Temos
nossas divergências com nossos irmãos ateus, mas concordar com a morte
deles é algo inaceitável, não só dos ateus, mas existem países que
também matam os irmãos de condição homossexaul, algo também inaceitável.
Amamos
as pessoas! Por elas Deus enviou seu filho ao mundo.Discordar das
posições das pessoas não nos dá direito de querer suas mortes, de forma
alguma.
***
Ateus
e outros céticos religiosos sofrem perseguição ou discriminação em
muitas partes do mundo. Em pelo menos sete países eles podem ser
executados se suas crenças se tornarem conhecidas, explica um relatório
divulgado.
O
estudo realizado pela União Internacional Humanista e Ética (IHEU),
mostra que “os infiéis” que vivem em países islâmicos enfrentam o
tratamento mais brutal nas mãos do Estado. Aponta ainda para as
políticas de alguns países europeus e dos Estados Unidos, que favorecem
os religiosos e suas organizações, além de tratar ateus e humanistas
como párias.
O
relatório intitulado “Liberdade de Pensamento 2012″, afirma que “há
leis que negam o direito dos ateus de existir, restringem sua liberdade
de [não] crença e de expressão, revogam o seu direito à cidadania e
restringem até seu direito de se casar”.
Outras
leis “obstruem o acesso à educação pública, proíbe-os de exercer cargos
públicos, impede-os de trabalhar para o Estado, criminaliza sua crítica
da religião, e pode fazer com que sejam executados por abandonar a
religião oficial de seu país”.
O
relatório foi entregue a Heiner Bielefeldt, relator especial das Nações
Unidas sobre a liberdade de religião ou crença. Ele afirmou que ainda
há pouco reconhecimento de que os ateus também estão protegidos pelos
acordos globais de direitos humanos.
A
IHEU reúne mais de 120 organizações seculares, humanistas e ateístas,
em mais de 40 países. A divulgação de seu relatório visa marcar o Dia
dos Direitos Humanos da ONU, lembrado nesta segunda-feira.
Segundo
o levantamento, que pesquisou cerca de 60 países, os sete onde é
prevista a pena capital são: Afeganistão, Irã, Ilhas Maldivas,
Mauritânia, Paquistão, Arábia Saudita e Sudão. O relatório de 70 páginas
enumera diferentes casos recentes de execução por causa do “ateísmo”,
mas os pesquisadores dizem que o “crime” é muitas vezes mascarado com
outras acusações.
Outros
países, como Bangladesh, Egito, Indonésia, Kuait e Jordânia, têm leis
onde ser ateu ou ter-se uma visão humanista sobre religião é totalmente
proibido e recaem nas leis que proíbem a “blasfêmia”. Em muitos desses
países, e em outros como a Malásia, os cidadãos têm de se registrar como
não seguidores da religião oficial, perdendo vários benefícios.
Traduzido de Chicaco Tribune
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