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domingo, 14 de julho de 2019

Cientistas identificam manuscrito cristão mais antigo do mundo.

Cientistas da Universidade de Basileia (Suíça) identificaram a carta privada cristã mais antiga que se conhece, do início do século III, e nomeada “P.Bas. 2.43”, indica um comunicado divulgado pela instituição.

A carta, datada do ano 230 depois de Cristo, oferece informação sobre o mundo dos primeiros cristãos do Império Romano e é mais antiga do que todos os testemunhos documentais cristãos previamente conhecidos do Egipto-romano.

O texto inscrito em papiro revela que em princípios do século III os cristãos já se encontravam longe das cidades do interior egípcio, onde assumiram funções de liderança política e na sua vida quotidiana não se distinguiam no ambiente pagão.

Desta forma, a informação põe em causa a ideia que normalmente associa os primeiros cristãos do Império Romano a povos excêntricos e perseguidos.

O papiro, há mais de cem anos propriedade da Universidade de Basileia, inclui uma carta de Arrianus enviada ao seu irmão Paulus e “destaca-se”, segundo o comunicado da universidade, de outras cartas oriundas do Egito greco-romano pela sua fórmula de saudação final: “Rezo para que estejas bem, ´no Senhor´”, usando uma ortografia abreviada no final.

O uso desta abreviatura, estamos a falar do chamado ´nomen sacrum´, não deixa dúvidas sobre o sentimento cristão do autor”, disse Sabine Huebner, professora de História Antiga da Universidade de Basileia.
Paulo é um nome muito raro na altura e podemos deduzir que os pais mencionados na carta já eram cristãos e que decidiram dar ao filho o nome do apóstolo, 200 anos depois de Cristo”, explicou Huebner.
A carta proporciona também detalhes sobre as origens sociais desta família cristã primitiva: os dois irmãos eram filhos jovens educados da elite local, terratenentes e funcionários.

Não é surpreendente que os primeiros cristãos também tenham participado na vida quotidiana romana. E também usufruíram dos mesmos prazeres que os seus concidadãos não cristãos”, afirmou à agência Efe Sebastian Ristow, do Instituto Arqueológico da Universidade de Colonia (Alemanha).
O fato de apenas uma parte dos primeiros cristãos ter vivido de uma forma “verdadeiramente ascética” está documentado, acrescentou.

O papiro provém da povoação de Theadelphia (Egito) e pertence ao Heroninos, o maior arquivo de papiro da época romana.

A Universidade de Basileia foi uma das primeiras universidades de língua alemã e a primeira na Suíça alemã a criar uma coleção de papiros própria, no início do século XX.

Na altura, o estudo de textos em papiros era uma disciplina florescente e esperava-se ganhar com ela informações sobre a evolução do cristianismo primitivo.

Fonte: TVi 24

segunda-feira, 25 de março de 2019

O mistério da cruz gigante que apareceu em uma praia

CROSS

A cruz virou uma atração turística e as imagens viralizaram nas redes sociais

Ela é de madeira, enorme e está impregnada de crustáceos. A cruz que apareceu em uma praia perto de um complexo turístico da Flórida, nos Estados Unidos, foi descoberta por um homem que descansava na região.
Ao ver que a cruz flutuava na água, o homem, chamado Greg, não teve dúvida: pediu ajuda a outra pessoas para conseguir arrastá-la até a praia. 
“Eu não conseguia acreditar que ela flutuaria até os nossos pés. Eu me senti maravilhado, pois algo assim só acontece uma vez na vida. Se não estivesse ali naquela hora não teria visto a cruz”, disse o homem. 

Mas como uma cruz desse tamanho foi se aproximar da costa? Eis aí um grande mistério.
As imagens do fato inusitado não tardaram a viralizar, e a cruz se transformou em um autêntico atrativo turístico. 
Claro que não faltou quem começasse a especular versões apocalípticas, o que, sem dúvida, foi um ingrediente para o fato viralizar nas redes sociais.
Entretanto, entre as versões mais verossímeis sobre este mistério está a possibilidade de a cruz – perdida no mar por muito tempo – ter pertencido a uma igreja de Porto Rico devastada pelo furacão Maria em setembro de 2017.
O certo é que a cruz virou o assunto das rodas de conversa na região. Até um padre foi chamado para abençoá-la

Quem inventou as estações da Via Sacra?

STATIONS OF THE CROSSEntenda as origens desta devoção
Ao longo dos séculos, uma das devoções mais populares que resistiram ao tempo foram as Estações da Via Sacra (também conhecidas como Estações da Cruz, Via Sacra ou, em latim, Via Crucis). Trata-se de uma série de “estações” ao longo da qual um indivíduo pode refazer e relembrar os passos de Jesus Cristo durante sua Paixão e Morte.

De acordo com uma tradição antiga, a Bem-Aventurada Virgem Maria visitou diariamente os locais do sofrimento, morte e ressurreição de Jesus após sua ascensão ao céu. Muitas outras tradições também afirmam que Maria seguiu Jesus ao longo do caminho para o Calvário.

No entanto, ao realizar essa prática, a Mãe Santíssima não criou uma devoção popular com orações e “estações” específicas a serem seguidas. Ela simplesmente estava tentando reviver os poderosos acontecimentos da Paixão de Jesus e mantê-los “em seu coração”, contemplando o grande sacrifício que ele fizera.

De acordo com a Enciclopédia Católica, “um grupo de capelas conectadas foi construído no século V por São Petrônio, bispo de Bolonha, que pretendia representar os santuários mais importantes de Jerusalém.Essas capelas talvez possam ser consideradas como o germe do qual se desenvolveram as estações, embora seja razoavelmente certo que nada do que temos antes no século XV possa ser chamado de Via Sacra (no sentido moderno)”.

Na Idade Média, a Terra Santa tornou-se uma região volátil e os peregrinos não tinham acesso fácil aos santuários da Paixão de Jesus. Assim, franciscanos e representantes de outras ordens religiosas começaram a construir, em toda a Europa, capelas e santuários que reproduziam esses locais de Jerusalém. Em particular, o padre dominicano Álvaro de Córdoba difundiu a devoção, começando por Córdoba, onde ele construiu pequenos oratórios de estilo similar às estações modernas.


