Segundo dom Odilo, a proposta foi feita no contexto das iniciativas
realizadas em prol da canonização do Beato Anchieta, após um pedido da
Associação Internacional Anchieta (AIA), presidida pelo padre César
Augusto dos Santos, vice-postulador da causa de canonização de Anchieta e
diretor do Programa Brasileiro da Rádio Vaticano. O Cardeal explicou
que o principal objetivo é “torná-lo mais conhecido e popularizar uma
devoção”.
Por sua parte, O Pe. César dos Santos acredita que declarar o novo santo
como patrono dos catequistas “é uma questão de justiça”. “Se alguém
catequizou esse país, se alguém deu a vida pela Catequese do país, se
alguém se entregou totalmente a esta causa, foi Anchieta”, afirmou o
religioso. Segundo ele, “Anchieta deu toda a sua juventude, toda a sua
inteligência, toda a sua vida para trazer Jesus Cristo a este povo”.
O arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo
Damasceno Assis, destaca a importância da vida e missão de São José de
Anchieta que optou por uma catequese acessível e aculturada, utilizando
da poesia, do teatro e de recursos próprios da época.
“Ele é um modelo de evangelizador e missionário de todos os tempos e
todas as épocas. Nos ensinou que o Evangelho, ao ser anunciado, deve ser
inculturado, levando em conta a cultura das pessoas ao qual se
destina”, disse dom Damasceno após o reconhecimento de José de Anchieta
como santo padroeiro dos catequistas brasileiros.
Fonte: ACI Digital
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