Túmulo de São Pedro, no Vaticano
Provas Irrefutáveis do Episcopado e Martírio de Pedro em Roma
Ao
longo dos anos, vários grupos protestantes têm formulado grandes
estórias para tentar provar que o apóstolo Pedro nunca foi bispo de
Roma. Passando bem longe face da evidência histórica, tradicional e
arqueológica, eles mesmos têm ido tão longe a ponto dizer que ele nunca
pôs os pés na Itália, nem muito menos na Cidade Imperial!
Isso é
verdade? Pedro ignorou a capital do Império Romano, uma cidade de grande
importância naquela época, e que tinha, aliás, uma grande população
judaica? E por que esses grupos protestantes são tão inflexíveis em sua
recusa a acreditar que Pedro esteve em Roma?
A resposta a esta última questão é bastante fácil de entender. Os
protestantes, em sua rejeição de muitas Tradições e doutrinas
católicas, também rejeitam o primado de Pedro e a sucessão apostólica.
Em seu clamor ardente para derrubar a teoria de sucessão apostólica,
eles tentam colocar Pedro tão longe de Roma e da Itália quanto possível!
Um honesto
teólogo e historiador protestante, Adolph Harnack, escreveu que “negar a
estadia em Roma de Pedro é um erro que hoje é claro para qualquer
estudioso que não é cego. A morte por martírio de Pedro em Roma já foi
impugnado em razão de prejuízo protestante.” [1]
TOTAL UNANIMIDADE
Pedro teve que morrer e ser
enterrado em algum lugar, e a TRADIÇÃO CRISTÃ esmagadora está em total
acordo, desde os primeiros tempos, que foi realmente em Roma que Pedro
morreu. F.J. Foakes-Jackson, em seu livro Pedro: O Príncipe dos Apóstolos,
afirma “Daí por diante não há dúvida alguma de que, não só em Roma, mas
em toda a igreja cristã, a visita de Pedro à cidade foi um fato
concreto, como foi seu martírio juntamente com o de Paulo” (New York,
1927. p. 155.).
O Historiador Arthur Stapylton Barnes concorda:
“O ponto forte na prova dos
[igreja] pais é a sua unanimidade. É bastante claro que nenhum outro
lugar era conhecido por eles como alegando ter sido palco da morte de
São Pedro, e o repositório de suas relíquias.” – (São Pedro, em Roma, Londres, 1900. P. 7.)
A Nova Enciclopédia de Conhecimento Religioso de Schaff-Herzog confirma isso dizendo:
“Tradição parece manter que
Pedro foi a Roma [....] e ali sofreu o martírio sob Nero. Nenhuma outra
FONTE descreve o lugar do martírio de Pedro em um lugar diferente de
Roma. Parece mais provável, no todo, que Pedro morreu como um mártir em
Roma no final do reinado de Nero, em algum momento após a cessação da
perseguição geral.” (Artigo: “Pedro”)
João Inácio Dollinger afirma esta mesma evidência:
“São Pedro trabalhou em Roma é
um fato tão abundantemente comprovado e tão arraigado na história cristã
primitiva, que quem trata como uma lenda devia, em coerência tratar de
toda a história da Igreja primitiva como lenda também, ou, pelo menos,
bastante incerta“(A primeira era do cristianismo e da Igreja, em
Londres. 1867. p. 296).
Palavras fortes.
Como autor James, afirma Hardy Ropes:
“A tradição, entretanto, que
Pedro veio a Roma, e sofreu o martírio sob Nero (54-68 d.C), ainda na
grande perseguição que se seguiu ao incêndio da cidade ou um pouco mais
tarde, repousa sobre uma base diferente e mais firme …. É inquestionável
que 150 anos após a morte de Pedro essa era a crença comum em Roma que
ele havia morrido lá, como tinha Paulo. Os “troféus” dos dois grandes
apóstolos podiam ser vistos na Colina do Vaticano e pela Via Ostiense …
uma forte tradição local da morte em Roma, de ambos os apóstolos é
atestada em um tempo não muito distante do evento.”(A Era Apostólica à
Luz da Crítica Moderna. New York. 1908. Pp. 215-216.)
A crença de que Pedro foi
martirizado e viveu em Roma não foi devido à vaidade ou ambição dos
cristãos locais, mas foi sempre atestado, por toda a Igreja. Nenhum
depoimento até o meio do século 3 realmente precisa ser considerado; por
que até este tempo, a Igreja presente em Roma alegou ter o corpo do
apóstolo e NINGUÉM contestou o fato.
É mais do que interessante
perceber que não há uma única passagem ou declaração em contrário, em
qualquer das obras literárias que se tratam com os fundamentos do
cristianismo até mesmo depois da Reforma. Você não acha que é estranho?
Você não acha que alguém não teria aproveitado esta reivindicação de
Roma, para usá-la como um ponto de discórdia se houvesse alguma dúvida
quanto à sua validade? Você não acha que as Igrejas orientais teriam
chegado a rechaçar esta pretensão, se não fosse verdade? Durante
séculos, as igrejas orientais estavam em conflito quase constante com
Roma durante a Páscoa, o sábado, e muitas outras questões doutrinárias.
Se eles pudessem aproveitar esta reivindicação de Roma que Pedro tinha
trabalhado e morrido lá, eles certamente teriam usado isso contra a
Igreja de Roma! Mas eles não usaram. POR QUE? Porque não havia
absolutamente nenhuma dúvida sobre Roma ter sido o local de episcopado e
morte de Pedro!
Completa, William McBirnie:
“Nós certamente não temos
sequer a menor referência que aponta para qualquer outro local além de
Roma, que poderia ser considerado como a cena de sua morte. E em favor
de Roma, existem tradições importantes que ele realmente morreu em Roma.
No segundo e terceiro séculos, quando certas Igrejas estavam em
rivalidade com os de Roma nunca ocorreu que um único deles contestasse a
alegação de Roma que era lá o local do martírio de Pedro.” (A Procura aos Doze Apóstolos. Tyndale House Publishers, Inc. Wheaton, Illinois. 1973. P. 64.)
O Dicionário bíblico de Unger
afirma inequivocamente que “a evidência para de seu martírio [de Pedro]
lá [em Roma] está completa, enquanto há uma ausência total de qualquer
declaração contrária nos escritos dos pais da Igreja” (Terceira Edição,
Chicago. 1960. P . 850).
George Edmundson, em seu livro A Igreja em Roma no século I, dogmaticamente repete a mesma conclusão:
“Nós não temos sequer o menor
vestígio que aponte para qualquer outro lugar que poderia ser
considerado como a cena da morte dele [de Pedro] …. É um ponto ainda
mais importante que no segundo e terceiro séculos, quando certas igrejas
estavam em rivalidade com a de Roma, nunca ocorreu a uma única delas
contestar a alegação de que Roma era a cena do martírio de Pedro. Na
verdade, até mais pode ser dito; precisamente no leste, como fica claro a
partir dos escritos pseudo-Clementinos e as histórias Petrinas,
sobretudo aqueles que lidam com o conflito de Pedro com Simão, o mago. A
TRADIÇÃO DA RESIDÊNCIA ROMANA DE PEDRO tinha domínio particularmente
forte. (Londres. 1913. Pp. 114-115.)[Capslock nossos]
EVIDÊNCIAS PRIMITIVAS
Como
a verdade é única e imutável, assim como ninguém pode apagar a
história, afim de desmentir aqueles que negam a vida do Santo Apóstolo
Pedro em Roma, seu episcopado e martírio nesta cidade, vale a pena
sempre recordar a memória cristã afim de combater o erro.
