Assim que me ajoelhei na Catedral de São
Pedro na Missa Diária, meu coração se esforçou para saber o que Deus
queria que eu fizesse. O ano passado abriu meus olhos para a beleza da
Missa e para a verdade da Fé Católica, mas eu não poderia me tornar
católico. Como eu poderia desistir do que eu tinha trabalhado tão para
realizar? Agora que eu fui bem sucedido no que eu sempre quis fazer, não
seria tolice caminhar longe de tudo? O que aconteceria se minha esposa
não fosse ou não pudesse me seguir em minha jornada espiritual? Deveria
eu por meu casamento em risco ou por nossos filhos em confusão? Eu
simplesmente não sabia o que fazer ou onde eu estava indo em minha vida.
Naquele dia a missa foi a
mesma que eu tinha ido conhecer no ano passado. O que parecia esquisito
e estranho era agora precioso e convidativo. Tão convidativo foi o que
senti como se um imã gigante me puxasse para algo maior que eu mesmo.
Quando chegamos ao Rito da Comunhão, o padre levantou a hóstia para
todos verem e disse estas palavras: “Felizes os convidados para a Ceia
do Senhor, eis o cordeiro de Deus que tira o todo pecado do mundo!”.
Como muitas vezes
tinha visto esta hóstia antes! E como muitas vezes eu tinha acreditado
naquelas palavras em minha alma! Mas hoje foi diferente.
Assim que olhei para hóstia nas mãos do padre, as palavras brotaram da
minha alma alcançando meus lábios. Com um pequeno sussurro eu disse a
mim mesmo: “Eu realmente acredito nisso. Isto é realmente o Filho de
Deus, o Cordeiro do sacrifício que levou os meus pecados.” Com um novo e
profundo sentido eu disse com a congregação: “Senhor eu não sou digno
de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra e eu serei
salvo.” Assim que deixei a
igreja de São Pedro em Jackson, no Mississípi naquele dia, eu
soube profundamente em meu coração que algum dia tinha me tornado
católico.
Aquele dia foi um auge e
um começo. Eu tinha estudado a Eucaristia intensamente por dois anos.
Eu cheguei a acreditar que Cristo tinha intenção em suas palavras, “Isto
é o Meu Corpo” ser levado a sério e sabia que a fé cristã não foi uma
teoria acadêmica, isso deve ser seguido com todo o vigor.
Desde 1988 ensinava num seminário presbiteriano.
Dez anos antes eu tinha sido ordenado ministro presbiteriano após
completar o colégio e o seminário durante aqueles dez anos, minha esposa
e eu fomos recipientes de três maravilhosos presentes: Rebekar, Colin e
Rachel. Naqueles mesmos anos tinham-nos visto comovidos assim que me
tornei pastor de duas igrejas, uma na Flórida e outra em Indiana. Meu
maior trabalho mais intenso naquele período, porém obtive o grau do
doutorado em lingüística. Além de pós graduado. Meu pastor de infância é
quem foi meu reitor do seminário presbiteriano, chamou-me e perguntou
se eu tinha algum interesse em ensinar linguagem bíblica e literatura em
sua faculdade de teologia. Assim pegamos nossas coisas em agosto de
1988. Eu fiquei convencido de que eu estava a ponto de fazer o que eu
sempre quis em toda a minha vida. Eu quis ensinar aos jovens e moças que
estavam preparando para várias formas de ministérios na tradição
presbiteriana. Se tornar católico era a coisa que estava mais longe da minha mente.
Eu nasci e criado em
Tampa, Flórida, o terceiro de quatro filhos. Meus pais nos criaram na
Igreja Presbiteriana e estive ativamente envolvido em nosso vibrante
grupo de jovens durante a minha adolescência. No meu ultimo ano do
colégio eu tive uma genuína experiência de conversão. Daquele tempo em
diante eu estava determinado a me tornar ministro presbiteriano apesar
de minha tendência intelectual sempre sugeriu um chamado acadêmico como
teólogo. Eu assumi aquela minha inclinação próxima e o dom de aprender
línguas foi uma confirmação clara daquele chamado desde que soube que
teólogos tinham que ser familiarizado com linguagens antigas. Por dois
anos eu freqüentei o Convenant Colllege, uma experiência que aprofundou a
minha vida espiritual consideravelmente. Eu fui cercado de cristãos
devotos que conheciam bem a bíblia. Todos os meus professores me
encorajaram no meu movimento a respeito da teologia. Mais
importantemente, eu conheci minha esposa de 28 anos no primeiro dia de
nossa iniciação de calouros. Não levou muito tempo para eu me apaixonar
por Sharon Canfield e sua família.
Após estarmos separados
nos últimos dois anos de nossa carreira no colégio. Sharon e eu nos
casamos em 21 de dezembro de 1974 na maior igreja presbiteriana da
Flórida, com o mais alto coral da Igreja Presbiteriana. Durante os anos
decorrentes, Sharon provaria ser tão bonita por dentro quanto ela foi
por fora. Como todo casal nós tínhamos nossos momentos, mas sua
fidelidade, sua personalidade calma, sua tendência amorosa provou ser a
quieta origem da força que eu estava desesperadamente precisando tanto.
Assim que eu olho para
trás no agora, ela foi de longe a melhor esposa para mim do que eu fui
um marido para ela. Nas maneiras que eu não pude então articular. Eu
estava provido com um exemplo de fidelidade que me ensinou quase
imperceptivelmente como seguir a Cristo. Durante o tempo de meu
ministério pastoral, Sharon me deu livremente de seu tempo e se esforçou
em apoiar em seguir com meu trabalho. Muitas pessoas que teriam por
outro lado perdido para minha influencia venceram pela sua gentileza e
maneira de amar. E ela esteve feliz quando nos mudamos para Mississippi
em 1988 porque ela sabia que ensinar em educação colegial era o que eu
sempre quis fazer.
Um coração católico e uma cabeça protestante
Durante aqueles anos de
ministério pastoral (1978-1988), dois eventos importantes eventos no
qual seria prenúncio da minha futura jornada à Igreja Católica. O
primeiro foi um sermão que eu preguei na Igreja Presbiteriana da
Esperança em Bradenton, Flórida. Um domingo eu estava pregando o Salmo
100 e eu focalizei nas palavras do verso quarto: “Entrai cantando sob
seus pórticos, vinde aos seus átrios com cânticos; glorificai-O e
Bendizei o Seu nome,” Desde que eu almejei pela minha congregação para
entender a verdadeira natureza da adoração cristã, eu pedi a eles para
fecharem seus olhos e imaginarem-se no céu com Deus. Lá eles
encontrariam um grande número de anjos. E lá eles se juntariam com todos
os santos, os cristãos das gerações passadas que serviram a Deus
fielmente.
Lá eles ouviriam
incessante canções que louvavam o Rei dos reis e Senhor dos senhores.
Então eu pedi que imaginassem o telhado de nossa pequena igreja abrindo e
esta celestial multidão de anjos e santos descendo em nosso meio. Esta
união do céu e da terra, eu disse a eles, era a essência da adoração
cristã. Nesse tempo eu não tinha ideia de que isso entendia o
que a Igreja Católica ensinava na Missa. Eu achava que a única maneira
para nós cristãos de experiênciar esse tipo de adoração era senti-la
dentro de nossos corações.
