãos, contribuíram para uma nova compreensão que reconhece a sua inadmissibilidade e, portanto, apela à sua abolição.

3. Neste desenvolvimento, o ensinamento da Carta encíclica Evangelium vitae de João Paulo II é de grande importância. O Santo Padre incluiu entre os sinais de esperança de uma nova civilização da vida «a aversão cada vez mais difusa na opinião pública à pena de morte, mesmo vista só como instrumento de “legítima defesa” social, tendo em consideração as possibilidades que uma sociedade moderna dispõe para reprimir eficazmente o crime, de forma que, enquanto torna inofensivo aquele que o cometeu, não lhe tira definitivamente a possibilidade de se redimir».[3] O ensinamento da Evangelium vitae foi proposto na editio typica do Catecismo da Igreja Católica. No mesmo, a pena de morte não se apresenta como uma pena proporcional à gravidade do delito, mas justifica-se somente se fosse «a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor», mesmo se de fato «os casos em que se torna absolutamente necessário suprimir o réu são já muito raros, se não mesmo praticamente inexistentes» (n. 2267).

4. João Paulo II interveio também em outras ocasiões contra a pena de morte, apelando seja em relação ao respeito à dignidade da pessoa quanto aos meios que a sociedade possui hoje para se defender do criminoso. Assim, na Mensagem natalícia de 1998, ele esperava «no mundo o consenso quanto a medidas urgentes e adequadas … para acabar com a pena de morte».[4] No mês sucessivo, nos Estados Unidos, ele repetiu: “Um sinal de esperança é constituído pelo crescente reconhecimento de que a dignidade da vida humana nunca deve ser negada, nem sequer a quem praticou o mal. A sociedade moderna possui os instrumentos para se proteger, sem negar de modo definitivo aos criminosos a possibilidade de se redimirem. Renovo o apelo lançado no Natal, a fim de que se decida abolir a pena de morte, que é cruel e inútil”.[5]

5. O esforço em comprometer-se com a abolição da pena de morte continuou com os sucessivos Pontífices. Bento XVI chamou «a atenção dos responsáveis da sociedade para a necessidade de fazer todo o possível a fim de se chegar à eliminação da pena capital».[6] E sucessivamente desejou a um grupo de fiéis que «suas deliberações possam encorajar as iniciativas políticas e legislativas, promovidas em um número crescente de países, a eliminar a pena de morte e continuar os progressos substanciais realizados para adequar a lei penal tanto às exigências da dignidade humana dos prisioneiros quanto à efetiva manutenção da ordem pública».[7]

6. Nesta mesma perspectiva, o Papa Francisco reiterou que «hoje a pena de morte é inadmissível, por mais grave que seja o delito do condenado».[8] A pena de morte, quaisquer que sejam as modalidades de execução, «implica um tratamento cruel, desumano e degradante».[9] Deve também ser recusada «por causa da seletividade defeituosa do sistema penal e da possibilidade de erro judicial».[10] É neste horizonte que o Papa Francisco pediu uma revisão da formulação do Catecismo da Igreja Católica sobre a pena de morte, de modo que se afirme que «por muito grave que possa ter sido o delito cometido, a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa».[11]

7. A nova redação do n. 2267 do Catecismo da Igreja Católica, aprovada pelo Papa Francisco, situa-se em continuidade com o Magistério anterior, levando adiante um desenvolvimento coerente da doutrina católica.[12] O novo texto, seguindo os passos do ensinamento de João Paulo II na Evangelium vitae, afirma que a supressão da vida de um criminoso como punição por um delito é inadmissível, pois atenta contra a dignidade da pessoa. Tal dignidade não se perde nem mesmo depois de ter cometido delitos gravíssimos. Chega-se também a essa conclusão levando em conta a nova compreensão das sanções penais aplicadas pelo Estado moderno, que deve antes de tudo, orientar-se para a reabilitação e reinserção social do criminoso. Enfim, dado que a sociedade de hoje possui sistemas de detenção mais eficazes, a pena de morte é desnecessária como proteção da vida de pessoas inocentes. Certamente, permanece o dever do poder público de defender a vida dos cidadãos, como sempre foi ensinado pelo Magistério e confirmado pelo Catecismo da Igreja Católica nos números 2265 e 2266.