De acordo com o pe. William Saunders, “William Wey, um peregrino inglês, visitou a Terra Santa em 1462, e teria se referido ao termo ‘estações’. Ele descreveu a maneira pela qual um peregrino seguia os passos de Cristo”. O termo tornou-se popular na Inglaterra e foi aplicado às cenas criadas nas igrejas.

No século XVII, os franciscanos queriam começar a construir essas “estações” dentro das igrejas e pediram permissão a Roma. Além disso, eles queriam que os fiéis recebessem as mesmas indulgências que teriam sido dadas aos que viajaram para Jerusalém. O Papa Inocêncio XI reconheceu a necessidade e atendeu o pedido, abrindo caminho para as Estações da Cruz como as conhecemos hoje.

Por isso, não podemos dizer que houve uma pessoa em particular responsável por criar as Estações da Cruz. Vários santos ao longo dos séculos, começando com a Santíssima Virgem Maria, seguiram os passos de Jesus Cristo, contemplando sua Paixão e Morte. É uma bela tradição, que cresceu organicamente ao longo dos anos.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Noite Feliz’ completa 200 anos. A melhor canção de Natal de todos os tempos!

Manuscrito mais antigo de  “Silent Night”, escrito pelo Rev. Joseph Mohr. (Foto: Salzburg Museum)

Uma canção de Natal – provavelmente a mais famosa – está comemorando 200 anos. Na véspera do Natal de 1818, na Igreja de São Nicolau em Oberndorf, próximo a Salzburgo, “Stille Nacht” (Silent Night, em inglês; Noite Feliz, na versão em português) foi cantada pela primeira vez.

A letra de “Silent Night” foi escrita pelo Rev. Joseph Mohr, um jovem sacerdote em Oberndorf. Ele a escreveu em 1816 como uma reflexão sobre a paz após um verão de violência em Salzburgo. Na véspera de Natal, dois anos depois, ele pediu a seu amigo Franz Xaver Gruber, um professor na cidade vizinha de Arnsdorf e também organista em Oberndorf, para criar uma melodia para o texto. Os dois realizaram “Silent Night” na missa de véspera de Natal. Mohr cantou e Gruber tocou violão, pois o órgão da Igreja não estava funcionando. “Silent Night” foi uma sensação imediata.

A história da origem do canto ficou esquecida por algumas décadas, mesmo com corais tiroleses o tocando por toda Europa. Em Berlim, as pessoas tentaram rastrear sua origem.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Descobertas surpreendentes sobre a imagem de Nossa Senhora de Coromoto


Detalhes incríveis (e inexplicáveis!) descobertos pela ciência
No transcurso do ano de 2009 foram feitos surpreendentes achados na imagem de Nossa Senhora de Coromoto, padroeira da Venezuela, por ocasião de trabalhos de restauração, segundo informou na época a agência Zenit.

As descobertas lembram as já feitas na imagem miraculosa de Nossa Senhora de Guadalupe, no México, padroeira das Américas.

As informações foram dadas a público em roda de imprensa na sede da Conferência Episcopal Venezuelana (CEV), em 3 de setembro daquele ano.

A imagem de Nossa Senhora de Coromoto está ligada aos primórdios da evangelização do país.

Os fatos associados à sua origem falam também diretamente a cada país latino-americano.

A tradição religiosa
Pelo fim de 1651 e inícios de 1652, uma Bela Senhora apareceu ao cacique da tribo Coromoto e à sua mulher.

A Senhora envolta em luz disse na língua deles: “Ide à casa dos brancos, para que eles joguem água em vossas cabeças e assim possam ir para o Céu”.

A tribo obedeceu: abandonou a selva, recebeu a catequese, e um grande número de índios pediu o sacramento do Batismo se tornando católicos.

Entretanto, as tendências desregradas do cacique puxavam-no para voltar à vida selvagem.

Os instintos desordenados levavam-no a achar que perdera a liberdade.

Concebeu, então, a ideia de fugir para a selva e afundar de novo nos vícios do paganismo.

Quando estava para cometer esse projeto desvairado, na alvorada do 8 de setembro de 1652, a Bela Senhora voltou a aparecer para ele e sua mulher, além da cunhada Isabel e um filho dela.

O cacique, cegado pela ilusão da barbárie, pediu-lhe que o deixasse em paz.

Disse-lhe que não iria mais obedecê-la.

Nossa Senhora, então, entrou na choça sorrindo para os índios.

O cacique furioso pegou arco e flechas para matar a Nossa Senhora. Mas, Ela foi se aproximando e a armas caíram das mãos do selvagem.

O cacique não desistiu. Pegou a luminosa Senhora pelo braço para puxá-la fora da choça. Nessa hora, deu-se o milagre.

A brilhante Senhora desapareceu deixando na mão do chefe da tribo sua diminuta imagem.

O cacique Coromoto ficou com o punho fechado, dizendo que a tinha pegado.

Enorme foi seu espanto quando, por fim, abrindo a mão, encontrou uma imagenzinha de Nossa Senhora coroada segurando o Menino Jesus, tal como tinha aparecido.

Naquele instante começou uma grande história de favores e milagres, de devoção e expansão da fé na Venezuela. Em 1942 a Virgem de Coromoto foi proclamada Padroeira do país.

Sua festa se comemora na mesma data da última aparição ao cacique: o 8 de setembro que é também dia da Natividade de Nossa Senhora.

A análise científica
A imagem é mínima: mede só 2,5 cm de altura por 2 cm de largura. Após 357 anos da aparição nunca foi objeto de nenhum análise nem restauração.

Ela estava submetida a todos os fatores de deterioração e ação do tempo e o descuido ameaçavam-na.

A fundação venezuelana Maria Caminho a Jesus, com sede em Maracaibo, promoveu a partir de 2002 uma campanha para restaurar a sagrada imagem.

O reitor do Santuário de Coromoto, monsenhor José Manuel Brito, aprovou o projeto e a equipe de especialistas que trabalhou no restauro.

Um laboratório foi montado especialmente perto do Santuário.

Os restauradores Pablo Enrique González e Nancy Jiménez estiveram à testa de uma equipe de trabalho composta por 14 especialistas.

A supervisão foi de José Luis Matheus, diretor da Fundação Zuliana (do Estado de Zulia) e monsenhor José Manuel Brito. Eles trabalharam de 9 a 15 de março de 2009.

