Segundo publicação de Damares em sua página no Facebook,
ativistas pró-ideologia de gênero – um dos temas tratados no projeto
do PNE – disseram a ela que “todos os evangélicos deveriam ser queimados
vivos em uma fogueira no Brasil”, pois esse segmento religioso seria
uma “desgraça para a nação”, e por isso, deveria ser “exterminado”.
O tumulto começou quando Damares, que é assessora da Câmara,
orientava os parlamentares da bancada evangélica sobre como se
posicionar no debate do projeto e na votação dos itens que integram o
projeto do PNE.
Um dos itens que mais preocupam as lideranças evangélicas é o que
trata da obrigatoriedade do ensino da ideologia de gênero nas escolas
públicas brasileiras. Essa ideologia prevê que os alunos sejam tratados
sem distinção de sexo, o que é visto como uma forma de incentivo à
homossexualidade.
A obrigatoriedade desse ensino foi votada e derrotada na votação
feita na Câmara, o que acirrou os ânimos dos ativistas, de acordo com
relato da pastora: “Vencemos! No final da votação a família brasileira
venceu! A obrigatoriedade foi retirada [...] Os ativistas pró- ideologia
de gênero que estavam presentes, já com os ânimos alterados por terem
perdido na votação, me viram orientado os parlamentares cristãos. Ao
tentar sair do Plenário um ativista foi em minha direção e disse: ‘Todos
os evangélicos deveriam ser queimados vivos em uma fogueira no Brasil’.
Havia ódio no rosto e nos olhos dele”, narrou Damares Alves.
A agressão foi percebida por seguranças da Câmara, que intervieram e a
conduziram à delegacia da Casa, para o registro de um Boletim de
Ocorrência: “Os policias legislativos viram o que aconteceu e
identificaram que havia incitação ao ódio e entenderam que eu corria
perigo pois o Plenário estava lotado de ativistas. Os policiais foram em
meu socorro em seguida fomos todos conduzidos para a delegacia da
Câmara. De meu lado estava o pastor Davi Morgado de São Paulo. Ele
também se sentiu agredido e foi para delegacia também como vitima. Os
agressores continuaram destilando ódio”, disse a pastora.
Damares disse ainda que houve momentos em que ela temeu por sua vida:
“Foi horrível ver e sentir tanto ódio! Eu só estava fazendo meu
trabalho de forma muito discreta como faço todos os dias na Câmara. Sou
uma senhora, estava em uma situação vulnerável pois no local por onde
passei dentro do Plenário eles eram maioria e todos eles estavam muito
bravos por terem perdido a votação. Se os ativistas, que me pareciam ser
professores ligados a algum sindicato, tivessem portando algum objeto
cortante, ou alguma arma eu creio que teria minha integridade física
violada. Havia muito ódio e rancor”, revelou.
A pastora disse ainda que irá em frente no processo contra os
agressores: “Não vou ficar apenas no Boletim de Ocorrência, quero
continuidade, quero vê-los processados por crime de ódio. Quero respeito
aos evangélicos”.
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