Em seu discurso, o Pontífice afirmou
repleto de bom-humor: “Quando cheguei ao Brasil, no meu primeiro
discurso oficial, disse que queria ingressar pelo portal do imenso
coração dos brasileiros pedindo licença para bater delicadamente à sua
porta e passar a semana com o povo brasileiro. Porém, ao término daquela
semana, voltando para Roma, cheio de saudades, dei-me conta de que os
cariocas são uns ‘ladrões’! Sim, ‘ladrões’, pois roubaram o meu coração!
Aproveito a presença de vocês aqui hoje para agradecer-lhes por este
“roubo”: Muito obrigado por terem me contagiado com o entusiasmo de
vocês lá no Rio de Janeiro, e por hoje me ajudarem ‘matar’ as saudades
do Brasil”.
O Papa também mencionou os sacrifícios
que a organização de uma JMJ requer e fez uma comparação com a dinâmica
da multiplicação dos pães: “Quando Jesus pediu aos apóstolos que dessem
de comer à multidão, estes sabiam que isso era impossível. Porém, foram
generosos. Deram ao Senhor tudo aquilo que tinham. E Jesus multiplicou
os seus esforços. Não foi assim que aconteceu com a Jornada Mundial da
Juventude?”
O Pontífice pediu que o “milagre” vivido
na JMJ se repita todos os dias, em cada paróquia, em cada comunidade,
no apostolado pessoal de cada um. “É preciso repensar naquelas três
ideias que, em certo sentido, resumem toda a mensagem da Jornada Mundial
da Juventude: ide, sem medo, para servir. Devemos ser uma ‘Igreja em
saída’, como discípulos missionários que não tem medo das dificuldades.”
Segundo o site oficial da arquidiocese
do Rio, o Papa concluiu seu discurso citando S. José de Anchieta, de
modo especial um trecho da carta que escreveu ao Padre Diego Laynez, um
dos primeiros jesuítas: “Nada é difícil para aqueles que acalentam no
coração e têm como fim único a glória de Deus e a salvação das almas,
pelas quais não hesitam em dar a sua vida”.
“Pois é pela sua intercessão (de São
José de Anchieta) que lhes animo a seguir adiante, com alegria e coragem
na bela missão de manter viva no coração dos brasileiros a chama de
amor por Cristo e pela sua Igreja”.
Ainda segundo a Arquidiocese do Rio de
Janeiro, o principal evento na agenda do Cardeal Orani em Roma é a
tomada de posse da Igreja de Santa Maria Mãe da Providência, no bairro
de Monte Verde, no sábado, dia 12 de abril, às 18h30min, por seu título
cardinalício.
No dia 13, Domingo de Ramos, a comitiva
da Arquidiocese do Rio participa da entrega dos Símbolos da JMJ para a
Cracóvia, a sede da JMJ em 2016.
Fonte: ACI Digital
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