Previa-se que o restauro duraria meses, pois a imagem estava colada na lupa instalada diante dela para vê-la melhor. Porém tudo correu mais rápido do imaginado e bem.

Ao longo do processo foram descobertos elementos desconhecidos.

A água empregada no tratamento saia sem bactérias e com um pH neutro, fato inexplicável para os cientistas.

A imagem, segundo Matheus, se mantém consistente, nítida e exibe suaves relevos. “A tinta se encontra por cima do algodão prensado e de textura rugosa”.

O trono da Virgem aparece claramente montado dentro de uma construção de taipa típica dos índios.

Foram detectados ainda outros símbolos que, segundo o antropólogo Nemesio Montiel, tem origem indígena como a própria coroa da Sagrada Imagem.

No microscópio foi possível identificar os olhos da Virgem. Eles medem aproximadamente 0,2 milímetros, porém pode se distinguir o desenho do iris.

O fato desconcertou os especialistas, pois achavam que os olhos eram simples pontos.

Ainda mais, estudando o olho esquerdo através do microscópio puderam discernir um olho com características humanas.

Nele os especialistas diferenciaram com clareza a órbita ocular, o conduto lacrimal, o iris e um pequeno ponto de luz nele.

Mas, a surpresa estava começando.

Maximizando o ponto de luz os especialistas julgaram detectar uma figura humana que se assemelha muito à de um indígena.

A imagem está feita de uma espécie de compensado de algodão, material que humanamente não se entende que se mantenha intacto após mais de três séculos e meio de exposição.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Pergaminho de 2.000 anos confirma o dilúvio universal

Pergaminho escrito há máis de 2.000 anos e encontrado em Qumran descreve o dilúvio.

Finalmente decifrado um dos pergaminhos achados perto do Mar Morto - um dos textos mais misteriosos dos primeiros sete rolos encontrados

O Museu de Israel, em Jerusalém, exibe por vez primeira vez um livro apócrifo do Gênesis, decifrado em um dos pergaminhos achados em Qumran, perto do Mar Morto, informou o jornal de Madri “El País”. 
Até o presente, estava conservado numa sala climatizada construída especialmente para albergar os delicados manuscritos encontrados nas grutas de Qumran que têm mais de 2.000 anos de antiguidade, e que só podiam ser vistos pelos conservadores do museu.
Os Rolos do Mar Morto incluem quase 1.000 pergaminhos e papiros escritos em aramaico e hebraico encontrados em onze grutas das quase 300 vasculhadas em Qumran, no deserto de Judeia, perto do Mar Morto, entre 1947 e 1956.
O pergaminho agora exposto, ou Gênesis apócrifo, é um dos textos mais misteriosos dos primeiros sete rolos encontrados.
“Era de longe o documento em pior estado” explicou Adolfo Roitman, diretor do Santuário do Livro, ala do Museu que hospeda os manuscritos.
O pergaminho é do século I antes de Cristo e está escrito em aramaico. Contém o relato transmitido nos capítulos seis, sete e oito do Gênesis.
Dessa maneira temos outra fonte que nos fala de Abraão e Noé. Não se trata de uma mera reprodução da Bíblia, pois contém algumas diferencias ponderáveis, algo comum nos livros apócrifos.
O pergaminho está exposto numa urna de avançada tecnologia.
O pergaminho está exposto numa urna de avançada tecnologia.
A qualificação de “apócrifo” foi criada por São Jerônimo, autor da Vulgata latina, ou versão oficial da Bíblia católica, que o grande doutor da Igreja traduziu do hebraico para o latim.
Com sucessivos aperfeiçoamentos ordenados e aprovados pela Igreja é a versão oficial da Bíblia em nossos dias.
O termo “apócrifo” indica que o livro não foi inspirado por Deus e que não faz parte de nenhum livro oficial da Igreja.

Mas isso não os desqualifica como fonte de informação histórica complementar e a Igreja os recolhe e estuda. 

Em muitos casos forneceram dados colaterais valiosos. Este é o caso do manuscrito em questão que fala especialmente do dilúvio.

Segundo o conservador Roitman “é sem dúvida uma cópia muito antiga de um texto original. A caligrafia da escrita está feita com muito esmero, sem erros, e isso naquela época só era possível tendo diante de si o documento que se ia copiar”.

Aspecto geral da sala de exposição dos manuscritos.
Aspecto geral da sala de exposição dos manuscritos.
O pergaminho exposto em Jerusalém narra o fim do dilúvio universal em primeira pessoa, como se fosse o próprio Noé escrevendo a história.
Na versão oficial do Gênesis, a primeira coisa que fez Noé saindo da arca junto com sua família foi erigir um altar e oferecer um sacrifício a Deus. No apócrifo em questão se lê que Noé fez o sacrifício dentro da arca.
Em qualquer caso, estamos diante de um texto de outra procedência que confirma o essencial do relato bíblico do dilúvio, confirmando-o colateralmente como fato histórico.
Eis como o é descrito pela Bíblia Sagrada:
9. Esta é a história de Noé. Noé era um homem justo e perfeito no meio dos homens de sua geração. Ele andava com Deus. (…)
12. Deus olhou para a terra e viu que ela estava corrompida: toda a criatura seguia na terra o caminho da corrupção.
13. Então Deus disse a Noé: “Eis chegado o fim de toda a criatura diante de mim, pois eles encheram a terra de violência. Vou exterminá-los juntamente com a terra. (…)
18. Mas farei aliança contigo: entrarás na arca com teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos.
Arca de Noé. Afresco na igreja de São Maurizio, Milão.
Arca de Noé. Afresco na igreja de San Maurizio, Milão.
19. De tudo o que vive, de cada espécie de animais, farás entrar na arca dois, macho e fêmea, para que vivam contigo.
20. De cada espécie de aves, e de cada espécie de quadrúpedes, e de cada espécie de animais que se arrastam sobre a terra, entrará um casal contigo, para que lhes possas conservar a vida.
21. Tomarás também contigo de todas as coisas para comer, e armazená-las-ás para que te sirvam de alimento, a ti e aos animais.” (…)
11. No ano seiscentos da vida de Noé, no segundo mês, no décimo sétimo dia do mês, romperam-se naquele dia todas as fontes do grande abismo, e abriram-se as barreiras dos céus.
12. A chuva caiu sobre a terra durante quarenta dias e quarenta noites. (…)
18. As águas inundaram tudo com violência, e cobriram toda a terra, e a arca flutuava na superfície das águas.
19. As águas engrossaram prodigiosamente sobre a terra, e cobriram todos os altos montes que existem debaixo dos céus;
20. e elevaram-se quinze côvados acima dos montes que cobriam. (…)
23. Assim foram exterminados todos os seres que se encontravam sobre a face da terra, desde os homens até os quadrúpedes, tanto os répteis como as aves dos céus, tudo foi exterminado da terra. Só Noé ficou e o que se encontrava com ele na arca.
24. As águas cobriram a terra pelo espaço de cento e cinquenta dias.
Miniatura mongol, reprodução contemporânea de uma pintura sobre a Arca de Noé.
1.Ora, Deus lembrou-se de Noé, e de todos os animais selvagens e de todos os animais domésticos que estavam com ele na arca. Fez soprar um vento sobre a terra, e as águas baixaram. (…)
3. As águas foram-se retirando progressivamente da terra; e começaram a baixar depois de cento e cinquenta dias.
4. No sétimo mês, no décimo sétimo dia do mês, a arca parou sobre as montanhas do Ararat. (…)
18. Noé saiu com seus filhos, sua mulher e as mulheres de seus filhos.
19. Todos os animais selvagens, todos os répteis, todas as aves, todos os seres que se movem, sobre a terra saíram da arca segundo suas espécies.
20. E Noé levantou um altar ao Senhor: tomou de todos os animais puros e de todas as aves puras, e ofereceu-os em holocausto ao Senhor sobre o altar.
21. O Senhor respirou um agradável odor, e disse em seu coração: “Doravante, não mais amaldiçoarei a terra por causa do homem porque os pensamentos do seu coração são maus desde a sua juventude, e não ferirei mais todos os seres vivos, como o fiz.
22. Enquanto durar a terra, não mais cessarão a sementeira e a colheita, o frio e o calor, o verão e o inverno, o dia e a noite.”

