“Qualquer que seja a condição de vocês, a sua história ou o peso que carregam”, disse o Papa, “é Jesus que nos une. Sejam bem-vindos, sua presença é importante para mim.”
Jesus, prosseguiu, viveu a mesma condição desses peregrinos: foi desprezado pelos homens, esquecido, alguém que não contava nada. “Quando sentirem tudo isso, não se esqueçam de que Jesus viveu a mesma experiência. Esta é a prova de que vocês são preciosos e estão no coração da Igreja. Jesus sempre deu prioridade a pessoas como vocês”, disse.
Francisco agradeceu aos acompanhantes da peregrinação, fiéis à intuição do Padre José Wresinski, que partia da experiência vivida e não de teorias abstratas. “As teorias abstratas nos levam às ideologias e as ideologias nos levam a negar que Deus se fez Carne, um de nós! Porque a vida compartilhada com os pobres nos transforma e nos converte. Pensem bem nisto, eh! E o Ano da Misericórdia é a ocasião para redescobrir e viver esta dimensão de solidariedade, de fraternidade, de ajuda e de apoio recíproco.”
Aos peregrinos, o Pontífice fez um pedido, para que preservem a coragem em meio às angústias, e a alegria da esperança. “Nós acreditamos num Deus que repara todas as injustiças, que consola todas as penas e sabe recompensar os que mantêm a confiança Nele. À espera deste dia de paz e de luz, a contribuição de vocês é essencial para a Igreja e para o mundo.”
Mas Francisco foi além e fez um pedido mais radical: “Eu lhes confio a missão de rezar pelos culpados de sua pobreza, para que se convertam! Rezar por tantos ricos que vestem púrpura e escarlate e fazem festa com grandes banquetes, sem perceber que à porta deles há tantos Lázaros desejosos de matar a fome com as sobras de suas refeições. Rezem também pelos sacerdotes, pelos levitas que – ao verem aquele homem meio morto – passam olhando para o outro lado, porque não têm compaixão. A todas essas pessoas, desejem o bem e peçam a Jesus que as convertam. E lhes garanto que, se fizerem isso, haverá grande alegria na Igreja, no coração de vocês e também na amada França”.
O encontro na Sala Paulo VI foi uma exceção neste mês de julho, em que há uma pausa nas atividades públicas do Papa. A audiência foi marcada por cantos, leituras e testemunhos, em que Francisco teve a oportunidade de ouvir as histórias de alguns dos peregrinos franceses.

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