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sábado, 1 de agosto de 2015

Começa amanhã em Viçosa a 17ª Romaria da Terra e 1ª Romaria das Águas do Ceará f

Cartaz Romaria CTP Correto-page-001 (2) (1)
“Bendita e louvada seja esta romaria,
“Bendito o povo que marcha tendo Cristo como guia”
           A Romaria é um momento forte de celebração das lutas dos povos e de denúncia de tudo aquilo que ameaça a vida dos seres humanos e da natureza em sua totalidade. É um momento de unidade entre filhas e filhos de Deus que em seus territórios vivenciam os maus tratos da sociedade capitalista, injusta e opressora, mas que se fortalece na comunhão com as muitas irmãs e irmãos que se colocam a caminho na construção do Reino de Jesus de Nazaré. É um espaço de fortalecimento das lutas trazidas por cada romeira e cada romeiro do chão onde vivem e fazem a vida acontecer, e buscar unificá-las, construindo um projeto comum de defesa e promoção da vida em todas as suas dimensões.
            Animados pelo espírito do Deus Criador, a igreja particular da diocese de Tianguá se prepara para acolher as romeiras e romeiros de todo o Ceará para juntos celebrar a 17° Romaria da Terra e 1° das Águas. A igreja caminhante estará reunida no dia 2 de agosto no território da histórica cidade de Viçosa do Ceará, distante 30 km da sede da diocese. Terra dos índios Tabajaras do ramo Tupi, Anacé, Arariu e Croatá do ramo Tapuya, tribo que ainda hoje lutam e resistem pela posse de suas terras no município de São Benedito. As demais aldeias foram expulsas de seus territórios por volta do século XVI em tentativas de colonização pelos portugueses. É neste chão de verdes matas, de clima úmido e semiárido e de biomas diversos que as romeiras/os se encontrarão para partilhar a vida que brota no território de cada uma/um.

            Com o tema: “TERRITÓRIO: POVO IRMÃO, TERRA E ÁGUA EM NOSSAS MÃOS”, a romaria quer expressar ainda uma utopia, no sentido de esperança, de movimento, de caminho, que vai se tornando “topia” no cotidiano de nossos povos em suas lutas e resistências. Expressa ainda um grito, um clamor de todos os povos que buscam, de muitas maneiras, permanecer em seus territórios ou retomarem os que lhes foram tomados.
            O cartaz traz para a roda elementos como o mapa da cidade que sedia a encontro, composto pelo rosto de um índio, uma negra, um camponês e um pescador, sujeitos que caracterizam a história do território ibiapabano, e uma linha tribal que é uma marca dos povos da terra.
                  Que a sensibilidade da caminhada rumo a grande celebração da Romaria da Terra e das Águas possa gerar em nós uma espiritualidade de cuidadoras/es dos bens naturais dados por Deus, (re)afirmando que eles não podem ser concentrados nas mãos de poucos, mas, antes precisam estar a serviço de toda a humanidade, a partir dos princípios do cuidado e da sustentabilidade.
                 Por Monaiane Sá – Comunicadora Popular da Cáritas/CE
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