8. Tudo isso mostra que a nova formulação do n. 2267 do Catecismo expressa um autêntico desenvolvimento da doutrina, que não está em contradição com os ensinamentos anteriores do Magistério. De fato, tais ensinamentos podem ser explicados à luz da responsabilidade primária do poder público em tutelar o bem comum, num contexto social em que as sanções penais eram compreendidas diversamente e se davam num ambiente em que era mais difícil garantir que o criminoso não pudesse repetir o seu crime.

9. Na nova redação, se acrescenta que a conscientização sobre a inadmissibilidade da pena de morte cresceu «à luz do Evangelho».[13] De fato, o Evangelho ajuda a compreender melhor a ordem da criação que o Filho de Deus assumiu, purificou e levou à plenitude. O Evangelho também nos convida à misericórdia e à paciência do Senhor, que oferece a todos, tempo para se converterem.

10. A nova formulação do n. 2267 do Catecismo da Igreja Católica quer impulsionar um firme compromisso, também através de um diálogo respeitoso com as autoridades políticas, a fim que seja fomentada uma mentalidade que reconheça a dignidade de toda vida humana e sejam criadas as condições que permitam eliminar hoje o instituto jurídico da pena de morte, onde ainda está em vigor.

O Sumo Pontífice Francisco, na Audiência concedida ao subscrito Secretário no dia 28 de junho de 2018, aprovou a presente Carta, decidida na Sessão Ordinária desta Congregação no dia 13 de junho de 2018, e ordenou a sua publicação.

Dado em Roma, na Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, no dia 1º de agosto de 2018, Memória de Santo Afonso Maria de Ligório.

Luis F. Card. Ladaria, S.I.
Prefeito

+ Giacomo Morandi
Arcebispo Titular de Cerveteri
Secretário

Notas
[1] Cf. Francisco, Discurso aos participantes no encontro promovido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização (11 de outubro de 2017): L’Osservatore Romano (13 de outubro de 2017), 4.

[2] João Paulo II, Carta enc. Evangelium vitae (25 de março de 1995), n. 9: AAS 87 (1995), 411.

[3] Ibid., n. 27: AAS 87 (1995), 432.

[4] João Paulo II, Messagem Urbi et Orbi por ocasião do Santo Natal (25 de dezembro de 1998), n. 5: Ensinamentos XXI,2 (1998), 1348.

[5] Id., Homilia no Trans World Dome de St. Louis (27 de janeiro de 1999): Ensinamentos XXII,1 (1999), 269; cf. Homilia da Missa na Basílica de Nuestra Señora de Guadalupe na Cidade do México (23 de janeiro de 1999): «Deve haver um fim para o recurso desnecessário à pena de morte»: Ensinamentos XXII,1 (1999), 123.

[6] Bento XVI, Exort. Apost. Pós-Sinodal Africae munus (19 de novembro de 2011), n. 83: AAS 104 (2012), 276.

[7] Id., Audiência geral (30 de novembro de 2011): Ensinamentos VII,2 (2011), 813.

[8] Francisco, Carta ao Presidente da Comissão internacional contra a pena de morte (20 de março de 2015): L’Osservatore Romano (20-21 de março de 2015), 7.

[9] Ibid.

[10] Ibid.

[11] Francisco, Discurso aos participantes no encontro promovido pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização (11 de outubro de 2017): L’Osservatore Romano (13 de outubro de 2017), 5.

[12] Cf. Vincenzo di Lérins, Commonitorium, cap. 23: PL 50, 667-669. Em referência a pena de morte, tratando sobre as especificações dos mandamentos do Decálogo, a Pontifícia Comissão Bíblica falou em “refinar” as posições morais da Igreja: «No curso da história e com o desenvolvimento das civilizações, a Igreja também refinou as próprias posições morais referentes à pena de morte e à guerra, em nome de uma reverência pela vida humana que ela acalenta sem cessar meditando a Escritura, reverência que toma sempre mais a cor de um absoluto. O que subentende essas posições aparentemente radicais é sempre a mesma noção antropológica de base: a dignidade fundamental do ser humano criado à imagem de Deus» (Bíblia e moral. Raízes bíblicas do agir cristão, 2008, n. 98).

