Para
o médico americano John Bruchalski, 50 anos, nascido no estado de
Virgínia, significou passar da tarefa rotineira de realizar abortos
para uma visão completamente nova da medicina e a fundação do que hoje é
agora uma prática pro-vida que está se desenvolvendo.
Embora
criado em uma família católica devota, a saída da fé de John Bruchalski
começou quando ele foi para uma faculdade “católica”. Ali ele foi
influenciado por professores e amigos que afirmavam que a Igreja
Católica poderia mudar com a cultura – que os seus ensinamentos sobre o
casamento, divórcio, aborto, contracepção teriam finalmente de estar de
acordo com os valores culturais contemporâneos.
No
momento em que John Bruchalski entrou na escola médica em 1983 na
University of South Alabama, a contracepção e o aborto pareciam-lhe: “o
caminho para promover a saúde e a felicidade e a plenitude da vida
reprodutiva de uma mulher”. Com o objetivo de ser o melhor ginecologista
que pudesse, ele aprendeu os diferentes métodos de esterilização,
aborto e reprodução artificial e começou a aplica-los durante a sua
residência.
“Eu
estava realizando abortos porque acreditava que era o menor dos males –
até que percebi que as pessoas ficavam ainda mais destruídas após o
procedimento. Pode ter havido uma breve pausa do estresse e tensão, mas a
maioria dos casais se separaram após o aborto”.
O médico recebeu mensagens de Nossa Senhora em Guadalupe e em Medjugorje
Dr. John Bruchalski dando o seu testemunho em Medjugorje. Foto de Bernard Gallagher
No entanto, ele ainda não estava pronto para responder.
“Tive que colocar isto no fundo de minha mente.”
Então,
dois anos mais tarde, entre os seu segundo e terceiro ano de
residência, a sua mãe o levou em uma peregrinação até Medjugorje. Ali
ele redescobriu o amor por Jesus e Maria que seus pais tinham nutrido
nele durante toda a sua infância.
“Foi
a simplicidade das mensagens que me trouxe à conversão. Então eu tive
uma experiência ali com uma jovem da Bélgica que estava lá rezando pela
causa pró-vida. Ela me disse que tinha uma mensagem de Nossa Senhora
para mim e começou a contar-me coisas sobre a minha vida. Foi uma
mudança de vida para mim.”
Uma nova visão sobre a saúde. Não aos abortos.
De
volta aos Estados Unidos, John Bruchalski começou a procurar uma
maneira de integrar a sua fé redescoberta em sua profissão. Primeiro ele
teve outra experiência importante:
“Quando
eu voltei para casa, me foi dada a graça de ver a mim mesmo como eu
realmente era, toda a minha vida passou diante de mim – mas eu realmente
vi que existe uma maneira melhor de praticar a medicina” disse John
Bruchalski ao LifeSiteNews. ”A abordagem de saúde reprodutiva era o
oposto ao que a Planned Parenthood (instituição internacional que
promove a contracepção e o aborto) estava dizendo. Isso é o que Nossa
Senhora me disse que seria a minha tarefa “.
Ele
disse ao seu professor que ele não poderia mais cometer abortos ou
esterilizações, embora ele demorasse quase um ano para se livrar das
discussões.
Após
alguns anos de estudo da “teologia do corpo” escrita pelo Beato Papa
João Paulo II, John Bruchalski colocou a sua nova visão da medicina em
prática em 1994, quando fundou o Centro de Família Tepeyac com sua
esposa no porão de sua casa. O centro emprega seis médicos pró-vida e
uma enfermeira, tornando-se um dos maiores centros pró-vida gratuitos
com práticas médicas nos Estados Unidos.
Baseada
em uma visão católica de cuidados com a saúde, o centro promove
práticas que respeitam o ritmo natural da mulher e a santidade da vida
humana. Eles defendem o planejamento familiar natural, em oposição aos
contraceptivos e, em casos de infertilidade, eles se concentram em
tratar as causas subjacentes ao invés de usar as técnicas de reprodução
assistida, como a fertilização in vitro.
O
Centro Tepeyac tem o foco especial na implementação da teologia do
corpo escrita pelo Beato João Paulo II, que o doutor Bruchalski chama de
“revolucionária para os relacionamentos, para a medicina e para as
famílias”.
“A
teologia do corpo na medicina significa que você coopera com o corpo,
você não o reprime, você se concentra na saúde, não na doença. Você não
trata desejos, você trata a doença. Você não trata as pessoas como
produtos. Você não tentar ir para o melhor médico que cria os mais
saudáveis bebês com as melhores técnicas. Porque nós somos mais do que
produtos, somos pessoas” disse o Dr. John Bruchalski.
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