A partir do século I uma obra apócrifa chamada Ascensão de Isaías
chegou até nós, e este é provavelmente o primeiro documento mais antigo
e que atesta o martírio de Pedro em Roma. Em uma passagem (cap. 4, 2s),
lemos a seguinte previsão:
“…
então surgirá Belial, o grande príncipe, o rei deste mundo, que governa
desde sua origem, e ele descerá do seu firmamento em forma humana, rei
da maldade, assassino de sua mãe, ele mesmo é o rei deste mundo, e ele
vai perseguir a planta que os 12 apóstolos do Amado plantaram, um dos 12
será entregue em suas mãos.”
Esta é uma clara referência ao
imperador Nero, que assassinou sua mãe Agripina em 59 d.C, e colocou
Pedro a morte em fevereiro de 68 d.C. Ele não pode ter se referido a
Paulo, pois este foi decapitado em janeiro de 67 d.C, por Hélio, um dos
prefeitos que foram deixados no comando de Roma enquanto Nero estava
longe na Grécia entretendo os bajuladores cidadãos desta província.
A próxima referência,
cronológica, é a Epístola de Clemente para Tiago. Embora muitos
historiadores tenham colocado esta carta nos últimos dez anos do século
primeiro, há algumas objeções a isso. A maior objeção, é claro, é que
Tiago não poderia estar vivo nessa data tardia. Todas as indicações são
de que Tiago foi assassinado durante a guerra interfaccional que ocorreu
em Jerusalém pouco antes da destruição romana da cidade em 70 d.C. Além
disso, há uma abundância de material para mostrar que Pedro ordenou
Clemente PARA SUBSTITUIR LINO, como superintendente da Igreja Romana,
após o martírio deste último em 67 d.C. A lista dos bispos de Roma, nos
Padres pré Nicenos mostram que Clemente foi bispo de 68-71 d.C.
Evidentemente, o seu primeiro ato como bispo foi informar Tiago a respeito da morte de Pedro:
“Clemente para Tiago, que
governa Jerusalém, a santa Igreja dos hebreus, e as igrejas em toda
parte excelentemente fundadas pela providência de Deus, com os anciãos e
diáconos, e o resto dos irmãos, a paz esteja sempre …. ele próprio
[Pedro], em razão de seu imenso amor para com os homens, tendo chegado
até Roma, clara e publicamente testemunhando, em oposição ao maligno que
resistiu a ele, que há de ser um bom rei sobre todo o mundo, ao salvar
os homens por sua doutrina inspirada por Deus, Ele mesmo, pela
violência, trocou a presente existência pela vida eterna.” (Epístola de
Clemente de Tiago)
A referência enigmática à morte
de Pedro ocorre no livro de João na Bíblia que, a maioria dos
estudiosos acreditam que foi escrito na última década do primeiro
século. Aqui, nos versículos 18 e 19 do capítulo 21, lemos:
“‘Eu digo a verdade, quando
você era mais jovem que você vestiu a si mesmo e andavas por onde
querias; Mas quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e
te levará para onde não queres ir’ Jesus disse isto para indicar o tipo
de morte com que Pedro iria glorificar a Deus.”
O estiramento das mãos
refere-se a crucificação de Pedro em sua velhice, no entanto, a passagem
não indica onde esta a crucificação aconteceria.
Nos primeiros anos do século II um documento siríaco, chamado A Pregação de Pedro,
foi escrito. Sua data é indicada pelo fato de que o gnóstico Heracleon,
o utilizou em seus escritos durante o tempo do imperador Adriano
(117-138 dC). De acordo com João Inácio Dollinger, A Pregação de Pedro
traz “São Pedro e São Paulo juntos em Roma, e divide os discursos e
declarações que tiveram lugar lá entre os dois … é notoriamente fundado
sob fato universalmente admitido de São Pedro ter trabalhado em Roma.”
É inconcebível pensar que tal
documento (alegando aceitação como um produto genuíno da era apostólica)
teria apresentado uma fábula sem fundamento sobre a presença de Pedro
em Roma, numa altura em que muitos que tinham visto o apóstolo ainda
estavam vivos!
O documento na sua introdução:
“No terceiro ano de Cláudio
César, Simon Cefas partiu de Antioquia para ir a Roma. E nos lugares em
que ele passou, pregou em vários países a palavra de nosso Senhor. E,
quando ele quase chegando em Roma, muitos já tinham ouvido falar dele e
saíram para encontrá-lo…” (A Pregação de Pedro – Introdução)
Cláudio
começou a reinar no ano 41 d.C, e Pedro, segundo o documento, foi a
Roma no terceiro ano do seu reinado, segundo o documento, logo em 44
d.C, exatamente na mesma data prevista por muitos historiadores.
Por volta do ano 107 d.C.
Inácio, um dos pais da igreja primitiva, diz em sua epístola à Igreja
romana: “Eu não vos dou ordens como Pedro e Paulo” (Carta aos Romanos 4,3 – 107 d.C
Uma referência oblíqua à residência de Pedro em Roma.
Thomas Lewin, em A Vida e Epístola de São Paulo, menciona que uma obra intitulada Praedicatio Pauli, atribuída ao segundo século, fala sobre uma reunião de Pedro e Paulo em Roma (Vol. 2 London 1874..).
Os eventos que levaram à morte de Pedro são descritas em pormenores num trabalho chamado de Atos de Pedro,
que estava em circulação em Roma, cerca de 85 anos após a morte do
apóstolo. Mais uma vez, aqueles que leram este trabalho teriam sido da
segunda geração de cristãos, cujos pais se lembrariam dos lugares e
personalidades descritas.
Não há nenhum registro
histórico que esta narrativa a respeito da morte e episcopado de Pedro
em Roma tivesse sido contestada. Portanto, um fio de verdade deve ser
consagrado neste, Atos de Pedro, que ligam os eventos descritos.
O Dicionário bíblico de Unger atesta a antiga crença universal de que Pedro morreu e foi bispo em Roma:
“No século II Dionísio de
Corinto, na epístola ao Bispo de Roma, relata, como um fato
universalmente conhecido e levado em conta para as relações íntimas
entre Corinto e Roma, que Pedro e Paulo, ambos, ensinado na Itália, e
sofrendo o martírio na mesma época. Em suma, a maioria das igrejas quase
conectados a Roma e aquelas mais fora de sua influência, que era forte,
mas, irrelevante no oriente, concordam com a afirmação de que Pedro foi
um dos fundadores conjuntos da igreja [de Roma], e morreu nesta
cidade.”
O escritor e filósofo Orígenes
(185-254) (conhecido como o pai da ciência da Igreja Oriental da crítica
bíblica e exegese no início do século III) escreve que, depois de
pregar em Pontus e outros lugares para os judeus da Dispersão , Pedro
“finalmente veio a Roma, e foi crucificado com a cabeça para baixo.”
