© JEFFREY BRUNOALETEIA
O Papa Francisco
pediu hoje que os cristãos não coloquem impedimentos à ação de Deus,
especialmente quando Ele nos faz ver o caminho a ser seguido.
“Quem somos nós para fechar as portas” ao Espírito Santo? – perguntou o Papa na homilia da Missa na Casa Santa Marta.
Francisco comentava a primeira leitura, dos Atos dos Apóstolos, que
fala da extensão do cristianismo aos pagãos (que não eram de origem
judaica). O Espírito Santo – sublinhou o Papa – faz a Igreja avançar
“para além dos limites, sempre mais além”.
O Espírito sopra onde
quer, mas uma das tentações mais frequentes de quem tem fé é
bloquear-lhe o caminho e pilotá-lo numa direção ou noutra. Uma tentação
que surgiu já nos inícios da Igreja, como mostra a experiência vivida
por Pedro na passagem dos Atos proposta hoje pela liturgia.
Uma comunidade de pagãos acolhe o anúncio do Evangelho, e Pedro é testemunha ocular da descida do Espírito Santo sobre
eles. Antes, hesitara em ter contato com o que sempre tinha considerado
“impuro”. Depois, sofreu duras críticas da parte dos cristãos de
Jerusalém, escandalizados pelo fato de ele ter comido com gente “não
circuncidada”. Um momento de crise interna.
Pedro compreende o
erro quando uma visão o ilumina sobre uma verdade fundamental: o que foi
purificado por Deus ninguém o pode classificar de “profano”. E ao
narrar estes fatos à multidão que o critica, o Apóstolo – recorda o Papa
Francisco – tranquiliza todos com esta afirmação: “Se portanto Deus
lhes deu o mesmo dom que a nós, por terem acreditado no Senhor Jesus
Cristo, quem sou eu para pôr impedimento a Deus?”
"Quando o
Senhor nos faz ver o caminho, quem somos nós para dizer: 'Não, senhor,
não é prudente! Não, façamos assim’ ... E Pedro naquela primeira diocese
- a primeira diocese foi Antioquia - toma esta decisão: ‘Quem sou eu
para pôr impedimentos?’. Uma ótima palavra para os
bispos, os sacerdotes e também para os cristãos. Mas quem somos nós para
fechar portas? Na Igreja primitiva, e mesmo hoje, existe aquele
ministério do Ostiário. E o que fazia o Ostiário? Abria a porta, recebia
a gente, fazia-as passar. Mas nunca foi o ministério de quem fecha a
porta, nunca".
Ainda hoje, repete o Papa Francisco, Deus deixou a
liderança da Igreja "nas mãos do Espírito Santo". "O Espírito Santo -
continua ele - é aquele que, como disse Jesus, nos vai ensinar tudo" e
"nos ajudará a recordar o que Jesus nos ensinou".
"O Espírito Santo
é a presença viva de Deus na Igreja. é ele que conduz a Igreja, que faz
caminhar a Igreja. Sempre mais, para além dos limites, mais em frente. O
Espírito Santo com os seus dons guia a Igreja. Não se pode compreender a
Igreja de Jesus sem este Paráclito, que o Senhor nos envia para isso. E
faz estas opções impensáveis, mas impensáveis! Para usar uma palavra de
São João XXIII: é mesmo o Espírito Santo que atualiza a Igreja: na
verdade, ele a atualiza e a faz caminhar para frente. E nós cristãos
devemos pedir ao Senhor a graça da docilidade ao Espírito Santo. A
docilidade a este Espírito, que nos fala no coração, nos fala nas
circunstâncias da vida, nos fala na vida eclesial, nas comunidades
cristãs, nos fala sempre".
(Rádio Vaticano)
Um comentário:
Ótimo post!!!
Nossa Senhora de Fátima, Rogai por nós!
http://botefeamor.blogspot.com.br/
Abraços fraternos
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