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segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

A hora da verdade chegou para o Brasil e Jair Bolsonaro

BOLSONARO

O ex-militar, de 63 anos, chega com uma legitimidade conferida pela clara vitória nas urnas

Chegou a hora da verdade para Jair Bolsonaro, que poderá demonstrar a partir de terça-feira se tem tanta habilidade de governar o Brasil quanto de fazer ataques eleitorais contra a corrupção política, os partidos de esquerda e a “ideologia de gênero”.
O ex-militar, de 63 anos, chega com uma legitimidade conferida pela clara vitória nas urnas e por um cenário político devastado por anos de escândalos de corrupção, crise econômica e aumento da criminalidade.
A esquerda está dividida e os partidos de centro-direita estão reduzidos a forças inexpressivas.
O Partido Social Liberal (PSL) do presidente, com apenas 52 cadeiras de um total de 513, será o segundo maior em uma Câmara dos Deputados pulverizada.
Para garantir a governabilidade, deve manter a convergência dos lobbies transpartidários que deram a ele um suporte fundamental na campanha: os grandes produtores agrícolas, as igrejas ultraconservadoras neopentecostais e os defensores da flexibilização do porte de armas.
Ele também ganhou o apoio do mundo dos negócios, seduzido por suas promessas de reduções de gastos públicos, de impostos e privatizações.
– Retórica eleitoral –
A tarefa se anuncia complexa. A reforma da previdência, considerada essencial por sua equipe econômica, encontra resistência entre seus próprios aliados. E a reaproximação com Israel é vista com desconfiança pelos exportadores de carne, que temem represálias comerciais de países árabes.
Desde as eleições, Bolsonaro teve que recuar ou deixar em suspenso algumas de suas promessas, sem dar qualquer indicação de onde começará.
“Estamos às vésperas da posse do presidente eleito e ainda há uma grande incógnita sobre como será o governo”, afirma Rogério Bastos Arantes, professor de Ciências Políticas da Universidade de São Paulo (USP).
Um de seus poucos anúncios concretos foi a retirada do Brasil do Pacto Global das Nações Unidas sobre Migração. Além disso, alguns de seus comentários acabou precipitando o fim da cooperação médica com Cuba.
Essas medidas satisfazem seu eleitorado, mobilizado por uma forte campanha de ruptura com as idéias universalistas e com o legado do PT, que governou de 2003 a 2016.
Mas Bolsonaro ainda não emitiu nenhum sinal de que pretende ser, como prometeu perante o STF em 10 de dezembro, “o presidente dos 210 milhões de brasileiros (…) sem distinção de origem, raça, sexo, cor ou religião”.
Bastos Arantes afirma que se esses sinais demorarem muito, o Brasil poderá mergulhar numa “crise de governabilidade”.
“Bolsonaro tem que dizer à sociedade o que pretende fazer positivamente, não apenas negativamente”, destaca o analista político. E alerta: “É muito difícil governar e se relacionar com as instituições com base em sua retórica de campanha”.
– “Poder popular” –
Em seu discurso ante ao STF, Bolsonaro evocou a possibilidade de abalar o sistema atual de representação, através de “uma relação direta” com o povo graças às redes sociais, sua ferramenta de campanha preferida.
“As eleições de outubro revelaram uma realidade diferente das práticas do passado: o poder popular não requer mais intermediação e as novas tecnologias permitiram uma relação direta entre o eleitor e seus representantes”, afirmou.
Para Bastos Arantes, “o estímulo à beligerância pode continuar (…) porque existem mecanismos constitucionais que podem ser usados para apoiar o presidente por meio de referendos”.
“Há um cenário ainda muito aberto, com risco de investir em um inimigo interno, que também poderia ser externo”, continua ele, lembrando que Bolsonaro, diplomaticamente alinhado com o americano Donald Trump, multiplica as declarações hostis contra o fracassado regime socialista da Venezuela.
“Inventar um inimigo externo para se sustentar internamente é uma fórmula bem conhecida”, afirma.
– Ministros em batalha –
Bolsonaro, nostálgico da ditadura militar (1964-1985), formou uma equipe de 22 ministros, sete deles militares reformados. O Ministério da Economia foi confiado ao ultraliberal Paulo Guedes, o de Relações Exteriores a um diplomata convicto de que Trump pode “salvar o Ocidente” e o da Mulher, Família e Direitos Humanos a uma pastora evangélica.
Na Justiça, ele colocou o juiz do combate à corrupção, Sérgio Moro, figura emblemática da Operação Lava Jato que levou dezenas de políticos à cadeia, incluindo o ex-presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva.
O novo governo revelou nesta semana um plano para os primeiros cem dias para essa equipe díspar, com uma maioria de integrantes sem experiência política.
O texto estabelece quatro etapas para os 10, 30, 60 e 90 dias com a identificação e o encaminhamento de propostas prioritárias, bem como para eventual revogação de decretos e leis existentes.
Prevê, por fim, “uma cerimônia para comemorar 100 dias de governo, em 11 de abril”.
O mundo então terá, talvez, uma ideia do que é o Brasil de Bolsonaro.
(AFP)

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Começa a campanha eleitoral

A corrida eleitoral começa nesta quinta-feira, 16. No centro das campanhas dos candidatos, estão as promessas eleitorais.

