Os sonhos relacionados ao trabalho e à sobrevivência, ao amor à
família, ao estudo e à formação, enfim, todas as ações trazem embutida
uma força invisível, chamada de fé. Os católicos vivem sua fé mergulhada
nesse cotidiano de esperança e nos testemunhos bíblicos que sublinham a
importância do nascimento de Jesus e do Natal. Que o Natal é necessário
é fato, Santo Agostinho nos diz:
“Desperta ó homem; por ti, Deus fez-se homem” é deste acontecimento que
fala o Natal, a nossa fé não é um pensamento, uma ideia, uma opinião,
mas é o acolhimento humilde e maravilhado deste dom incalculável e
incrível que o Menino Jesus é “Deus conosco” e seu nascimento nos mostra
que o Natal é uma festa diferente de todas as outras. É símbolo da
alegria do reencontro, de paz entre as famílias, é a festa dos
Católicos, aqueles que sonham e anseiam por suas realizações.
Com a chegada do Natal, se aproxima um novo ano, o ano de 2014, que irá
se iniciar com um livro de 365 páginas em branco, a serem preenchidas
das mais diferentes formas, como não podemos arrancar as páginas
rasuradas ou manchadas de lágrimas ou suor, do ano que se termina, temos
a oportunidade de reescrevê-las e de repensar os valores, de ponderar
sobre a vida e tudo que a cerca. É o tempo de contemplar aquele menino
pobre que nasceu numa manjedoura, para nos fazer entender que o ser
humano vale por aquilo que é e faz, e nunca por aquilo que possui.
É tempo de refazer planos, reconsiderar os equívocos e retomar o
caminho e entender que as frustrações e os fracassos são parte da
trajetória dos filhos e das filhas de Deus. Certos sonhos ainda não
estão suficientemente maduros para se concretizarem, seja qual for a sua
circunstância de sua vida nesse momento. O princípio para se obter a
vitória sobre todas as portas que se fecharam a sua frente é acreditar
que Jesus nasceu para trazer novamente a esperança, mesmo à pessoa mais
cruelmente ferida pela vida, que redescobre que Jesus está conosco e que
as tristezas não são a última palavra que pretende encerrar a nossa
história, se confiarmos a Ele nossos problemas.
Portanto você deve olhar para o céu e se recordar de José e Maria, pois foram simples, mas tiveram a coragem de acreditar.
Que neste Natal os abraços apertados não sejam apenas questão de data,
mas de desejo de mudança em sua vida, e que as bênçãos da meia noite não
dependam de um minuto, mas sim permaneçam por toda a vida, que sua
família não celebre com bons vinhos, mas com laços sagrados de sangue,
para que dessa maneira o Menino Jesus possa nascer e abençoar toda a sua
família.
Desejo um Natal com muita paz em teu Lar, que envolva seu coração de
maneira que você acredite que o nascimento de Jesus não foi em vão.
Marcelo Marangon
Coordenador Nacional MOCL
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