Uma delegação de 12 pessoas partiu do
Haiti, para Roma, onde participou do encontro que no
Vaticano no sábado, 10 de janeiro, no quinto aniversário do terremoto
que devastou a nação em 12 de janeiro de 2010. Foi o que anunciou o
Presidente da Conferência Episcopal do Haiti (CEH), Card. Chibly
Langlois, Bispo de Les Cayes, que guia a delegação. “A comunhão da
Igreja: Memória e esperança para o Haiti, cinco anos depois do
terremoto” é o tema sobre o qual refletirão cerca de 200 pessoas: além
da delegação do Haiti, de fato, foram convidados os representantes dos
Dicastérios vaticanos, de algumas Conferências Episcopais, de
organizações de ajuda e cooperação, os superiores gerais de congregações
religiosas e os embaixadores junto à Santa Sé.
A iniciativa, segundo a nota enviada a
Fides pelo Haiti, fortemente encorajada pelo Papa Francisco, é
organizada pelo Pontifício Conselho “Cor Unum” e pela Pontifícia
Comissão para a América Latina. “Será – segundo as palavras do Cardeal –
a oportunidade de recordar o desastre que causou mais de 230.000
mortos, 300.000 feridos e 1,2 milhões de desabrigados”. O Card. Chibly
Langlois recorda na circunstância que um número de projetos
pós-terremoto já foi completado, e que atualmente a Igreja Católica tem
ainda cerca de 200 projetos a realizar.
Os que estão em andamento dizem respeito
a 70 igrejas, capelas ou escolas reconstruídas, e outros edifícios que
abrigam atividades de serviço administradas pela Igreja Católica. Esses
70 projetos em execução exigiram um custo de 58 milhões de dólares, dos
quais somente 32 eram precedentemente disponíveis, segundo o que afirma
Stephan Destin, o engenheiro responsável pela Unidade operativa para a
reconstrução. O Estado haitiano até agora não reconstruiu nenhum dos
edifícios públicos destruídos pelo terremoto.
A Igreja, a propósito, aguarda
ainda a ajuda estatal para a reconstrução efetuada ou iniciada dos
edifícios que oferecem um serviço público, como escolas e centros de
saúde. “Esperamos reforçar a comunhão eclesial com a Igrejas-irmãs”,
conclui o Card. Chibly Langlois, que auspicia também a nomeação, em cada
diocese haitiana, de uma pessoa competente e qualificada, encarregada
de acompanhar a reconstrução e a gestão das ajudas.
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