Narração parcial do dilúvio,  decodificada pelo assiriologista Irving Finkel.  British Museum.
Outra fonte extra-bíblica do dilúvio é a narração parcial dele, decodificada pelo assiriologista Irving Finkel. British Museum.
O apócrifo está muito deteriorado e por isso nem foi possível digitaliza-lo. Está escrito em 22 colunas, sendo que as últimas, da 18 à 22, são as melhor conservadas.
“Tem sua lógica porque permanecendo enrolado, os caracteres do final ficam menos expostos à luz e à umidade”, explicou Roitman.
O Gênesis apócrifo foi escrito com uma tinta muito sensível à luz e que provoca seu deterioro.
Por isso, os especialistas o instalaram numa urna especial coberta com um cristal inteligente que nunca é iluminado diretamente. O Gênesis apócrifo ficará exposto até junho.
Gênesis apócrifo faz parte dos primeiros sete manuscritos encontrados em 1947 por pastores beduínos da tribo Tamireh. Eles acharam dez vasilhas de barro com tampa, algumas das quais continham documentos enrolados.
Os pastores venderam o achado a comerciantes de Belém que os revenderam. Três deles acabaram nas mãos do professor da Universidade Hebraica, Eleazar Sukenik.
O arcebispo Athanasius Yeshue Samuel do Mosteiro siríaco de Jerusalém que comprou os outros quatro e, por fim, os revendeu para o arqueólogo Yigael Yadin quem os repassou para o estado de Israel.
Muitos desses manuscritos versam sobre questões religiosas e teriam pertencido aos essênios, grupo religioso judaico que tomou distância da religião hebraica oficial achando que se afastara da religião de Moisés e dos profetas.
Discute-se se Nosso Senhor teve contato com os essênios, pois seus escritos falam de um personagem chamado Mestre de Justiça, observou “El País”.
Qumran, suas cavernas e seus segredos
Na medida em que foram sendo traduzidos, verificou-se que os famosos rolos continham transcrições de livros Também esse poderia ter sido um chefe dos essênios que prefigurou Nosso Senhor.
inteiros da Bíblia, de digressões teológicas e regras de vida para a comunidade, incluindo monges.
Aquela comunidade de judeus circuncidados, pertencentes à elite da sociedade, criticava muito os fariseus que constituíam a facção dominante no sacerdócio oficial e que eles consideravam de duvidosa ortodoxia.
Nesse ponto apresentam analogias com a impostação de Nosso Senhor face à Sinagoga prevaricadora.
Vídeo: Pergaminho de 2.000 anos confirma o dilúvio universal

domingo, 15 de abril de 2018

O segredo da cidade bósnia onde jamais houve um divórcio

Pense em famílias que não se separam. Pense na ausência de crianças machucadas ou corações dilacerados.
Pense num mundo sem divórcio. Pense em famílias que não se separam. Pense na ausência de crianças machucadas ou corações dilacerados.

O casamento é a vocação mais desafiadora que existe, e o divórcio está aumentando em toda parte. Mas há uma cidadezinha na Europa que é uma exceção – uma notável exceção – a esta estatística perturbadora.

Na cidade de Siroki-Brijeg, na Bósnia e Herzegovina, nenhum divórcio ou família separada jamais foi registrado entre os seus mais de 26 mil habitantes! Qual seria o segredo de seu sucesso?

(Nota do autor: algumas fontes dizem que a população de Siroki-Brijeg é de somente 13 mil pessoas – e quase 100% católica! Mas, após pesquisar mais a fundo, creio que o número real de habitantes seja mais que o dobro desse valor).

A resposta é a bela tradição matrimonial do povo croata de Siroki-Brijeg. Na verdade, a tradição croata de casamento está começando a chegar ao resto da Europa e aos Estados Unidos, especialmente entre católicos devotos que perceberam as bênçãos que ela confere!

terça-feira, 10 de abril de 2018

3 poderosos sacramentais para ter na sua casa

Esses pequenos artigos religiosos têm grande força espiritual
O uso dos sacramentais é uma das práticas religiosas menos compreendidas de modo adequado pelos católicos.

Embora façam parte da vida na Igreja desde o início do cristianismo, os sacramentais são vistos por muita gente, de forma errônea, como uma espécie de “superstição”. Acontece que, de fato, uma grande quantidade de católicos, ao longo dos séculos, tem usado os sacramentais de modo supersticioso por falta de compreensão do seu verdadeiro sentido: em vez de instrumentos da graça de Deus, eles são tratados como objetos “mágicos”, coisa que não são.

