O papa Francisco se encontrou nesta quarta-feira com os 457 bispos dos Estados Unidos na catedral de São Mateus Apóstolo, em Washington.
Num discurso extraordinariamente extenso em comparação com os que normalmente faz, o papa abordou questões como:
– as vítimas inocentes do aborto
– as crianças que morrem de fome ou por causa das guerras
– os imigrantes se morrem na tentativa de melhorar seu futuro
– os idosos e doentes que a cultura do descarte quer eliminar
– as vítimas do terrorismo, das guerras, da violência e do narcotráfico
– o anúncio do Evangelho da família
– o combate aos abusos sexuais contra menores
– o cuidado do meio ambiente
– o ministério pastoral dos bispos
– o diálogo, a misericórdia e o perdão em vez da rudeza para superar as divisões
– o acolhimento dos imigrantes.
ALGUNS DESTAQUES
Casos de abuso sexual contra menores: “Sei que esta ferida os fez sofrer muito nos últimos anos. Acompanhei de perto o seu esforço generoso para tratar das vítimas, sabendo que, quando as tratamos, tratamos também a nós mesmos. [Vamos] continuar trabalhando para que esses crimes não se repitam nunca mais”.
Irresponsabilidade do homem no cuidado da natureza:“Está sempre em jogo, nisso tudo, o dom de Deus. Somos seus administradores nobres, não seus donos. Não é lícito fugir dessas questões ou silenciá-las”.
Ministério pastoral: “A nossa maior alegria é ser pastores e nada mais que pastores, de coração indiviso e com entrega pessoal irreversível (…) Preservem esta alegria (…) A essência da nossa identidade nós temos que buscar na oração assídua, na pregação e no pastoreio (…) Que o rebanho sempre encontre no coração do pastor o tesouro de eternidade que é buscado ansiosamente e em vão nas coisas do mundo”.
Diálogo em vez de cisão: “Somos artífices da cultura do encontro: o diálogo é nosso método (…) A linguagem dura e belicosa da divisão não é própria do pastor, não tem direito à cidadania no seu coração e, apesar de que parece favorecer uma hegemonia aparente durante um certo tempo, somente a bondade e o amor, com a sua atração duradoura, é que são realmente convincentes”.
Misericórdia, perdão e reconciliação: “[Que o Ano Santo da Misericórdia] seja para todos uma oportunidade privilegiada de reforçar a comunhão, aperfeiçoar a unidade, reconciliar as diferenças, perdoar uns aos outros e superar todas as divisões”.
Acolhimento dos imigrantes: “A Igreja nos Estados Unidos conhece melhor do que ninguém as esperanças do coração dos imigrantes. Vocês sempre aprenderam o idioma deles, apoiaram a sua causa, assimilaram as suas contribuições, defenderam os seus direitos, incentivaram a sua busca de prosperidade, mantiveram a chama da fé deles acesa. Nenhuma instituição norte-americana, inclusive hoje em dia, faz mais pelos imigrantes do que as suas comunidades cristãs”.

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