Os numerosos fiéis que, mais do que nunca, enchiam a Praça de São
Pedro, reagiam com aplausos de consentimento às vibrantes palavras do
Papa que disse estar profundamente preocupado com as diversas situações
de conflito que se vivem no mundo, de modo particular na Síria.
“Vivo com particular sofrimento e preocupação as tantas situações de
conflito que há nesta terra, mas, nestes dias, o meu coração está
profundamente ferido por aquilo que está a acontecer na Síria, e
angustiado pelas dramáticas evoluções que se prospectam”.
O Papa dirigiu por isso, do fundo do coração, um forte apelo à paz …
“Dirijo um forte apelo à paz, um apelo que nasce do íntimo de mim
mesmo! Quanto sofrimento, quanta devastação, quanta dor trouxe e trará o
uso das armas naquele martirizado país, especialmente entre a população
civil, inerme! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz no
futuro!”
E o Pontífice condenou firmemente o uso das armas químicas,
recordando que há um julgamento de Deus e também da História a que não
se pode escapar:
“Com particular firmeza, condeno o uso das armas químicas: digo-vos
que tenho ainda fixas na mente e no coração as terríveis imagens dos
dias passados! Há um julgamento de Deus e um julgamento da História
sobre as nossas acções a que não se pode fugir! Não é nunca o uso da
violência que leva à paz. Guerra chama guerra, violência chama
violência!”
Às partes em conflito o Papa pediu para não se fecharem nos seus
interesses, e a empreenderem com coragem e decisão a via do dialogo…
“Com toda a minha força, peço às partes em conflito para ouvirem a
voz da própria consciência, a não se fecharem nos seus interesses, mas a
olharem para o outro como irmão e a empreender, com coragem e decisão, a
via do encontro, da negociação, ultrapassando a cega contraposição”.
Não faltou uma palavra em relação à comunidade Internacional:
“Com igual energia exorto também a Comunidade Internacional a envidar todos os esforços possíveis a fim de promover, sem demoras, iniciativas claras para a paz naquela Nação, baseadas no dialogo e na negociação, para o bem de toda a população síria” .
“Com igual energia exorto também a Comunidade Internacional a envidar todos os esforços possíveis a fim de promover, sem demoras, iniciativas claras para a paz naquela Nação, baseadas no dialogo e na negociação, para o bem de toda a população síria” .
O Papa pediu ainda que não se poupem esforços no sentido de garantir
assistência humanitária às pessoas afectadas por este terrível conflito,
especialmente os deslocados internos e os numerosos refugiados nos
países vizinho.
Por fim o Santo Padre anunciou algumas iniciativas que a Igreja vai
empreender a favor da paz na Síria e no mundo. Tudo para que o grito de
paz se eleve bem alto em todos os corações:
“Por isso, irmãos e irmãs, decidi proclamar para toda a Igreja, no dia 7 de Setembro próximo, véspera da Natividade de Nossa Senhora, Rainha da Paz, uma jornada de jejum e de oração para a paz na Síria, no Médio Oriente, e no mundo inteiro”.
“Por isso, irmãos e irmãs, decidi proclamar para toda a Igreja, no dia 7 de Setembro próximo, véspera da Natividade de Nossa Senhora, Rainha da Paz, uma jornada de jejum e de oração para a paz na Síria, no Médio Oriente, e no mundo inteiro”.
O Papa convidou a aderir a esta iniciativa os “irmãos cristãos não
católicos, aos membros doutras Religiões e pessoas de boa vontade”. E
acrescentou:
“No dia 7 de Setembro na Praça de São Pedro, aqui das 19 às 24 horas,
nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de
Deus este grande dom para a amada Nação síria e para todas as situações
de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa de ver gestos
de paz e de ouvir palavras de esperança de paz!”.
E ao deixar a cada Igreja local a possibilidade de organizar como
melhor entenderem esta iniciativa de paz, o Papa rezou, juntamente com
os fieis, a Nossa Senhora, Rainha da Paz, para que nos ajude a responder
à violência, aos conflitos e às guerras, com a força do diálogo, da
reconciliação, do amor.
“Ela é mãe: que nos ajude a encontrar a paz”.
“Ela é mãe: que nos ajude a encontrar a paz”.
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