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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A Estratégia de São Paulo


“Eu corro, mas não sem rumo certo...!” (ICor 9, 26)
Realmente Paulo se consumiu sem descanso em viagens e sacrifícios sem conta (cf. IICor 11, 22ss) constrangido pelo Amor de Cristo que queimava no seu peito para que oportunamente e inoportunamente a salvação de Jesus alcançasse a cada dia um maior número de homens e mulheres em seu tempo, fazendo-se “tudo para todos” (cf. IICor 5, 14 e ICor 9, 22).
É interessante percebermos que no ministério de Paulo houve três etapas significativas:
1. O tempo da evangelização direta pela pregação, pelas cartas, pelo envio de delegados, alcançando multidões, entre o povo e políticos do seu tempo, buscando alcançar os maiores centros sociais e culturais que eram as oito grandes capitais da época, inclusive Roma (coração político, econômico e militar), Jerusalém (capital religiosa), Atenas (capital cultural), Éfeso (capital artística) e até mesmo a Espanha (que era considerada como os confins da terra).

2. Chegou, porém o momento em que Paulo teve uma grande intuição em sua estratégia evangelizadora. O trabalho tinha crescido e ele não ia conseguir mais acompanhar pessoalmente as Comunidades que iam crescendo. Foi neste segundo momento que ele, até então evangelizador, tornou-se formador de evangelizadores.
3. Seguiu depois o tempo de sua última prisão e do testemunho de seu martírio em Roma, onde a atividade apostólica seguiu a estratégia da Cruz de Cristo e do clamor do seu sangue.
“Eu corro, mas não sem rumo certo...!” (ICor 9, 26)
Pela graça de Deus nós também vimos, ao longo dos anos, o crescimento da evangelização em nossa pequena família. Apesar de nossa fragilidade, surgiram tantas atividades de evangelização, alcançamos numerosas cidades e, confiando no Senhor estamos abrindo novos centros em Manaus, Maringá e preparando-nos para novas aberturas, se for da Vontade de Deus, na Europa e na África.
Chegou também para nós o tempo de uma nova estratégia: Tempo de buscar o “rumo certo”, centrando nossos esforços, sempre mais, na formação de novos evangelizadores e líderes.
Olhando para Paulo indicamos alguns passos concretos:
1. Encontrar lideranças para formá-las num caminho humano, espiritual e ministerial: primeiramente pela oração e direção espiritual, e em segundo lugar através de formações e cursos específicos no conhecimento da Palavra, da doutrina e do ministério de evangelização. Paulo encontrou e preparou Épafas para a Igreja de Colossos, Tíquico para Éfeso, Erasmo para Corinto... e nós? Um evangelizador não apenas evangeliza, mas formar evangelizadores.
2. Formando equipes de evangelização: evangelizar juntos é a melhor forma de formar evangelizadores. Assim fez Paulo com Silas, Áquila e Priscila, Aristarco, Demas e nós? Temos somente esta geração para evangelizar esta geração! Não podemos deixar cair o testemunho do Evangelho que recebemos daqueles que nos geraram na fé e que só nós poderemos passar para as gerações que virão.
Todos os membros de cada elo do Movimento devem sentir-se convocados no fogo do Espírito para estudar e discernir as estratégias oportunas para que a Misericórdia do Senhor alcance a todos com a criatividade do Amor! É tempo de “correr, mas não sem rumo certo” (cf. ICor 9, 26).
Os abençôo de coração!
Pe João Henrique

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