Os sacramentais servem para enriquecer a nossa vida espiritual, não para prejudicá-la. Eles foram instituídos pela Igreja para incentivar em nós um relacionamento cada vez mais profundo com Cristo e para nos ajudar a focar na santificação de cada parte da nossa vida, inclusive nas mais singelas e cotidianas. Os sacramentais são extensões dos sete sacramentos e nos ajudam a enxergar e acolher a graça de Deus no nosso dia-a-dia.

Um lugar onde os sacramentais são especialmente poderosos é o lar. Se os usarmos com espírito de fé, os sacramentais podem nos distanciar de perigos espirituais e nos inspirar a viver uma vida santa, dedicada a Deus na prática de cada dia.

sexta-feira, 30 de março de 2018

Arqueólogos revelam o cardápio da Última Ceia de Cristo

E explicam que Jesus e os apóstolos não usaram a grande mesa que costuma ser representada nas pinturas sacras
Um recente estudo sobre a cozinha palestina nos tempos de Jesus indica que, além do pão sem fermento e do vinho, na última ceia de Cristo também foram servidos ensopado de feijão, carne de cordeiro, azeitonas, ervas amargas, molho romano de peixe e tâmaras.

Os arqueólogos italianos Generoso Urciuoli e Marta Berogno foram os responsáveis pela investigação que será publicada no livro “Gerusalemme: L’Ultima Cena” (“Jerusalém, a Última Ceia”, ainda sem previsão de lançamento em português).

A mesa e a louça

O material reunido por eles forneceu informações sobre os hábitos alimentares na Jerusalém do início do primeiro século da era cristã. Os estudiosos descobriram que a última ceia de Cristo não foi servida sobre uma mesa retangular, como imaginaram grandes pintores de arte sacra. A comida foi colocada sobre mesas baixas. Jesus e seus apóstolos comeram sentados sobre almofadões no chão, conforme o costume romano da época.

Generoso Urciuoli recorda também que “os judeus observavam as normas de pureza, usando, por exemplo, copos de pedra, que não eram considerados transmissores de impurezas”. Pratos, tigelas e jarras eram de cerâmica.

O lugar dos comensais

A posição em que Jesus e os apóstolos se sentaram também seguiu regras precisas: os comensais mais importantes se sentavam logo à direita e à esquerda do principal.

“Os versículos do Evangelho de João indicam que Judas estava bem perto de Jesus; provavelmente, à sua esquerda. Está escrito, aliás, que Judas submergiu seu pão no prato de Jesus, seguindo a prática de compartilhar a comida a partir de um prato comum”, prossegue Urciuoli.

O cardápio

Para encontrar o menu da última ceia, os arqueólogos usaram passagens bíblicas como a da Festa dos Tabernáculos, as bodas de Caná, onde Jesus transformou a água em vinho, e o banquete de Herodes, quando foi pedida a cabeça de João Batista. “As Bodas de Caná nos permitiram compreender as leis religiosas judaicas dietéticas, conhecidas como kashrut, que determinam quais alimentos podem ou não podem ser consumidos e como eles devem ser preparados. Já a festa de Herodes nos permitiu analisar as influências culinárias romanas em Jerusalém”, explica o arqueólogo.

Os estudos revelam, em suma, que, além do pão sem fermento e do vinho, foram servidos tzir, uma variedade do garum, o típico molho de peixe romano; cordeiro; cholent, um ensopado de feijões cozidos a fogo lento; azeitonas com hissopo, uma erva com sabor de menta; ervas amargas com pistaches e charosset de tâmaras, bem como pasta de nozes.

“As ervas amargas e o charosset são típicos da Páscoa judaica; o cholent era comido nas festas e o hissopo era consumido no dia-a-dia”, diz o pesquisador.

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Originalmente publicado por Primeros Cristianos

Por que a Semana Santa muda de data todos os anos?

pergunta que todo católico precisa saber responder
Como é importante para os cristãos celebrar, viver e prolongar na vida a presença real do Senhor na liturgia! A liturgia permite celebrar os mistérios da vida de Jesus ao longo do ano, tendo sua ressurreição como eixo. Esse ano é conhecido como ciclo ou ano litúrgico.

O ano litúrgico é regulado entre a data móvel da Páscoa (segundo o ciclo lunar) e seu início, também móvel, relacionado com o Natal.

O Natal é celebrado durante o solstício de inverno do hemisfério norte (segundo o ciclo solar), convertendo a celebração popular pagã do nascimento do sol invicto na celebração do nascimento de Jesus.

Mas por que a Semana Santa muda de data todo ano? Porque muda a data da festa da Páscoa. E a data da festa da Páscoa de ressurreição é móvel porque está ligada à páscoa judaica.

O povo judeu celebrava a páscoa, chamada também de “Festa da Liberdade”, comemorando o fim da escravidão e sua saída do Egito. Segundo o judaísmo, os hebreus devem celebrar todos os anos a festa da páscoa durante uma semana inteira, entre os dias 14 e 21 do mês de Nissan – dias que começam com a primeira lua cheia da primavera.

O mês de Nissan é o primeiro mês do calendário hebraico bíblico (Êx 12, 2), porque nesse mês o povo de Israel saiu do Egito. Tal mês cai entre os dias 22 de março e 25 de abril.

A festa da páscoa era fixada com base no ano lunar, e não no ano solar do calendário civil. Recordemos que, nas antigas civilizações, empregava-se o calendário lunar para calcular a passagem do tempo.

Por que os judeus celebram sua páscoa com a primeira lua cheia da primavera? Porque havia lua cheia na noite em que o povo judeu saiu do Egito, e isso lhe permitiu fugir à noite sem ser descoberto pelo exército do Faraó, ao não depender de lâmpadas.

Mas o que a páscoa judaica tem a ver com a Páscoa cristã?

Na Última Ceia, realizada na Quinta-Feira Santa, os apóstolos celebraram com Jesus a páscoa judaica, comemorando o êxodo do povo de Israel, guiado por Moisés. Com isso, temos a certeza de a primeira Quinta-Feira Santa da história era uma noite de lua cheia.

E é por isso que a Igreja coloca a Quinta-Feira Santa no dia de lua cheia que se apresenta entre os meses de março e abril. Então, a data da Semana Santa depende da lua cheia.