[13] Conc. Ecum. Vat. II, Const. past. Gaudium et spes, n. 4.

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Quem é a mártir da pureza Albertina Berkenbrock, a “Maria Goretti brasileira

Jovem catarinense de 12 anos, mártir da castidade, foi proclamada Bem-Aventurada pelo Papa Bento XVI
A Igreja recorda em 15 de junho a Bem-Aventurada Albertina Berkenbrock, jovem martirizada aos 12 anos de idade por defender a sua virgindade.

Pela semelhança entre as suas histórias, a menina do sul do Brasil é chamada por muitos de “a Maria Goretti brasileira”, em referência à jovem santa italiana que sofreu o martírio pelo mesmo propósito.Albertina nasceu em 11 de abril de 1919 em Imaruí, SC. Filha de imigrantes alemães que construíam a vida na nova pátria como agricultores, ela recebeu desde cedo a formação católica e aprendeu ainda pequena as orações, que fazia com alegria. Participava ativamente da vida religiosa da comunidade e se preparava com entusiasmo para receber a Primeira Comunhão. Albertina dizia que aquele seria o dia mais belo de sua vida.
Confessava-se com frequência e comungava sempre. Além de gostar muito de falar da Eucaristia, cultivava especial devoção a Nossa Senhora, rezando o rosário com fervor. Também era devota do padroeiro da comunidade, São Luís, que, providencialmente, é considerado modelo de juventude vivida na pureza do corpo e da alma.
Albertina Berkenbrock

Foi no dia 15 de junho de 1931 que Albertina, aos 12 anos, deu o seu grande testemunho, perdendo a vida para preservar a sua pureza espiritual e corporal.

sábado, 5 de maio de 2018

Beatificam sacerdote apunhalado 32 vezes para proteger a Eucaristia

Janos Brenner nasceu em 27 de dezembro de 1931, em Szombathely (Hungria). Ele e seus dois irmãos foram sacerdotes.

O Prefeito da Congregação para as Causas dos Santos, Cardeal Angelo Amato, presidiu a Missa de beatificação do sacerdote mártir Janos Brenner, assassinado em 1957 com 32 apunhaladas enquanto protegia a Eucaristia.
Na Missa presidida no dia 1º de maio, em Szombathely (Hungria), o Cardeal Amato recordou que Pe. Brenner tinha 26 anos quando “o apunhalaram mais de 30 vezes. Ele foi encontrado na madrugada do dia 15 de dezembro de 1957, perto da cidade de Zsida, com a mão esquerda no peito para proteger a Eucaristia, como o mártir Tarcísio”.
Tarcísio foi um jovem coroinha do século III que ajudava os sacerdotes de Roma.
Entretanto, naquela época os cristãos eram perseguidos e ele foi apedrejado por um grupo de pagãos ao proteger a Eucaristia que levava aos fiéis presos.
Segundo informações de L’Osservatore Romano, o Purpurado disse que Pe. Brenner era “amado por todos, adultos e crianças, pela pureza do seu olhar e por tratar bem os outros”. Apesar das pressões do regime comunista da Hungria, optou “com alegria por ser sacerdote. Ele era corajoso e consciente do perigo, perseverou em sua vocação de servir ao Senhor e iluminar os jovens com a palavra de Jesus”.
O Cardeal Amato sublinhou que Pe. Brenner “rezava com fé, visitava os doentes e tinha palavras de consolo e proximidade para todos”. A sua presença transmitia “confiança e alegria”. Ele costumava dizer que “não podiam fazer nenhum mal para ele, porque não podiam roubar nada dele. Tinha somente 2 calças remendadas”, acrescentou.
Segundo o Purpurado, um dos legados do novo Beato é “a atitude do cristão ante a perseguição e a oração pelos que os perseguem, assim como o perdão das suas perversões”.
O Purpurado disse que há documentação, “mas ainda está incompleta, de mais de 1.500 sacerdotes diocesanos e seminaristas e cerca de 500 religiosos presos e condenado injustamente à morte”, alguns dos quais já foram beatificados.
Breve biografia
Janos Brenner nasceu em 27 de dezembro de 1931, em Szombathely (Hungria). Ele e seus dois irmãos foram sacerdotes.
Depois que as autoridades comunistas acabaram com as ordens religiosas, Janos estudou durante um ano na Academia Teológica de Budapeste e depois no seminário em Szombathely.
Quando o seminário fechou, continuou os seus estudos de Teologia em Györ.
Foi ordenado sacerdote em 19 de junho de 1955. Serviu como capelão em Rábakethely, realizando um apostolado especial com os jovens. O regime comunista, que perseguia a Igreja, não aprovava a sua atividade.
Em 26 de dezembro de 1948, o regime prendeu o Cardeal József Mindszent e o condenou à prisão perpétua. Em 1950, foram deportados cerca de 2.500 religiosos e, em agosto, fecharam a faculdade de Teologia em Budapeste. O regime também criou “um movimento pela paz com a intenção de causar discórdia e divisão no clero”.
Em outubro de 1956, começou a revolução húngara em Budapeste, na qual “assassinaram aproximadamente 10 mil pessoas, a maioria delas eram estudantes e trabalhadores”.
Em 15 de dezembro de 1957, prepararam uma armadilha para Pe. Brenner. Para conseguir afastá-lo de sua paróquia, chamaram-no para que visitasse uma pessoa doente. Ele pegou o seu porta viático – no qual levava a Eucaristia – e foi à aldeia de Zsida. Armaram uma armadilha e o apunhalaram 32 vezes enquanto protegia o Santíssimo Sacramento com a sua mão esquerda.
Foi sepultado em 18 de dezembro na cripta familiar da Igreja Salesiana de São Quirino, em Szombathely. Seu lema sacerdotal foi colocado em seu túmulo: “Todas as coisas colaboram juntas para o bem daqueles que amam a Deus”.
No lugar do martírio de Pe. Brenner, entre os povoados de Rábakethely e de Zsida, foi construída em sua homenagem a capela do Bom Pastor em 1989.
Fonte: ACI Digital