16 agosto 2018
A essa altura faz parte da agenda dos candidatos a conquista de voto, através da operação “corpo a corpo”, junto aos eleitores, e da participação em debates, comícios e nos horários do guia eleitoral no rádio e na televisão. Todos os candidatos estão muito conscientes quanto à importância desse momento que pode favorecer ou prejudicar a sua performance perante o eleitorado. Orientados por um cuidadoso marketing político, sempre se apresentam risonhos, quando fotografados ou expostos à mídia.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Ativismo judicial: O STF não tem competência para descriminar o aborto no Brasil.



Mais de 75% dos brasileiros não querem que o aborto seja descriminado.

O Congresso Nacional, igualmente, como mandatário do povo, não está minimamente a fim de avançar um projeto desse gênero.

Mas os militantes da causa contrária não se consolam. Eles querem ver o aborto legalizado no Brasil, custe o que custar. Por isso, trabalham dia e noite, dentro e fora das instituições, para encontrar alguma forma alternativa de vencer, já que nem a população nem o Poder Legislativo estão do seu lado.

Aparentemente, eles encontraram uma saída. Tendo como respaldo o voto do ministro Barroso ( proferido durante o julgamento de um habeas corpus, dezembro passado) que questionou a criminalização do aborto no primeiro trimestre de gravidez, o PSOL — que leva no nome a curiosa antítese “Socialismo e Liberdade” — acaba de ingressar no Supremo Tribunal Federal com uma ação solicitando “a legalização ampla do aborto para qualquer gestação com até 12 semanas“. O instrumento processual em questão é a ADPF, sigla para “Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental”. Trata-se de mais uma ação do complexo controle de constitucionalidade brasileiro, de competência do STF e com efeitos erga omnes, isto é, válidos para todos.

Para quem conhece um pouco a história das últimas tentativas institucionais para facilitar o acesso ao aborto no Brasil, a sigla ADPF não é nova. Foi com uma ação assim — a ADPF de n.º 54 — que o STF despenalizou, em 2012, o abortamento de bebês com anencefalia. Na ocasião, o argumento dos ministros favoráveis à causa era muito parecido com o de hoje: criminalizando o aborto de fetos anencefálicos por meio de seu Código Penal, o Estado estaria a violar “preceitos fundamentais”, tais como a “dignidade da pessoa humana”, os princípios da “legalidade, liberdade e autonomia da vontade” e o “direito à saúde”.

Em meio à pane geral de que foi alvo o Supremo naquela oportunidade (uma constante hoje, para dizer a verdade), duas vozes corajosas se levantaram contra o que estava acontecendo: foram os ministros Ricardo Lewandowski e Cezar Peluso (hoje aposentado). Os magistrados foram os únicos a afirmar, honesta e abertamente, o óbvio que se depreende do princípio da separação dos Poderes: o STF simplesmente não tem competência para descriminar o aborto no Brasil

Foi nessa afirmação que se sustentou de modo particular o voto do ministro Lewandowski, com alguns trechos que merecem menção integral:
“Caso o desejasse, o Congresso Nacional, intérprete último da vontade soberana do povo, considerando o instrumental científico que se acha há anos sob o domínio dos obstetras, poderia ter alterado a legislação criminal vigente para incluir o aborto de fetos anencéfalos, dentre as hipóteses de interrupção da gravidez isenta de punição. Mas até o presente momento, os parlamentares, legítimos representantes da soberania popular, houveram por bem manter intacta a lei penal no tocante ao aborto, em particular quanto às duas únicas hipóteses nas quais se admite a interferência externa no curso regular da gestação, sem que a mãe ou um terceiro sejam apenados.” 
[…] 

