Testemunho anônimo
Em 1950 você teve uma nova ideia brilhante.
Não havia nenhuma igreja católica em várias regiões da Alemanha( pós segunda guerra mundial ) até então totalmente evangélicas, nas quais agora os católicos do Leste tinham encontrado um novo lar. A Santa Missa era celebrada então em salões de baile, ginásios, escolas, barracas e em certas ocasiões, quando o Pastor dava o seu consentimento, também em igrejas evangélicas.
A solução era simples para você: “Eles não têm igrejas, então a igreja tem que ir até eles!” Assim, mandou transformar ônibus e caminhões usados em igrejas móveis. Abria-se um dos lados do veículo e a igreja estava pronta. O som dos sinos vinha de um disco, podia-se escolher entre os sinos da Basílica de S. Pedro e os da Catedral de Colônia. Também não faltava música sacra festiva. Os caminhões capela receberam bonitos nomes e chamavam-se, por exemplo “Caminhão Madona”, “Caminhão Bonifácio”, “Caminhão Magnificat”, “Caminhão Senhor Jesus”, “Caminhão dos Pastores”, “Caminhão dos Samaritanos”, “Caminhão da Paixão”, “Caminhão Verônica” e assim por diante, exatamente como “verdadeiras” igrejas.
Trinta e cinco destas capelas percorreram caminhos na diáspora. Marie G. Goletz, de Oberaula, conta como um caminhão capela chegou à sua aldeia:
Poucos anos haviam se passado desde a Segunda Guerra Mundial. Sem pátria… fui levada juntamente com outros refugiados para Hessen, onde encontramos asilo nas comunidades rurais. Nós éramos os primeiros católicos daquela região desde a Reforma. As necessidades comunitárias atenuaram a distância inicial dos nativos, porque também a população residente tinha sofrido muito com a guerra e as suas consequências. As pessoas adquiriam conhecimento através do trabalho e ajudavam-se mutuamente nas condições de moradia, em parte limitadas.
Nós, católicos, tínhamos perdido, juntamente com a pátria, a própria casa de Deus. O pastor evangélico pôs à nossa disposição o local para celebrarmos a Santa Missa. Um dia fomos convidados para uma reunião da “Ajuda à Igreja que Sofre”. Nos sentamos ao redor da aldeia na hora anunciada, uma comunidade com muitos tipos de pessoas. Os caminhões capela da “AIS” chegaram à aldeia… As portas amplamente abertas revelavam um altar, onde padres da Holanda celebravam Missa e pregavam. Rezamos e cantamos. Além disso, um caminhão capela levava esmolas de diversos tipos, que eram repartidas pelos necessitados. Era ao mesmo tempo comovente e uma felicidade que alguém olhasse por nós desta maneira. (…)
Foi pela sensação de não sermos esquecidos que nos sentimos agradecidos nos primeiros anos após a guerra e, assim, recordo (e também muitos outros) com gratidão o fundador da “AIS”, o Padre Werenfried van Straaten. (foto) Eu considero ele e seus colaboradores os santos dos nossos tempos.

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