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Sabe quem é dono do recorde de canonização mais rápida da história?

Dica: o santo foi canonizado menos de um ano depois de sua morte

Há casos de santos que só foram canonizados muito e muito tempo depois de morrerem. Para alguns, a canonização levou séculos.
Por outro lado, alguns santos, como Teresa de Calcutá, por exemplo, tiveram um caminho rápido até a santidade.
Mas nem a canonização de Teresa foi tão rápida quanto a de Pedro de Verona, também chamado de São Pedro Mártir, que foi canonizado em março de 1253 – menos de um ano depois de sua violenta morte.
Ao contrário do que acontece hoje, o processo de canonização naquele tempo era menos elaborado, embora a santidade era uma árdua conquista, que muitos não conseguiram obter.
O primeiro caso de um papa que canonizou um santo foi em 993, e a “canonização era relativamente nova” na época de Pedro de Verona. É o que diz Donald Prudlo em seu livro “The Martyred Inquisitor: The Life and Cult of Peter of Verona” (“O inquisidor martirizado: vida e culto de Pedro de Verona).
Nascido aproximadamente no ano de 1205, Pedro era de uma família de classe média de Verona, ao norte da Itália – uma região que, durante muito tempo, viveu conflitos violentos e agitação política. Uma parte dos tumultos derivava da hostilidade entre a Igreja Católica e outras seitas religiosas, como os heréticos cátaros.
Embora tivesse familiares que seguiam a doutrina cátara, a família de Pedro pagou para que ele recebesse uma educação católica. Quando jovem, foi matriculado na Universidade de Bologna. Sua família queria que ele fizesse carreira na advocacia ou no governo. Mas ele abraçou a fé católica e seguiu a Ordem Dominicana. Foi ordenado padre em 1228.
Entre os feitos de Pedro está a criação de um serviço voluntário de ambulância que funciona até hoje. Além disso, ele ficou famoso por ser um excelente orador. Em suas pregações, posicionava-se contra as seitas heréticas.
Através da efetividade de sua oratória, Pedro ganhou um status significativo na Igreja, e, com o tempo, chegou a ser inquisidor para a região da Lombardia, na Itália. Foi quando os inimigos de Pedro começaram a elaborar um plano para silenciá-lo.
Em 6 de abril de 1252, perto de Milão, um membro dos cátaros atacou Pedro com uma arma. Diz a lenda que o mártir ainda pronunciou o Credo apostólico no pouco tempo entre uma ferida e o golpe fatal.
Algumas fontes dizem que o agonizante Pedro afundou os dedos em suas feridas e usou o próprio sangue para escrever no chão as primeiras palavras do Credo. Um relato dramático, que é provável que seja apócrifo. De qualquer forma, o companheiro de viagem de Pedro também foi gravemente ferido e se recuperou dias mais tarde.
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O assassino, Carino de Balsamo, conseguiu escapar. Porém, mais tarde, se arrependeu e entrou para um mosteiro dominicano, onde permaneceu como devoto penitente leigo até o fim de sua vida.
Pedro tinha muitos inimigos, mas também fervorosos defensores. A ele foram atribuídos vários milagres, inclusive em vida, Além disso, para a hierarquia da Igreja, sua vida franca e sua violenta morte ofereceram um exemplo cativante de lutador derrubado pelos hereges.
Em 9 de março de 1254, apenas 337 dias após sua morte, Pedro de Verona foi canonizado pelo Papa Inocêncio IV. O recorde anterior de canonização mais rápida era a de Antônio de Pádua, que entrou definitivamente para a santidade 352 dias depois de sua morte, em junho de 1231.
Pedro foi enterrado na basílica de San Eustorgio, em Milão, onde estão suas relíquias, incluindo a cabeça, que ainda mostra as feridas que ele sofreu.
A data da morte de Pedro (6 de abril) não foi adotada para a sua festividade, pois poderia conflitar com a Páscoa. Por isso, a sua festa é dia 29 de abril. A Igreja celebrou a data universalmente até 1969, quando foi retirada do calendário.
O recorde de Pedro pelo caminho mais rápido à santidade foi mantido durante quase 800 anos. Como a canonização moderna é um processo muito complexo, é provável que esse recorde se mantenha pelo menos por mais oito séculos.