Da mesma forma Irineu, que foi bispo de Lyon, na Gália (por volta de 202) afirma na sua obra, Contra as Heresias, III,1 que “Pedro e Paulo estavam pregando em Roma, e lá que estabeleceram as bases da igreja.” Mais adiante, em Contra as Heresias, III, 2,
ele acrescenta: “Indicando que a tradição derivada dos apóstolos, da
igreja muito grande, muito antiga e universalmente conhecida, fundada e
estabelecida em Roma pelos dois gloriosos apóstolos, Pedro e Paulo.”
Tertuliano, o eminente pai da
igreja menciona, por volta do ano 218, “aqueles a quem Pedro batizou no
Tibre” (Sobre Batismo, 4). Em seu trabalho Prescrição contra os hereges (36), ele diz que a igreja de Roma “afirma que Clemente foi ordenado por Pedro.”
“A Igreja também dos
romanos pública – isto é, demonstra por instrumentos públicos e provas
– que Clemente foi ordenado por Pedro.“
“Feliz
Igreja, na qual os Apóstolos verteram seu sangue por sua doutrina
integral!” - e falando da Igreja Romana,“onde a paixão de Pedro se fez
como a paixão do Senhor.“
“Nero
foi o primeiro a banhar no sangue o berço da fé. Pedro então, segundo a
promessa de Cristo, foi por outrem cingido quando o suspenderam na
Cruz.”(Scorp. c. 15)
Clemente
de Alexandria (+ 220), como citado por Eusébio, acrescenta outro
detalhe quando ele menciona a visita de Pedro a Roma para lidar com
Simão, o Mago.
Arnóbio
de Sica (307 d.C) Um pouco mais tarde, no século IV, diz: “Na própria
Roma … eles se apressaram em abandonar os costumes de seus ancestrais,
para juntar-se a verdade cristã, porque eles tinham visto o orgulho de
Simão, o Mago , e sua impetuosa carruagem despedaçados pela boca de
Pedro” (Adv. Gentes, II. 12).
Lactâncio
da África – que viveu por volta de 310 d.C – conta como os apóstolos,
incluindo Paulo “durante 25 anos, e até o início do reinado do imperador
Nero … ocuparam-se em lançar as bases da Igreja em todas as Província e
Cidades. E enquanto Nero reinava, o apóstolo Pedro chegou a Roma, e …
construiu um templo fiel e firme para o Senhor. Quando Nero ouviu essas
coisas … ele crucificou Pedro, e matou Paulo” (Handbook of Cronologia
bíblica, por Jack Finegan. Princeton, NJ, 1964).
Hegesipo,
que também escreveu no século 4, descreve a luta entre Pedro e Simão
Mago – EM ROMA – respeito de um parente do imperador Nero, que foi
ressuscitado dentre os mortos, e então como o sedutor (Simão Mago)
chegou a um trágico fim. Por causa da morte de Mago (67 d.C) Nero (que o
tratou como um favorito) ficou tão enfurecido que ele lançou Pedro na
prisão até o seu retorno a Roma.
O
Eusébio (+ 324) observa que Pedro “parece ter pregado através de
Pontus, Galácia, Bitínia, Capadócia e Ásia, e finalmente chegando a
Roma, foi crucificado de cabeça para baixo, a seu pedido.” Em outros
lugares em seus escritos, Eusébio afirma que “Paulo foi sido decapitado
em Roma e Pedro ter sido crucificado ….”
“Depois do martírio de Pedro e
Paulo, o primeiro a obter o episcopado na Igreja de Roma foi Lino.
Paulo, ao escrever de Roma a Timóteo, cita-o na saudação final da carta
[cf. 2Tm 4,21].”(Eusébio Bispo de Cesaréia – HE,III,2 – 317 d.C).
“[...]quanto a
Lino, cuja presença junto dele [do Apóstolo Paulo] em Roma foi
registrada na 2ª carta a Timóteo [cf. 2Tm 4,21], depois de Pedro foi o
primeiro a obter ali o episcopado, conforme mencionamos mais acima.”(Eusébio Bispo de Cesaréia – HE,IV,8 – 317 d.C).
“[...]Alexandre recebeu o episcopado em Roma, sendo o quinto na sucessão de Pedro e Paulo”(Eusébio Bispo de Cesaréia – HE,IV,1 – 317 d.C).
“Sob Cláudio, Fílon em Roma
relacionou-se com Pedro, que então pregava aos seus habitantes.”(Eusébio
de Cesaréia – HE II,17,1 – 317 d.C)
“[...]Alexandre recebeu o episcopado em Roma, sendo o quinto na sucessão de Pedro e Paulo”(Eusébio Bispo de Cesaréia – HE,IV,1 – 317 d.C).
O filósofo Macário Magnes, que
provavelmente foi bispo de Magnésia em Caria ou Lídia por volta do ano
400 d.C, diz em um de seus diálogos, como Pedro escapou da prisão sob
Herodes, e, em seguida, diz, em referência à missão de Pedro dada por
Cristo para “alimentar as minhas ovelhas”, que “está registrado que
Pedro alimentou as ovelhas durante vários meses apenas de ser
crucificado.” Isso provavelmente significa “vários meses” de atividade
em Roma antes de ser preso e condenado à morte. Magnes, em seguida,
refere-se a Paulo, juntamente com Pedro: “Este vom companheiro foi
dominado em Roma e decapitado … assim como Pedro … foi preso à cruz e
crucificado.”
A história clássica dos papas antigos conhecidos como o Liber Pontificalis
(que pode ser datado, na sua forma mais antiga, do século VI) contém
uma biografia de Pedro. Nesta biografia afirma-se que o apóstolo foi
enterrado perto do lugar onde ele tinha sido crucificado, ou seja,
“perto do palácio de Nero, no Vaticano, próximo à região do Triunfo”.
O bispo Dionísio de Corinto, em
extrato de uma de suas cartas aos romanos (170) trata da seguinte forma
o martírio de Pedro e Paulo: “Tendo vindo ambos a Corinto, os dois
apóstolos Pedro e Paulo nos formaram na doutrina do Evangelho. A seguir,
indo para a Itália, eles vos transmitiram os mesmos ensinamentos e, por
fim, sofreram o martírio simultaneamente.”(Fragmento conservado na História Eclesiástica de Eusébio, II,25,8.)
Gaio, presbítero romano, em 199: “Nós
aqui em Roma temos algo melhor do que o túmulo de Filipe. Possuímos os
troféus dos apóstolos fundadores desta Igreja local. Ide à Via Ostiense e
lá encontrareis o troféu de Paulo; ide ao Vaticano e lá vereis o troféu
de Pedro.“
Gaio dirigiu-se nos seguintes termos a um grupo de hereges: “Posso
mostrar-vos os troféus (túmulos) dos Apóstolos. Caso queirais ir ao
Vaticano ou à Via Ostiense, lá encontrareis os troféus daqueles que
fundaram esta Igreja.”(Eusébio, História Eclesiástica, 1125, 7.)
Ireneu (130 – 202), o Bispo de Lião referiu novamente:
“Para a maior e mais antiga a mais famosa Igreja, fundada pelos dois mais gloriosos Apóstolos, Pedro e Paulo.”
