Afirma que não tinha medo de morrer porque seu pensamento estava em Deus e se perdesse a vida, o faria em sua companhia.
No dia 21 de dezembro de 2012,
Alvarenga, junto com Ezekiel, seu companheiro de expedição de apenas 15
anos, que morreu aos quatro meses do naufrágio, saíram do México em uma
embarcação de sete metros para pescar tubarões. Nesse mesmo dia o motor
deixou de funcionar e ficaram à deriva.
Após 13 meses tentando sobreviver, sua
embarcação foi arrastada para um recife perto ao atol Ebon nas Ilhas
Marshall. O pescador relatou às autoridades do lugar como tinha sido sua
travessia antes de ser levado para Majuro, a capital da ilha.
Alvarenga assinalou ao jornal The
Telegraph que “não sabia a hora nem o dia, nem a data. Eu só sabia do
sol e da noite… nunca vi a terra, só oceano puro e muito calmo, tiveram
dois dias de ondas grandes”.
Disse também que quando Ezekiel morreu,
“durante quatro dias, eu queria suicidar-me” e começou a rezar
constantemente ao Senhor: “Eu tinha a minha mente em Deus. Se tivesse
que morrer, teria estado em companhia de Deus, por isso não tive medo”.
Quando a embarcação foi arrastada para a
terra “chorei, Oh Deus bendito”. Pulou do bote e começou a nadar.
Chegando a terra não pôde mais e caiu rendido. Quando acordou escutou um
galo, galinhas e viu uma casa: “vi duas mulheres nativas gritando e
gritando. Eu não tinha nada de roupa, só estava em minha roupa interior e
estava destroçada”.
Os habitantes da ilha não podiam
entender o que Alvarenga dizia, porque ele só fala espanhol, mas o
salvadorenho logo foi capaz de caminhar apesar dos seus tornozelos
inchados e manifestou que tinha fome de pão já que seus pais são
padeiros em El Salvador.
Ele tem uma filha de 10 anos que mora no seu país natal. Alvarenga trabalhava como pescador de tubarões e camarões no
México há 15 anos.
México há 15 anos.
Agora as autoridades locais junto à Embaixada dos Estados Unidos, estão tentando localizar a sua família para repatriá-lo.
Fonte: ACI Digital
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