” Não é lícito ao mais alto órgão judicante do País, a pretexto de empreender interpretação conforme a Constituição, envergar as vestes de legislador positivo, criando normas legais, ex novo, mediante decisão pretoriana. Em outros termos, não é dado aos integrantes do Poder Judiciário, que carecem da unção legitimadora do voto popular, promover inovações no ordenamento normativo como se parlamentares eleitos fossem.“ Com uma fina ironia, o ministro Lewandowski ainda cita, para fundamentar seu entendimento, uma citação de ninguém menos que… Luís Roberto Barroso, o atual ministro do STF que, à época, era apenas o advogado da causa julgada. “Deveras, foi ao Poder Legislativo, que tem o batismo da representação popular e não o Judiciário, que a Constituição conferiu a função de criar o direito positivo e reger as relações sociais” — lição do livro “Interpretação e aplicação da Constituição”, de Barroso, o qual parece não pensar o mesmo que ensina nos momentos em que julga.
Ficou para o fim do julgamento, no entanto, o voto magistral do ministro Cezar Peluso — então presidente da casa —, o qual fulminou, de uma só vez, não só os partidários do “ativismo judicial”, mas também os promotores da causa do aborto. Todos aqueles que estudam o Direito têm, na verdade, a obrigação de ler esta que é uma verdadeira aula de bioética (ressalvadas algumas considerações iniciais do ministro, relativas às células-tronco embrionárias, todo o resto se aproveita muitíssimo bem).
Vejamos, primeiro, o que diz Peluso ao adentrar no mérito da questão: “Mui diversamente do que se aduz na inicial, o aborto provocado de feto anencefálico é conduta vedada, e vedada de modo frontal, pela ordem jurídica. E, a despeito dos esforços retóricos da autora, aparece, por conseguinte, de todo inócuo o apelo para a liberdade e a autonomia pessoais, fundado na pressuposição errônea de inexistência de proibição jurídico-normativa da conduta. Não há como nem por onde cogitar, sem contraste ostensivo com o ordenamento jurídico, de resguardo à autonomia da vontade, quando esta se preordena ao indisfarçável cometimento de um crime. Não se concebe nem entende, em termos técnico-jurídicos, únicos apropriados ao caso, direito subjetivo de escolha, contra legem, de comportamento funestamente danoso à vida ou à incolumidade física alheia e, como tal, tido por criminoso. É coisa abstrusa!”  ” A conduta censurada transpõe a esfera da autonomia e da liberdade individuais, enquanto implica, sem nenhum substrato de licitude, imposição de pena capital ao feto anencefálico. E, nisso, atenta ainda contra a própria idéia de ‘um mundo diverso e plural’, que os partidários da arguente, como Débora Diniz e seu próprio patrono [Barroso], alegam defender.”  “É que, nessa postura dogmática, ao feto, reduzido, no fim das contas, à condição de lixo ou de outra coisa imprestável e incômoda, não é dispensada, de nenhum ângulo, a menor consideração ética ou jurídica, nem reconhecido grau algum da dignidade jurídica e ética que lhe vem da incontestável ascendência e natureza humanas. Essa forma odiosa de discriminação, que a tanto equivale, nas suas consequências, a formulação criticada, em nada difere do racismo, do sexismo e do chamado especismo. Todos esses casos retratam a absurda defesa e absolvição do uso injusto da superioridade de alguns (em regra, brancos de estirpe ariana, homens e seres humanos) sobre outros (negros, judeus, mulheres e animais, respectivamente). No caso do extermínio do anencéfalo, encena-se a atuação avassaladora do ser poderoso superior que, detentor de toda a força, inflige a pena de morte ao incapaz de pressentir a agressão e de esboçar-lhe qualquer defesa. Mas o simples e decisivo fato de o anencéfalo ter vida e pertencer à imprevisível espécie humana garante-lhe, em nossa ordem jurídica, apesar da deficiência ou mutilação – apresentada, para induzir horror e atrair adesão irrefletida à proposta de extermínio, sob as vestes de monstruosidade -, que lhe não rouba a inata dignidade humana, nem o transforma em coisa ou objeto material desvalioso ao juízo do Direito e da Constituição da República.”  […]  “A vida intrauterina, ainda quando concebível como projeto de vida, é objeto da tutela jurídico-normativa por várias formas. É-o por normas infraconstitucionais, mas também, e sobretudo, por força da própria lei penal, cujo sentido primário de proibição do comportamento tipificado é expressão da tutela dessa vida intrauterina, a qual guarda, por conseguinte, o significado indiscutível de bem jurídico, que como tal merece a proteção da ordem jurídica. A história da criminalização do aborto mostra que essa tutela se fundamenta na necessidade de preservar a dignidade dessa vida intrauterina, independentemente das eventuais deformidades que o feto possa apresentar, como tem apresentado no curso de história. As deformidades das vidas intrauterinas não são novidade fenomênica. Novidade são hoje os métodos científicos de seu diagnóstico. A consciência jurídica jamais desconheceu a possibilidade de que de uma gravidez possa não resultar sempre nascimento viável. No instante em que o transformássemos [o feto anencéfalo] em objeto do poder de disposição alheia, essa vida se tornaria coisa ( res), porque só coisa, em Direito, é objeto de disponibilidade jurídica das pessoas. Ser humano é sujeito de direito.”  […]  ” A vida humana, imantada de dignidade intrínseca, anterior ao próprio ordenamento jurídico, não pode ser relativizada fora das específicas hipóteses legais, nem podem classificados seus portadores segundo uma escala cruel que defina, com base em critérios subjetivos e sempre arbitrários, quem tem, ou não, direito a ela. Havendo vida, e vida humana – atributo de que é dotado o feto ou o bebê anencéfalo –, está-se diante de valor jurídico fundante e inegociável, que não comporta, nessa estima, margem alguma para transigência. Cuida-se, como já afirmei, ‘do valor mais importante do ordenamento jurídico’.”  “A curta potencialidade ou perspectiva de vida em plenitude, com desenvolvimento perfeito segundo os padrões da experiência ordinária, não figura, sob nenhum aspecto, razão válida para obstar-lhe à continuidade. A ausência dessa perfeição ou potência, embora tenda a acarretar a morte nas primeiras semanas, meses ou anos de vida, não é empecilho ético nem jurídico ao curso natural da gestação, pois a dignidade imanente à condição de ser humano não se degrada nem decompõe só porque seu cérebro apresenta formação incompleta. Faz muito, a civilização sepultou a prática ominosa de sacrificar, segregar ou abandonar crianças recém-nascidas deficientes ou de aspecto repulsivo, como as disformes, aleijadas, surdas, albinas ou leprosas, só porque eram consideradas ineptas para a vida e improdutivas do ponto de vista econômico e social!”  […]  “A dignidade fundamental da vida humana, como suposto e condição transcendental de todos os valores, não tolera, em suma, barateamento de sua respeitabilidade e tutela jurídico-constitucional, sobretudo debaixo do pretexto de que deformidade orgânica severa, irremissibilidade de moléstia letal ou grave disfunção psíquica possam causar sofrimento ou embaraço a outro ser humano. Independentemente das características que assuma na concreta e singular organização de sua unidade psicossomática, a vida vale por si mesma, mais do que bem humano supremo, como suporte e pressuposição de todos os demais bens materiais e imateriais, e nisto está toda a racionalidade de sua universal proteção jurídica. Tem dignidade, e dignidade plena, qualquer ser humano que esteja vivo (ainda que sofrendo, como o doente terminal, ou potencialmente causando sofrimento a outrem, como o anencéfalo). O feto anencéfalo tem vida, e, posto que breve, sua vida é constitucionalmente protegida.” Mencione-se, por fim, o ” non possumus” do magistrado, dado já ao final de seu voto, quando ele declara expressamente a “competência exclusiva do Congresso Nacional para normatizar” o tema em debate e a “impropriedade da atuação do STF como ‘legislador positivo'”: “Essa tarefa é própria de outra instância, não desta Corte, que já as tem outras e gravíssimas, porque o foro adequado da questão é do Legislativo, que deve ser o intérprete dos valores culturais da sociedade e decidir quais possam ser as diretrizes determinantes da edição de normas jurídicas. É no Congresso Nacional que se deve debater se a chamada ‘antecipação do parto’, neste caso, deve ser, ou não, considerada excludente de ilicitude.”  […]  “A ADPF não pode ser transformada em remédio absoluto que franqueie ao STF a prerrogativa de resolver todas as questões cruciais da vida nacional, responsabilizando-se por inovação normativa que a arguente e os adeptos de sua tese sabem muito bem que, na via própria da produção de lei, talvez não fosse adotada pelo Congresso Nacional, como intérprete autorizado dos interesses e das aspirações da maioria silenciosa do povo, que representa!“
Essas últimas palavras, em particular, nunca foram tão apropriadas como agora, quando grupos progressistas querem, mais uma vez, impor judicialmente a sua agenda de morte a uma nação inteira, desconsiderando, para tanto, instituições caríssimas de nossa democracia, tais como o princípio da separação dos Poderes e o direito fundamental à vida desde a concepção — este consagrado por pactos internacionais (Convenção Americana sobre Direitos Humanos, art. 4), pela Constituição brasileira (art. 5.º, caput) e pelo próprio Código Civil (art. 2.º).