E ainda:
“Os bem-aventurados
Apóstolos, portanto, fundando e instituindo a Igreja, entregaram a Lino o
cargo de administrá-la como bispo; a este sucedeu Anacleto; pois dele,
em terceiro lugar a partir dos Apóstolos, Clemente recebeu o episcopado.“
“Mateus, achando-se entre
os hebreus, escreveu o Evangelho na língua deles, enquanto Pedro e Paulo
evangelizavam em Roma e aí fundavam a Igreja.” (L. 3, c. 1, n. 1, v. 4).
Epifânio (315-403 d.C.), Bispo de Constância: “A sucessão de Bispos em Roma é nesta ordem: Pedro e Paulo, Lino, Cleto, Clemente etc…”(ii. 27 – Sales, St. Francis de, The Catholic Controverse, Tan Books and Publishers Inc., USA, 1989, pp. 280-282.)
Doroteu de Tiro (+362) “Lino foi Bispo de Roma após o seu primeiro guia, Pedro.“ (In: Syn.)
Optato de Milevo: “Você não
pode negar que sabe que na cidade de Roma a cadeira episcopal foi
primeiro investida por Pedro, na qual Pedro, cabeça dos Apóstolos, a
ocupou.” (De Sch. Don)
Cipriano (+ 258) Bispo de Cartago (norte da África): “A cátedra de Roma é a cátedra de Pedro, a Igreja principal, de onde se origina a unidade sacerdotal.”(Epístola 55, 14.)
Santo Agostinho (354 – 430): “A Pedro sucedeu Lino.”(Ep. 53, ad. Gen.)
o venerável Beda (historiador britânico do século VII) menciona esse entendimento UNIVERSAL no seu livro intitulado Um História da Igreja e do povo Inglês:
“Quando
Wilfred tinha recebido ordem do rei para falar, ele disse: “Os nossos
costumes de Páscoa são aqueles que temos visto universalmente observados
em Roma, onde os Santos Apóstolos Pedro e Paulo viveram, ensinaram,
sofreram, e estão enterrados.”
Também Simeão Metafrastes,
que viveu em 900 d.C, é disse, “que Pedro ficou algum tempo na Bitínia;
onde tendo pregado a palavra, estabeleceu igrejas, bispos ordenados,
padres e diáconos, no ano 12 de Nero [66 d.C] e retornou a Roma.”
William Cave, em seu livro acadêmico sobre a vida dos doze apóstolos, faz eco ao historiador Onófrio:
“Onófrio, um homem de grande
erudição e eloquência em todos os assuntos da antiguidade … vai por si
mesmo … e … afirma, que ele [Pedro] … tendo passado quase todo o reinado
de Nero em várias partes Europa, retornou, no fim do reinado de Nero, a
Roma, e morreu ali ….” ( a Vida dos Apóstolos, Oxford 1840).
OS TEXTOS DO ORIENTE
Mesmos os antigos textos etíopes traduzidos pelo falecido egiptólogo E.A. Wallis Budge mencionaram a ligação de Pedro com Roma.
“E aconteceu que, quando o
apóstolo divide os países do mundo, entre eles, a cidade de Roma
tornou-se a porção de Pedro …. Agora, quando o bem-aventurado Pedro
morreu na cidade de Roma, nos dias de Nero o imperador, os apóstolos
foram dispersos…”(As Contendas dos Apóstolos, Londres 1901. p. 137)
Mais
adiante, no mesmo volume, encontramos mais confirmações: “E depois que
todos os apóstolos terminaram seus trabalhos, e partiram deste mundo.
Pedro foi crucificado na cidade de Roma, cortaram a cabeça de Paulo, na
mesma cidade, e Marcos foi esfolado vivo na cidade de Alexandria ….”
(Página 254).
Outro documento siríaco, que é
um extrato de um livro sobre o rei Abgar e o apóstolo Tadeu, descreve as
áreas de responsabilidade atribuídas a cada apóstolo: “Para
Simão[Pedro] foi atribuído ROMA, a João, Éfeso, para Tomé a Índia, e a
Tadeu o país dos assírios. E, quando eles foram enviados cada um deles
para o distrito que lhe tinha sido atribuído, dedicaram-se a trazer
vários países ao discipulado “(os Padres Pré-Nicenos, p. 656).
E, finalmente, da mesma parte do mundo, um outro antigo documento intitulado O Ensino dos Apóstolos, diz: “E César Nero se despediu crucificando numa cruz Simão Cefas na cidade de Roma”.
O
que eu citei aqui é apenas uma pequena amostra da quantidade volumosa
de materiais existentes que mostram claramente que Pedro esteve em Roma e
terminou sua longa vida lá. E, como mencionei anteriormente, não há um
“i” de informação histórica que refute a alegação de Roma ser o lugar de
episcopado e descanso final de Pedro. Que, em si, é notável!
EVIDENCIAS MODERNAS
Vamos agora cruzar as
fronteiras do tempo e ver o que estudiosos modernos tem a dizer sobre a
residência e morte de Pedro em Roma. Têm diminuído ao longo dos séculos a
validade da afirmação de Roma? Tem a unanimidade dos primeiros séculos
desaparecido e foi pisada pela crítica moderna?
Engelbert
Kirschbaum – um dos quatro arqueólogos que escavaram a área sob o altar
de São Pedro em Roma – escreveu, em 1959: “O que sabemos é que Pedro
sofreu uma morte por martírio no reinado de Nero e que desde cedo seu
túmulo era conhecido por ser sobre o Vaticano perto dos jardins de
Nero.” (The Tombs of St. Peter e St. Paul, New York).
De acordo com George Armstrong (“Opinião” Seção do Los Angeles Times):
“Após
grande incêndio de Nero em 64 d.C, ele construiu uma área suburbana
conhecida como Circus Vaticano para carros e corridas de cavalos. A
atração adicionada do fim de semana seriam execuções públicas de
criminosos ou subversivos. Pedro, um incômodo e estrangeiro, fanático
religioso, era um bom candidato para uma crucificação no Circus. Segundo
uma antiga tradição foi sepultado perto, logo após tal evento.”(Artigo,
Mistério Romano: O caso do Santo de duas cabeças. Mid-1980)
“Quando
o homem chamado Simão Pedro foi brutalmente executado, a 1915 anos
atrás, em Roma, faleceu um daquele pequeno grupo de personalidades
históricas que merecem ser figurados como monumentais” (The Bones of St.
Peter, pelo evangelista John Walsh. Nova york, 1982. p. 1).
Em
1953, os autores Fulton Oursler e April Oursler Armstrong afirmara que
“antes de deixar Puteoli, Paulo tinha ouvido a história completa da
silenciosa conquista de Roma por Pedro, começando com os pobres, em
seguida, estendendo o batismo de Cristo até mesmo para os homens do
tribunal de Nero. Com Marcos ao seu lado, Pedro tinha andado com os
olhos arregalados em Roma, até o Trastevere, o centro da vida judaica” (A maior fé Fé já conhecida. New York. p. 31).
