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Intenções de oração do Papa para este mês
Francisco reza pelo desenvolvimento econômico autêntico e pela unidade dos cristãos
INTENÇÃO DO MÊS - Janeiro 2014
Universal
Desenvolvimento econômico: Para que seja promovido um autêntico
desenvolvimento econômico, respeitoso da dignidade de todas as pessoas e
de todos os povos.
Pela Evangelização
Unidade dos cristãos: Para que os cristãos das diversas confissões caminhem em direcção à unidade desejada por Cristo.
* * *
COMENTÁRIO
Por António Coelho, s.j.
Um desenvolvimento econômico autêntico
A razão fundamental da crise mundial actual está, sem dúvida, na relação
que se estabeleceu com o dinheiro, aceitando o seu domínio sobre as
pessoas e as sociedades, passando de instrumento a finalidade. Ora, o
dinheiro deve servir e não governar e ser posto ao serviço de todos os
homens.
Esta relação esquece que aquilo que deve estar em primeiro lugar é a
pessoa humana e a sua dignidade. Quando isto não é tido em conta,
desaparece a ética e sem esta todas as medidas passam a ser permitidas,
seja em prejuízo de quem for. Assim, a crise financeira acontece porque
existe uma profunda crise antropológica, que pretende reduzir o homem a
uma única das suas necessidades: o consumo.
Verifica-se, hoje em dia, uma autêntica ditadura da economia, sem um
rosto e um objectivo verdadeiramente humano, em que a moral está
ausente, porque ela obrigaria a uma mudança de atitude daqueles que
detêm o poder do dinheiro.
Os problemas da actual crise acontecem também porque não existe a
solidariedade e por isso, enquanto uns enriquecem cada vez mais, os
outros, a maioria, ficam cada vez mais pobres. Dito de outro modo, os
avanços que se verificam no mundo não são para todos, mas acabam por ser
para uma minoria, por uma injusta distribuição dos bens.
Para que as coisas se alterem, impõe-se uma mudança radical, por parte
dos políticos e dos que detêm o poder financeiro, dentro de uma
autêntica fraternidade, atendendo ao bem comum e não aos próprios
interesses egoístas.
Rezemos, de um modo especial neste mês, para que todos aqueles que
trabalham pelo desenvolvimento económico dos países tenham em conta, em
primeiro lugar, a pessoa humana e para que a todos chegue a ajuda
necessária. Rezemos também para que o Senhor abra o coração de todos, de
maneira que colaborem, honesta e solidariamente, para o desenvolvimento
económico humano em todos os países.
Intenção pela Evangelização
Rumo à unidade
Celebra-se neste mês, do dia 18 ao dia 25, o Oitavário pela Unidade dos
Cristãos. Daqui a razão da Intenção pela Evangelização, proposta pelo
Papa.
Cristo veio ao mundo para unir o género humano e para isso ofereceu a
própria vida. E nós, os cristãos, que recebemos este nome de Cristo,
continuamos desunidos e não vivemos em comunhão total, como deveria
acontecer. A nossa divisão é um escândalo, sobretudo para aqueles que
não acreditam em Deus nem em Cristo, e constitui um impedimento para a
evangelização e um obstáculo para o testemunho que devíamos dar de
Cristo e do Evangelho.
Cristo, que sabia que iria haver esta desunião, rogou com insistência ao
Pai pela unidade, para que todos fôssemos um como Ele é com o Pai (cf.
Jo 17, 21). Cristo desejava que todos vivêssemos em unidade, apesar da
diversidade de origem, de costumes e de culturas e cores. Mas, apesar
deste desejo ardente de Cristo, desde muito cedo apareceram as divisões
dentro das comunidades e mais tarde entre as diversas Igrejas, gerando
grandes divisões internas. Os cismas nasceram dentro das Igrejas,
levando a um afastamento mútuo.
Por isso, a unidade desejada por Cristo ainda está longe de ser
alcançada, apesar dos progressos que tem havido, sobretudo a partir do
Concílio Vaticano II. Mas o problema tem-se agravado nalgum sentido pelo
surgimento de novos conflitos, provocados por algumas das partes.
Tudo isto mostra que a unidade não pode ser alcançada por nós, embora
Deus peça a nossa colaboração. A comunhão entre os cristãos é um dom do
Espírito Santo. Quanto mais nos aproximarmos da Santíssima Trindade pela
oração, mais nos aproximaremos uns dos outros e nos reconheceremos como
filhos do mesmo Pai, que é o único que nos pode unir. Rezemos sempre,
mas sobretudo este mês, para que a unidade entre os cristãos seja uma
realidade, se não doutrinal, sempre difícil, pelo menos aquela que se
traduz em amizade, compreensão mútua, colaboração e entreajuda.
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