Nas condições normais de uma democracia, os juízes respeitam as leis e são responsabilizados se falham nesse mister. Mas, no Brasil, como já disse um ministro do STF!, eles não devem satisfação “depois da investidura a absolutamente mais ninguém”.

A impressão é que vivemos em uma terra sem lei, governada tão-somente pelo arbítrio dos homens de toga. Irrefreáveis. Onipotentes. E, segundo eles mesmos,irresponsáveis. É como se a “morada dos deuses” tivesse mudado: do Monte Olimpo… para o Planalto Central.

Que Deus tenha misericórdia de nossa nação.

Fonte: Padre Paulo Ricardo

terça-feira, 10 de abril de 2018

Dom Odilo lamenta instrumentalização política de ato religioso


Cardeal Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo usou perfil na rede social para esclarecer ato religioso realizado neste sábado, dia 7, na frente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.


Padres e bispos participaram do ato religioso pró Lula.

A  nota começa dizendo que não se tratou de uma missa, mas de um ato ecumênico, uma iniciativa pessoal de quem o promoveu. Ainda foi esclarecido que não houve participação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, nem da Arquidiocese de São Paulo.


Ato religioso antecedeu prisão de Lula.

Por fim, a nota relata que “o arcebispo de São Paulo lamenta a instrumentalização política do ato religioso”.

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Eleições 2018: NÃO VOTE em partidos que apoiam o aborto. Veja a lista.

Não é nenhum segredo que boa parte dos partidos do Brasil é adepta do fisiologismo e adequa suas pautas àquilo que for mais conveniente em cada momento. Muitas vezes, membros do partido discordam da orientação da sigla – isso quando a sigla tem uma orientação clara. Outras vezes, os candidatos, com mais ou menos convicção, aderem ao que o partido estabelece.