O segundo evento foi uma
conversa que tomou lugar por volta de 1986. Um casal de católicos tinha
visitado a nossa igreja presbiteriana em Bloomington, Indiana por algum
tempo. Eu acho que eles gostaram meu ensino bíblico tão bem quanto à
amizade que minha esposa desenvolveu com a mulher. Quando os visitei em
seu lar uma noite, eles me disseram que eram católicos e que eles
estavam indo à missa toda semana, assim como assistiam nosso serviço de
adoração. Quando eu ouvi isso, eu respondi a eles que nós presbiterianos
éramos católicos também. Eles ficaram confusos. Eu continuei explicando
que no coração de um protestante reformado estava a questão, “quem eram
os verdadeiros católicos”? Eu disse a eles que eu não rejeitei o título
“católico” ao todo. De fato eu disse a eles que foram os católicos
romanos que se separaram da antiga fé católica. Eu dei a eles a versão da historia
que aprendi no seminário. O propósito da reforma não foi romper com a
igreja, mas trazer de volta seu original propósito de pregar o
evangelho. Os primeiros séculos da cristandade eram mais do gosto das
igrejas evangélicas modernas do que as igrejas católicas romanas
modernas, eu insisti. Se eles queriam ser verdadeiros católicos, eles
deviam se tornar presbiterianos. Isso foi o que São Paulo e os outros
apóstolos tinham ensinado. Calvinista como um proeminente presbiteriano
eu pus que foi a cristandade que veio por si próprio. Eu sinceramente
acreditava que estava seguindo os passos de São Paulo na linha dos
crentes na primitiva igreja como Santo Agostinho. Eu não desprezei a
história da igreja; eu honrava. Somente mais tarde eu viria compreender
que o que eu honrava era uma versão protestante daquela história. No meu
coração, eu queria ser um verdadeiro católico, mas a minha crença na
minha cabeça não me permitia.
Explorando a eucaristia
Por volta de 1990 eu
comecei a ensinar um curso no Seminário Teológico Reformado chamado
“exegese bíblica avançada” no qual eu era livre para organizar de
qualquer forma que eu escolhesse. Desde que os sacramentos tipicamente
celebrados em um menor papel nas igrejas presbiterianas, eu queria que
meus alunos tivessem uma profunda apreciação pela Ceia do Senhor, nome
usado na Eucaristia pelas tradições protestantes. Minhas intenções
originais não tinham nada a ver em me tornar católico.
Simplesmente queria explorar os fundamentos históricos e bíblicos deste
sacramento. Durante esse curso, eu e meus alunos traduzimos relevantes
porções das Escrituras do Grego e Hebraico. Nós lemos a história da
doutrina cristã sobre este sacramento. Começamos com os Pais da Igreja
primitiva como Inácio de Antioquia e Justino Mártir. Lemos os teólogos
medievais como Tomás de Aquino e Boaventura. Lemos os luteranos, os
calvinistas e os modernos católicos romanos. O ultimo documento
histórico que lemos foi a encíclica sobre a Eucaristia do Papa Paulo VI
intitulada Mysterium Fidei. O efeito desta pesquisa e ensino foi
inesperado.
Eu entrei na profunda
história da instituição das passagens nos Evangelhos (Mt 26, Mc 14 e Lc
22). Eu concluí que era impossível rejeitar a idéia do Sacrifício da
Eucaristia. Eu sabia que a tradição reformada tinha rejeitado a
missa como o verdadeiro sacrifício porque viu que a missa como
competição com o único sacrifício de Cristo no Calvário. Além
disso, cheguei a ver que Paulo queria dizer sobre o culto cristão ser
sacrifical quando ele disse em I Cor. 10, 14-16: “Portanto caríssimos
fugi da idolatria. Falo como a pessoas sensatas; julgai vós mesmos o que
digo. O cálice de benção, que benzemos, não é a comunhão com o sangue
de Cristo? E o pão, que partimos, não é a comunhão com o corpo de
Cristo?” Este texto era o contexto de Paulo falando sobre comer a
refeição sacrificada nos templos pagãos. Sua exortação não é para
participar daquelas refeições que foram baseadas na refeição
eucarística. É como se Paulo estivesse dizendo que nós cristãos
tivéssemos nossa própria refeição sacrifical. Eu perguntei a mim
mesmo como minha própria tradição reformada poderia rejeitar a
associação do sacrifício com a eucaristia se estava profundamente
implícito nos textos bíblicos. O que me impressionava
especialmente era como os antigos documentos cristãos disponíveis da
eucaristia ensinavam do que a Igreja Católica ensina hoje. Como eu
traduzi os capítulos 9 e 14 da Didaquê para meus alunos, eu vi o autor
unindo a Eucaristia para orar pela unidade cristã: “Como este pão
partido foi partido sobre as montanhas e reuniu em um, então deixe sua
igreja ser reunida nos quatro cantos da terra para o seu Reino.” A
analogia entre o trigo partido em um e o povo de Deus no Seu eterno
Reino para mim que a antiga prática cristã da Eucaristia envolvia o
desejo da unidade. Desde meus dias no colégio, eu ficava incomodado pela
desunião e discordância entre meus amigos protestantes. Na leitura de
João 17, eu sabia que Jesus queria Seu povo sendo um em comunhão com o
Pai. Mas os cristãos estavam tão divididos; acreditando em diferentes
doutrinas, cultuando de modos diferentes, defendendo diferentes posições
morais. Algo tinha que estar errado.
A Didaquê também pegou
minha atenção em outra consideração. É comum entre evangélicos hoje
permitir que qualquer um que professa ser cristão, receber a comunhão
mesmo apesar que aquela pessoa não é um membro que serve a igreja. No 9°
capítulo o autor diz: “Deixar somente aqueles que são batizados em nome
do Senhor comer ou beber da Sua Eucaristia.” Daí era uma única igreja
real nesse tempo, isso significa com efeito que os líderes da Igreja
tinham a obrigação de assegurar que os comunicantes eram membros daquela
única e verdadeira Igreja. Este tipo de cuidado pastoral, outrora na
comum corrente principal das Igrejas protestantes, é agora quase que
totalmente ausente. A fenda entre o contemporâneo evangelicalismo e o
antigo cristianismo era de impressionar a mim mais e mais.
Neste ponto, em minha
jornada de diferentes aspectos da fé cristã estavam começando a vir
junto no conjunto coerente. Primeiro, eu comecei a imaginar que meu
desejo de se tornar um verdadeiro católico não estava sendo preenchido
minha experiência como evangélico americano nem mesmo na minha herança
reformada. O que eu tinha expressado naquele casal católico em 1986
voltou a me assombrar. Se meu desejo em seguir a antiga Fé
Católica poderia ser encontrada dentro do limite do presbiterianismo,
então por que a tradição reformada rejeitou a natureza sacrifical da
Eucaristia que estavam implícitos nos textos bíblicos que eu estava
estudando? E por que os antigos documentos cristãos tais como a
Didaquê e Inácio de Antioquia parece ter visão da Eucaristia que estava
mais perto do Catolicismo Romano do que a minha herança reformada? Por
exemplo, como poderia Santo Inácio de Antioquia dizer: “A Eucaristia é a
carne de Nosso Salvador Jesus Cristo no qual sofreu por nossos pecados e
no qual o Pai em Sua bondade o ressuscitou?” Eu estava começando a
duvidar que meu entendimento da história do cristianismo antigo estava
correto.
A segunda questão elevou a cabeça novamente. Eu comecei a ver que a unidade cristã estava intimamente ligada à Eucaristia.
Em I Cor. 10, 16, Paulo perguntou aquelas duas questões retóricas que
eu citei anteriormente (“O cálice de benção, que benzemos, não é a
comunhão com o sangue de Cristo? E o pão, que partimos, não é a comunhão
com o corpo de Cristo?”). Ele vai ao verso 17 dizer: “Porque nós, sendo
muitos, somos um só pão e um só corpo: porque todos participamos do
mesmo pão.” Aqui Paulo parece ensinar que é a Eucaristia que produz
unidade entre os crentes. Isto foi relativamente um novo conceito pra
mim porém me fez recordar o sermão que eu preguei anos atrás. Se o culto
cristão foi a união do céu e da terra, e se a Eucaristia era o
verdadeiro centro do culto cristão, contido na Didaquê, então isto
significa que não poderia haver unidade sem a Eucaristia. Além disso, a
união que estes cristãos primitivos expuseram não era sentimento geral
de amar um ao outro, mas um sacramento e uma unidade Organizacional.
