Santa Gianna Beretta Molla, esposa, mãe e médica, ofertou sua vida para salar a quarta filha
A intervenção cirúrgica
Aconteceu a operação. Tiraram a massa de fibroma sem dano na cavidade uterina. Os médicos esperavam um aborto espontâneo que pudesse salvar a vida da paciente, mas Gianna Beretta Molla conseguiu levar adiante por outros sete meses a gravidez. A intervenção cirúrgica e a confiança em Nossa Senhora, de fato, proporcionaram a esperança de que o bebê nasceria. Foi um período intenso de sofrimento. Gianna pediu muito aos seus filhos e aos amigos que rezassem por ela, enquanto as preocupações mais profundas permaneciam na intimidade. “Nos meses sucessivos - escreveu o marido - quanto sofreu sem nenhum lamento! Quanto rezou para que o bebê nascesse saudável, normal, fosse salva a vida dele e a sua vida. Foi a plena confiança na Providência do Senhor, a certeza na eficácia da oração e o seu abandono na vontade do Senhor, a dar-lhe forças e sustento naquela longa e preocupada espera”. Rezou, Gianna Beretta Molla, para conservar a vida do bebê e também a sua, porque queria continuar a viver.
O mistério da dor
Chegado o momento, os médicos tentaram um parto natural, não conseguindo procederam com a cesárea. Gianna Beretta Mola exprimiu com clareza a sua vontade: “Se precisarem decidir entre eu e o bebê, nenhuma hesitação: escolham - exigiu - o bebê. Salvem-no”. No dia 20 de abril de 1962, uma Sexta-feira Santa, nasceu uma menina: Gianna Emanuela, chamada por todos como Giannina. “A olhei com um olhar - disse o marido - em silêncio. Ela manteve a bebê próxima com uma ternura indescritível. A acariciou levemente, sem dizer uma palavra”. Depois de um curto, intenso e fugaz momento de alegria, começa a veloz descida de Gianna Beretta Molla. Dores intensas, subiu a temperatura corpórea por uma improvisada peritonite séptica. Os médicos tentaram de tudo, mas foi inútil. Gianna chama sua mãe, pois se preocupava com seus filhos; isolaram-na no hospital, confiou tudo ao marido até que entrou definitivamente em coma. O marido a levou para casa, onde na manhã seguinte, dia 28 de abril de 1962, morreu, aos 39 anos de idade. Suas últimas palavras foram “Jesus, te amo!”.
Confiança na Providência
Não se improvisa uma morte assim heróica se não se teve uma vida cotidianamente vivida na simplicidade da fé, na alegria de se formar uma família, de desfrutar de todas as belezas que Deus nos dá: “Nunca notei - disse o marido - que vivia ao lado de uma santa. Amava a sua família, sua profissão de médica, sua casa, a música, a montanha, as flores, a moda. Todas as coisas belas que Deus nos deu. Sempre me pareceu uma moça muito normal”. Mas a santidade, como será provada no processo de beatificação e canonização, é feita do aderir a vontade de Deus, o plano que tem sobre cada um de nós, no crer que atrás de cada evento existe o amor de um Pai. Gianna acreditou no amor de Deus, compreendeu que ter uma família era a sua vocação e viveu, consequentemente, doando-se com grande amor aos filhos e ao marido.
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