Defensores da legalização
Uma série de partidos se expressa claramente a favor da legalização do aborto no Brasil. Entre eles estão o Partido dos Trabalhadores (PT) Partido Verde (PV), o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), o Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), o Partido Popular Socialista (PPS), o Partido da Causa Operária (PCO), o Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), o Partido Comunista Brasileiro (PCB).

O PSOL, por exemplo, é responsável pelo PL 882/2015 e pela ADPF 442/2017, que advogam pela legalização da prática até a 12ª semana de gestação no Congresso e no STF. No seu último congresso nacional, em dezembro de 2017, o partido se comprometeu a “seguir intervindo na institucionalidade a favor da luta feminista e dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres” – conceito que inclui a legalização do aborto.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Aborto no Brasil: não é uma questão religiosa, mas política e jurídica

Aborto no Brasil: não é uma questão religiosa, mas política e jurídica
Não é de hoje que a infamante tentativa de legalização do aborto espreita de maneira detestável a ordem pública.  E se a sua horrenda prática é repugnante quando defendida por uma militância que não sabe como anda e respira ao mesmo tempo, o que dizer quando a tentativa de legitimá-la parte de autoridades que, por dever de ofício, deveriam garantir a estabilidade e segurança social, com três agravantes: o fazem ao arrepio da lei, de forma sorrateira e num dia em que a nação inteira foi abatida pela notícia de um trágico acidente aéreo?

Afinal, o que esperar de um país que promove a morte de inocentes?

A resposta não é tão simples e, por mais louvável que seja observar e concluir que a sociedade, hoje, em muitos aspectos, se assemelha a determinados contextos da história do povo de Israel, é urgente compreender como a legalização do aborto ameaça, gravemente, o futuro de todos nós e, por isso, é tão necessário combatê-la.

O discurso definitivamente não é religioso, mas, antes de tudo, político e jurídico.

Não é recente a realização de seminários que tratam de estratégias para a descriminalização do aborto no Brasil, importando destacar que as organizações não governamentais, que defendem a sua legitimação, são financiadas por indústrias interessadas em que cada vez mais mulheres adiram à prática.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Donald Trump tem algum plano para os cristãos do Oriente Médio?

Donald Trump tem algum plano para os cristãos do Oriente Médio?Com a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos, a política internacional norte-americana deverá mudar – em particular, esperam-se novas relações com a Rússia, país ao qual os cristãos do Oriente Médio recorreram para se defender do Estado Islâmico perante a inércia do Ocidente.

A edição árabe de Aleteia entrevistou Johnny Messo, presidente do Conselho Mundial dos Arameus, e Tony Nissi, vice-presidente da União Cristã Internacional para o Oriente Médio, a fim de conhecer as suas expectativas quanto às políticas do novo governo americano em relação aos cristãos do Oriente Médio.

sábado, 3 de outubro de 2015

Ideologia de gênero e poder financeiro: o que está por trás da campanha mundial contra a família?

A ideologia de gênero
A Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino, em Roma, organizou no último dia 30 de setembro o debate “Ideologia de gênero: uma revolução antropológica”, com a participação de Filippo Savarese, da “Manif Pour Tous – Itália”, da psiquiatra Dina Nerozzi, do padre dominicano Giorgio Maria Carbone, especialista em Bioética, e do economista Federico Iadicicco, membro da associação ProVita.

Federico Iadicicco abordou em particular os grandes interesses financeiros que propagam o chamado “indiferentismo sexual” e, por conseguinte, atacam a constituição familiar. Entre as observações compartilhadas pelo economista italiano, destacam-se:

Grandes corporações multinacionais como a Apple, a Coca-Cola, a Pepsi, a Nike, a Motorola, a Kodak, a Open Society de George Soros, as fundações MacArthur, Ford, Goldman e Rockefeller, entre outras gigantes, bancam grandes e constantes aportes de dinheiro às chamadas “causas LGBT”.
É de interesse dessas corporações desintegrar os “organismos intermediários”, como a família, a fim de destruir paulatinamente os laços comunitários e de relacionamento, deixando o ser humano cada vez mais sozinho e sem vínculos. Quanto mais solitário for o indivíduo, mais frágil ele será, e essa fragilidade o torna um consumidor e um súdito perfeito: ele buscará na compulsão do consumo as tentativas de preencher o próprio vazio. Além disso, sem vínculos familiares, sociais e comunitários fortes, ele representa pouco ou nenhum perigo para a gigantesca indústria que governa o mundo.
Particularmente importante para essa estratégia de desintegração humana é a popularização e generalização da chamada “barriga de aluguel”: afinal, quanto mais gente ignorar a identidade da própria mãe e do próprio pai, mais frágeis ficam os vínculos de paternidade-maternidade e filiação.
O poder econômico e financeiro impõe a sua agenda aos poderes políticos, que passam a ser marionetes das grandes corporações mundiais. É chamativa, por exemplo, a grande atenção dedicada pelos organismos supranacionais à imposição da ideologia de gênero nas legislações dos países. A Organização Mundial da Saúde, que deveria estar concentrada em resolver os verdadeiros problemas de saúde que afligem o mundo, está muito mais interessada em impor diretrizes ideológicas de educação sexual para crianças e em implantar a teoria de gênero nas escolas para manipular desde cedo as novas gerações.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Governo quer impor ideologia de gênero às escolas e MEC cria comitê para discutir assunto