Isso parecia confirmar
por Sto. Inácio de Antioquia que disse várias vezes em suas cartas que
uma Eucaristia poderia ser somente válida se tiver a união com um bispo.
Falando para aqueles que abraçaram os ensinamentos heréticos, Inácio
incluiu suas visões da Eucaristia. Ele falou do “Julgamento daqueles que
não acreditam no Sangue de Cristo”. Seus pecados foram duplicados: A
Cisma e a Heresia.
Eles abstém da
Eucaristia e do tempo de oração porque eles não confessam que a
Eucaristia é a Carne de Nosso Salvador Jesus Cristo no qual sofreu por
nossos pecados e no qual o Pai em Sua bondade O Ressuscitou. Aqueles que
se opuserem ao Dom de Deus com suas disputas morrerão. (Carta aos
Esmirnenses 7, 1).
Estes líderes cristãos
primitivos não diminuíam as palavras. Inácio se tinha uma antiga crença
na Real Presença de Cristo. Se os antigos documentos cristãos
testemunharam crer na presença real, eu raciocinei, como poderia minha
tradição presbiteriana realmente representa a antiga crença cristã?
Chegando a acreditar na real presença corporal de Cristo me fazer outra
pergunta. Onde eu posso encontrar esta Eucaristia? Poderia ser
encontrada na Igreja Presbiteriana ou era encontrada em outra igreja?
Onde pode ser encontrada uma Eucaristia Válida?
Durante o ano quando
assistia missa católica quase que diariamente – antes daquele dia da
epifania que eu descrevi anteriormente – eu estava procurando por uma
resposta para esta questão. Que igreja tem a Eucaristia válida?
Todas? Se somente algumas quais? E como eu reconheço a Eucaristia
válida daquela que não é? No inicio dos meus estudos eu queria saber que
igrejas diferentes ensinavam sobre o sacramento, mas agora eu queria
saber qual dessas igrejas tem essa presença real não importa qual seja
se acreditavam ou não. Crendo que tinham a presença real, não
significava que realmente criam. Eu raciocinei, completamente natural,
que aquelas igrejas no qual não tinham o que ensinar da presença real do
corpo de Cristo provavelmente por não ter.
Como sabemos qual que
seja a igreja que tenha dado a Eucaristia valida ou não? Essa foi a
pergunta que agora bate dentro da minha cabeça. Dos meus estudos
eu sabia que somente três de quatro igrejas acreditavam na presença
real do corpo de Cristo: Os Luteranos, os Anglicanos, os Ortodoxos e os
Católicos. Desses quatro a que mais tinha a objeção na minha
comunidade Presbiteriana eram os católicos. Eu não podia me tornar um
luterano porque excluiria a minha agora crença reformada. Assim as
tradições católicas e ortodoxas estavam fora de questão, somente uma
opção permaneceu. Durante o ano em que assistia a missa católica, eu
também assistia a Eucaristia da Igreja Anglicana Tradicional toda
sexta-feira. Eu fui fortemente tentado a me tornar um anglicano,
especialmente quando o pastor dessa igreja sugeriu que eu me tornasse um
pastor anglicano sem muita dificuldade. Nos dias de festas especiais
como a Semana Santa, eu levei minha família para a Catedral Episcopal no
centro de Jackson, Mississippi onde eu achei a liturgia que me atraia
muito mais. Tão forte foi este empurrão que um dia tive uma conversa com
o presidente do meu seminário que tinha pego o vento das minhas
peregrinações e me pediu para conversar. Assim ele pôde ver minha
inclinação em direção à liturgia da “igreja do alto”. Eu perguntei a ela
francamente se haveria algum problema em me tornar um ministro
episcopaliano ele graciosamente sugeriu o anglicanismo evangélico não
seria problema. Aqui estava a resposta para o meu dilema eu podia
continuar o ensino que eu amava e ser um ministro numa igreja com uma
liturgia linda.
Porém velhas perguntas
ainda me atormentavam. Enquanto eu sentia o encanto da linda liturgia,
eu sabia que a questão da eucaristia válida era questão principal. Assim
eu comecei a ver em muitos outros cumprimentos, eu vi que os cristãos
primitivos brigavam com esta simples questão. Inácio de Antioquia
testemunha novamente para este problema:
“Preocupai-vos em
participar de uma só Eucaristia. De fato há uma única carne de nosso
Senhor Jesus Cristo e haver um cálice para a unidade em Seu Sangue. Há
um altar assim como há um bispo junto ao presbitério e os diáconos meus
companheiros de serviço. O propósito de tudo isso é que suas práticas
serão de acordo com a intenção de Deus.” (Carta aos Filadelfos 4:1)
As palavras de Inácio
admite que algum de seus dias tentava celebrar a Eucaristia separada da
Igreja unida no qual estava simbolizada o fez num concreto bispo.ele
salienta que aquelas celebrações no qual agrada a Deus são aqueles no
qual são submetidas a legitima autoridade. Esta autoridade está
enraizada na realidade sobrenatural da presença corporal de Cristo.
Desde que haja um real corpo e sangue de Cristo. Devemos saber que a
Eucaristia que celebramos contém de fato o verdadeiro Corpo e Sangue. E p
único jeito de perceber isso é se a celebração está de acordo com a
vontade de Deus. E o único jeito de saber posteriormente é se a
celebração está união com o bispo. Este entendido é o único jeito de
fazer sentido de sua urgência (“Ser diligente”). Sem esta verdadeira
Eucaristia, não há jeito de ter “unidade no Seu Sangue”.
Agora as questões
estavam começando a convergir em minha mente. A questão da Eucaristia
válida dependia de um sacerdócio válido sob a correta autoridade do
bispo no qual se prolongou desde os apóstolos. Para ter uma Eucaristia
Válida teria que haver uma conexão histórica com os apóstolos. Em outras
palavras, quais das igrejas em nossos dias acreditavam e possuíam a
sucessão apostólica? Isso excluiu a tradição Luterana porque eles não
acreditam que a Eucaristia válida depende da sucessão apostólica. Quanto
à tradição Anglicana e Episcopaliana? Enquanto alguns na tradição
Anglicana acreditavam na sucessão apostólica outros, não. Além disso,
mesmo que fosse uma doutrina declarada na sua crença oficial, isso não
fez sentido que o sacerdócio Anglicano foi um fato válido. Na minha
mente, esta avaliação me deixou duas escolhas: Católico ou Ortodoxo.
Ajuda ao longo do caminho
Neste ponto a minha
jornada para a Igreja Católica foi auxiliada por muitos fiéis católicos.
Um dia, desfeita a tristeza, um comerciante da Califórnia me chamou.
Scott Butler era dez anos mais novo que, apesar de ter crescido católico
e passou sua juventude até a idade adulta nas igrejas evangélicas.
Depois de retornar à Igreja, ele fez sua missão pessoal tanto em ajudar
os muitos ministros protestantes como ele ajuda-los a encontrar os
caminhos para a Igreja Católica. Após vários meses me enviando fitas e
livros de autores católicos, Scott me surpreendeu ainda mais quando um
dia se ofereceu pagou meu ingresso para uma conferência católica na
Universidade Franciscana de Steubenville, Ohio.
Tudo o que o que soube
desta universidade era que um bem-conhecido convertido chamado Scott
Hahn ensinava lá. Até esse tempo, eu li alguns livros e artigos do Dr.
Hahn, assim como ouvi suas fitas. Quando eu ouvi que ele estava
palestrando na conferência, eu fiquei intrigado e concordei em assistir.
A conferência foi espetacular. Eu fiquei oprimido pela pronunciação e
os palestrantes inspirados que esquematizaram a fé católica em claros
detalhes. Apesar de não poder recordar muito dos ditos específicos
naquele fim de semana, eu lembro de ter ficado comovido pela
personalidade e santidade de homens como Karl Keating, Dr. Alan Schreck,
Thomas Howard e Peter Kreeft.