Bo Reicke, uma autoridade na
era do Novo Testamento, observa que a cidade de Roma foi um importante
centro durante o crescimento do evangelho: “Após o martírio de Tiago em
Jerusalém em 62, Roma, o mais importante lugar de parada dos Apóstolos
Pedro e Paulo, veio à tona, e mesmo após seu martírio lá … a capital do
Império permaneceu no centro das atenções da igreja.” (A Era do Novo Testamento. Fortress Press, Philadelphia 1981 p. 211…)
Desde
a Reforma e o estabelecimento subsequente de várias igrejas
protestantes, tem havido um coro persistente de vozes proclamando como
falácia a afirmação de Roma ser o local de residência e morte de Pedro.
Um exame sério dessas alegações, no entanto, quase sempre mostra alguma
falta de erudição e um viés teológico que geralmente é vingativo por
natureza.
Um exemplo recente de uma voz que se levantou para dizer que Pedro nunca esteve em Roma, é encontrado no livro “Babilônia Religião de Mistério”, de Ralph Woodrow:
“Não
há nenhuma prova, biblicamente falando, que Pedro chegou perto de Roma!
O Novo Testamento nos diz que ele foi para Antioquia, Samaria, Jope,
Cesaréia, e em outros lugares, mas não a Roma! Esta é uma estranha
omissão, especialmente por que Roma era considerada a cidade mais
importante do mundo!”
Realmente estranho! Sr. Woodrow
faz uma declaração enfática aqui que Pedro nunca chegou perto de Roma,
mas não oferece nenhuma evidência para apoiar isso. Não há nenhuma
prova, biblicamente falando, que Pedro não foi a Roma! Por que não pode a
frase “outros lugares” incluir Roma? Isso é típico dos argumentos
apresentados por uma minoria que simplesmente não conseguem aceitar a
presença de Pedro em Roma para tentar desfazê-lo como Papa!
Estudos
sérios e o verdadeiro discernimento, mostram que a passagem do tempo
não tem negado a esmagadora evidência de que Pedro realmente foi pra
Roma viveu e morrer ali.
PEDRO VISITOU ROMA MAIS DE UMA VEZ?
Você notou algo incomum em
várias das citações anteriores sobre Pedro? Você percebeu o que Simeão
Metafrates e Dean Stanley disseram? Perceba! “… Pedro ficou algum tempo
na Bitínia, onde pregou a palavra, fundou igrejas, ordenou bispos,
padres e diáconos, no ano 12 de Nero, ele retornou a Roma.” Isso pode
possivelmente significar que Pedro estava em Roma, em mais de uma
ocasião? Observe o que Dean Stanley diz: “… a visão que São Pedro … (2
Pedro 1:14), teve nesta última visita à Bitínia… Pouco tempo depois
Pedro retornou ao Roma, onde mais tarde foi executado.”
Será isso uma coincidência? A palavra “retornou” certamente implica em uma visita anterior!
Na
História Eclesiástica de Eusébio, lemos: “Sob o reinado de Claudio
[41-54 dC] pela providência benigna e graciosa de Deus, Pedro, esse
grande e poderoso apóstolo, que por sua coragem assumiu a liderança do
resto, e foi conduzido a Roma.” Agora, tanto o latino (Hieronymian) e as
traduções siríacas da crônica de Eusébio dizem que Pedro foi para Roma
no ano segundo de Cláudio e a Antioquia dois anos depois. Aqui temos uma
prova positiva de que Pedro realmente visitou Roma em mais de uma
ocasião. Os dois anos mencionados aqui realmente representam o tempo
gasto em Roma neste momento, segundo a tradição e a consciência
acadêmica.
De acordo com George Edmundson, em sua obra A Igreja em Roma no século I:
“Jerônimo
escreve o seguinte: “Simão Pedro, príncipe dos apóstolos, depois de o
episcopado da igreja de Antioquia e pregando para a dispersão dos da
circuncisão, que tinham acreditado no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e
Bitínia, no 2º ano de Cláudio foi para Roma para se opor Simão, o Mago e
sentou por 25 anos na cadeira sacerdotal até o último ano de Nero, que é
o 14º. “Agora, aqui no meio de uma certa confusão … uma data definida é
dada para primeira chegada de Pedro em Roma, e, note-se, é a data de
sua fuga da perseguição de Herodes Agripa, e seu desaparecimento da
narrativa de Atos.” (Londres. 1913. Pp. 50-51.)
Jerônimo
afirma que no ano 14 do reinado de Nero foi o último de seu reinado, e a
história registra que Nero morreu em junho de 68, em seguida, usando o
cálculo de Jerome, o 2 º ano de Cláudio deve ter sido 43 d.C. Isto
concorda, como o Sr. Edmundson observou, com a data da prisão de Pedro e
fuga de Herodes, e concorda com as datas históricas para o reinado de
Cláudio.
Cronologistas concordam que
Herodes morreu em 44 d.C, e o livro de Atos mostra que depois da fuga de
Pedro, Herodes foi para Cesárea, onde passou algum tempo em negociações
com enviados de Tiro e de outras cidades fenícias antes de sua morte.
Isso, juntamente com a tradição universal grega que os apóstolos não
deixaram a região sírio-palestina até ao fim dos 12 anos de ministério,
se encaixa bem com a datação de Eusébio e Jerônimo.
O historiador Jean Daniélou corrobora com a data da partida de Pedro de Jerusalém:
“Os
Atos nos diz que em 43, após a morte de Tiago, Pedro saiu de Jerusalém
“para outro lugar” (Atos 12:17). Ele está perdido de vista, até 49,
quando encontramos ele no concílio de Jerusalém. Nenhum texto canônico
tem nada a dizer sobre a sua atividade missionária durante este tempo.
Mas Eusébio escreve que ele chegou a Roma, cerca de 44, no início do
reinado de Cláudio.” (The Christian Centuries, p. 28.)
No livro, O Drama dos Discípulos Perdidos, autor George F. Jowett afirma que “A primeiro ida de Pedro a Roma foi 12 anos depois da morte de Jesus …” (Página 113).
Autor John Walsh também
corrobora com este período: “Depois de escapar da prisão no ano 43, ele
[Pedro] faz uma visita apressada à casa de Marcos, deixa certas
instruções e, como Atos breves acaba, ‘Então ele saiu e foi para outro
lugar.’”(The Bones of St. Peter, p. 34).
Os acontecimentos imediatos após a partida de Pedro de Jerusalém são revelados em um antigo texto etíope chamado As Contendas dos Apóstolos:
“… meu mestre Pedro abraçou os
irmãos que viviam na cidade de Jerusalém … então partimos para a
fronteira da cidade de Jope, e embarcamos em um navio e navegamos sobre o
mar até [que chegamos] no ilha de Chipre, onde ficamos durante um
período de 3 a 20 dias, pois assim me [Pedro] disse o Senhor para fazer
…. Enquanto eu ainda estava na ilha de Chipre, o anjo de Deus apareceu
para mim e disse. .. “Levanta-te, e vá para a cidade de Roma”, por isso
parti para lá… cheguei à cidade de Roma e entrei nela.” (E. A. Wallis
Budge. Londres 1901. P. 505).
Hipólito, bispo do Ponto, também confirma primeira visita a Roma por Pedro:
“Este
Simão [Mago] enganando a muitos por suas feitiçarias em Samaria foi
repreendido pelos apóstolos e foi colocado sob uma maldição, como foi
escrito nos Atos. Mas ele depois de ter abjurado a fé e tentado [estas
práticas], e caminhando até Roma caiu com o apóstolo [Pedro], e a ele,
enganou a muitos por suas feitiçarias, Pedro o enfrentou várias vezes.