Esta mobilidade afeta não somente as festas relacionadas à Pascoa, mas também o número de semanas do Tempo Comum; são as chamadas festas móveis, que variam todos os anos, juntamente com a solenidade da Páscoa, da qual dependem.

Antigamente, a Páscoa era celebrada exatamente no mesmo dia da páscoa judaica; mas uma decisão do Concílio de Niceia (ano 325) determinou que a Páscoa cristã fosse celebrada no domingo (o domingo posterior à primeira lua cheia primaveral do hemisfério norte).

segunda-feira, 26 de março de 2018

Curiosidades sobre a Via-Sacra

O que é? Como surgiu? Qual seu objetivo? Como se reza? A recitação da Via-Sacra dá indulgências?
O que é a Via-Sacra?

É um piedoso exercício em que meditamos o doloroso caminho que Jesus percorreu desde o pretório de Pilatos até ao Calvário, onde foi crucificado e morreu pela nossa Redenção.

Como surgiu a prática deste exercício?

A origem deste santo exercício é devida ao Coração amante e desolado da SS. Virgem. Esta pobre Mãe, depois da Ascensão de Jesus ao Céu, tinha por único consolo banhar de lágrimas o caminho que o seu querido Jesus tinha regado com o seu sangue divino… – Os fiéis imitaram o exemplo de Maria, e de todas as partes do mundo afluíram, à custa de mil perigos e incômodos, a Jerusalém, para venerar os santos lugares e ganhar as indulgências concebidas pelos Sumos Pontífices. – Mas a Igreja, Mãe piedosa, para poupar incômodos a seus filhos e lhes facilitar os meios de santificação, concedeu as mesmas indulgências de Jerusalém aos que visitassem as catorze Cruzes ou Estações da Via-Sacra, devidamente eretas.

Qual é o objetivo desta devoção?

O fim desta devoção é exercitar nas almas os sentimentos – de gratidão e amor para com Nosso Senhor Jesus Cristo, que tanto sofreu por nós, de contrição dos nossos pecados, que foram a causa dos sofrimentos do Salvador, de imitação dos exemplos de heroicas virtudes, que Jesus nos deixou na sua Paixão e Morte. Não admira, pois, que este Exercício agrade tanto ao nosso amável Redentor e produza, nas almas que o praticam, abundantes frutos de santidade.

Indulgências anexas à Via-Sacra

Concede-se indulgência plenária ao fiel que fizer o exercício da Via-Sacra piedosamente. Com o piedoso exercício da Via-Sacra renova-se a memória das dores que sofreu o divino Redentor no caminho do pretório de Pilatos, onde foi condenado à morte, até o monte Calvário, onde morreu na cruz para a nossa salvação. Para ganhar a indulgência plenária, determina-se o seguinte:

– O piedoso exercício deve-se realizar diante das estações da via-sacra, legitimamente eretas.

– Requerem-se catorze cruzes para erigir a via-sacra; junto com as cruzes, costuma-se colocar outras tantas imagens ou quadros que representam as estações de Jerusalém.

– Conforme o costume mais comum, o piedoso exercício consta de catorze leituras devotas, a que se acrescentam algumas orações vocais. Requer-se piedosa meditação só da Paixão e Morte do Senhor, sem ser necessária a consideração do mistério de cada estação.

– Exige-se o movimento de uma para a outra estação. Mas se a via-sacra se faz publicamente e não se pode fazer o movimento de todos os presentes ordenadamente, basta que o dirigente se mova para cada uma das estações, enquanto os outros ficam em seus lugares.

– Os legitimamente impedidos poderão ganhar a indulgência com uma piedosa leitura e meditação da Paixão e Morte do Senhor ao menos por algum tempo, por exemplo, um quarto de hora.

– Assemelham-se ao piedoso exercício da via-sacra, também quanto à aquisição da indulgência, outros piedosos exercícios, aprovados pela competente autoridade: neles se fará memória da Paixão e Morte do Senhor, determinando também catorze estações.

– Entre os orientais, onde não houver uso deste exercício, os Patriarcas poderão determinar, para lucrar esta indulgência, outro piedoso exercício em lembrança Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Como se reza a Via-Sacra?

Existem muitos modelos de meditações. Aqui deixamos apenas uma sugestão:

Oração preparatória

Meu Senhor Jesus Cristo, que seguistes, com amor infinito, o Caminho doloroso do Calvário, e aí morrestes, num patíbulo de infâmia, dai-me a graça de Vos acompanhar e de unir as minhas lágrimas ao vosso Sangue precioso… Tenho ardente desejo de consolar o vosso Coração, tão bom e tão amargurado pelos nossos pecados, e de me associar à vossa dolorosa Paixão e Morte… Quem me dera sofrer e morrer por Vós, que sofrestes e morrestes por mim!… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos… Dignai-Vos, meu querido Senhor, conceder-me as Indulgências com que o vosso Vigário enriqueceu este santo exercício, e recebei-as em satisfação dos meus pecados e em sufrágio das almas do Purgatório. – Ó Maria, Rainha dos Mártires, dai-me o amor e o sofrimento com que acompanhastes ao Calvário o vosso inocentíssimo Filho… Amém.

ESTAÇÃO I

Jesus condenado à morte

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus está diante de Pilatos… A que estado O reduziram!… A cabeça coroada de espinhos…; a face banhada em sangue…; todo o corpo lacerado…; os ombros cobertos com um pedaço de púrpura…; as mãos atadas… Inspira compaixão o amabilíssimo Jesus!… Todavia Pilatos, para agradar aos ingratos Judeus, condena à morte o inocente Filho de Deus… Jesus ouve com serenidade a sentença e aceita resignado a morte para salvação dos pecadores… Ó Jesus, eu merecia a morte eterna no inferno; e Vós, o Deus de vida, quisestes morrer para me salvar!… Seja bendita a vossa Bondade infinita!… Dai-me a graça de viver e morrer no vosso santo amor… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO II

Jesus Cristo levando a Cruz

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus é despido do manto de púrpura, e coberto de seus vestidos, para que todos O reconheçam e insultem… Apresentam-lhe a Cruz… O Salvador estende os braços e, num transporte de ternura, aperta-a ao Coração… e banha-a de lágrimas… E, pondo-a aos ombros chagados, encaminha-se para o Calvário… “Onde ides, meu bom Jesus:” – “Vou morrer por ti: depois da minha morte, lembra-te de mim e ama-me!”