Em uma das questões e
períodos de respostas, Pe. Ray Ryland disse algo que ficou comigo. Por
mais de vinte anos eu estive preocupado em relação à unidade cristã. Eu
muitas vezes lamentei das divisões entre os cristãos, mas eu vi uma
pequena esperança para superar aquela constante divisão. No meu modo
presbiteriano de pensar, tudo que eu pude esperar era um grande amor
através do limite denominacional. As diferenças de crenças entre
cristãos protestantes era muito para esperar qualquer unidade num senso
organizacional. Alguém perguntou ao Padre Ryland se era necessário
abandonar a distinção da ordem católica para alcançar a grande unidade
cristã. Eu esperei completamente Pe. Ryland dizer “sim” porque na minha
maneira de pensar simplesmente não havia outro jeito. Eu fiquei
surpreso quando Padre Ryland salientou que não era apenas necessário,
mas atualmente prejudicial abandonar a doutrina católica na ordem para
ganhar outros cristãos. Ele continuou a dizer que a unidade pode somente
ser alcançada quando cristãos de todas as faixas se submeterem para a
verdade ensinada por Cristo. Fora de Cristo não podia haver nenhuma
unidade cristã verdadeira. E assim católicos acreditavam que a fé
católica representava a totalidade do cristianismo. Seria prejudicial
para outros cristãos negligenciar qualquer coisa que Cristo tenha
ensinado.
Apesar de ficar chocado
de primeira, eu me encontrei feliz que foi tão honesto e franco. Mais
tarde eu refleti num verso de São Paulo que eu lembrei de ler nos meus
dias de colégio: 1 Cor 1, 10, “Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso
Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno acordo e que não haja
entre vós divisões. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito e no mesmo
sentimento.” A solução de Paulo para as divisões na igreja de Corinto
não era abandonar as diferenças entre os cristãos, mas salientar a
necessidade de buscar a unidade na fé ou na doutrina. Eu ouvi Pe. Ryland
confirmar algo que eu já tinha suspeitado. A fé católica não era
relativa ao compromisso com a verdade – apesar de eu ter ouvido outros
padres católicos mergulhar na fé – mas era relacionado a abraçar
totalmente o ensinamento de Jesus. Esta profundidade de convicção
agradou a mim. Isso fortaleceu minha decisão de encontrar a igreja que
cristo fundou a igreja que ensinou a totalidade da fé.
Minha viagem de verão a
Steubenville trouxe outras duas surpresas inesperadas. Outro dia no
almoço da cafeteria da universidade, eu sentei e comecei a conversar
como um homem sobre certos pontos teológicos que eu tinha ouvido naquela
manhã. Quando mencionei algo que Padre Bernard Lonergan tinha escrito,
ele não tinha idéia de quem eu estava falando. Eu simplesmente admiti
que qualquer católico deve ter ouvido falar desse grande teólogo
dominicano. Do meu lado sentou uma senhora que conhece o trabalho de
Lonergan e começou a articular pontos da doutrina católica numa maneira
simpática. Marie Jutras era a pessoa que eu precisava conhecer naquela
fase da minha vida. Ela não era somente conhecedora de teologia, mas ela
era uma apaixonada e aceitando o ser humano. Ela afirmou o trabalho do
Espírito Santo em minha vida; de fato, ela podia ver melhor do que eu.
De alguma forma isto me impressionou como uma verdadeira maneira
católica de evangelizar, afirmando que foi bom e pacientemente responder
as perguntas. Durante os próximos anos, Marie Jutras se tornaria a
católica mais importante na minha jornada à igreja. Ela fielmente ligava
para nossa casa basicamente todo mês oferecendo assistência que podia.
Eu não tenho dúvidas de suas orações, seus presentes materiais e sua
bondade pessoal eram na verdade o que eu estava aprendendo comigo mesmo,
para permanecer nos recessos de meu coração. Não importa o quanto
possamos estar convictos da verdade em nossa mente, devemos enxergar
isso vivido nas pessoas ao nosso redor.
A outra pessoa que eu
conheci naquele verão foi Marcus Grodi, outro ministro presbiteriano que
estava perto de entrar na Igreja. Durante os próximos anos, Marcus
alcançou de mim oferecimento de apoio e amizade. Sua experiência como
ministro presbiteriano mais de uma vez trouxe-me a atenção que eu
precisava porque ele podia entender o esforço num caminho difícil a não
ser que um tivesse a posição similar. Marcus conhecia os vacilos para
frente e para trás, as dúvidas de suas próprias integridades, e os medos
de um futuro desconhecido no qual encaram ministros que contemplam se
tornarem católicos.
Estas fidelidades
católicas eram como “sacramentos” pra mim. A personificação do amor de
Deus nos ajudando pelo caminho. Calmamente, eu sabia que a bondade
pessoal das pessoas, não importa quão amável e sedutor, não podia ser o
princípio de minha decisão. Eu precisava saber a verdade. Nada menos
seria suficiente.
Do Sucesso ao Sofrimento
O inverno de 1993 viu
outra dimensão para minha jornada que eu nunca tinha sonhado. Eu
encontrei um padre que sabiamente ofereceu dar-me uma direção espiritual
e introduziu-me para exercícios espirituais de Santo Inácio de Loyola.
Apesar de agora minha sede espiritual era tão intensa que devorei livros
de espiritualidade católica. Eu nunca encontrei profundidade da
introspecção espiritual na minha própria tradição que encontrei nestes
livros. Pelo verão de 1993 eu estava pronto para um retiro inaciano.
Sendo um homem de família com múltiplas responsabilidades. Eu
simplesmente não podia passar 30 dias por um retiro como um padre
jesuíta. Entretanto, meu coração ardia pelo tempo de encontrar Jesus da
maneira que Inácio descreveu. Eu tinha que encontrar um jeito.
Na providencia de Deus,
eu cheguei a devorar o livro de André Ravier intitulada Do-It-At-Home
Spiritual Exercises(Faça-o em casa exercícios espirituais). Essa foi a
solução do meu dilema. Durante o curso de trinta dias no verão de 1993,
eu e minha esposa fomos andando para o retiro inaciano, meditando na
vida de nosso Senhor Jesus. Como Inácio ensinou, nós suplicamos a Deus
pela graça de conhecer o coração de Jesus e força para segui-Lo. Na
terceira semana do retiro meditamos a Paixão de nosso Senhor, no seu
sofrimento e sua dor.
Eu fiquei especialmente
comovido quando chegou a meditação da agonia de Jesus no Getsêmani (Mc
14, 32-42). Por alguma razão, eu sempre fui atraído por esse evento
particular na vida de Jesus desde minha conversão como adolescente de 20
anos. Foi somente no retiro inaciano que entendi porque. Eu comecei a
ver que Jesus que eu entrasse no seu sofrimento e compartilhasse sua
paixão. Eu acreditava que a agonia de Jesus era o seu sofrimento por
mim; agora cheguei a compreender que Sua agonia era também intenção de
Seu sofrimento por mim. Meu coração agora começou a sentir Seu esforço,
Sua fragilidade humana, e Sua determinação de fazer a vontade seu Pai
(Mc 14, 36). Enquanto meditava na agonia de Jesus, escrevi algo como
isso no meu jornalzinho de oração:
“Senhor, eu sou um pequenino de 40 anos
de idade e nunca conheci qualquer sofrimento. E que sofrimento eu
suportei, eu acreditava que só Vós me livraria disso. Agora eu entendo
que compartilhar o teu sofrimento é um privilégio. Eu quero estar
contigo na tua agonia se isso trouxer-me para perto de ti. Senhor
deixe-me compartilhar do Teu sofrimento.”
