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sábado, 19 de setembro de 2015

O Vaticano está hospedando uma família de refugiados sírios e já aguarda a chegada de outra

Bom SamaritanoNesta semana, o papa Francisco lançou mais um apelo para que asinstituições católicas recebam famílias de refugiados: “Cada paróquia, cada instituto religioso e cada mosteiro deveria acolher uma famíliaE, diante dos temores manifestados por grande parte dos europeus, observou: “Uma família dá mais garantias de segurança [do que um indivíduo sozinho], para evitar as infiltrações de outro tipo [de terroristas, no caso]”. O papa havia acabado de reconhecer que os riscos de infiltrações existem, mas reiterou o dever cristão de acolher e ajudar o necessitado, conforme o mandado de Cristo: “Se chega um refugiado, apesar de todas as precauções de segurança que devem ser tomadas, temos que lhe dar boas-vindas porque é um mandamento bíblico”.
O próprio Vaticano já deu o exemplo recebendo uma família de refugiados sírios. Eles estão abrigados na paróquia vaticana de Santa Ana. Trata-se de pai, mãe e dois filhos que fugiram do terror em Damasco e chegaram à Itália no mesmo domingo em que o Santo Padre tinha pedido a cada paróquia, comunidade religiosa e mosteiro para receber uma família de refugiados.

Os quatro sírios, que são cristãos greco-melquitas católicos do patriarcado de Antioquia, foram alojados num apartamento do Vaticano próximo da Praça de São Pedro. A solicitação de proteção internacional para a família já foi encaminhada à burocracia italiana.
Uma segunda família de refugiados será hospedada na outra paróquia do Vaticano, a de São Pedro, mas a Santa Sé não divulgou nenhuma informação sobre eles porque as formalidades legais ainda estão em andamento.
Antes da atual emergência humanitária, o Vaticano já mantinha uma longa tradição de ajuda aos migrantes e refugiadosmediante a atuação do Centro Astalli, gerido pelos jesuítas, e daEsmolaria Apostólica, a entidade responsável pela ação caritativa do Santo Padre, que auxilia diariamente famílias e indivíduos refugiados em vários centros de acolhimento na periferia de Roma.
O papa Francisco também determinou que a clínica móvel doada alguns anos atrás ao papa Bento XVI seja usada para a assistência aos refugiados. Os atendimentos são realizados por empregados do Vaticano e da Universidade Tor Vergata, além de membros da ONG Instituto de Solidariedade Médica. Entre os voluntários, há de médicos a guardas suíços da Santa Sé.
Quanto às generalizações simplistas sobre os refugiados como “gente perigosa” que não deve ser recebida pelos cristãos, vale reler a parábola do Bom Samaritano. É particularmente importante recordar o detalhe crucial desta parábola que Jesus conta a um doutor da lei: os personagens. Um sacerdote e um levita (membro 

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