domingo, 15 de abril de 2018

Pai de 63 anos e filho de 30 serão ordenados sacerdotes nos Estados Unidos.


Em um acontecimento pouco comum na Igreja Católica, pai e filho serão ordenados sacerdotes nos Estados Unidos. Trata-se de Peter Infanger e seu filho, o diácono Andrew Infanger.
Peter, de 63 anos, ficou viúvo em 2013 depois que a sua esposa Michelle faleceu de câncer de mama. Naquele ano, seu filho Andrew foi aceito no Seminário São Francisco de Sales da Arquidiocese de Milwaukee, (Wisconsin), segundo uma entrevista publicada em 30 de março em ‘Milwaukee Journal Sentinel’.
Depois de ficar viúvo, Peter entrou em um processo de discernimento vocacional e, em 2014, foi aceito como seminarista. Agora, em 2018, completa o seu quarto ano no Seminário Mundelein, nos arredores de Chicago (Illinois). Em 2019, será ordenado diácono e, em seguida, “se Deus quiser”, espera seguir seu filho no sacerdócio.

Eles iam se casar, Deus os chamou e agora ele é sacerdote e ela religiosa.

Antes de entrar na vida consagrada, o Pe. Javier Olivera e a Irmã Marie de la Sagesse chegaram a ficar noivos e queriam se casar, mas Deus tinha outros planos. Esta é sua história.

Em declarações ao Grupo ACI, o Pe. Olivera indicou que ambos cresceram em famílias católicas e “os nossos pais se conheciam desde quando eram jovens”. Por isso, eles sempre se encontravam quando eram crianças, apesar de se afastarem durante a adolescência.

“Estive bastante afastado da prática religiosa. Aos 19 anos, voltei de uma viagem ao Peru e a conheci. Perguntei-lhe se acreditava na virgindade até o casamento, porque para mim era algo inventado pela Igreja. Ela me explicou tão bem e me deu fundamentos da fé e da razão sobre a pureza que fiquei impressionado. Encontrei uma mulher que sabia defender o que acreditava e que também era inteligente”, afirmou.