(Philos. vi. 15.)
O historiador
Onófrio, como registrado por William Cave, afirma que Pedro “foi
primeiro a Roma, de onde volta para o concílio de Jerusalém, ele de lá
foi para Antioquia … e de passou quase todo o reinado de Nero, em
diversas partes da Europa, retornou, no fim do reinado de Nero, a Roma, e
lá morreu …”
Aqui vemos, mais uma vez, as
evidências plenas mostrando que Pedro esteve em Roma duas vezes durante
sua vida. William Caverna afirma (algumas páginas antes, em seu livro A
Vida dos Apóstolos (p. 200)): “O que aconteceu com Pedro após sua
libertação da prisão não é certamente conhecido …. Depois disso [escapar
da prisão], ele resolveu seguir viagem para Roma, onde a maioria
concorda que ele chegou SOBRE O segundo ano do imperador Cláudio”.
Outra pista que mostra Pedro
foi a Roma, em mais de uma ocasião é feita por George Edmundson: “da
primeira visita e pregação de São Pedro em Roma a tradição primitiva
proferiu alguns detalhes, uma série, no entanto, de testemunhas afirmam
que Marcos acompanhou o Apóstolo ROMA e lá escreveu seu Evangelho “.
O EVANGELHO DE MARCOS
Os
primeiros escritores como Clemente, Eusébio e Jerônimo afirmam que o
evangelho de Marcos foi publicado pela primeira vez em Roma – em uma
data muito antiga! No segundo livro de Eusébio da história da Igreja
somos informados de como Simão, o Mago escapou de Pedro em Roma, e como
Pedro logo depois seguiu “levando com ele a proclamação do evangelho da
glória. Para estando em Roma, Pedro aprovou o trabalho do Evangelho de
Marcos .” Clemente de Alexandria afirma que Pedro pregou em Roma, e que
Marcos escreveu seu Evangelho a pedido de ouvintes de Pedro. (Hipol.
Lib. VI. Apud Eusébio H. E. II. 14).
Papias (70-155 dC), como
registrado por Eusébio, diz-nos que Marcos escreveu seu evangelho
(baseado em sermões de Pedro), na cidade de Roma.
William Steuart McBirnie, em seu livro A procura pelos os 12 Apóstolos, registra:
Enquanto em Roma Marcos deve
ter escrito seu evangelho, a pedido de S. Pedro. Os ” Pais Pós-Nicenos”
registram a tradição: “Marcos, o discípulo e intérprete de Pedro
escreveu um evangelho curto, a pedido dos irmãos em Roma, incorporando o
que ouvira Pedro dizer . Quando Pedro soube disso, ele aprovou e
publicou-o para as igrejas para serem lidos por sua autoridade, como
Clemente, no livro 6 de seu “Hypotyposes” e Papias, bispo de Hierápolis, registra. (New York 1973 Pp 253-254)
Um estudo cuidadoso do Livro de
S. Marcos mostra que foi realmente escrito para um público gentio.
Aspas nas palavras em aramaico (seguido de uma tradução delas) e sua
explicação de muitos dos costumes judaicos provam isso.
Mas como podemos ter certeza de
Marcos escreveu seu evangelho durante uma visita anterior sw Pedro a
Roma? Não é concebível que ele escreveu pouco antes ou depois da morte
de Pedro, em 68 d.C? Há um número de maneiras que nós podemos resolver
isso!
Durante
1947, quando os Pergaminhos do Mar Morto foram sendo recuperados das
cavernas da encosta adjacente à comunidade de Quram, 19 pedacinhos de
papiros (identificados como fragmentos do evangelho de Marcos) foram
encontrados. A datação subsequente pelo professor José O’Callaghan do
Pontifício Instituto Bíblico de Roma, mostrou que esses fragmentos
faziam parte de um pergaminho mantido em uma biblioteca de palestinos em
50 d.C. Isto indica que o evangelho de Marcos pode ter estado em
circulação dentro de um década e meia depois da morte de cristo. Isso se
encaixa perfeitamente com tempo datado da primeira visita a Roma por
Pedro e Marcos.
O historiador protestante
Harnack concorda, dizendo “… não pode haver … nenhuma objeção em aceitar
a voz da tradição que faz com que o evangelho [de Marcos] tenha sido
escrito para o uso de Romanos convertidos por Pedro por volta do ano 45
d.C” (A Igreja em Roma no século I, pp 67-68).
Nas Crônicas antigas de Mateus de Paris
(um monge Inglês e Cronista – sobre os 13 primeiros séculos),
encontramos Pedro listado, como tendo chegado a Roma em 41 d.C e da
escrita do evangelho de Marcos em 42 d.C. Se corrigirmos as datas aqui,
temos 44 d.C para a chegada de Pedro a Roma e 45 para a escrita do
evangelho de Marcos. (The Coming of the Saints, por John W. Taylor. London 1969. P. 138).
Os apêndices de A Igreja de Roma no século I
(página 239), mostram uma tabela cronológica dos eventos que revela
evangelho de Marcos tendo sido escrito em Roma, em 44-45 d.C. Eles
continuam dizendo que Pedro e Marcos deixaram Roma em 45 d.C e chegaram
em Jerusalém, na primavera de 46.
OS OUTROS TRÊS EVANGELHOS
Outra maneira de determinar se
Marcos escreveu seu evangelho durante uma estadia em Roma mais cedo com
Pedro, ou na época da morte de Pedro, é verificar quando o evangelho foi
escrito em relação aos outros três evangelhos.
Nos primeiros comentários de
Orígenes (185-254 dC) sobre o evangelho segundo Mateus, ele atesta que
ele conhece apenas quatro evangelhos – escrito na seguinte ordem:
“…como tendo aprendido pela
tradição sobre os quatro evangelhos, o que por si só são
inquestionáveis, na Igreja de Deus debaixo do céu, o primeiro que foi
escrito foi o segundo Mateus … que o publicou para aqueles que do
judaísmo passaram a acreditar, composto na língua hebraica. Em segundo
lugar, o de segundo Marcos, que escreveu em conformidade com as
instruções de Pedro … e em terceiro lugar e segundo Lucas, que escreveu,
para aqueles que dentre os gentios [passaram a acreditar], o evangelho
que foi elogiado por Paulo. Depois de todos, o segundo João.”
Parece que o presente Novo Testamento preserva a ordem em que os quatro evangelhos foram escritos originalmente.
Assinaturas que aparecem no
final do Evangelho de Mateus em numerosos manuscritos (todos sendo mais
tarde do que o século X ), dizem que a conta foi escrita sobre o 8º ano
após a morte de Cristo. (Ajuda ao Entendimento da bíblia, p.
1971). Isso o colocaria no 38 d.C. Outras fontes afirmam que foi escrito
em 41 d.C. Vários especialistas consideram que o evangelho de Mateus
apresenta um texto mais primitivo do que Marcos.
