Quem julga o irmão é hipócrita, usurpa um lugar e um papel que não
lhe compete e é um perdedor, porque terminará sendo vítima de sua
própria falta de misericórdia. Depois de ler o trecho do Evangelho de
Mateus sobre o cisco e a trave no olho, o Papa disse que “a pessoa que
julga erra, se confunde e é derrotada, porque assume o papel de Deus,
que é o único juiz”.
“Fica tão obcecada pela pessoa que quer julgar que o seu cisco não o
deixa dormir, e não percebe a trave que tem em si. Confunde, acredita
que a trave seja o cisco. Quem julga acaba mal porque a mesma medida
será usada para julgá-la. O juiz que toma o lugar de Deus aposta em uma
derrota: é soberbo e será julgado com a mesma medida com a qual julga”.
“Jesus, diante do Pai, nunca acusa! Ao contrário, defende! É o
primeiro paráclito. Depois, nos envia o segundo, que é o Espírito.
Diante do Pai, ele nos defende das acusações, que na Bíblia, é o demônio
satanás. Jesus julgará, sim: no fim do mundo; mas neste meio tempo,
intercede, defende…”
Concluindo, quem julga – afirmou o Papa – “é um imitador do príncipe
deste mundo, vai sempre atrás das pessoas para acusá-las diante do Pai”.
“Que o Senhor – concluiu – nos dê a graça de imitar Jesus defensor,
advogado nosso e dos outros, e de não imitar o outro, que quer nos
destruir”:
“Se quisermos percorrer o caminho de Jesus, temos que defender os
outros diante do Pai. Rezar por ele. Lembremo-nos disso, nos fará bem na
vida de todos os dias, quando ficamos com vontade de julgar os outros
ou de falar mal, que é uma forma de julgar”.
Fonte: Rádio Vaticano
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