Pouco depois começaram a namorar. Naquela época, ambos estudavam Direito, ele na Universidade Nacional de Buenos Aires e ela, na Universidade Nacional de La Plata.

sexta-feira, 30 de março de 2018

O mistério desta Sexta-feira

Numa sexta-feira, provavelmente no dia 7 de abril do ano 30, os romanos crucificaram, a pedido das autoridades religiosas judaicas, o pregador Jesus de Nazaré, em hebraico, Ieshu ben Ioseph.

Jesus pregava a chegada do Reino de Deus, anunciado nas Escrituras de Israel; afirmava ter vindo de Deus, ser o Filho de Deus. Escolhera Doze discípulos, indicando claramente que, a partir Dele, Israel, o povo das Doze tribos, deveria ser renovado e transformado. Afirmava que aqueles que Nele acreditassem e O aceitassem como Messias e Salvador, que O amassem mais que à própria vida e se abrissem à Sua mensagem sem nenhuma reserva, encontrariam a Luz verdadeira, a Vida verdadeira e venceriam, com Ele e como Ele, a própria morte: as mortes da vida e a Morte última.

Sexta-feira, 7 de abril, Jerusalém, ano 30. Jesus está na cruz, humanamente aniquilado, um farrapo, um trapo de gente. Perdoa Seus inimigos, entrega-Se com total confiança nas mãos do Deus Santo de Israel, a Quem Ele chamava de Pai, e morre. É sepultado. No terceiro dia, Seus discípulos dizem que Ele veio, vivo, ressuscitado, totalmente transfigurado, glorioso, divinizado na Sua natureza humana, ao encontro dos Seus.

Tudo mudou para aqueles Doze, tudo mudou para os discípulos, tudo mudou para Paulo de Tarso, judeu culto, letrado, prudente, que diz ter sido encontrado por Jesus vivo, ressuscitado, vitorioso, no caminho de Damasco… Deste testemunho dos Apóstolos a Igreja vive há dois mil anos; por esse testemunho muitos deram a vida, muitos consagraram toda a existência. Os cristãos creem com todas as forças e com razoáveis motivos: Jesus venceu a morte, ressuscitou, está no Pai e, na potência do Seu Espírito Santo, estará presente à Sua Igreja até o fim dos tempos.

Mas, hoje é Sexta-Feira. Sexta-Feira de silêncio, de jejum, de oração, de abstinência de carne. Sexta-Feira escandalosa: como pode um Deus morto? Como pode a Vida ser morta pela Morte? Como pode a Luz dissipar-Se ante as trevas? Como pode o Pai Se calar e permitir que o Justo fosse assassinado e derrotado? Onde está Deus? Se existe, por que não salvou o Seu Filho amado?
De fato, a cruz, por si mesma, é um escândalo terrível! Por isso os antigos pagãos, zombando dos cristãos, representavam um asno crucificado. A fé cristã não passaria de “asneiras”. Há dois mil anos pensam ou dizem isso… Os muçulmanos zombam de nós, chamando-nos “adoradores da cruz”, e o mundo atual odeia com todas as forças tudo que signifique cruz, tudo que estrague a curtição do homem embevecido com sua razão, com sua tecnologia, com seu conforto, com suas soluções “morais” práticas e fáceis, tanto quanto levianas e vulgares, com sua ilusão de ser senhor do bem e do mal, do certo e do errado, da vida e da morte…

Para os cristãos, no entanto, a cruz nos descortina, fundamentalmente, dois mistérios tremendos.