A introdução aos Evangelhos Sinóticos, no Novo Testamento da Bíblia de Jerusalém
diz: “Segundo uma tradição datada do século II, São Mateus foi o
primeiro a escrever um evangelho e escreveu na língua hebraica. Nosso
grego “Evangelho segundo São Mateus” não se identifica com este livro
primeiramente em aramaico, que está perdido, embora haja momentos em que
parece representar um texto mais primitivo do que Marcos.”
O Evangelho de Lucas, de acordo com o Ajuda ao Entendimento da Bíblia
“pode ter sido escrito em Cesaréia em algum momento durante o
confinamento de Paulo lá por cerca de dois anos (c. 56-58 dC).” O Novo
Testamento da Bíblia de Jerusalém observa que “evangelho de São Lucas e
os Atos dos Apóstolos são os dois volumes de um único trabalho que hoje
poderíamos chamar ‘a história da ascensão do cristianismo.” Os dois
livros estão inseparavelmente ligados por seus Prólogos e por seu
estilo.”
O livro de Atos termina com a primeira prisão de Paulo em Roma, os dois volumes pode ser datados de cerca de 59-61 d.C
Com essa evidência, podemos
concluir que o Livro de Marcos deve ter sido escrito entre 38 e 61 d.C,
confirmando assim a data de compilação 45 d.C e a presença de Pedro em
Roma neste período.
FÍLON O JUDEU
Existe ainda uma outra prova intrigante para uma primeira visita de Pedro a Roma.
No verão de
38 d.C Agripa I visitou Alexandria, no Egito, onde ele aproveitou a
oportunidade para desfilar sua “magnificência” ante os judeus da cidade.
Este incitou os gregos de Alexandria a um motim e perseguirem os
judeus. O conflito inter-racial que se seguiu tornou-se tão ruim que se
espalhou para outras partes do Império Romano.
Gaio Caligula
– o imperador louco – exacerbou o problema, exigindo que os judeus
alexandrinos adorassem-no como um deus. Bo Reicke, emA Era do Novo Testamento,
diz: “Agripa queixou-se a Gaio Caligula, assim como uma delegação de
judeus de Alexandria liderado pelo filósofo Fílon, cujos livros In
Flaccum e De Legatione ad Gaium discutem essa importante luta” (Press
Fortress Pensilvânia. , 1981). A delegação, liderada por Fílon, viajou
para Roma, em 39 ou 40 d.C, mas não teve sucesso em obter a ajuda de
Calígula, que estava praticamente insano por esta altura.
Quando
Claudio subiu ao trono em 41, ele tentou resolver este conflito –
ordenando representantes de ambos os grupos étnicos comparecerem perante
ele em Roma. A segunda delegação, mais uma vez dirigida por Fílon, fez a
viagem a Roma. Quando eles chegaram, Eusébio afirma que Fílon “Disse
ter lido diante do Senado inteiro dos romanos sua descrição da impiedade
do [Imperador] Caio, que ele intitulou, com certas ironias, refere a
suas Virtudes, e suas palavras eram tão admiradas como se pudessem ter
um lugar nas bibliotecas.”
Enquanto Fílon estava em Roma ele se encontrou com Pedro!
Note o que Willian Cave disse:
“Aqui [em Roma], dizem-nos, ele
[Pedro] se reuniu com Filon o judeu, que recentemente veio em sua
segunda embaixada até Roma, em nome de seus compatriotas em Alexandria, e
contraiu uma íntima amizade e familiaridade com ele.” (A vida dos Apóstolos. Oxford 1840. Pp. 200-201.)
Eusébio comenta que “a tradição
diz que ele [Filon] chegou a Roma no tempo de Cláudio para falar com
Pedro que estava naquele tempo a pregação os de Roma. Isso, de fato, não
pode ser improvável uma vez que o tratado a que nos referimos, composto
por ele [Filon] muitos anos depois, obviamente, contém as regras da
igreja que ainda são observados em nosso próprio tempo” (História
Eclesiástica de Eusébio. Harvard University Press, Londres. 1975. p.
145).
Parece altamente provável que
Marcos foi enviado, por Pedro, para evangelizar Alexandria e áreas
vizinhas COMO RESULTADO DO contato de Pedro, com Filon! A tradição
oriental afirma Marcos foi para Alexandria de Roma, numa data próxima –
e, eventualmente, foi martirizado lá.
Como resultado da segunda
viagem de Filo a Roma e dos conselhos de Agripa, Claudio ordenou que o
prefeito do Egito observar que os direitos dos judeus não fossem
invadidos. Ao mesmo tempo, ele advertiu os judeus de Alexandria a
permanecer pacificamente e proibiu-os para atrair mais compatriotas para
a cidade para obter vantagem política. Estas diretivas pavimentou o
caminho para o trabalho de Marcos na área e, como esta tradição coptas
no Egito relatam”, “Mark levou seu evangelho com ele para Alexandria.”
E quando foi que Marcos saiu
para Alexandria? A História dos Patriarcas menciona explicitamente que a
revelação a Pedro e a Marcos (que Marcos deveria ir para Alexandria)
veio no ano 15 DEPOIS DA MORTE DE CRISTO – 45 d.C! (The Search For the 12 Apostles, por William Steuart McBirnie. NY 1973. P. 255).
EVIDÊNCIA ARQUEOLÓGICA
Uma
quantidade considerável de evidências foi descoberto pelas pás dos
arqueólogos provando uma antiga crença da residência e morte de Pedro em
Roma. Um grande número de sarcófagos cristãos foram descobertos (agora
no Museu de Latrão) mostrando cenas de prisão de Pedro por Herodes com
sua posterior liberação por um anjo. O historiador francês Das perseguições dos primeiros dois séculos,
Paul Allard, aponta que a freqüência com que este assunto foi escolhido
tende a provar uma relação estreita entre este evento e a primeira
visita de Pedro a Roma.
“Várias vezes, as figuras de Pedro e Paulo são encontradas em pinturas, ilustrações, copos e tigelas datados do século IV” (Pedro: O Príncipe dos Apóstolos, p. 615).
Cerca
de duas milhas de Roma, na Via Appia, ergue-se a antiga Igreja de São
Sebastião. Esta igreja foi originalmente chamada de Basílica dos
Apóstolos por causa da tradição que os corpos de Pedro e Paulo estavam
escondidos ali (em um cofre) durante a perseguição de Valeriano (253-260
dC). As primeiras tentativas para escavar sob esta Igreja foram feitas
em 1892. Os escavadores descobriram uma antiga casa romana, com uma
fileira de túmulos em frente – que data do primeiro e segundo séculos.
Uma inscrição mostrou este edifício como sendo a casa de Hermes (Romanos
16:14), e cerca de 80 REFERÊNCIAS A Pedro foram descobertas neste local
– que remonta a pelo menos o século 3. Isso é prova clara de que, numa
data muito antiga o nome de Pedro foi associados a este local.
Por perto, dois fragmentos de sarcófagos foram descobertos mostrando a figura de Pedro
Nas
catacumbas de Roma a memória de Pedro está totalmente espalhada.
Perdendo apenas em importância para Cristo como um objeto de arte
catacumbal, Pedro é retratado nas paredes mofadas de três passagens
subterrâneas misteriosas mais de trezentas vezes! Há quase 30 cenas
diferentes e incidentes da vida de Pedro – tudo a partir dos evangelhos –
representado por baixo da Cidade Imperial (Veja Catacumbas, por Pp Hertling & Kirschbaum 242-244..).