Governo quer impor ideologia de gênero às escolas e MEC cria comitê para discutir assuntoO governo federal quer avançar na implementação da ideologia de gênero nas escolas públicas brasileiras e criou, através do Ministério da Educação (MEC), o Comitê de Gênero, para debater métodos de abordagem do assunto.
O anúncio foi feito pelo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro (foto), após a publicação da portaria nº 916, de 9 de setembro de 2015, assinada mesmo com a negativa do Congresso Nacional em estabelecer esse assunto como uma meta da política nacional de ensino do Brasil.
O texto da portaria diz que o trabalho do Comitê será voltado à discussão de “práticas pedagógicas e conteúdos curriculares que contemplem e respeitem as diversidades relativas a gênero”.
 texto da portaria diz que o trabalho do Comitê será voltado à discussão de “práticas pedagógicas e conteúdos curriculares que contemplem e respeitem as diversidades relativas a gênero”.

sábado, 5 de setembro de 2015

Grupo de Oração é implantado na Câmara dos Deputados, em Brasília

altQuarta-feira, às 8h30. Esse é o dia e horário em que se reúne, na Câmara dos Deputados, em Brasília um novo Grupo de Oração. Denominado Beata Elena Guerra, a iniciativa é do deputado federal Diego Garcia, eleito pelo PHS do Paraná, em parceria com  membros da Renovação Carismática Católica da capital e do Estado do Paraná, além de outros parlamentares.
A implantação do primeiro Grupo de Oração na casa legislativa foi marcada por uma missa, presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília, Dom José Aparecido. A celebração ocorreu na quarta-feira (27) e enviou em missão os servos que irão conduzir o novo grupo.
Diego Garcia faz parte do Ministério de Pregação da RCC e conta que a iniciativa foi considerada ousada por muitas pessoas, entretanto, seu desejo é fazer do Congresso um lugar onde Deus habita, com ações pautadas pela fé: “Desde o início, este sonho esteve no meu coração e no coração dos membros do Ministério de Fé e Política", destacou o parlamentar.

sábado, 18 de julho de 2015

URGENTE: a ideologia de gênero ameaça as nossas crianças e você pode ajudar a combatê-la!

Não à ideologia de gênero
No dia 24 de junho, foi terminado o prazo para que todos os municípios do Brasil aprovem o seu Plano Municipal de Educação (PME). A data foi estabelecida pela lei 13.005/2014, que sanciona o Plano Nacional de Educação (PNE), com validade de dez anos.

Entre os muitos aspectos em jogo, há um delicadíssimo: o perigo da implementação da ideologia de gênero na educação pública e privada.

O cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, alertou recentemente sobre a questão e recordou que essa mesma ideologia foi extirpada do PNE no ano passado “graças a ingentes esforços das mais variadas forças vivas de nosso país, que interpretaram e respeitaram o pensamento do povo brasileiro”.


O que é a ideologia de gênero?

O texto de dom Orani explica o que é a ideologia de gênero e por que os católicos precisam se articular contra a sua aprovação:

“Deseja ela que se ensine aos alunos – na teoria e na prática – que o sexo biológico dado pela natureza não tem valor algum. Portanto, ninguém nasceria homem ou mulher, mas, sim, um indivíduo indefinido, que, obviamente, definiria com o tempo se deseja ser homem, mulher ou neutro (nem um nem outro), independentemente de suas características fisiológicas”.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Cidades têm até dia 24 de junho para ‘acatar ou rejeitar’ Ideologia do gênero em seu plano municipal de educação.


BannerCartilha-de-Genero
Os municípios brasileiros têm até o dia 24 de junho para aprovar seus Planos Municipais de Educação (PMEs). Uma das propostas em discussão nas cidades é a de inserção na educação infantil da Ideologia de Gênero, que combate a família natural.
Em síntese, a Ideologia de Gênero ensina que não existem diferenças naturais entre homens e mulheres. Desta forma, a referida ideologia legitima propostas estranhas como o banheiro unissex para meninos e meninas nas escolas e universidades.
“O ideólogo usa fachadas para esconder suas reais intenções. Ele nunca é sincero. No caso da Ideologia de Gênero, fazem uma conexão forçada com direitos de minorias. Na verdade, é apenas uma ideologia sem base científica que pretende desconstruir a família”, afirmou Felipe Nery, presidente do Observatório Interamericano de Biopolítica.
Felipe Nery destaca que a Ideologia de Gênero vem reforçar o relativismo que, gradualmente, nos levará ao vale-tudo da sexualidade. A pedofilia, lembrou o acadêmico, já começou a ser chamada por progressistas em outros países de “amor entre gerações”.
As audiências de discussão dos PMEs têm atraído alguns grupos militantes sem qualquer ligação com a educação. Na audiência pública de Guarulhos, por exemplo, compareceram militantes de “coletivos” da Marcha das Vadias e Marcha da Maconha.
Para ter validade legal, os PMEs devem ser aprovados pelas Câmaras Municipais.  É aí que entram as militâncias organizadas cujo trabalho é pressionar os vereadores em favor da Ideologia de Gênero e hostilizar qualquer um que se oponha.
Felipe Nery destacou que é importante que as pessoas procurem os vereadores de suas cidades, enviem e-mails, liguem nos gabinetes e expressem sua posição contrária à Ideologia de Gênero.
Mais informações: biopolitica.com.br

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Até quando a Igreja católica terá que realizar os trabalhos que o governo deveria realizar?