Primeiro, o Mistério da Iniquidade, Mistério do Pecado do mundo, fruto da liberdade humana, que pode de tal modo fechar-se para Deus, levando o homem – cada indivíduo e a humanidade toda -, a tal soberba, a tal autossuficiência, a ponto de matar Deus: “Não queremos que Esse aí reine sobre nós! Não temos outro rei a não ser César!” (Jo 19,15). Isso mesmo: a cruz revela até onde o homem pode ir: ele pode matar Deus! E o está matando, continua a matá-Lo, erradicando-O da cultura, da sociedade, das repartições públicas, dos meios de comunicação, das escolas, das famílias, dos corações. Basta que escutemos o brado prepotente e realista do ateu Nietzsche “Deus morreu! Deus está morto! E nós é que O matamos! Tudo o que havia de mais sagrado e mais poderoso no mundo esvai-Se em sangue sob o peso do nosso punhal. Não vos parece grande demais essa ação? Não deveríamos nós mesmos nos tornar deuses? Nunca houve uma ação tão grande como essa!” Eis: o mundo está se “libertando” de Deus! Deus vai Se tornando uma palavra vazia, insossa, inútil, sem nenhum sentido definido e nenhuma exigência que incida na vida das pessoas. O deus que o mundo aceita – quando aceita – é um deus boboca, inofensivo, invertebrado… O Deus verdadeiro, esse o mundo odeia e o mata! O Deus verdadeiro, para o mundo, não passa de um asno. Que nenhum cristão se iluda: o mundo não compreenderá nunca o mistério da Cruz! Aqui, não existe acordo, não tem boa vontade capaz de superar o abismo, a não ser a conversão: Cristo é escândalo, a Cruz é escândalo, os discípulos são escândalo: “Pai, Eu lhes dei a Tua palavra, mas o mundo os odiou, porque não são do mundo, como Eu não sou do mundo” (Jo 17,14). O discípulo estará sempre, como o seu Senhor, crucificado para o mundo e o mundo, crucificado para ele: “Quanto a mim, não aconteça gloriar-me senão na Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por Quem o mundo está crucificado para mim eu para o mundo” (Gl 6,14).

Mas, a cruz revela também um outro mistério: o Mistério da Piedade! Mistério de um Deus tão grande no Seu amor, tão humilde no profundo respeito pela liberdade humana, que é capaz de Se entregar à morte para salvar essa humanidade tola e prepotente: “Deus amou tanto o mundo que entregou o Seu Filho único, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus não enviou o Seu Filho ao mundo para julgar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por Ele” (Jo 3,16-17). Na cruz revela-se até onde Deus está disposto a ir por nós: um Deus solidário, que entra na nossa vida, que assume as nossas contradições, que sofre conosco e morre conosco para nos fazer ressuscitar com Ele, mantendo-nos sempre aberto o caminho da salvação.

Sexta-Feira Santa; da Paixão! Em Cristo, Deus e o homem estão crucificados, Deus e o homem sofrem juntos, gritam juntos, morrem juntos! Na cruz aparece o amor de Deus e a esperança para o mundo…

Oração, silêncio, jejum, abstinência, diante do Mistério!

Dom Henrique Soares da Costa

segunda-feira, 26 de março de 2018

SOBRAL-CE: Comunidade Shalom em parceria com a Polícia Militar propõe ações para superar a violência

“A parceria proposta pela Comunidade Shalom é o que queremos de toda sociedade em geral.”
Apoiada no apelo da Igreja do Brasil com a Campanha da Fraternidade cujo tema é “Fraternidade e Superação da Violência” e baseada nos altos índices de criminalidade e no desejo de vivenciar a Cultura de Paz na cidade de Sobral, a Comunidade Católica Shalom está propondo em parceria com a Polícia Militar ações em busca de superar a violência na cidade. Membros da Comunidade estiveram reunidos na última quinta-feira, 22, com representantes da Polícia Militar na sede do Terceiro Batalhão da PM/CE.
A pauta foi a troca de informações e ideias acerca da Segurança Pública em Sobral, além do relato de constantes ocorrências nas mediações do Centro Católico de Evangelização Shalom (R. Cel. Mont’Alverne, 1409 – Campo dos Velhos). A reunião contou com a presença do responsável pela Comunidade Shalom em Sobral, Rodielson Silva, além do Coronel Assis e Tenente Marcos Paulo, representando a PM/CE. Além de Rodielson, representaram a Comunidade Shalom Anderson Medina, Carlos Augusto Araújo Cisne e Emanuel Linhares.
As duas instituições se comprometeram em fazer parceria para diminuir as ocorrências, através de trabalho preventivo/ostensivo com os militares e de uma postura formativa/evangelizadora por parte dos missionários. “A sensação de insegurança que assola o nosso País, Estado, cidade e região pode ser amenizada com uma postura conjunta de ambas as Instituições, em não aguardar que o ‘predador’ venha até nós, mas que nos antecipemos a ele, conforme o modo e forma que a nossa Instituição deva fazê-la”, disse Rodielson Silva.
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