Esta será a terceira viagem apostólica
internacional do atual pontífice. As outras duas são: a que fez ao Rio
de Janeiro, para a Jornada Mundial da Juventude, entre 23 e 28 de julho
do ano passado, e a que fará para a Terra Santa entre os dias 24 e 26
maio de 2014.
Esta não será a primeira vez que um Papa
vai à península coreana. João Paulo II já esteve ali, duas vezes, em
1984 e 1989. Em sua primeira visita, o Papa polonês destacou a
vitalidade da Igreja na Coreia.
No dia 3 de maio de 1984, no aeroporto de
Seul, o Pontífice polonês disse que “também hoje o maravilhoso
florescer do cristianismo na Coreia promete enriquecer espiritualmente
tanto a vocês e como os outros. O bicentenário da Igreja Católica em
vosso país me dá a oportunidade de afirmar que a Fé em Jesus Cristo pode
realmente levar esta cultura de enriquecimento, sabedoria e dignidade
do povo coreano”.
Após a Guerra da Coreia, apenas 2% da
população era cristã. Hoje o número aumentou para 10%, por volta de 5,3
milhões de pessoas. A cada ano, uma média de 100 mil coreanos são
batizados.
O dinamismo da Igreja na Coreia
Muitos fatores justificam essa grande
expansão da Igreja no país. Por exemplo, os casamentos mistos: de 20 mil
casamentos na Igreja coreana, 12 mil incluíam um cônjuge não-cristão.
“O sacramento nupcial converte-se em um caminho de conversão; posso
dizer com alegria que, depois de um ano de vida conjugal quase sempre
chega um novo batismo de adultos para essas famílias”, declarou Dom
Lázaro You Heung-sik , Bispo de Daejeon.
Entretanto, o fator mais dinâmico na
promoção das conversões parece ser o comprometimento do católico com a
vida eclesial. “Hoje, na Coreia, quem se converte sabe que deve
comprometer-se em um dos grupos, associações ou movimentos paroquiais.
Não é admitido o católico passivo”, escreveu o missionário Piero Gheddo
no jornal italiano Avvenire.
As Paróquias têm diferentes cursos de
catequese, o catecumenato -de um ano- conduz o neófito a algum
movimento, como por exemplo para a Legião de Maria, que é muito ativa na
Coreia.
“Abraçar o cristianismo na Coreia
significa entrar em um grupo que lhe compromete a fundo, lhe dá normas
de comportamento e de compromisso, lhe faz pagar cotas de participação e
lhe dá as orações para rezar todos os dias. Ao entrar na Igreja você
aceita tudo isso. Este é o espírito coreano: ou aceita e te comprometes
ou não aceitas e vais embora”, explicou o pároco Paul Kim Bo Rok.
Fonte: Gaudium Press
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