Por experiência própria, esse ano não farei plano algum para 2015. Na
verdade percebi que não tenho sido muito fiel para cumpri-los todos os
anos. Nada contra quem os faça, mas para mim não funcionou. Na verdade
funcionam, por um, dois no máximo três meses. Este ano vou pedir e
esperar. Este ano quero fazer como quando eu era criança: pedir ao invés
de dar, esperar ao invés de prometer e confiar cegamente que aquilo que
eu desejar chegará: mesmo que eu não mereça. Você pode até pensar que
eu seja cara de pau por me dirigir a Deus desta forma, e eu confirmo que
sou mesmo. Na verdade nada do que Ele possa me dar eu mereço. Eu
conheço o meu coração e Ele também e isso me basta, a Sua graça me
basta. Neste ano quero reconhecer minhas fraquezas e meus limites e
depender totalmente de Deus. Talvez esse seja o segredo: Deixar que Deus
trabalhe em cima das minhas fraquezas e não em cima das minhas
representações de fortaleza. Deus me fez assim, fraco e limitado para
que a excelência do poder seja unicamente Dele. Entenda que dentro de
nós sim, há um tesouro incomensurável e muitas vezes ainda não
explorado, como que, guardado em vasos de barros. Por isso, sabendo que o
único que pode estragar ou distorcer o trabalho de Deus, oro ao meu
Senhor, para que no próximo ano, eu não estrague os planos que Ele tem
para mim, que eu não seja obstáculo para o cumprimento da Sua santa
vontade, que é boa, prefeita e agradável. Que eu apenas confie e me
abandone nas mãos de Deus, para que Ela me molde e me faça tomar a forma
que o Senhor deseja que eu tenha. Não posso me esquecer de orar pedindo
para que eu me abandone em Maria também e aprenda com ela a ser um
cristão melhor, a seguir e a amar Jesus Cristo como só ela amou e
seguiu.
Como Maria, eu apenas digo sim. E como criança, fecho os olhos e estendo
as mãos e aguardo ansioso, por aquilo que é desejo de Deus me ofertar
neste novo ano.
Feliz Ano Novo!
"Meu Deus, ajudai-me a querer tudo o que quereis, a associar-me de coração a todos os vossos desígnios conhecidos e desconhecidos, a conformar-me com vossos menores desejos, a renunciar a toda coisa contrária às vossas vontades eternas." (Almas confiantes, Capítulo VII, Artigo III, nº5)

Nenhum comentário:
Postar um comentário