Ó Jesus, essa Cruz era-me devida a mim, que sou pecador, e não a Vós que sois inocente… Mas o inocente quis pagar pelo pecador… Sede sempre bendito, ó Senhor! Abraço, por vosso amor, todos os desprezos e contrariedades da vida… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a Vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO III

Jesus cai pela primeira vez

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

O Filho de Deus sai do pretório, oprimido pelo peso da Cruz… Está cheio de amor, mas exausto de forças!… Tem derramado tanto sangue! Depois de alguns passos, obscurecem-se-lhe os olhos, verga sob a Cruz e cai por terra, penetrando mais e mais os espinhos na sua delicada Cabeça”… Avalia o seu martírio!… Os algozes enfurecem-se e, com blasfêmias e golpes, ultrajam e ferem o Cordeiro divino…

Ó Jesus, Vós caístes sob o peso da Cruz, porque eu me precipitei num abismo de iniquidades… Estendei-me a vossa mão, para que me levante e, auxiliado pela vossa graça, percorra confiadamente o caminho da virtude e da santidade… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO IV

Jesus encontra sua Mãe

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Que encontro doloroso! Que olhares de desolação! Maria vê seu Filho desfalecido e desfigurado e não lhe pode valer… Jesus vê sua santa Mãe aflita e desolada, e não a pode consolar… Não falam com os lábios, falam com os corações: “Minha Mãe, minha pobre Mãe!” – “Meu filho, meu querido Jesus!” E estas palavras traduzem um oceano de afetos e de dores… Duas vítimas inocentes, unidas pelo mesmo sacrifício…

Ó Jesus, ó Maria!… Eu, com os meus pecados, fui a causa dos vossos tormentos!… E Vós amastes tanto a minha pobre alma… – Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos. – Ó Maria, eu Vos consagro a minha alma e o meu corpo. Amparai-me, defendei-me sempre, mas, sobretudo na hora da minha morte.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO V

Jesus ajudado pelo Cireneu

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus está fraco e tão abatido, que, a todo o momento, parece morrer… E é o Senhor do Paraíso, que rege e governa todas as criaturas!… Os judeus, temendo que a vítima lhes faleça no caminho e não possa chegar ao lugar da infâmia, obrigam Simão Cireneu a levar a Cruz do Redentor…

Ó Jesus, Vós sustentais, com um ato da vossa onipotência, o céu e a terra, e precisais de amparo?!… Ó meu bom Deus, a que estado Vos reduziu o vosso amor pela minha alma!… Nunca esquecerei tamanha misericórdia… Pelos merecimentos desta vossa fraqueza, ajudai-me a levar a cruz, que mereço e abraço na qualidade de cristão e de pecador… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO VI

A Verônica limpa a Face de Jesus

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus perdeu toda a sua beleza, – Jesus, o mais belo entre todos os filhos dos homens!… Já se não conhece!… A sua face está toda ferida e banhada em lágrimas e sangue!… Uma piedosa mulher, vencendo os respeitos humanos, aproxima-se de Jesus e limpa-lhe, com um véu, a Face adorável… O Salvador, sempre bom e grato, deixa impressa naquele véu a sua Imagem.

Ó Jesus! Quão feliz foi a Verônica, que Vos limpar a Face desfigurada!… Também eu posso receber esse prêmio… Hoje que os ímpios e os ingratos Vos insultam e blasfemam, dai-me a graça de reparar esses ultrajes…, e, depois, gravai na minha alma a vossa Face divina… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO VII

Jesus cai pela segunda vez

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

O coração de Jesus está pronto a sofrer e a morrer, mas a sua Santíssima Humanidade desfalece!… Caminha com passo trêmulo, incerto, vacilante… O sangue que lhe desfigura a Face, turva-lhe o olhar…; e cai por terra… pela segunda vez… A violência da queda reabre todas as feridas do seu corpo…, os espinhos rasgam ainda mais aquela delicada cabeça!… Os algozes levantam o manso Cordeiro, arrastando-O e ferindo-O!…

Ó Jesus! As minhas repetidas culpas causaram a vossa nova queda… Se eu não tivesse cometido tantos e tão graves pecados, seria menos intenso o vosso sofrimento!… Perdoai-me tamanha ingratidão, pela vossa infinita misericórdia. Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO VIII

Jesus consola as filhas de Jerusalém

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus é sempre bom e generoso!… Umas piedosas mulheres, vendo-O todo ensanguentado e vacilante sob o peso da Cruz, choram e compadecem-se dele!…

Jesus, esquecido dos seus sofrimentos, consola-as e instrui-as, dizendo-lhes que chorem sobretudo os próprios pecados dos homens, que são a causa dos martírios de um Deus e da perdição de tantas almas…

Ó Jesus, dai-me lágrimas, – lágrimas de arrependimento, para que eu chore sempre os meus pecados e os vossos martírios, e assim desagrave o vosso Coração aflitíssimo!… E depois, quando eu agonizar no leito da morte, ah! Vinde consolar e receber a minha pobre alma… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO IX

Jesus cai pela terceira vez

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus, desfalecido e exausto, cai de novo por terra, e novamente fere nas pedras a fronte coroada de espinhos… Um Deus por terra!… Mas, à vista do Calvário, reanima-se e levanta-se… O amor dá-lhe novas forças!… É tão ardente o seu desejo de morrer pelos homens, ainda que pecadores e ingratos!… Oh! Só um Deus pode amar assim!

