Nesta
catequese tenho a oportunidade para falar de um tema tão controvertido
que merece uma atenção especial dos cristãos. Por quê? Não podemos cair
no erro de dizer não existe, como também exagerar sobre a existência e
poder de Satanás.
A
Sagrada Escritura e a Igreja são muito claras ao afirmar a existência
do demônio. O demônio não é somente uma das maneiras para falar do mal
presente no mundo. Ele é um ser
real e pessoal, ao ponto do catecismo da Igreja católica afirmar no n
391: "Por trás da opção de desobediência de nossos primeiros pais há uma
voz sedutora que se opõe a Deus (cf. Gn 3,1-5) e que, por inveja os faz
cair na morte (cf. Sb 2,24). A Escritura e a Tradição da Igreja vêem
neste ser um anjo decaído, chamado Satanás ou Diabo . Segundo o
ensinamento da Igreja, ele foi primeiro um anjo bom, criado por Deus (cf
Jo 8, 44; Ap 12, 9)". E no n 414 declara:" Satanás ou o Diabo, bem como
os demais demônios, são anjos decaídos por terem se recusado livremente
a servir a De us a seu desígnio. Sua opção contra Deus é definitiva.
Eles tentam associar o homem à sua revolta contra Deus."
Uma
primeira conclusão importante é a certeza de que a existência do mal
não tem a sua origem em Deus. É necessário ter presente que o demônio
não é Deus. Ele tenta intimidar as pessoas, fazendo-as acreditar que
possui um poder semelhante ao do criador. Também, quer ser servido e
adorado, seduzindo os homens com suas tentações. Enfim, Ele tem como
propósito levar o homem a se rebelar contra Deus.
Não
podemos culpar o demônio por tudo o que nos acontece, e ao mesmo tempo,
ter presente que ele possui uma força tão real capaz de trazer o mal em
nós e entre nós. De acordo com o ensinamento do Magistério da Igreja
qualquer cristão que não acredita na existência do diabo comete um erro
gravíssimo. A Igreja católica, fundamentada no ensinamento de Cristo,
sempre acreditou ter recebido também a missão de desmascarar e destruir
as investidas do demônio, como lemos em Mt 10,7-8: "Por onde andardes,
anunciai que o Reino dos céus está próximo. Curai os doentes,
ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios.
Recebestes de graça, de graça dai!".(Mt 10,7-8)
Quanto
a sua dúvida se a Igreja pratica o exorcismo, a resposta é afirmativa.
Se o diabo existe, a Igreja deve usar as armas recebidas do próprio
Cristo Jesus. Como aprendemos com os evangelhos, Jesus praticou o
exorcismo, e a continuadora de Sua missão prossegue esta batalha contra o
príncipe das trevas. O papa João Paulo II disse textualmente: "Jesus
iniciou no deserto a luta contra satanás e a continuou durante toda a
sua vida. Uma das suas atividades típicas foi a de exorcista." Existem
muitos testemunhos que o papa, quando era arcebispo de Cracóvia e também
já sendo papa, praticou alguns exorcismos.
Como
definir exorcismo? O catecismo da Igreja católica no n 1673 diz:
"Quando a Igreja pede publicamente e com autoridade, em nome de Jesus
Cristo, que uma pessoa ou objeto seja protegido contra a ação do Maligno
e subtraído ao seu domínio, fala-se de exorcismo. O exorcismo tem por
fim expulsar os demônios ou libertar do poder diabólico, e isto em
virtude da autoridade espiritual que Jesus confiou à sua Igreja."
Como não é possível responder a tudo em tão pouco tempo recomendo o livro de minha autoria Católico pode ou não pode 2º parte
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