Essa oração foi
inimaginável conforto e enormemente perigosa. Demoraria dois anos para
entender totalmente o que significava. Após o próximo ano acadêmico
(1993-1994), eu e minha família deixamos Jackson, Mississippi. O motivo
foi quieto, porém doloroso. Minha simpatia católica se tornou tão óbvia
que o seminário não me toleraria mais como professor. Ninguém foi
indelicado, mas sabíamos que era o início de ser um embaraço para o
seminário. Eles simplesmente não poderiam ter alguém ensinando lá
acreditando no que eu acreditava. Eu entendi sua situação impossível. No
meu lado, eu antes contribuia para o juramento de fidelidade que os
professores exigiam assinar a cada ano. Na minha consciência eu não
podia contribuir com a Crença dos Reformados. Era hora de ir.
Problemas na Família
Não poderia ser a hora
mais inconveniente, nossos filhos agora estavam com quinze, treze e onze
anos. Para tirá-los e mudar para outro lugar foi tão preocupante quanto
qualquer coisa que tivéssemos de fazer. Até ali não tivemos escolha.
Assim tentamos restabelecer nosso lar em Bloomington, Indiana, no verão
de 1994, as duas únicas escolhas verdadeiras para mim era ou católico ou
ortodoxo. Mas isso era mais fácil falar do que fazer. Um dos mais
difíceis obstáculos nesta jornada era a rejeição da minha esposa mudar
tanto para o catolicismo quanto para a ortodoxia. Ás vezes isso põe uma
grande distancia entre nós, era uma distancia tão dolorosa tanto para
mim quanto para ela. Apesar de acreditarmos que nossa união matrimonial
era de maior importância. Não importa qual a forma de cristianismo
estávamos tentando abraçar, sabíamos que Deus quer que sejamos um casal
fiel. Fiel um ao outro e principalmente a Ele. Continuamos a orar juntos
como casal e como família, porém as tensões na teologia assim como os
anos turbulentos de revolta que os adolescentes trouxeram para o nosso
lar. Parte dessa confusão era a dúvida que nossos filhos sentiram em
relação a nossa identidade religiosa. Nesse ponto tudo o que eu podia
dizer era que somos cristãos. Eu podia dizer que eles queriam algo mais
específico e definitivo, mas eu não podia dar a eles ainda. Isso trouxe
tristeza para mim e minha esposa, nunca tivemos conhecido antes. A
minha conversa e de minha esposa levou minha esposa a ver a Presença
Real de Cristo na Eucaristia, mas ela ainda tinha muitas dúvidas. Nós
queríamos uma igreja que fosse mais sacramental do que a Presbiteriana,
mas ela não se sentia confortável sendo católica.
Nosso compromisso era seguir a igreja
Luterana(sínodo de Missouri) na cidade. Aqui encontramos uma comunidade
acolhedora de cristãos fiéis com o pastor com qual eu considero como o
cristão mais gentil que eu conheci. Mas a maioria das pessoas da igreja
luterana não sabia da minha íntima jornada espiritual. Desde que
seguimos os serviços da igreja fielmente, nos tornamos amigos de muitas
pessoas ali. Um pouco de quem sabia que eu era um ministro da igreja
presbiteriana sugeriram que eu me tornasse um pastor luterano. A maioria
me consideraram apenas como um acadêmico. Pela paz de minha família,
minha esposa ocasionalmente me pediu que eu pudesse ser feliz com o
maior sacramentalismo da igreja luterana. E se a paz de minha família
era minha maior meta, teria sido uma boa escolha.
Eu sabia que não poda me
tornar um luterano de boa consciência, não importa o quanto eu
apreciasse as boas pessoas daquela congregação, por eu sinceramente
acreditar na sucessão apostólica. A próxima igreja que eu faria parte
ensinava e tinha a sucessão dos padres desde os apóstolos. Havia duas
escolhas: católico ou ortodoxo. Durante o ano acadêmico 1994-1995, eu
consolidei o meu entendimento da natureza apostólica da Igreja por
estudar a emissão do papado.
A missa diária continuava a ser parte de
minha vida. Eu cresci no conhecimento e no amor da missa diária
passando pelas três paróquias de Bloomington. De muitas maneiras eu era
uma parte integral da comunidade católica, mas isso somente fortaleceu a
dor que senti porque eu não podia me juntar na maior expressão da vida
católica na terra – A Santa Comunhão. Este período foi marcado
principalmente pelo sofrimento em nossa família. Minha filha mais velha
ficou completamente doente e era difícil cuidar dela, assim tentamos
manter algum semblante de uma vida familiar normal, dinheiro estava
começando a acabar. Eu estava fazendo uma pesquisa histórica para
escrever uma dissertação para o segundo grau de doutorado. Esse tratado
se tornaria mais tarde num livro de ciência e religião.
O último obstáculo? O papado
Eu fui para trás a
quatro passagens chaves no Novo Testamento que furam na introdução do
papado. Por muito tempo, eu pensei que somente em de Mateus 16,13-20
poderia ter achado toda a referência remota ao papado, mas por outro
lado eu comecei a examinar também outras passagens. As outras passagens
eram o 18, 15-20 de Mateus; 21, 15-19 de João, e Lucas 22, 31-34. Eu
posso somente indicar algumas características destes textos que me
conduziram considerar a legalidade do papado. Sobretudo, eu fui golpeado
pela posição singular de Pedro entre os apóstolos. A Igreja Católica
acredita que Pedro era o escolhido de todos os apóstolos para
conduzi-los nas responsabilidades pastorais da igreja. Os papas
continuaram este ministério pastoral universal através dos anos. Este
ministério Petrino é uma das características de distinção da igreja
católica porque as igrejas ortodoxas não reconhecem uma primazia da
jurisdição para o Bispo de Roma. Eu soube que puxando estes textos eu
estava vindo perto de decidir entre ser ortodoxo ou católico.
O texto clássico de Mateus 16, 13-20
parecem sugerir que Jesus esteja fazendo de Pedro a rocha ou a fundação
sobre a qual igreja é construída. Pedro identifica Jesus como “o
messias, filho do deus vivo.” (Verso 16). Por sua vez, Jesus identifica
Pedro como a rocha em que a igreja é construída. Naturalmente, eu estava
ciente de todas as interpretações protestantes que sugeriram que Peter
não seja a rocha. Agora, eu estava pronto para avaliá-los com uma mente
aberta. Eu poderia facilmente rejeitar o argumento, o mais fraco de
encontro a um ministério distintivo de Pedro baseado na diferença entre
Petros (nome de Pedro) e petra (rocha). A objeção é que Jesus
está extraindo uma distinção entre Pedro e a rocha em que a igreja é
construída usando duas palavras diferentes. Mas a maioria dos eruditos,
mesmo eruditos evangélicos, vêem este como uma interpretação errônea. A
razão verdadeira que Jesus usa a forma masculina de Petros é que você
não pode chamar um homem por um título feminino no grego clássico.
Assim, porque Jesus quis chamar Pedro de rocha, fêz a palavra normal
feminino petra da palavra masculina (Petros) para criar um jogo de
palavras. O verso 18 pôde ser traduzido desta maneira para trazer para
fora o jogo de palavra, “você é rocha, e nesta rocha eu construirei
minha igreja.”
Eu também percebi que o resto da
passagem não faria sentido se Pedro não está sendo identificado como a
rocha. Em Mateus 16, 19 nós vemos Jesus dar a Pedro as chaves do reino
dos céus, “eu dar-lhe-ei (soi) as chaves do reino dos céus e tudo o que
você ligar na terra será ligado no céu e o que desligares na terra será
Desligado no céu.” Se Jesus não quis dizer que Pedro devia ser a rocha,
então por que daria a ele as chaves do reino? O pronome grego soi é
singular que refere somente a Pedro. O poder das chaves é dado a Pedro
sozinho nesta passagem. A frase “que liga e que desliga” implica a
jurisdição, não apenas uma primazia de exemplo ou honra. Não é de
maravilhar-se que Pedro está identificado como a rocha da igreja se a
intenção de Jesus era exercer o poder das chaves, isto é, jurisdição
universal sobre a igreja inteira.