Ó Jesus! São tantos e tão graves os meus pecados, que, para os expiar, quase não basta uma só queda de um Deus!… É necessário que muitas e muitas vezes humilheis até à terra a vossa divina Face… Oh! Dai-me a vossa graça, para que deteste os meus pecados e Vos siga no caminho das humilhações e dos sofrimentos… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO X

Jesus despido e amargurado com fel

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Eis o Calvário!… Os algozes arrancam a Jesus a túnica, colada ao seu Corpo lacerado… Abrem-se de novo as feridas…; rebenta mais sangue… Não satisfeitos, amarguram com fel a boca dulcíssima do Redentor… Jesus tudo sofre, com paciência e amor, e oferece todos os seus tormentos ao divino Pai, para a salvação dos pobres pecadores…

Ó Jesus, eu me compadeço dos tormentos que sofreis por mim!… Como hei de agradecer-Vos tamanha bondade?… Completai, Senhor, a vossa misericórdia. Despi-me dos meus vícios e paixões…; vesti-me de humildade, de pureza e de caridade…; e tornai-me amargos os prazeres da vida e doces as mortificações e os sofrimentos… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO XI

Jesus Cristo pregado na Cruz

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

A uma ordem dos algozes, o Salvador estende sobre a Cruz o seu Corpo lacerado e, levantando os olhos ao céu, apresenta as mãos e pés, para serem traspassados pelos cravos… Aos golpes repetidos do martelo, rasga-se a pele, dilacera-se a carne, rompem-se as veias… O doce Jesus sofre um martírio imenso…; mas não se queixa…; pede, adora e ama!…

Ó Jesus, dissestes um dia que, pregado no madeiro, teríeis atraído a Vós todos os corações… Atraí o meu coração com a força suave e irresistível do vosso amor; pregai-o na vossa Cruz bendita, para que nunca mais se afaste de Vós… Está-se tão bem aos vossos pés!… Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO XII

Jesus Cristo morre na Cruz

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Pobre Jesus! Quanto sofre!… Está pendente de três cravos!… Não encontra o menor alívio!… Todos concorrem para O atormentar… E Ele pensa em todos… Pensa na Mãe, e dá-lhe João por amparo… Pensa em nós, e dá-nos Maria por Mãe… Como Jesus é bom!… Mas Ele morre… Inclina a cabeça…, solta o último suspiro… Morreu… Um Deus morreu por mim!…

Deixai-me, ó Jesus, abraçar-me aos vossos pés ensanguentados; e deixai-me viver e morrer aqui!… Ah! É justo que a criatura viva e morra pelo seu bom Deus, que viveu e morreu pela sua miserável criatura! – Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais tornar a ofender-Vos.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO XIII 

Jesus é descido da Cruz e entregue a sua Mãe

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Depois disso, José de Arimatéia, que era discípulo de Jesus, mas ocultamente, por medo dos judeus, rogou a Pilatos a autorização para tirar o corpo de Jesus. Pilatos permitiu. Foi, pois, e tirou o corpo de Jesus. Acompanhou-o Nicodemos 13.jpg(aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés. Tomaram o corpo de Jesus e O envolveram em panos com os aromas, como os judeus costumam sepultar (Jo 19, 38-40).

A Providência traça com perfeição as linhas da História. José de Arimatéia, além de ser nobre, era muito relacionado com Poncio Pilatos, reunindo portanto as condições favoráveis para dele obter a autorização necessária para que Jesus não fosse enterrado como um condenado qualquer, mas sim como uma pessoa ilustre. Quem, a não ser José, teria coragem de se apresentar ao governador romano para lhe pedir o corpo de um crucificado? Por isso, a respeito dele comenta S. João Crisóstomo: “Veja-se o valor deste homem; põe-se em perigo de morte, atraindo sobre si as inimizades de todos, por seu afeto a Jesus Cristo…”

Que graça insígne destes a este José! A de poder descer da cruz, com o auxílio de Nicodemos, o Divino Corpo, vítima de valor infinito, e de sepultá-Lo.

Ó Sagrado Corpo de Jesus, vendo-Vos assim sem vida, sinto meu coração gemer. Essas mãos que deram ordens aos mares e às tempestades, expulsaram os vendilhões do Templo e fizeram o bem por todo Israel, já não se articulam. Os Vossos pés, que caminharam sobre as águas e trilharam todos os caminhos em busca dos necessitados, não se movem. A Vossa voz, que fazia estremecer os fariseus, mas perdoava com doçura os pecadores arrependidos, já não se faz ouvir. Uma só chaga Vos cobre de alto a baixo.

Ó Virgem Dolorosa, eu Vos imploro a insigne graça de manter diante de mim, pelo resto da minha vida, essa terrível imagem da gravidade do pecado. Perdão, minha Mãe, perdão! E ajudai-me a nunca mais pecar!

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

ESTAÇÃO XIV

Jesus no santo sepulcro

V: Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo e vos bendizemos;

R: Porque pela vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Jesus está encerrado no sepulcro… A sua aniquilação não poderia ser mais completa… É o Deus da vida, mas aqui não vive… Contempla-O pela última vez… A sua fronte está rasgada pelos espinhos; os olhos, fechados; os lábios, mudos; as mãos e os pés, traspassados; o Coração, ah! O Coração, que tanto amou e sofreu, já não bate!… Jesus, o bom Jesus, está morto e sepultado!…

Ó Jesus, adoro-Vos no santo sepulcro! Eis o que ganhastes com o vosso amor excessivo por mim, ingratíssimo pecador!… Seja sempre bendita a vossa misericórdia!… Dai-me a graça de me esconder do mundo e de viver no vosso Coração dulcíssimo… Ali encontrarei a paz, a felicidade, o Paraíso. – Ó Jesus, eu Vos amo de todo o meu coração…; arrependo-me sinceramente de Vos ter ofendido e prometo, com a vossa graça, nunca mais Vos tornar a ofender.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai.

Oração Final

Ó Jesus! Seja sempre bendito o vosso Coração amantíssimo…! Ó meu Deus, quem teria sido capaz de dar uma só gota de sangue por mim?… E Vós o destes todo… até à última gota… para salvar a minha alma!… Todavia, quantas vezes, para agradar às criatura, Vos tenho desprezado, meu sumo Bem!… Oh! Perdoai-me, pelo vosso sangue precioso!… Quero, para o futuro, amar-Vos de todo o meu coração… e cumprir fielmente a vossa santíssima vontade… Amparai-me sempre com a vossa graça… Concedei-me que o meu último alimento seja o vosso Corpo adorável; que a minha última palavra seja o vosso Nome bendito; que o meu último suspiro seja um suspiro de amor e de arrependimento… Ó Jesus, pela desolação imensa que sofrestes no Calvário, especialmente quando a vossa Alma se separou do vosso Corpo divino, tende piedade da minha alma, depois de Vos ter seguido nas breves tribulações da vida, segui-Vos-ei na felicidade eterna do Paraíso…Amém.

Pai-Nosso – Ave-Maria – Glória ao Pai, segundo as intenções do Sumo Pontífice.

(via Felipe Aquino)
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