In an abbreviated form, the
apostle’s name was found present, at least 20 times, on the “Graffiti
Wall” next to Peter’s grave beneath the high altar of St. Peters in the
Vatican. Most often, his initials were arranged as a monogram, which has
been found all ALL OVER ROME “scratched in ancient monuments, inked
onto old manuscripts, worked subtly into wall mosaics, incised on the
margins of public signs, roughly stamped on medals, coins, rings,
statuettes, pots and similar household wares, even painted on gaming
boards” (The Bones of St. Peter, p. 97).
Em uma forma
abreviada, o nome do apóstolo foi encontrado presente, pelo menos 20
vezes, no “Graffiti Wall” ao lado do túmulo de Pedro embaixo do
altar-mor de São Pedro, no Vaticano. Na maioria das vezes, suas iniciais
foram arranjadas como um monograma, que foi encontrado por toda a Roma “riscado
em monumentos antigos, pintado em manuscritos antigos, trabalhado
sutilmente em mosaicos de parede, inciso nas margens de sinais públicos,
estampado em medalhas, moedas , anéis, estatuetas, vasos e produtos
domésticos similares, até mesmo pintado em placas de jogos” (The Bones of St. Peter, p. 97).
Nada ocorre
no vácuo – evidencias da permanência de Pedro e do martírio em Roma são
encontradas em muitos lugares diferentes, se alguém estiver disposto a
olhar honestamente.
A DEMORA DE PAULO
Você já notou por que o
apóstolo Paulo continuou resistindo em ir visitar o povo de Deus em
Roma? POR QUE? Porque ele não gostava de construir sobre fundamento
alheio!
Observe o que Romanos diz:
“Mas,
irmãos, em parte vos escrevi mais ousadamente, como para vos trazer
outra vez isto à memória, pela graça que por Deus me foi dada;Que seja
ministro de Jesus Cristo para os gentios, ministrando o evangelho de
Deus, para que seja agradável a oferta dos gentios, santificada pelo
Espírito Santo. De sorte que tenho glória em Jesus Cristo nas coisas que
pertencem a Deus.Porque não ousarei dizer coisa alguma, que Cristo por
mim não tenha feito, para fazer obedientes os gentios, por palavra e por
obras; Pelo poder dos sinais e prodígios, na virtude do Espírito de
Deus; de maneira que desde Jerusalém, e arredores, até ao Ilírico, tenho
pregado o evangelho de Jesus Cristo. E desta maneira me esforcei por
anunciar o evangelho, não onde Cristo foi nomeado, para não edificar
sobre fundamento alheio; Antes, como está escrito: Aqueles a quem não
foi anunciado, o verão, e os que não ouviram o entenderão. Por isso
também muitas vezes tenho sido impedido de ir ter convosco. Mas agora,
que não tenho mais demora nestes sítios, e tendo já há muitos anos
grande desejo de ir ter convosco, Quando partir para Espanha irei ter
convosco; pois espero que de passagem vos verei, e que para lá seja
encaminhado por vós, depois de ter gozado um pouco da vossa companhia.
Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos.” (Romanos 15, 15-25
– Tradução João Almeida)[Grifos nossos]
Vejam
o que ele fala no verso 20 em negrito: “E desta maneira me esforcei por
anunciar o evangelho, não onde Cristo foi nomeado, para não edificar
sobre fundamento alheio”
Isso torna tudo bem simples. Roma já havia sido evangelizada antes da escrita do livro de Romanos (57-58 d.C)!
Veja o que Paulo fala em Efésios 2, 20 :
“Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina;”
Os apóstolos eram os fundamentos.
Vemos
então que o fundamento sobre o qual Paulo não queria construir era o
fundamento de outro apóstolo, e quem foi esse outro apóstolos que
evangelizou ROMA? Diante de todas as evidências apresentadas no texto,
qual os leitores apontam como sendo o apóstolo fundador da Igreja de
Roma?
Obviamente, vemos, que a Fundação sobre a qual Paulo não queria construir era a de Pedro!
Assim
entendemos que as tentativas de deturpar a verdade sobre a qual o
protestantismo dá foros de verdade, não passa, isto sim, de lendas
escandalosas e pérfidas, havendo VÁRIAS provas do martírio, episcopado e
estadia de Pedro em Roma, conforme nos relata a bíblia, a história, a
geografia, a arqueologia e a tradição!
BIBLIOGRAFIA:
Dr. Adolph Harnack: “Dogmengeschichte”, 4th ed., p. 486 (c. 1904) cited in B.C. Butler’s The Church and Infallibility pg. 140 (c. 1954)
KIRBY, Peter. Ascensão de Isaias. Traduzido Por Rafael Rodrigues; Disponível em:
< http://www.earlychristianwritings.com/text/ascension.html> Acesso em 13/12/2011
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Irineu de Lion. From
Ante-Nicene Fathers, Vol. 1. Edited by Alexander Roberts, James
Donaldson, and A. Cleveland Coxe. (Buffalo, NY: Christian Literature
Publishing Co., 1885.) Revised and edited for New Advent by Kevin
Knight. Traduzido por Rafael Rodrigues. Disponível em <http://www.newadvent.org/fathers/0103.htm >.
Eusébio de Cesárea. From Nicene
and Post-Nicene Fathers, Second Series, Vol. 1. Edited by Philip Schaff
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1890.) Revised and edited for New Advent by Kevin Knight. Traduzido por
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Pregação
de Pedro. From Ante-Nicene Fathers, Vol. 8. Edited by Alexander
Roberts, James Donaldson, and A. Cleveland Coxe. (Buffalo, NY: Christian
Literature Publishing Co., 1886.) Revised and edited for New Advent by
Kevin Knight. Traduzido por Rafael Rodrigues. Disponível em <http://www.newadvent.org/fathers/0855.htm >.
Tertuliano.
Sobre o Batismo. From Ante-Nicene Fathers, Vol. 3. Edited by Alexander
Roberts, James Donaldson, and A. Cleveland Coxe. (Buffalo, NY: Christian
Literature Publishing Co., 1885.) Revised and edited for New Advent by
Kevin Knight. Traduzido por Rafael Rodrigues. Disponível em <http://www.newadvent.org/fathers/0321.htm >.
Clemente
de Alexandria. Fragmentos. From Ante-Nicene Fathers, Vol. 2. Edited by
Alexander Roberts, James Donaldson, and A. Cleveland Coxe. (Buffalo, NY:
Christian Literature Publishing Co., 1885.) Revised and edited for New
Advent by Kevin Knight. Traduzido por Rafael Rodrigues. Disponível em
< http://www.newadvent.org/fathers/0211.htm >.
< http://www.newadvent.org/fathers/0211.htm >.
Arnóbio
de Sica. From Ante-Nicene Fathers, Vol. 6. Edited by Alexander Roberts,
James Donaldson, and A. Cleveland Coxe. (Buffalo, NY: Christian
Literature Publishing Co., 1886.) Revised and edited for New Advent by
Kevin Knight. Traduzido por Rafael Rodrigues. . Disponível em <http://www.newadvent.org/fathers/06312.htm >.
Todas as Outras obras dos Cristãos Primitivos citadas na matéria podem ser encontradas em
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