De fato, eu estava também ciente do
argumento protestante desde a história. Por exemplo, em um ponto de suas
escritas, S. Agostinho interpretou “a rocha” como a confissão da fé que
Pedro tinha dado. Disto, os intérpretes protestantes disseram que a
confissão de fé é a rocha, e tão qualquer um que seguir o exemplo de
Pedro professando Cristo como o filho de Deus igualmente se tornarão
rocha. Neste momento, eu pensei duramente sobre tendências entre
católicos e protestantes na leitura da escritura. A tendência
protestante, evidente em minha herança reformada, era ler o texto como
também/ou. Ou Peter deve ser a rocha ou as confissões devem ser. Eu
perguntei-me porque nós devemos ler o texto esta maneira. Por que não
pode ser ambos/e? Não pode ser verdadeiro que a essência da profissão de
Pedro a Cristo é a fundação doutrinal da igreja quando o próprio Pedro é
a fundação governamental? Ou melhor, por que nós não podemos ver Cristo
como a pedra angular da igreja, como Paulo diz em Efésios 2, 20, e que
esta fundação tem manifestações doutrinais e governamentais?
Esta discussão poderia continuar
interminável, mas eu concluí que Jesus pretendia estabelecer uma igreja
com Pedro como sua cabeça. Eu percebi tempos atrás que eu não estava
lendo as Escrituras reducionisticamente. Ao invés, eu procuraria o
significado total, não o mínimo possível.
O grego original de Lucas 22, 31-34
também estavam compelindo. Jesus diz no verso 31, “Simão, Simão, Satanás
pediu para peneirar vocês como o trigo.” A palavra vocês é plural em
grego indicando que os desejos de Satanás peneirar são de mais de uma
pessoa; são todos os apóstolos que estão com Jesus na última ceia. Jesus
continuou, “mas eu mesmo orei por você para que sua fé não falhe.” Aqui
você é singular que indica somente Pedro. A pergunta natural é: se
Satanás quis destruir todos os apóstolos, por que Jesus orou somente por
Pedro? Não diz respeito aos outros apóstolos? Sua indicação seguinte
explica-o, “e você, quando você se converter, fortalece seus irmãos.” Ou
seja Jesus pretende reforçar todos os apóstolos com o ministério de
Pedro. Terá uma única posição original entre os apóstolos cuja a
finalidade será conduzir e guiar o colégio apostólico no ministério.
Isto soou exatamente como a linguagem que os papas usaram no discurso do
ministério Petrino.
A unicidade de Pedro entre os apóstolos,
como indicados em Mateus 16 e em Lucas 22, pareceu fazer demasiado o
sentido da passagem em João 21, 15-19. Esta é a passagem conhecida onde
Jesus pergunta a Pedro três vezes se o ama. A maioria dos expositores
concordam que as três perguntas correspondem às três negações de Pedro a
Cristo durante sua paixão. Para nossas finalidades agora, nós
precisamos somente notar Jesus na ênfase no papel pastoral ao qual Jesus
tem por Pedro quando o manda três vezes, “apascenta minhas
ovelhas.” (versos 15-17). Pedro precisa compreender a conexão entre o
amor de Jesus e de seu papel como pastor. A pergunta pertinente é por
que Jesus escolhe Pedro. É simplesmente porque é a única pessoa que
negou Jesus? Ou era Jesus que pretendia mostrar a Pedro que ele deve
tomar seu lugar como o pastor humano principal da igreja terrestre sob a
autoridade do pastor principal divino Cristo? (Cf. 1 Pedro 5, 4).
Eu concluí que havia muita evidência no
novo testamento para o ministério de Pedro. Embora havia ainda muitas
perguntas e nuances a segurar, eu cheguei a acreditar que nosso Senhor
Jesus pretendia ser o único pastor que teria a jurisdição sobre a
igreja inteira. Esta posição era em desacordo com protestantismo
histórico e ortodoxia oriental. Este reconhecimento também ajudou-me a
perceber como a unidade poderia ser realizada. Eu tinha desacreditado há
muito tempo da fragmentação da cristandade protestante, mas agora eu
também vi porque a ortodoxia não conseguiu o tipo de unidade evidente na
igreja católica. Para mim, havia somente de sentido único ter a
totalidade da fé cristã em um corpo que mediu o globo. Exigia o
reconhecimento do centro da igreja sob um pastor, o Bispo de Roma.
Assim eu superava os últimos obstáculos
para me tornar católico em minha mente, eu estava esforçando-me em minha
vida emocional, em muitas partes dianteiras. A vida emocional de nossa
família inteira estava todo o tempo para baixo. Domingo de Páscoa
daquele ano, 1995, era qualquer coisa menos alegre. Aqui foi o dia do
ano cristão inteiro que devia trazer a alegria em nossos corações, mas
tudo que nós poderíamos necessitar era ir à igreja como o peso
inoperante. Grato, por Pentecostes de 1995, nós estávamos começando a
ver nosso caminho fora do labirinto que nos sentíamos presos por dentro.
Nossa filha estava se recuperando e nossa família encontrava uma
estabilidade mais certa. Então, em apenas um dia, nossas vidas tomaram
um outro rumo para a escuridão.
Uma volta pela a escuridão
3 de Junho, 1995 era um
sábado brilhante e alegre. Naquela tarde, eu fazia meu caminho para meu
escritório na Universidade de Indiana para limpar algumas papeladas
deixadas desde o semestre anterior. Assim eu passei por um homem jovem
que estava sentado no meio-fio, como eu lembro bem, notei que estava
vestido em um revestimento pesado do inverno, uma coisa impar dada que
era um dia tão morno. Assim eu passei por ele uns quinze passos de
distância, eu descobri o motivo. De repente, ouvi um dos sons mais altos
que ouvi em minha vida. Eu me virei para ver o que foi aquele enorme
estouro. Estava lá aquele homem jovem apontar uma nove milímetros
semi-automático em minha cara. Disparou outra vez. Desta vez a bala
atravessou minha garganta. Eu não tive o tempo para pensar. Eu corri
para o lado do prédio onde ele não poderia me ver. Pouco eu sabia do
tempo que ele vinha atrás de mim, disparando mais três vezes em um
esforço ajustado para matar-me. Cinco tiros, somente um acertou-me. Mas
certamente causou seu dano.
A bala viajou através de minha garganta
faltando passar pela minha artéria carotídea por somente dois
milímetros. Como o doutor me disse mais tarde, se essa bala tivesse
passado através dessa artéria principal, eu estaria morto em minutos.
Assim foi, a bala separou minhas cordas vocais que destroem a cartilagem
que prende as aletas vocais a minha garganta interna. Mais tarde na
tarde daquele dia de junho, eu deitei na sala de emergência do hospital
de Bloomington com minha família que permanecia por perto no desânimo.
Tudo tinham sido arredondados e levaram lá o nosso fiel pastor luterano.
Naquele momento, com minha voz ido embora, tudo que eu poderia fazer
era escrever as palavras “eu te amo” em uma tabuleta!
Não passou quatro dias quando eu acordei
da sedação que eu comecei a perceber a enormidade do que tinha
acontecido. Minha esposa disse-me que eu acordei muitas vezes durante
aqueles quatro dias, e disse várias coisas, as vezes coerente, as vezes
incoerente. Mas eu não lembrei de nenhum deles. Eu lembro de acordar e
ver meus pais ao meu lado. “Mãe, pai, o que estão fazendo aqui?” Eu
perguntei. nas semanas seguintes eu descobriria o quanto meus pais se
importaram enquanto permaneceram fielmente comigo depois de terem voado
da Florida.
Nada mais impressionou minha alma
durante aqueles dias do que o amor perseverante e macio da mulher com
quem eu casei vinte e um anos atrás. Sharon não saiu do meu lado de
forma alguma quando eu estava sob sedativos. Comeu, dormiu, e sentou-se
por mim com seu coração amarrado ao meu. Seu amor imprimiu-se em meu
coração em uma maneira nova quando eu vi na mesa de noite ao meu lado
toda minha parafernália católica que tinha trazido de casa: meu missal,
meu rosário, meus cartões de oração. Embora não pôde usar essas
ajudas espirituais para sua própria jornada de fé, ela sabia o quanto
significavam pra mim. A mim esses volumes falados e foi então que eu
soube além da dúvida que todos nossos esforços sobre as verdades da fé
cristã nunca nos separariam.
