Transfiguração de Jesus - Lc 9,28b-36
Promessa de ressureição
Esse relato da transfiguração está presente, com pequenas variantes, nos três primeiros evangelhos. O modelo para o relato de Lucas é o de Marcos. Do ponto de vista literário, o relato é uma prolepse dos acontecimentos de Jerusalém: ". conversavam sobre a saída deste mundo que Jesus iria consumar em Jerusalém" (v. 31), isto é, a paixão, morte e ressurreição. Na montanha, lugar de encontro com Deus, Pedro, Tiago e João são admitidos na oração de Jesus e podem contemplar, na glória, Jesus juntamente com Moisés e Elias; ambos aparecem "revestidos de glória" (v. 31), o que sugere a promessa da ressurreição. O que faz com que o rosto de Jesus seja transfigurado, na sua oração, é que ele mantém a sua face voltada para o Pai. É a comunhão com o Pai que transfigura e revela o mistério do Filho. A visão da glória de Jesus (cf. v. 32) faz com que Pedro tome a iniciativa de fazer a proposta de construir três tendas (cf. v. 33). Mas a sua sugestão cai no vazio, pois é Deus que os envolve na nuvem, ou seja, os faz participar da intimidade divina. O medo que eles sentem corresponde à entrada na presença de Deus; eles sabem que ver Deus é morrer (Jz 6,23; 13,22; Ex 33,20). Na verdade, diz o evangelista, Pedro "nem sabia o que estava dizendo" (v. 33). O que Pedro não compreende é que a verdadeira tenda, o lugar da presença de Deus, é Jesus.
Aos discípulos cabe, então, descer da montanha e
acompanhar Jesus na sua subida para Jerusalém. O leitor do evangelho,
prevenido pelo relato para não sucumbir ante o "escândalo" da paixão e
morte de Jesus, é convidado a percorrer o mesmo caminho, encorajado pela
antecipação da experiência pascal. A voz que sai da nuvem e interpreta o
acontecimento (v. 35) retoma a voz por ocasião do batismo (3,22; Is
42,1); a diferença que dessa vez a declaração do Pai se abre aos
discípulos: Jesus é um profeta poderoso em gestos e palavras - trata-se
de escutá-lo. A transfiguração não se oferece à visão, mas à fé que faz
ver. Pedro, Tiago e João foram testemunhas oculares (Lc 1,1-4), mas
"ficaram calados e, naqueles dias, a ninguém contaram nada do que tinham
visto" (v. 36). Será preciso esperar a realização de tudo o que foi
sugerido pelo relato para, então, eles poderem, impulsionados pelo
Espírito do Ressuscitado, dar o seu testemunho, pois será impossível
deixar de falar sobre o que viram e ouviram (cf. At 4,20). Esse relato da transfiguração está presente, com pequenas variantes, nos três primeiros evangelhos. O modelo para o relato de Lucas é o de Marcos. Do ponto de vista literário, o relato é uma prolepse dos acontecimentos de Jerusalém: ". conversavam sobre a saída deste mundo que Jesus iria consumar em Jerusalém" (v. 31), isto é, a paixão, morte e ressurreição. Na montanha, lugar de encontro com Deus, Pedro, Tiago e João são admitidos na oração de Jesus e podem contemplar, na glória, Jesus juntamente com Moisés e Elias; ambos aparecem "revestidos de glória" (v. 31), o que sugere a promessa da ressurreição. O que faz com que o rosto de Jesus seja transfigurado, na sua oração, é que ele mantém a sua face voltada para o Pai. É a comunhão com o Pai que transfigura e revela o mistério do Filho. A visão da glória de Jesus (cf. v. 32) faz com que Pedro tome a iniciativa de fazer a proposta de construir três tendas (cf. v. 33). Mas a sua sugestão cai no vazio, pois é Deus que os envolve na nuvem, ou seja, os faz participar da intimidade divina. O medo que eles sentem corresponde à entrada na presença de Deus; eles sabem que ver Deus é morrer (Jz 6,23; 13,22; Ex 33,20). Na verdade, diz o evangelista, Pedro "nem sabia o que estava dizendo" (v. 33). O que Pedro não compreende é que a verdadeira tenda, o lugar da presença de Deus, é Jesus.
Carlos Alberto Contieri,sj /
fonte: http://www.paulinas.org.br
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