Haitianos na Paróquia Nossa Senhora da Paz
Grandes levas de imigrantes do Haiti têm chegado ao Brasil pela fronteira do Acre há vários anos e a situação ainda não conta com uma solução humanitária adequada por parte do governo.

Boa parte dos haitianos que vêm ao país em busca de trabalho e dignidade é enviada pelo governo do Acre para os Estados do Sul e para São Paulo, mas sem que haja um planejamento capaz de responder ao básico: para quê, como, quando, com quê, com quem ou, pelo menos, quantos imigrantes vão ser enviados. Neste fim de semana, 968 imigrantes haitianos chegaram à cidade de São Paulo sem que o governo do Acre tivesse avisado à prefeitura.
 
resultado é caótico e, como de costume, a Igreja católica tenta fazer não apenas a sua parte, mas também a parte que os governos deveriam fazer e não fazem para proporcionar acolhimento e encaminhar soluções.

sábado, 14 de março de 2015

Supremo vai realizar audiência pública para discutir o Ensino Religioso nas escolas

Supremo vai realizar audiência pública para discutir o Ensino Religioso nas escolas
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu convocar uma audiência pública para debater o Ensino Religioso nas escolas públicas brasileiras.
A decisão foi tomada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que é o relator de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) aberta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2010, na figura da então vice-procuradora, Débora Duprat.
Para a PGR, o Ensino Religioso só pode ser oferecido se o conteúdo programático da disciplina se limitar à exposição “das doutrinas, das práticas, das histórias e da dimensão social das diferentes religiões”, sem que o professor tome partido.
A preocupação da procuradora Débora Duprat é que, na forma como o Ensino Religioso foi proposto pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional e no decreto 7.107/2010 do então presidente Lula, o Ensino Religioso funciona como um porta-voz do catolicismo.
Dentro desse conceito, a ADI pede que o STF determine a proibição de que pastores, padres ou outros sacerdotes religiosos sejam aceitos como professores da matéria.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Eleições 2014 – O gigante adormeceu!

Perdoem-me os queridos amigos petistas, de fato conheço muita gente boa que está neste partido, mas infelizmente não posso me furtar de dizer que o PT escolheu um caminho vergonhoso que fere nossa inteligência e dignidade para conduzir esta campanha presidencial. Não há um só dia que ouço os programas de rádio com as propagandas do PT que não se dedicam apenas a realizar acusações de baixo nível ao seu opositor. Além das muitas mazelas que o PT já realizou ao longo destes anos, como o escândalo do mensalão, por exemplo, e agora da Petrobrás e toda ajuda mal explicada a Cuba, é lamentável que nos debates a Presidente Dilma não consiga oferecer propostas para o futuro e as que apresenta me causa ainda mais indignação, como por exemplo, o fato de querer diminuir o número de disciplinas estudadas no Ensino Médio. 

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Dilma Rousseff prepara panfletos para atrair voto dos evangélicos pedindo oração

Dilma Rousseff prepara panfletos para atrair voto dos evangélicos pedindo oraçãoA candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) estaria preparando uma estratégia agressiva para conquistar o voto dos evangélicos no segundo turno e assim, conquistar mais um mandato à frente do Palácio do Planalto.
O movimento é uma tentativa de evitar que os votos desse setor da sociedade depositados em Marina Silva (PSB) no primeiro turno, migrem integralmente para Aécio Neves (PSDB), de acordo com informações do jornal O Estado de S. Paulo.
De acordo com informações da Agência Estado, um dos principais defensores da estratégia de aproximação com os evangélicos é Gilberto Carvalho (PT), ministro da Secretaria-Geral da Presidência e coordenador da campanha de Dilma.
A ideia de Carvalho é “reforçar a interlocução com o segmento”, indo além das alianças políticas com os líderes evangélicos, como nos casos dos bispos Edir Macedo e Manoel Ferreira, principais apoiadores do PT no meio.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Brasil: Dilma e Aécio decidem presidência no segundo turno

A presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) disputarão a presidência no próximo dia 26 de outubro, no segundo turno das eleições no Brasil, revela a apuração oficial sobre 97% das urnas.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Dilma obtém 41,29% dos votos, Aécio, 33,89%, e Marina Silva (PSB), 21,25%.