Nossos filhos reagiram diferentemente.
Rebekah tinha dezessete e expressou a confiança na providência de Deus
me salvar por um propósito. Colin tinha quinze. Embora era mais quieto
sobre os eventos, eu vi sinais definitivos do amor para mim que eu
estimei porque seus anos adolescentes tinham colocado às vezes uma
distância entre mim e ele. Mas nos dias que se seguiam sua bondade mais
profunda revelou-se . Um irmão mais novo de Sharon, Steve Canfield, foi
um oficial de polícia na Florida. Ele voou para ajudar no que fosse
possível a nossa família. Desde que a polícia local era incapaz de
encontrar muitos indícios a respeito da identidade do atirador, Steve e
Colin saíram um dia ao local do tiro para ver se poderia encontrar
quaisquer indícios. Junto descobriram algumas cápsulas da bala que era
com estes que a polícia podia identificar o tipo de arma usada. Mais
tarde, em casa, Colin agiu em uma maneira viril ajudando o pai assustado
e enfermo para entrar em casa.
Rachel tinha treze naquele tempo e não
sabia no que pensar. Mas eu recordo ter uma conversa bonita um dia no
lar dos meus sogros, John e June Canfield. Os pais de Sharon
incitaram-nos permanecer no mínimo uma semana de repouso, porque o
jornal local tinha imprimido nosso endereço em uma matéria um dia após o
tiro. Temendo que o assaltante pudesse tentar retornar e terminar o que
começou, forneceu-nos a proteção e o conforto. Uma noite, Rachel
sentou-se no assoalho ao lado de minha cadeira. Quis saber como eu
poderia confiar em tanto em Deus no meio deste sofrimento. E perguntou
por que não pode amar a Deus como achou que eu estava fazendo. Eu
disse-lhe que eu tenho andado com Deus por muitos anos e ela tinha
somente treze anos. Se ela continuasse a buscar a Deus, eu disse-lhe que
cresceria na santidade.
Uma resposta à oração?
Naturalmente, eu tentei
fazer o sentido deste evento enquanto eu deito na cama do hospital. Em
minha viagem espiritual dentro da espiritualidade católica, eu tinha
vindo compreender a noção do sofrimento redentor. Embora eu nunca evitei
o sofrimento como um cristão antes, as idéias de algum modo católicas
sobre esta verdade espiritual pareceram mais ricas e mais profundas.
Então por que Deus permitiu isto em minha vida? Eu comecei a recordar
muitas verdades que eu tinha encontrado na minha procura espiritual. Eu
lembrei como eu tinha orado em 1993 que eu estaria disposto compartilhar
em sofrimentos de Cristo se ajudassem uma outra alma a vir mais perto
de Deus. As palavras de Paulo em 2 Corintios 4,10 retornou para
mim, “Trazemos sempre em nosso corpo os traços da morte de Jesus para
que também a vida de Jesus se manifeste em nosso corpo.” A repetição do
apóstolo das palavras “em nosso corpo” sugeriu-me que meu sofrimento
físico fosse meios de revelar o poder de sua vida de ressurreição a
outros. Este pensamento trouxe uma inundação da alegria em minha alma.
Eu senti certeza que este evento, não importa quão trágico pode parecer,
era de fato uma resposta a minha oração dois anos antes.
Eu também pensei
divinamente estranho que a bala acertou minhas cordas vocais. Minha
profissão quase inteira dependia de minha voz. Professor, pregador, guia
turístico. Todos significavam ter uma voz forte. E mais adiante, eu
tinha sido abençoado com uma voz de tenor que poderia cantar alto e
poderosamente. Meus esposa e membros da família podem dizê-lo como eu
muitas vezes afligi eles com minha voz vigorosa porque eu cantaria árias
das óperas italianas, canções artísticas dos compositores famosos, e
sobretudo amados hinos cristãos. Nenhum lugar, público ou confidencial,
era isento porque eu cerquei para fora o Fs e o Gs na parte superior de
meus pulmões. Mas nenhum lugar era mais sagrado ao meu canto do que o
amado chuveiro. Muitas vezes minha esposa pediria que eu na
consternação, por favor, por favor, para não cantar no chuveiro quando
nossas crianças estivessem dormindo. E o acompanhamento inevitável do
talento musical juntou com o pecado original, era orgulho. O Senhor não
odiou minha voz, mas ele estava amando bastante para conseguir uma coisa
que poderia me manter fora do Reino do Céu – minha arrogância. Hoje,
minha voz foi parcialmente restaurada. Eu posso e falo das coisas do Céu
– e às vezes menos do que uma maneira celestial – mas eu não posso
cantar no elevado e dominante tom que eu outrora o fiz. Mas está tudo
bem porque agora eu tenho um lembrete constante que eu estou na
necessidade dessa virtude que parece sempre me iludir, humildade.
O tiro também trouxe à luz um terceiro
aspecto de minha jornada, a unidade cristã. Eu estive tão preocupado e
atemorizado pela falta da unidade entre cristãos. Eu cheguei a acreditar
que pode ser o único grande escândalo na cristandade hoje, uma visão
que parece ser compartilhada por um dos grandes papas do tempos
modernos, João Paulo II. Quando os amigos cristãos tiveram conhecimento
desta tragédia, eles alcançaram com uma piedade inacreditável. Nosso
pastor luterano veio consolar pelo menos minha esposa e família uma vez
por dia. Somente mais tarde eu tomei conhecimento que ele e sua esposa
também conheciam muito o sofrimento. Muitos anos antes, sua terceira
filha nasceu com Síndrome de Down. Sua própria piedade cresceu fora de
seu sofrimento. Diversos pastores evangélicos vieram visitar, incluindo a
aquele que dirigiu agora a igreja presbiteriana local que eu comecei
dez anos atrás. Muitos amigos católicos vieram também. Todos os padres
locais que eu conhecia inclusive um casal monges do monastério do St.
Meinrad no extremo sul de Indiana. O padre da paróquia onde eu atendi na
maior parte a massas do diário e da vigília de sábado veio
administrar-me o sacramento da unção dos enfermos. Os antigos estudantes
do seminário estavam lá em espírito e na comunicação através de cartas.
Marie Jutras, minha companheira canadense de jornada, deixou todo seu
grupo espiritual no norte que conhece. Através dos amigos dos amigos, eu
tive pessoas em quase todo o continente que rezavam por mim. Que
acontece quando pessoas oram sinceramente por outras? São juntados em
uma união mística um com o outro com a mediação original de Cristo. E
assim eu soube então que em alguma medida pequena meus sofrimentos
significaram que os cristãos tinham sido extraídos a um outro mais
próximo com da união na oração para mim. Isso fez-me muito feliz.
O tiro ocorreu apenas algumas semanas
antes que o Congresso Anual na Universidade Franciscana de Steubenville
esteve a ocorrer, a mesma conferência que eu tinha atendido um casal
anos atrás. Marcus Grodi ligou para dizer que os padres na universidade,
dirigida por padre Michael Scanlon, tinha decidido oferecer o
sacrifício da noite na Missa na conferência para mim e minhas intenções.
Eu mandei uma carta de agradecimentos a todos lá, e o Dr. Scott Hahn
era amável bastante incluir a parte dessa carta em seu discurso na
conferência naquele fim de semana.
Após aproximadamente um mês deste
evento, meu irmão convidou amavelmente nossa família inteira para descer
para a Florida a recuperar-me. Ele é um marido e um pai cristão devoto.
Lembrou-me mais de uma vez de minha necessidade de perdoar o homem que
atirou em mim e de orar por ele. O conselho do meu irmão comoveu o lar.
