Guerrilheiros do ISIS invadiram a província cristã de Aleppo, no norte do país, e crucificaram nove homens em praça pública
O Observatório Sírio dos Direitos
Humanos vem divulgando constantemente os horrores da guerra na Síria.
Tendo se iniciado há mais de três anos, já resultou em 162 mil mortos e mais de nove milhões forçados a saírem de suas casas.
No embate entre as forças do governo e
os rebeldes, de duas facções islâmicas distintas, os cristãos foram
pegos no fogo cruzado e são o grupo que mais sofre nessa guerra. Quando
os rebeldes invadem as aldeias e cidades cristãs da Síria,
geralmente punem seus moradores por não servirem a Alá e por serem
aliados do governo do presidente Bashar al-Assad, que nunca perseguiu os
cristãos do país.
Os guerrilheiros do exército do Estado
Islâmico no Iraque e na Síria (ISIS), vem chamando atenção da mídia
internacional pelas demonstrações de crueldade nesta guerra. Seu
objetivo declarado é criar um estado islâmico em áreas sunitas do Iraque
e na Síria.
Em maio deste ano, os terroristas também
invadiram a cidade de Raqqa. Nos corpos de cristãos crucificados foram
colocadas faixas, com os dizeres: “Este homem lutou contra os muçulmanos”.
Desde o início deste ano, os cristãos de
Raqqa precisam pagar uma espécie de “imposto de proteção”. Os cultos
não muçulmanos foram proibidos, assim como o uso de símbolos religiosos
cristãos
No último final de semana, deram dois
sinais claros que as coisas estão saindo de controle novamente. Após as
eleições recentes, esperava-se que o ritmo da guerra diminuísse e a paz
fosse negociada.
Porém, foram divulgadas imagens da ação do ISIS na província cristã de Aleppo, no norte do país. Nove
homens foram crucificados em público. A acusação era de apostasia
(afastar-se da verdadeira fé muçulmana). Um deles, que não teve seu nome
divulgado, conseguiu sobreviver. Ele contou que foram torturados após os jihadistas invadirem sua aldeia, e condenados a pagar por sua falta de fé.
Os corpos dos demais homens ficaram na
praça principal da vila por três dias, como um sinal de força do ISIS.
No início do mês passado, foram divulgadas imagens de cristãos sendo
crucificados por soldados do ISIS na cidade de Raqqa.
Neste domingo (29), uma gravação
postada na internet anunciou para o mundo que os jihadistas do ISIS
estão restabelecendo o califado. Esse regime político, desaparecido há
um século, significa na prática que seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi,
agora é o califa, e portanto será o líder dos muçulmanos em todas as
partes do mundo.
Segundo o que essa organização
terrorista, que nasceu no seio da Al-Qaeda, tem divulgado, pretendem
instituir um regime fundamentalista islâmico em todo o Oriente Médio e
norte da África. Isso pode ser visto como uma declaração de guerra a
Israel, a quem eles prometeram aniquilar. Também pode ser encarado como
uma ameaça real a todos os cristãos que vivem nessas áreas.
Fonte: Telegraph, Yahoo e G. Prime
Outra fonte da mesma notícia confirma as mortes mas dá a entender que os mortos não são cristãos mas muçulmanos. Veja!
http://edition.cnn.com/2014/05/01/world/meast/syria-bodies-crucifixions/index.html
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