"Obrigado, Brasil!" - escreveu Aécio no Twitter, enquanto Dilma preparava um pronunciamento no Palácio Presidencial.

Segundo o analista André César, de consultoria Prospectiva de Brasília, "Aécio renasceu das cinzas e chega com força ao segundo segundo turno". "Acredito que Dilma e Aécio têm as mesmas chances de eleição. Será uma campanha curta mas intensa".

sábado, 4 de outubro de 2014

Eleições 2014, vote certo, vote bem!

RECOMENDAÇÕES PARA OS ELEITORES NAS ELEIÇÕES DE OUTUBRO DE 2014:

1. Votar é um exercício importante de cidadania; por isso, não deixe de participar das eleições. Seu voto contribui para definir a vida política de nosso país.

2. Verifique se os candidatos estão comprometidos com a superação da pobreza, com a educação, saúde, moradia, saneamento básico, respeito à vida e ao meio ambiente.

3. Veja se seus candidatos estão comprometidos com a justiça, segurança, combate à violência, dignidade da pessoa, respeito pleno pela vida humana desde a sua concepção até a morte natural.

4. Observe se os candidatos representam o interesse apenas de seu grupo ou partido e se pretendem promover políticas que beneficiam a todos. O bom governante governa para todos.

5. Dê o seu voto apenas a candidatos com “ficha limpa”. O homem público deve ter honestidade (idoneidade moral).

6. Fique atento à prática de corrupção eleitoral, ao abuso de poder econômico, à compra de votos. Voto não é mercadoria.

7. Procure conhecer os candidatos, sua conduta, suas ideias e seus partidos. Voto não é troca de favores.

8. Vote em candidatos que respeitem a liberdade religiosa e de consciência, garantindo o ensino religioso confessional e plural.

9. Escolha candidatos que promovam e defendam a família, segundo sua identidade natural conforme o plano de Deus.

10. Acompanhe os políticos depois das eleições, para cobrar deles o cumprimento das promessas de campanha e apoiar suas ações políticas e administrativas.

“É muito difícil que um corrupto consiga voltar atrás.” (Papa Francisco, Homilia aos Parlamentares Italianos, em 27 de março de 2014)

“Rezo ao Senhor para que nos conceda mais políticos que levem verdadeiramente a sério a sociedade, o povo, a vida dos pobres.” (A Alegria do Evangelho, n. 205)
sources: CNBB

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Bispos brasileiros pedem aos católicos que busquem eleger candidatos que promovam os valores cristãos


Bispos brasileiros pedem aos católicos que busquem eleger candidatos que promovam os valores cristãosOs brasileiros terão, neste domingo, dia 5, a responsabilidade de escolher um dos candidatos que vai ocupar a presidência da República pelos próximos quatro anos. Para auxiliar os cristãos nessa tarefa, a Igreja propõe alguns princípios que devem nortear essa escolha que também vai definir os próximos governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Com o intuito de reforçar a importância da consciência na escolha bispos brasileiros e a Conferência Episcopal brasileira em peso pedem que os católicos votem nos candidatos que apresentam uma proposta que contenha os valores cristãs, morais e éticos, e não apenas promessas de mudança.


Segundo o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Leonardo Steiner, os cristãos são insistentemente convidados a participar da política, por meio das discussões, do voto e da fiscalização.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Nota de Esclarecimento sobre Eleições 2014


altA Renovação Carismática Católica do Brasil, como Movimento Eclesial da Igreja Católica Apostólica Romana, declara que não toma partido de nenhum candidato à Presidência da República nessas Eleições 2014. Nesse contexto, suas ações se mobilizam apenas com o incentivo à conscientização cidadã e cristã de seus membros.
Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, na cartilha Pensando o Brasil: Desafios diante das eleições 2014, “é responsabilidade de todo cidadão participar, conscientemente, da escolha de seus representantes”. Frente a essa premissa, a RCC designa a si mesma o chamado a “exaltar o papel do voto consciente como instrumento de transformação social de grande valor” (Apostila de Formação do Ministério de Fé e Política, Editora RCCBRASIL).
A Renovação não pretende tomar para si o desígnio do voto, mas seu trabalho, em relação ao eleitor, é sempre de conscientização e liberdade. Além disso, é também desenvolvido um trabalho de formação e orientação para vocacionados na perspectiva das Ciências Políticas e da Doutrina Social da Igreja, sendo esta reveladora do pensamento da Igreja e, consequentemente, da RCC no trato de tais questões.
Outrossim, é importante esclarecer que o Movimento não autoriza qualquer preposto ou veículo de comunicação a divulgar posicionamentos relativos a questões políticas como se fossem oficiais da RCCBRASIL. Em especial, quanto aos candidatos a presidente da república, não há qualquer orientação que aponte um candidato, ou exclua outro.
Por fim, esperamos que o Espírito de Deus suscite um amor profundo pela nação, no coração de todos os eleitores brasileiros, como inspirado em nosso hino – “... verás que um filho teu não foge à luta...” – para que todos compareçam às urnas e declarem, a partir da própria opinião, o direito inalienável e intransferível de seu voto.
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