Ángela Bachiller, uma jovem de 30
anos, é a primeira vereadora da Espanha que tem síndrome de Down, uma
deficiência que a legislação atual sobre o aborto teria permitido
abortar.
Atualmente a legislação espanhola
contempla a despenalização do aborto em caso de má formação do feto. A
síndrome de Down é considerada um tipo de má-formação. Entretanto,
Ángela Bachiller que nasceu com esta deficiência, fez a sua Formação
Profissional, tem 30 anos e trabalha como auxiliar administrativa na
Área de Serviços Sociais da própria Prefeitura de Valladolid e agora
ocupa o cargo de vereadora.
Em 2011 o Partido Popular apresentou
Ángela Bachiller no número 18 da candidatura das listas eleitorais como
uma mostra de integração e igualdade de oportunidades.
Faz algumas semanas, Ángela Bachiller
tomou posse do seu cargo substituindo Jesus García Galván que renunciou
por estar envolvido em supostos delitos urbanísticos. O cargo de
vereadora que Bachiller irá exercer não implica estar encarregada de uma
área de gestão porque o vereador ao que substitui não tinha essa
responsabilidade.
Depois de tomar posse do cargo, Ángela Bachiller participou de um plenário municipal onde se tratou a adesão de Valladolid à Rede de Cidades para a Acessibilidade, o plano de pagamento a fornecedores e a promoção do veículo elétrico.
Manuel Velázquez, presidente da
Associação Down Valladolid, em que a jovem participa ativamente,
assegura que ela “é fantástica e encantadora no pessoal, muito
trabalhadora, muito lutadora e muito comprometida com o que faz”.
Da associação Down Espanha, seu gerente
Agustín Matía, qualifica esta notícia como “positiva” e “um gesto de
normalidade e de reconhecimento à incorporação de pessoas com
deficiência à participação social, civil e política”, que, ademais,
serve “para romper clichês”.
O Comitê Espanhol de Representantes de
Pessoas com Deficiência (CERMI) declara que “esta situação, atualmente é
a exceção e por isso chama a atenção” e por isso espera que seja o
avanço de um processo de acesso e presença de pessoas com alguma
deficiência na gestão dos assuntos públicos”.
Fonte: ACI Digital
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