Fonte: Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação – ALC.
Via Blog Carmadelio
O fortalecimento do
cristianismo nos países do hemisfério Sul tornou o Brasil a segunda
maior fonte de “exportação” de missionários na última década, sendo
ultrapassado somente pelos evangelizadores norte-americanos.
A pesquisa liderada
pelo professor da Gordon-Conwell, Todd Jonhson, constatou que 34 mil
missionários brasileiros foram enviados ao exterior em 2010, 70% a mais
do que no ano anterior. “A quantidade de missionários enviados pelo Sul
global supera o declínio do cristianismo na Europa”, frisou o estudioso.
Na avaliação de Zwetsch, a
melhoria das condições de vida no Brasil repercutiu diretamente no seio
das igrejas, estimulando, em parte, o interesse por ações missionárias
no exterior.
Ao citar a missionária
presbiteriana dos Estados Unidos, Sherron George, o professor da EST
esclareceu que muitos missionários seguem a estratégia paulina dos
“fazedores de tendas” e, quando enviados em missão, garantem o seu
sustento a partir do exercício de seus ofícios de origem, seja como
médico, professor, assistente social, entre outras. “Outra possibilidade
é o caminho das parcerias com igrejas do hemisfério Norte que colaboram
em projetos, financiando o trabalho missionário em outros países com
missionários da América Latina”, pontuou.
O professor da EST lembrou o
trabalho desenvolvido junto a comunidades pobres de Moçambique pela
diaconisa luterana brasileira Doraci Edinger, assassinada em 2004 por
razões até hoje desconhecidas, com o intuito de apontar dificuldades da
inserção missionária em outros contextos culturais, eclesiais e
políticos.
“Missão tem a ver com
contextualização e inculturação, o que evidencia a necessidade de um
duro e paciente trabalho de inserção na cultura hospedeira, sem o qual
se pode comprometer o anúncio do evangelho e a própria presença
missionária”.
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