Sem perdoar aqueles que pecam contra nós, nós não podemos esperar
receber a piedade porque é somente quem é piedoso obterá a piedade, (Cf.
Mt. 5,7). Durante meu alívio do dia-a-dia, Dr. Hahn ligou outra vez
para oferecer seu apoio e incentivo. Antes que nós retornássemos a
Bloomington, eu estava pronto para me tornar um católico na mente e no
coração.
Que você está esperando?
Após o evento traumático
do tiro, eu fui inclinado a pensar que vida deveria me dar algum
conforto. As benevolências espirituais iniciais que eu recebi o
despertar do evento pareceram desvanecer-se. Eu notei dentro de mim
mesmo uma tendência decidida de querer prolongar a atenção intensa que
eu recebia de outras pessoas. Eu tive tentações definitivas para a
auto-piedade. Mas uma vez que nós nos estabelecemos de novo no dia-a-dia
em Bloomington, as coisas continuaram de uma forma que tiveram antes,
nossa crise de família. De fato, de várias maneiras a vida estava
tornando-se mais difícil. Meu ensino era mais laborioso; minha pesquisa
acadêmica era cansativa. Nossos filhos estavam começando a mostrar
efeitos negativos deste trauma. Eu estava muito mais assustado sobre o
dia-a-dia do que a que eu já tive. E enquanto eu sabia que queria ser um
católico, eu parecia estar furado em uma rotina, não capaz de mover-se
adiante.
Uma noite na mesa de jantar, nosso filho
de dezesseis anos de idade anunciou que queria ir praticar skydiving.
Minha esposa não achou aquilo engraçado. Por que você quereria saltar de
um avião perfeitamente bom? Mas algo me tocou em uma resposta. Eu era
temível sobre a vida. Eu sabia que tinha fazer algo a respeito. Eu
estava permanecendo uma vítima toda minha vida ou eu estava superando as
probabilidades e trazer de volta minha vida na trilha? Após um momento
em pensamento, eu disse a nosso filho que eu gostaria de ir com ele. Era
algo que nós poderíamos fazer junto e ao mesmo tempo para desafiar a
mim mesmo a enfrentar meus medos. Então uma manhã de sábado, nós
arrumamos nossas coisas e nos dirigimos ao local de skydiving. assim nós
subimos naquele pequeno avião naquele dia, eu pude sentir o medo em
minha alma. O maior desafio foi quando eu tive que sair do avião à 762
metros acima da terra e permanecer na pequena plataforma. Sim, eu estava
com medo mas eu sabia que tinha que faze-lo. Esse dia era como um
exercício espiritual para mim. Ajudou-me a escutar melhor Jesus que
disse tão frequentemente, “não temas!”
O outono vira inverno e inverno em
primavera . Eu notei meu desejo mover adiante a volta. A sensação
urgente sobre ser católico cresceu, mas também cresceu minha dor porque
minha esposa não parecia crescer mais perto da igreja. Nós oramos
juntos; nós íamos à igreja juntos; nos amamo-nos um ao outro, mas eu
queria que nos tornássemos católicos juntos. Contudo não poderia
simplesmente em boa consciência. Nós estávamos em um obstáculo.
No início de 1996 meu irmão ligou da
Flórida para dizer-me que achou que eu deveria me mudar de volta ara a
Flórida para estar mais perto de nossa família. Eu sou o filho único que
saiu de Tampa. Enfatizou que Deus queria que eu fizesse isso. Eu disse a
ele que eu oraria a respeito. Sharon e eu falamos e oramos sobre esta
possível mudança por um mês. Eu estava ficando convencido que era algo
que nós deveríamos fazer. Tarde da noite eu não conseguia dormir assim,
eu me dirigi à igreja do S. Carlos Borromeu para rezar. Sozinho no
santuário, ajoelhado diante de nosso Senhor no tabernáculo, eu
perguntei, “Senhor, que queres que eu faça? Você quer que nos mudemos
para a Flórida?” Eu disse, “eu realmente não quero me mudar para a
Flórida, mas se quiseres que façamos isso, eu irei.” No silêncio daquela
noite, parecia como se Deus estivesse me perguntando, “Ken, você sabe
quer fazer minha vontade. Mas a verdadeira pergunta aqui é o que você
quer? No fundo do seu coração, Ken, o que é que você mais quer?” Eu não
hesitei por um momento. Eu disse, “Senhor, não me importo se eu me mudar
de volta para a Flórida, mas mais do que qualquer coisa no mundo, eu
quero me tornar católico.” Então uma pergunta simples atravessou minha
indecisão, “Bem, então, o que está esperando?”.
Um dia Trinitário
Essa pequena voz energizou-me. Eu
tive que mover-me adiante. Eu falei com o pastor, padre Charles
Cheeseborough e nós ajustamos a data para 1° de junho. Mas antes do dia
chegar, eu tive que ter uma das mais importantes e difíceis conversas de
meu casamento. Sharon e eu sentamo-nos em nosso sofá enquanto eu lhe
dizia que eu já não tinha mais escolha. Eu
estava convencido que a Santa Igreja Católica era a verdadeira igreja
que Jesus fundou, e que eu seria desobediente a Deus se eu não entrasse
nela. Minha consciência estava limitada. Eu não poderia
recusar. Eu disse a ela que sabia que isto seria doloroso, mas de algum
modo ela também sabia que eu teria me juntar. Nós dois nos sentimos
extremamente tristes, mas ela sentiu que estaria ajudando no caminho da
obra de Deus se ela tentasse permanecer no meu caminho. Nós decidimos
que continuaria a ir às vigílias das missas comigo nas noites de sábado
(como teve por dois anos), e que eu iria à igreja Luterana com ela. Nós
sentimos que esta era uma “separação” inevitável, mas uma que não
duraria para sempre.
Eu disse a meus amigos católicos que
tinham orado muito tempo por nós. Eles estavam super-alegres. Marie
Jutras, uma mulher católica devota que eu conheci em Steubenville, disse
que estava chegando. Trouxe um amigo com ela, um companheiro católico
professor que estava a ponto de entrar no seminário para estudar para o
sacerdócio.
1° de Junho de 1996 era um lindo dia de
verão. Quase um ano após o tiro trágico e mais de quatro anos após
aquele dia eu me tinha ajoelhado na Igreja de S. Pedro em Jackson,
Mississippi, meu desejo ser católico estava se realizando. Três eventos
importantes vieram junto fazer a disso um dia muito especial. Era meu
quadragésimo quarto aniversário. E com corações gratos, nós exultamos
que nossa filha mais velha, Rebekah, se estava se formando no colégio. Sobretudo, esse dia eu fui recebido e confirmado na Igreja, Una, Santa, Católica, e Apostólica
na paróquia S. Carlos Borromeu pelo meu pastor, padre Charles
Cheeseborough. Muitos de meus amigos católicos compareceram. O que me
surpreendeu agradavelmente era que alguns dos meus amigos protestantes
compareceram, incluindo um irmão mais velho de Sharon com quem eu cresci
muito perto pelos anos. Mais tarde daquela noite, meus sogros
convidaram para uma celebração em seu lar por estes três eventos.
Eu tive muitas razões para ser grato
nesse dia: minha vida, minha esposa, meus filhos, e minha família
inteira. Todos eram (e são) presentes preciosos! Mais especial
naquele dia era receber pela primeira vez a Sagrada Comunhão como um
católico. A Eucaristia que me tinha extraído e me tinha convertido era
agora minha possessão estimada. Muito antes, eu comecei a fazer o sinal
da cruz, mas neste dia este gesto simples tomou um significado profundo,
como eu sabia que agora eu estava finalmente em casa. Agora eu estava
dentro da Arca do Testamento, a Barca de Pedro, como os Pais da Igreja
chamaram-na de A Igreja. Eu estava mais incorporado, agora mais
inteiramente no mistério que é Deus: Pai, Filho e Espírito Santo.
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